Trabalho escravo nas Lojas Marisa

O Sindicato dos Comerciários de Fortaleza foi às ruas repudiar as ações ilegais da confecção registrada como Indústria de Comércio e Roupas CSV Ltda

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O Sindicato dos Comerciários de Fortaleza foi às ruas repudiar as ações ilegais da confecção registrada como Indústria de Comércio e Roupas CSV Ltda

Por Maurício Hashizume

O Sindicato dos Comerciários de Fortaleza foi às ruas repudiar as ações ilegais da confecção registrada como Indústria de Comércio e Roupas CSV Ltda, fabricante de peças de vestuário feminino para as Lojas Marisa

A manifestação aconteceu em frente à Loja Marisa do centro de Fortaleza. Os sindicalistas levaram à público as denúncias de escravidão, maus tratos, aliciamento, ilegalidade, jornadas de trabalho excessivas, diversos problemas no campo da saúde e segurança do trabalho e até indícios de tráfico de pessoas, segundo a fiscalização da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de São Paulo – iniciada em 18 de fevereiro – que responsabilizou a Marisa em 43 autos de infração.

A população parou para ouvir o discurso dos dirigentes sindicais e indignou-se com os fatos relatados. Pessoas saíram da loja e desistiram de comprar no estabelecimento. Alguns afirmaram que não comprariam mais na Marisa. “É um absurdo o que estão fazendo. Gostaria de saber para que tanta ganância? Para que tanta riqueza se não fornecem sequer salário justo e trabalho digno para as pessoas?”, protestou uma cliente.

Segundo o site da Marisa, a mesma é “a maior rede de lojas femininas do país, com mais de 220 lojas espalhadas por todas as regiões, mais de 90 milhões de peças vendidas e mais de 44 milhões de clientes que frequentam as unidades da rede por ano”.

Entretanto, mesmo com toda esta grandeza, a empresa escraviza imigrantes, principalmente bolivianos, desrespeita as leis e age na ilegalidade. Há registros de “salários” de R$ 202 e de R$ 247, menos da metade do salário mínimo (R$ 510).

Com informações de Repórter Brasil e Brasil de Fato   



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