Sobre a cultura do estupro

Expressão indica que a sociedade não só tolera como incentiva a violência contra mulheres, mas vai além: é um processo para constranger pessoas a se adequarem a papéis de gênero

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Expressão indica que a sociedade não só tolera como incentiva a violência contra mulheres por meio da violência sexual, mas vai além: é um processo para constranger pessoas a se adequarem a papéis de gênero

Por Cynthia Semíramis

Cultura do estupro

Uma expressão que vem se tornando bastante frequente quando se fala em violência contra mulheres é que vivemos em uma “cultura do estupro”, na qual a sociedade incentiva a violência sexual contra mulheres. Porém, essa visão é bastante restrita para os dias atuais, embora fosse perfeitamente compreensível na época de sua criação, que ocorreu nos grupos de sensibilização das décadas de 1960 e 1970.

Esses grupos não tinham uma pauta fixa, mas variável, improvisada à medida que as demandas surgiam. Como se tratava de uma época de mudança de mentalidade, eram bastante comuns discussões sobre questões sociais. O intercâmbio de informações entre os grupos gerou mobilização suficiente para pressionar por direitos civis, incluindo mudanças legislativas e políticas públicas para mulheres.

Nesse período, os grupos eram exclusivamente masculinos ou femininos e problematizavam principalmente as relações heterossexuais. As mulheres discutiam como lidar com uma sociedade que reprimia sua sexualidade e negava direitos. Os homens discutiam como os estereótipos acerca da masculinidade (como a pressão para ser sempre autoritário, não chorar, e tratar mulheres como subordinadas) limitavam suas vidas e dificultavam o relacionamento com as mulheres.

No início da década de 1970, nos Estados Unidos, o estupro era considerado uma doença, uma anomalia, uma “necessidade” masculina, uma mentira ou culpa da vítima. Esses conceitos foram questionados à medida que os comentários das pessoas nos grupos de sensibilização apresentavam visões completamente diferentes sobre o tema.

Estupro como relação de poder

Ilustração de Luciano Tasso

O grupo New York Radical Feminists destacou-se nessa área, produzindo palestras e conteúdo que inspiraram cineastas e escritoras. Dentre os trabalhos produzidos merecem destaque o documentário Rape Culture (Cultura do estupro), de Margaret Lazarus e Renner Wunderlich, e o livro de Susan Brownmiller Against Our Will: Men, Women and Rape (Contra a nossa vontade: homens, mulheres e estupro), ambos de 1975.

O documentário foi importante porque apresentou diversos pontos de vista em relação ao estupro, dando voz às vítimas, estupradores e pessoas que trabalhavam em centros de atendimento às vítimas. Também fez uma análise da abordagem midiática em casos de estupro, concluindo que a cultura da época endossava a violência sexual contra mulheres.

O livro de Susan Brownmiller apresenta um histórico detalhado sobre o estupro. São expostas inclusive questões raciais (a origem da mentira de que homens negros seriam “naturalmente” estupradores) e observações sexistas em livros jurídicos (um autor sugeria desprezar denúncias de estupro porque as mulheres “têm tendência a mentir”).

Brownmiller concluiu que o estupro não é um crime relacionado a sexo ou desejo sexual. O estupro se refere a uma relação de poder: trata-se de um processo de intimidação pelo qual todos os homens mantêm todas as mulheres em um estado de medo permanente.

A violência doméstica se enquadra nesse raciocínio, pois mulheres são tratadas como propriedade masculina e essa relação se manifesta por meio do espancamento e do estupro marital. Estupros em casos de escravidão e de guerra (inclusive religiosa) também se encaixam nessa teoria, pois são uma forma de subjugar por meio da violência sexual. E o conceito de feminicídio (homicídio de mulheres que não obedecem aos cânones sociais) claramente deriva dessa observação de que a cultura legitima a violência contra mulheres.

Em todos esses exemplos fica nítida a relação de poder: as mulheres não têm vontade própria, sendo consideradas propriedade dos homens. E a respeitabilidade masculina só é obtida na medida em que a mulher pode ser coagida a seguir as regras sociais e obedecer ao pai ou marido. A coação é feita criticando as mulheres que não aceitam se submeterem a essas regras e culpando as vítimas de crimes sexuais. Com medo de serem hostilizadas e violentadas, acabam se submetendo à autoridade masculina para evitar mais violência.

Cultura do estupro para manter papéis de gênero

Atualmente, a compreensão é de que não se deve opor homens a mulheres, como fez Brownmiller, pois o problema está na estrutura social antiquada que determina papéis de gênero fixos: homens deveriam agir de determinada forma; mulheres, consideradas inferiores a eles, deveriam agir de forma diferente para evidenciar essa inferiorização e deveriam se subordinar aos homens. Às pessoas caberia simplesmente acatar e se enquadrar nos papéis predeterminados.

Nessa estrutura, a forma utilizada para constranger mulheres a se submeter aos homens está no controle do corpo e de sua sexualidade: deveriam ser virgens ou sexualmente recatadas, não deveriam usar determinadas roupas ou frequentar certos locais. E a punição para as que não aceitassem era a legitimação da violência por meio de hostilidade e, em casos extremos, estupro e morte. Ou seja, a cultura do estupro é o processo de constrangimento social que garante a manutenção dos papéis de gênero. Não é uma ação individual (como se todo homem odiasse mulheres), mas uma convenção social que mantém determinados papéis e estruturas sociais.

Esse constrangimento social não é direcionado somente às mulheres, mas a toda pessoa que não se enquadre no modelo. Os homens heterossexuais perceberam isso nos grupos de sensibilização dos anos 1960, quando questionavam os estereótipos acerca da masculinidade e eram hostilizados por não serem “masculinos o suficiente” para a cultura da época. Em tempos recentes, homossexuais também perceberam que desde a infância foram moldados para agir de acordo com papéis de gênero que desprezam sua liberdade, forçando-os a uma heterossexualidade compulsória. Quando não se adequam são ridicularizados, estuprados e agredidos até a morte. Mulheres lésbicas enfrentam os mesmos problemas, agravados pela ameaça de estupro corretivo para que a violência sexual as “transforme em heterossexuais”. Ao contrário do que parecia na década de 1970, a cultura do estupro não é uma questão apenas de violência contra mulheres heterossexuais.

Generalizações inadequadas

A cultura do estupro é bastante criticada por generalizar, transformando todos os homens em estupradores e todas as mulheres em vítimas passivas. Esse tipo de generalização é inadequado e não beneficia a ninguém. Ele perpetua a história da Chapeuzinho Vermelho que deve se precaver contra todos os homens, como se cada um deles fosse o Lobo Mau à espreita para seduzi-la e destruir sua reputação, forçando-a ao isolamento social.

Outro problema de tratar a mulher sempre como vítima é hostilizá-la quando ela recusa este papel, desprezando sua autonomia para decidir o melhor jeito de lidar com a violência que sofreu.

Há alguns anos o caso de Natascha Kampsuch gerou comoção por duas vezes. Primeiro, quando se descobriu que ela foi retirada à força de sua família, estuprada e mantida em cárcere privado dos 10 aos 19 anos. Quando conseguiu fugir, o agressor se suicidou. Em seguida, foi bastante criticada ao publicar suas memórias e expor estratégias de resistência, mostrar o agressor como uma pessoa comum (e não um monstro) e contar como conseguiu superar os traumas.

Guardadas as devidas proporções, no Brasil há o caso de Geisy Arruda, hostilizada pelos colegas de faculdade por causa de um vestido curto. Ela se recusou a continuar no papel de vítima e foi criticada por não ter se escondido, procurando lucro e projeção social como compensação pela hostilidade que sofreu.

A generalização cria uma guerra dos sexos inútil, que gera desconfiança e perpetua estereótipos: infantiliza as mulheres e despreza suas possibilidades de resistência ou de mudança de papéis, além de ignorar os inúmeros casos em que os homens são vítimas de violência sexual ou são injustamente acusados de terem-na cometido.

Combatendo a cultura do estupro

A discussão sobre a cultura do estupro já tem cerca de quarenta anos. Não há como ignorar que o mundo mudou bastante nesse período. As mulheres cada vez mais obtêm a igualdade de direitos e questões relacionadas à liberdade sexual são cada vez mais garantidas pelo Estado.

No Brasil, os termos sexistas da legislação criminal foram abolidos em 2005. Em 2009, uma nova lei retirou o crime de estupro da seção de crime contra os costumes, para enquadrá-lo nos crimes contra a liberdade sexual, reconhecendo o direito da vítima de direcionar sua sexualidade de acordo com sua vontade – e não segundo a prescrição social. O crime de estupro também foi alterado de forma a reconhecer que se trata de uma relação de poder, inclusive considerando que tanto mulheres quanto homens podem ser vítimas de estupro.

As modificações na legislação demonstram que, ao menos em relação ao Estado, a cultura do estupro vem sendo sistematicamente eliminada. Embora vários dos avanços legislativos dos últimos anos derivem de condenações do Brasil nas cortes internacionais de direitos humanos, o que importa é a pressão exercida por essas condenações e pelos movimentos sociais para que o Estado, com todo o seu aparato e poder de coerção, atue para que essas práticas sejam modificadas. A estrutura social se modifica para encampar a igualdade entre homens e mulheres e garantir a liberdade sexual de todas as pessoas.

Porém, as práticas sociais mudam lentamente. Publicidade, jornalismo, novelas e outros produtos midiáticos ainda creem estar no século XIX e agem contra a lei divulgando conteúdo que legitima racismo e violência contra mulheres e homossexuais. É necessário combater isso por meios legais e também com manifestações mais incisivas de movimentos sociais. Mas é importante lembrar que ações contra a cultura do estupro devem compreender as mudanças dos últimos anos e reconhecer que se trata de uma disputa em torno de papéis de gênero.

Grupos exclusivamente femininos ou masculinos podem existir para questões específicas, mas é melhor que coexistam com grupos mistos. O diálogo se amplia, as polarizações são matizadas e ao invés de tratarem o homem ou a mulher como inimigos, como muitas pessoas vêm fazendo, é possível perceber que todas as pessoas têm uma causa em comum: lutam para que os papéis de gênero deixem de ser opressores, e que a liberdade e a autonomia de todas as pessoas sejam efetivamente respeitadas.

Não é possível atualmente ter medo ou demonizar os homens, sejam eles heterossexuais ou não: eles são aliados das mulheres na luta contra a cultura do estupro porque também fazem parte e sofrem com a estrutura social que os engessa em papéis de gênero.

 

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Comentários

43 comments

  1. Ariana Arruda Responder

    Excelente!

  2. D. Responder

    Quero te ver passear num beco escuro, a noite, sozinha de mini saia. Se surgir um cara do nada, vai achar que ele tá lá brincando de pique esconde? As pessoas não estão generalizando, o mundo é assim. Você não deve saber, mas foi feita uma pesquisa com um grupo de homens (acho que nos EUA, é preciso confirmar), e mais de 75% respondeu que estuprariam se não fosse crime.

    1. Carlos Responder

      Eu aposto que ela não mudaria de opinião. È justamente este tipo de mentalidade que a autora debate no texto. Além do mais é preciso analisar o contexto e os métodos usado na pesquisa. E também é necessário um olhar mais crítico a qualquer pesquisa divulgada. Veja um exemplo:
      http://carlosorsi.blogspot.com.br/2013/03/precognicao-fail.html

      Cuidado com generalizações.

    2. Lanlan Responder

      D. acho que vc não entendeu o texto. Em momento algum ela disse pra gente deixar de se preocupar, se precaver ou se cuidar. Ela só quis dizer que não adianta criarmos espaços exclusivamente femininos e deixarmos de fora da discussão sobre a cultura de estupro aqueles que são os maiores responsáveis por ela.
      Não adianta discutirmos entre nós mulheres e simplesmente isolar os homens desse processo de debater sociedade e papeis de gênero senão esse índice que vc apontou – os 75% – não vai diminuir nunca.

    3. Beatriz Morelli Responder

      Uma mulher corroborar com esta “cultura” é, no mínimo, degradante…

      Estamos em discussão de um processo de exclusão, direitos negados, incentivo a segregação e morte. Não há como ser parte disso.

      Agradeço a oportunidade de me fazer pensar.

    4. Paty Responder

      Como é perigoso informações assim, jogadas ao vento, sem fundamento. Nessa pesquisa, feita nos EUA, perguntaram aos homens se caso fosse proibido a PROSTITUIÇÃO, se eles estuprariam. Eles levaram em consideração uma hipotética falta de sexo para responderem a pergunta. É muito importante saber também que existe uma ampla distancia entre falar e fazer uma coisa. Homens NÃO são potencias estupradores.

      1. fernandoildio Responder

        e a pesquisa foi feita numa cadeia? só pode. Homens tem nojo de estupradores, tanto é que na cadeia estupradores são mortos. E isso vem desde a antiguidade, até no código de honra dos piratas e guerreiros, eles podiam fazer vários crimes como matar e roubar, mas estuprar sempre dava pena de morte.

    5. Di Responder

      Pura verdade o q vc escreveu… Qdo se fala mal de um homem que dá cantadas na rua, em uma rua sem ninguém, qual a mulher em sã consciência confiaria nesse cretino? Tudo é questão de oportunidade…

    6. Mônica Giraud Responder

      D,Não, o mundo não é assim.O mundo foi de um jeito na época de minha avó, de um outro jeito na época da minha mãe, está sendo de um outro jeito agora, e com certeza (felizmente) vai mudar.Dizer que “o mundo é”,fecha questões, e isso não é o que está acontecendo,prova é esse texto, que nos faz pensar e discutir sobre a questão do estupro.E somos nós a humanidade que faz o mundo mudar constantemente.Pessoas como você (e que não são poucas), é que demoram um pouco para entender que a humanidade está construindo ainda que as vezes lentamente um novo mundo a cada dia.Mas é de se entender afinal na época da escravidão, as pessoas também diziam isso:”o mundo é assim”.

      1. Cleyton Rodrigues Responder

        Você concorda com essa estatística? Se pesquisar vídeos de reportagens sobre qualquer estuprador no youtube,
        ou nesses em que quando se descobre que alguém é estuprador, vídeos mostram ele sendo espancado até a morte
        por todo homem ao redor, e nenhum demonstrando pena, nos milhares de comentários postados por homens, todos
        dizem: “ele tinha que apanhar até morrer, tomara que seja estuprado na prisão, etc…”. Quero ver a fonte dessa estatística da D. (não encontrei em lugar algum) e saber a confiabilidade, as amostras,
        critérios que foram utilizado, eu tenho certeza que pode ter sido manipulada, ou mal interpretada.

      2. fernandoildio Responder

        viajou hein… 75%? homens tem nojo de estupradores, tanto é que na cadeia estupradores são mortos. E isso vem desde a antiguidade, até no código de honra dos piratas e guerreiros, eles podiam fazer vários crimes como matar e roubar, mas estuprar sempre dava pena de morte.

        1. Gabriela F. Fonseca Responder

          Homens têm nojo de estupradores mas os estupradores são homens!!!

    7. Cleyton Rodrigues Responder

      É mais que óbvio que essa estatística é mentirosa! um estuprador é visto como lixo até por outros bandidos na prisão, há dezenas de vídeos na internet, quando se descobre que um homem é estuprador, isso é tão inadimissível para todos homens ao ponto de que esse é até linchado pelos outros.

    8. Marcus Responder

      A pesquisa foi feita em São Paulo, pelo IPEA. E o resultado foi inverso. Eles erraram no grafico, então sua opnião é totalmente arcaica e maxista.

  3. Isabella Marçal Responder

    Reflexão interessantíssima e muito bem vinda nos tempos de facebook. Pouca profundida teórica e muito alarmismo vitimista que acaba por aumentar a antipatia de quem mais precisa de reflexão.

  4. Sanzio Barreto Responder

    Natascha Kampsuch não foi estuprada. Além disso, ela descreve o sequestrador como uma pessoa profundamente doente, com problema de afeto e contado, embora nunca tenha usado violência maior contra ela. Pesa contra a tese de que ele seria uma pessoa comum o fato de ter se matado quando descoberto.

    No mais, irretocável explanação.

    1. Vanessa Responder

      Natasha por muito tempo recusou-se a falar sobre esse aspecto, mas depois confirmou que sofreu abuso sexual. Tanto que autorizou a cena que retrata o estupro no filme baseado em seu livro, 3069 dias.

  5. Evaniele Responder

    Texto muito bom e significativo!!!

  6. Vinny Responder

    Sou radicalmente feminista! As mulheres são ótimas; as adoro e as respeito! Vive les femmes!

  7. Hique P. Zarquon Responder

    Lindo isso…

  8. Thais Santos Responder

    Texto esclarecedor sobre o assunto, muito bom.

  9. Mônica Giraud Responder

    se a moça quer pagar a corrida do táxi desse jeito, e se o motorista aceita esse tipo de pagamento,qual é o problema? Bem se você é contra é simples,quando for usar um táxi não pague desse jeito, e se é taxista não aceite esse tipo de pagamento.

  10. Aline Simão Responder

    Ela pagar as contas com sexo é errado.O taxista aceitar o pgto com sexo, não. Essa é a grande questão! A violência contra a mulher não é mais aceita, mas é ‘normal’, ‘justificável’. Isso por que, apesar de todos os avanços, as mulheres ainda são inferiorizadas de uma maneira muito mais sutil, muito mais enraizada. Lembro da minha mãe me dizendo sempre “menina não pode falar assim”, “sentar desse jeito não é coisa de mulherzinha”. O que eu sonho que um dia aconteça é que acabe esta discriminação de gêneros. Existem, claro, características naturais femininas e masculinas. Sem problemas com isso. Mas não é o que a sociedade (e MUITAS das mulheres) pensa ser o correto para meu gênero que deve pautar minha personalidade e comportamento. Pois isso nunca irá tirar da nossa cabeça que a mulher tem que se cuidar e se vestir de determinada maneira pq se não irá dar motivo para os homens, todos eles, nos violentarem ou não nos respeitarem. Pois eles, podem fazer isso, é normal.

  11. Olga Zunino Responder

    Então o problema não vai ser dela e sim do marido, se meu marido aceita-se algo assim eu não culparia a mulher e sim meu marido que aceitou, isso pode parecer difícil na sua mente limitada, mas se você tentar talvez aprenda alguma coisa.

  12. Cleber Aurélio Responder

    Considerei este um dos melhores textos que já li sobre o assunto. Mesmo sendo crítico do feminismo e discordando da teoria da “cultura de estupro” em alguns pontos, a autora ganhou meu respeito pela forma como conclui o texto combatendo a generalização negativa com relação ao sexo masculino. Creio que essa sobriedade só acrescenta e facilita o diálogo, mesmo entre pessoas que pensam diferente :)

  13. fernandoildio Responder

    e os homens vivem o paraíso na terra né? totalmente realista o seu comentário.

  14. fernandoildio Responder

    …e o prêmio de vitimista do ano vai para…

  15. Rosa1112 Responder

    O texto se refere á cultura do estupro, violencia contra mulher praticada por homens.

    Seu machismo não conseguiu enxergar o que o texto denuncia.

    Homens em geral são assassinados por outros homens, mulheres em sua maioria por parceiros e ex parceiros. Mulheres são vítimas de estupro por homens conhecidos e desconhecidos.

    Pesquisas indicam que a violencia dos homens contra os homens também tem sua origem no machismo.

    Questionar a violencia machista, nem pensar…

    Sugiro que assista ao vídeo, talvez apreenda alguma coisa:

    http://www.ted.com/talks/lang/pt-br/jackson_katz_violence_against_women_it_s_a_men_s_issue.html

  16. Rosa1112 Responder

    Sugiro que vcs assistam o vídeo, talvez apreendam alguma coisa: http://www.ted.com/talks/lang/pt-br/jackson_katz_violence_against_women_it_s_a_men_s_issue.html

  17. Rosa1112 Responder

    Acho que um estupro a cada 12 segundos no Brasil, 10 mulheres assassinadas por parceiros e ex-parceiros por dia, mostra bem que quem odeia MESMO são vocês homens.
    Quer outro exemplo: a Polícia Rodoviária Federal encontrou 1800 pontos de prostituição INFANTIL nas estradas federais do Brasil. Abusar de crianças pobres é o quê?! Respeito? Carinho?
    Tráfico de mulheres, crianças e adolescentes para exploração sexual na prostituição cresce no mundo todo. Isso demonstra que os homens seguem no seu imenso apreço pelas mulheres, meninas e meninos?!

  18. Rosa1112 Responder

    Se as agressões cotidianas dos homens contra as mulheres no Brasil e no mundo inteiro não alivia para as mulheres, porque o feminismo em suas denuncias tem que aliviar?!
    Tem que ser dado nomes aos bois, aos que diariamente agridem, estupram, matam mulheres. Em tempo: como disse antes, não são os et’s.

  19. Cora Responder

    estupro não é sexo. é violência. e sim, considero grave que homens digam que estuprariam se não fosse crime.

    1. Cleber Aurélio Responder

      Ai, ai, ai… Odeio essa mania besta que algumas pessoas têm de tentar desfazer o argumento dos outros dizendo que ela usou uma palavra com sentido errado… Principalmente quando essa palavra não tem NADA A VER com o tema central do comentário… ¬¬ Não sei se você percebeu, mas eu fiz uma ironia para demonstrar que NÃO ACREDITO QUE ESSA ESTATÍSTICA SEJA VERDADEIRA! Qualquer um percebe que isso é hoax! Não existe essa história de que 75% dos homens estuprariam se fosse crime, essa é a mentira mais imbecil que eu ouvi nesse ano!

  20. Tom Lima Filho Responder

    Você está considerando apenas o estupro que acontece no meio da rua, na balada… Mesmo que você estivesse correto em comparar a natureza desses dois crimes (o roubo e o estupro), seu discurso não faz sentido. Você está dizendo que uma pessoa tem que aceitar o fato de ter sido estuprada por ter feito uma escolha de beber um pouco demais, usado uma roupa que tivesse vontade ou tiver tido o descuido de deixar a porta do carro destrancada. Eu ainda sou dono do meu corpo, mesmo bêbado, mesmo dormindo, mesmo inconsciente, mesmo com a porta do carro aberta e não importa a roupa que estiver usando. A diferença que acontece é que pessoas como você não me apontam dizendo que quero ser estuprado pelo simples fato de eu estar sem camisa em algum lugar ou por ter esquecido de colocar o alarme do carro. Isso acontece com mulheres.

    Segundo: a maior parte das mulheres são estupradas dentro de suas casas, nas escolas, no trabalho. Por pessoas que tem uma relação íntima e de poder, como pais, irmãos, tios, chefes, colegas de trabalho ou de estudo. Pra uma adolescente que foi estuprada em seu próprio quarto enquanto usava pijamas, você diz o que?

  21. Rodrigo Responder

    Poderiam incluir na matéria que na África, em países com conflitos pesados entre grupos tribais, existe estupro de homem em homem para quebrar a moral, ou seja, puramente uma relação de poder.

  22. Julia Responder

    Por que a ironia?

  23. Julia Responder

    Vitimismo é vir num texto sobre cultura do estupro e perguntar sobre os problema dos homens… Vergonha na cara de vez em quando faz bem.

  24. Julia Responder

    A ocasião faz o ladrão? Então a estatística que postaram aqui que 85% dos homens estupraria se não fosse crime deve estar mesmo certinha mesmo. Mulheres devem ser livres pra usarem o que quiserem, e não apenas pra “agradar o namorado”. E não compare pessoas (mulheres são pessoas ok?) com carros. E nem crime contra a dignidade com roubo. Obrigada.

  25. Richardson Responder

    Me despertei, sobre o movimento sobre o estrupo relacionado contra as mulheres.Sou Cristão,mas independente de religião no meu modo de ver a humanidade perdeu seus princípios,principalmente as mulheres a qual é o tema.Não sou preconceituoso, mas de alguns anos para cá a mulherada perdeu o seu valor se expondo ,certa mulheres demais.Se elas querem se aparecer infelizmente tem as suas consequência certo.Fui criado e também na época as pessoas era mais conservadoras a se notarmos as pessoas se vestiam com mais decência e modéstia, não tendo tanto risco de as mulheres serem estrupadas. Infelizmente o mundo caminha para isso,e cada dia as coisas vai piorarem por causa da mentalidade das pessoas.Olhando dentro das Bíblia sagrada ela ensina como as mulheres devem andar então está ai o meu entender!!!!!

    1. Bruna G. Responder

      Quase me fez cair da cadeira de tanto rir. Hahahahah.
      Querido, não tem vergonha de ser tão idiota, não?

  26. sihl Responder

    Argumentações válidas,sem dúvida,porém os dados sobre estupro de crianças;números estarrecedores ,diga-se de passagem,demonstram que a questão é bem mais intrincada.Quanto às mudanças na legislação,nosso sistema de justiça dá todas as mostras de um machismo difícil de superar nesse âmbito.

  27. mada Responder

    Esse assunto tem pano pra mang;, é importantissimo incluir os homens sem menospreza-los, pois o problemas aqui em questao sao eles. questao de poder sim, de força, porem, nao sao sabios o bastante para conduzir sua força., enquanto as mulheres tem sabedoria de sobra em contra partida; porem nao tem testosterona. Se unir o util ao agradavel teremos uma sociedade possivel e harmoniosa para conviver; a mentalidade humana demora muito para absorver certas informaçoes, temos muito trabalho pela frente. N o entanto se eu for estruprada o filho da mae tera que pagar o estrago. porque nao?

  28. mada Responder

    Penso que a educaçao conta muito, e nos que somos maes podemos contribuir criando homens sem machismo; tipo, esse negocio que afazeres domesticos e coisa de mulher/ ou menino nao pode brincar de boneca, carrinho é coisa de moleque, mulher que joga futebol é sapatao.. Em uma reuniao de escola de meu filho, a professora trabalhava em um projeto, neste constava uma boneca; entao cada dia da semana uma cça levava a boneca p casa, e cuidadava dela, certo menino disse que nao ia levar porque boneca era coisa de menina, entao a professora pediu para ele segurar la, e percebeu que a pegou com força e colocou de lado, desprezando-a. A partir dai ela pediu para cada um trazer um pente; e um penteava o cabelo do outro, com carinho, capricho, depois desta etapa deu continuidade com a boneca, e o menino levou a boneca com carinho para casa e noutro dia trouxe -a com cabelos cuidados e as veste limpas e nem por isso deixou de ser menino. A mudança deve ser construida desde cedo, e felizmente estao nas maos das mulheres, Em nossas maos.