Trocando de lugar – os estereótipos de gênero

Estudantes canadenses produzem vídeo no qual invertem os "papéis" femininos e masculinos em anúncios para mostra como a propaganda perpetua representações equivocadas

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Estudantes canadenses produzem vídeo no qual invertem os “papéis” femininos e masculinos em anúncios para mostra como a propaganda perpetua representações equivocadas

Da Redação

Sarah Zelinski, Kayla Hatzel e Dylan Lambi-Raine, alunas do curso de estudos de gênero da Universidade de Saskatchewan, no Canadá, tiveram uma ideia criativa para expor a forma como a publicidade explora massivamente os estereótipos de gênero. As estudantes canadenses produziram um vídeo no qual invertem o papel de homens e mulheres em anúncios reais.

Quando acaba de apresentar os anúncios originais, o vídeo pergunta se o espectador achou os mesmos “ridículos”. Após o questionamento, são apresentados os anúncios com os “papéis” invertidos. O resultado é a sensação de que os estereótipos de gênero estão de tal forma culturalmente enraizados que o ridículo de explorá-los só se torna evidente com a inversão dos “papéis”.

O vídeo, intitulado ‘Representations of gender in advertising’ (‘Representações de gênero na propaganda’), ainda apresenta estatísticas quanto aos números da violência de gênero no Canadá e os relaciona com a representação da mulher nos anúncios publicitários.

“Algumas campanhas retratam a mulher como altamente sexual e submissa. E o homem, como dominante e agressivo”, diz Sarah Zelinsky.

Confira abaixo o vídeo.

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Comentários

129 comments

  1. Alciene Pereira Responder

    muito bom

    1. Mario Responder

      Acho que trazer à consciência a opressão contra as mulheres e o modo de vida descartável que as propagandas usam para vender seus produtos, a partir das ilustrações dessas mesmas campanhas, é crucial para uma tomada de novos posicionamentos. Mas não acho a inversão de papéis, uma boa saída. É emergêncial despertarmos para um outro nível de consciência, pela convivência igualitária e não reproduzir os mesmos hábitos machistas, pelas mulheres. É como tornar as coisas perpetuadas pelas mesmas opressões, só que de lado diferentes. O ser humano precisa se conscientizar que a igualdade é elemento básico para uma convivência substancial. Penso que a guerra dos sexos, como essa, da troca de papéis não avança em nada numa evolução dos gêneros. Cria-se guetos, desuniformiza, cria-se fraturas, enfraquece as convivências. Ninguém precisa se definir em relação ao outro, precisamos de autonomia, pela própria autonomia. Precisamos lutar pelo pensamento de nos reconhecermos, de fato, humanos e semelhantes em sua gategoria.

      1. Suh Responder

        concordo plenamente Mario !

  2. Luana Santos Responder

    Mudou a minha vida.
    Somos alimentadas desde pequenas com estereótipos que chega a ser cômico ver os papéis invertidos.

    Isso mostra que as propagandas se utilizam de uma linguagem manipuladora para vender, ideia que persiste quando adulto e controla o mundo.

  3. Guest Responder

    O vídeo dos meninos muito bons, já as reais propagandas achei totalmente ofensivas.

  4. Laura Fontenele Responder

    É, né?

  5. asdadsddas Responder

    foda!!

  6. Regina Responder

    o triste é que vai ter algum babaca que vai pensar “ah, mas essas propagandas só funcionam quando é com mulheres”

  7. Paula Moiana da Costa Responder

    O vídeo devia ter parado na crítica ás propagandas usando mulheres. Quando passa para a inversão de esteriótipos, torna-se absurdamente falacioso.

    Isso porque mulheres consideradas fisicamente inadequadas para estas propagandas também nos pareceriam estranhas, tanto quanto os homens nos pareceram. Mas seria possível tornar as fotos notoriamente mais atraentes se usassem homens que correspondessem à estética esperada, e atuassem de forma menos caricata.

    A inversão de papéis, se tivesse sido realizada com honestidade, não pareceria tão ridícula e absurda. Apenas causaria surpresa nas pessoas, caso fossem divulgadas como marketing real.

    É com esse tipo de coisa que o feminismo se estrepa. Não precisamos criar verdades, nem argumentos que subestimam a lógica das pessoas.

    1. Anderson Porto Responder

      Perfeito, Paula!

    2. Brenna Responder

      “Estética esperada”, “mulheres fisicamente inadequadas”… moça, você é machista…

      1. magda Responder

        Além de machista, acho que ela não entendeu o objetivo do vídeo!

        1. Bruna Brasil Responder

          Desculpem, mas entendi perfeitamente o ponto da Paula. O argumento do vídeo é perfeito, mas teria ainda mais força se não apelasse para o humor no momento da representação masculina. A própria inversão dos papéis, quando equivalentes geraria o estranhamento necessário. Exagerar o ridículo quebra a reflexão do espectador.

          1. Paula Moiana da Costa

            Obrigada, Bruna. É justamente isso.

          2. Roni Diniz

            Eu também entendi! Acho a dica excelente, realmente o exagero cômico foi desnecessário, mas de forma alguma, achei que diminuiu o peso do argumento!!! Horrendas estas publicidades femininas e achamos tão normal… Mas sim, os homens estão chagando lá também sem nem precisar de montagens…

          3. Studio Inovação

            Uai, o mercado gay tá crescendo rápido… homens que gostam de homens com certeza pararam pra olhar mais atentamente essa imagem… como um homem faria se fosse uma mulher…
            Esteriótipos a parte, o que vende mesmo é sexo e sensação de poder

          4. Roni Diniz

            Concordo com o crescimento do mercado gay e “como a exposição do homem como objeto também os atrairá mais” pelo menos boa parte. No entanto, o que trouxe a atenção foi que muitas vezes as mulheres (enquanto público) são atraídas (fisgadas na publicidade) pelo “dominador” ou como “vingança” numa “inversão” natural de papéis ou igualdade na decadência que expõe pessoas como produtos para satisfação momentânea vinculada ao produto ou serviço! Vejam esta da Diesel 2011 (“leve” pq é um homem o objeto?) e o single da Ciara (se fosse a mulher o objeto, seria um estupro…). A conversa está muito boa aqui! Também publiquei este post no blog de um projeto de pesquisa em dança contemporânea que integro e convido-os a darem uma espiada facebunda.tumblr.com

          5. Alexandrina Mota

            Que achado. Vou levar para responder um comentário na minha página. Valeu!

          6. giani meireles

            Exagerar o ridículo??? kkkkk
            de uma olhada nas propagandas de langerie , cerveja , carro etc… não tem nada de exagero nisso, é exatamente o retrato fiel do que vivemos hoje.

      2. Gustavo Peixoto Santana Responder

        Moça vc é feminista!!!

      3. Paula Moiana da Costa Responder

        mulheres CONSIDERADAS fisicamente inadequadas

        Moça, eu não sou nada machista. Não é preciso ser machista para saber que existem pessoas bonitas e pessoas feias, e para saber que existe um padrão estético na sociedade.

        O uso de falácias – como inclusive você mesma fez agora – queima o filme de qualquer movimento. Dá a impressão que é necessário subjugar a lógica para validar o argumento.

        1. Brenna Responder

          Então beleza!! Vamos continuar seguindo o padrão estético determinado pela sociedade. Eu era cega e agora vejo tudo, obrigada por sua explicação.

          1. Igor Henrique Carvalho

            Mulheres sábias como a Paula, sempre me causam admiração. É algo em falta nos tempos modernos.

        2. Teresa Vartolo Responder

          concordo com vc Paula TTALMENTE o video nao è honesto

        3. Wesley Silva Responder

          saber que existem pessoas bonitas e pessoas feias” kkkkkkk Beleza não é algo com a qual a pessoa já nasce. Ela é atribuída socialmente. O que é considerado belo é algo localizado no tempo e np espaço. O que é belo aqui não é belo alhures. O que é belo para ti não é belo para mim. Os padrões de beleza são estabelecidos socialmente e, em geral, contam com um alto grau de determinações de poder, que podem ser econômicos, ideológicos e ou políticos. Falacioso e tautológico se tornou o seu discurso, que critica padrões e estereótipos e depois se vale deles para concluir seu ponto de vista.

        4. Rosangela Stella Responder

          Padrões??? É justamente contra isso que devemos nos posicionar. Padrões instituídos por décadas pela sociedade patriarcal e machista. Achei excelente a mensagem! Mulheres no geral não se preocupam com a aparência física do homem. O objetivo do trabalho é de despertar nas pessoas um senso crítico quanto ao uso dos “´padrões” impostos pela sociedade e da exploração do gênero, que além de tudo é extremamente materialista e cada vez mais distante e vazio da essência humana se apegando a “padrões” para sentirem-se valorizadas.
          Pergunta? Qual sociedade você se refere, sim porquê existem em diversas culturas, padrões de beleza, espalhadas por todos os continentes, mas você deve saber disso, é claro.

        5. toleranciaZEROcomFASCISTA! Responder

          moça vc e’ machista e parva! onde vc aprendeu esse teu conceito de beleza? beleza pa quem?

      4. Cacau Brandão Responder

        Moça, você é uma pseudo-pessoa-de-opinião…

        1. Sasha Responder

          Exato, que preguiça dessa galera que recorre a esse tipo de resposta decorada pra esconder a falta de opinião própria.

    3. Dennis Mag Responder

      Acho terrível quando as pessoas tentam estabelecer verdades a partir de suas medíocres experiências…engraçado.

    4. Durval Pimentel Responder

      Amiga, cuidado pq sem perceber, eu acho, vc está legitimando não só a submissão da mulher como também a estética imposta pela nossa sociedade…. não deveriam existir mulheres ou homens ” fisicamente inadequados” isso é coisa que o culto do ” corpo perfeito” coloca nas nossas cabeças.
      Não quero ser agressivo nem passar lição de moral, é que as pessoas geralmente agem com superioridade e esquecem que muitas vezes estamos com os olhos vendados pra realidade.
      Eu sei que pode parecer absurdo dizer que tudo que vc acredita ser esteticamente aceito ou os papeis desempenhados pelas pessoas na sociedade estão errados… mas a verdade é que vc só acredita nisso pq quiseram que vc acreditasse.
      Abraço

      1. Paula Moiana da Costa Responder

        Durval,

        veja que coloquei palavras como “considerada”, “esperada”, e etc.

        O objetivo deste vídeo é atingir a população como um todo. Existe um padrão estético e existe o ridículo quando estamos falando de sociedade, por mais que isso seja politicamente incorreto.

        A partir do momento que o vídeo se utiliza do ridículo descarado como forma de contraponto, ele peca. As propagandas não utilizam do ridículo, e por isso elas são aceitas e são observadas sem maiores reflexões.

        Na minha opinião, os elaboradores deveriam ter substituído os gêneros levando isso em consideração. As propagandas não são ridículas, elas são grotescas!

        Sendo bem direta, o que um homem comum diria ao ver a comparação entre a foto da mulher com objetos, e a do homem? Ele diria “claro, coloca um macho pançudo ao invés de uma gostosa”. Ou seja, não leva a reflexão que poderia levar. Assim, são videos feministas, que atingem apenas o público feminista – que não tem necessidade nenhuma de ser atingido.

        Cada vez mais o feminismo perde adeptos. Cada vez mais é um movimento criticado e ridicularizado. Será que não está na hora de repensarmos um pouco na forma que os argumentos estão sendo divulgados e digeridos pela população?

        Por fim, “Eu sei que pode parecer absurdo dizer que tudo que vc acredita ser esteticamente aceito ou os papeis desempenhados pelas pessoas na sociedade estão errados… mas a verdade é que vc só acredita nisso pq quiseram que vc acreditasse.” – Por favor, meu caro, não me subestime.

        Abraços

        1. Wilkia Responder

          “coloca um macho pançudo ao invés de uma gostosa”. Ou seja, não leva a reflexão que poderia levar.” Descordo, leva a até a uma reflexão mais profunda, as imagens de homens foram usadas desta forma justamente pq a sociedade não espera homens lindo e perfeitos, isso não é exigido deles mas sim é exigido das mulheres

          1. Beatriz Zacharias

            Pra matar a questão. juntei três amigos meus e os fiz verem o vídeo.. nenhum deles age de forma absolutamente machista, mas tampouco tem pensamentos feministas… são como qualquer outro fruto da sociedade.
            Quando acabou, eles foram direto na questão: “sei que eles queriam zoar as propagandas, mas trocar modelo por barriga de chop.. até eu né. ” – eu mesma não tinha parado pra pensar nisso até ver esses comentários, mas acho que a Paula está sim correta.
            É claro que existe padrões que mudam com os anos… mas seios, cintura fina(não disse magra e sim com uma cintura que afunile de modo perceptível antes do quadril), cabelos longos, mãos e pés pequenos, proporção do rosto… tudo isso é atrativo por natureza numa mulher, com menor ou maior influência da sociedade dependendo da época. Assim como no homem há vários fatores que são naturalmente considerados bonitos, é a própria seleção do nosso cérebro em busca de parceiros… existem vários estudos sobre isso.

          2. Flor

            Você precisa estudar mais história viu? só um conselho.

            o que é “atrativo por natureza” já mudou bastante através das eras. você deveria se informar melhor.

          3. Paula Moiana da Costa

            E você precisa estudar mais biologia, para ver que o que mudou bastante não foi tanto assim.

          4. Flor

            Ah, mudou bastante sim. E está sempre mudando.

            Você, como a Beatriz, confunde psicologia evolucionista com biologia.

          5. Brenna

            Atrativo por natureza é a cauda do pavão.

          6. Fernando Klotz Gillieron Gavin

            Claro, porque a propaganda da Calvin Klein só tem homens pançudos e peludos. (se estiver com preguiça de procurar, reveja o vídeo)

          7. Fabiano Nunes

            Se estamos falando de marketing, então, sim, o padrão estético exigido é do homem bonito, forte e viril. Em lugar algum você vai encontrar uma propaganda que use um gordinho careca pra vender roupa íntima masculina, por exemplo.

          8. Herick Martins Schaiblich

            Exatamente. A não ser que a finalidade seja causar riso ao espectador. Ou seja, é motivo pra pilhéria e pra troça se não for o padrão estético estipulado.

          9. Diana

            Nunca vi publicidade de cueca (artigo obviamente consumido por homens) mostrando homem pançudo. Nem de carro, nem de ferramentas etc

          10. Herick Martins Schaiblich

            Eu sou bem a favor do movimento, mas isso é lá uma irrealidade. Não diria tal qual, mas ao menos de forma bastante semelhante é cobrado do homem o físico considerado esteticamente bom pela sociedade. Observe que, quando se usam homens gordos ou feios de qualquer forma na mídia, é uma retratação explicitamente pra fazer o espectador rir, pilheriar, troçar.

        2. Flor Responder

          Eu não sei por onde você anda, mas a cada dia mais o feminismo ganha adeptos, não o contrário.

          1. Beatriz Zacharias

            Sim eu sei, eu estudo isso na faculdade inclusive… embora hoje um mulher mais magra seja mais atrativa que antigamente por exemplo, existem certos fatores que NÃO mudam, pois o nossas mentes o relacionam diretamente com saúde, fertilidade… atração nada mais é que uma ferramenta de sobrevivência da espécie, não se esqueça – então fatores que eu citei como cintura fina, proporção, mãos pequenas…. tudo isso o cérebro dos homens vê como “indicativo de uma boa mãe pros meus descendentes” e fatalmente permanece atraente mesmo com o passar dos séculos. Antes de tentar me chamar de besta, estudo você a coisa por um ângulo teórico.

            Acredite, eu sei muito bem do que estou falando… não preciso “me informar melhor”. É biológico, por mais que outros fatores como personalidade e gosto pessoal influenciem, existem sim características mais atraentes naturalmente, tanto em homens como mulheres.

            Eu sei que ele ganha adeptos, mesmo porque é uma causa que acompanho há anos, não sei onde você leu eu dizendo que o feminismo perdeu adeptos… sério, sinceramente não sei. Minha intenção em momento nenhum foi tumultuar, foi apenas mostrar que o ponto de vista da Paula tem sim sentido e que a questão da atração natural tem sua base científica, não entendo sua reação.

          2. Flor

            Não faz nenhum sentido dizer que cabelos longos numa mulher são mais atrativos para os homens do ponto de vista biológico. Muito menos cintura fina.

            Continuo achando que você não deveria se fiar tanto em psicologia evolucionista. É uma perda de tempo. Vai por mim.

            E o meu comentário sobre feminismo não foi para você.

          3. Beatriz Zacharias

            A Paula esclareceu a parte do feminismo… pra mim concordo com você, é uma causa que cresce, embora muita gente se perca no caminho.

            Bom, você não vê sentido… também não vejo sentido em muitas coisas, mas nem por isso digo que elas estão erradas. Existem anos e anos de estudos, testes, comparações e aplicações práticas com base nos padrões estéticos de diferentes épocas, é só procurar e ler… e a cintura fina, só por curiosidade, só perde pra rosto simétrico, pois nossos cérebros fazem a seguinte associação: cintura = facilidade no parto, menor chances de complicações. Claro que não dá pra levar ao extremo e sabemos que na prática é diferente, mas na hora de dizer se uma pessoa é bonita ou não essas coisas pesam e nós nem percebemos.

            O fato de existirem características naturalmente mais atraentes não é o fim do mundo… envolve apenas atração física e não sentimentos, não entendo porque as pessoas se revoltam com isso; com todas as espécies é assim: qual leão tem a juba mais vistosa, ou o pavão macho com a cauda mais deslumbrante… armas pra atração e reprodução, nada de anormal humanos terem também.

          4. Flor

            O problema é que nós não somos leões, nem pavões.

            Somos seres humanos e estamos inseridos numa coisa chamada “cultura” que faz com que os padrões de beleza variem.

          5. Paula Moiana da Costa

            Eu quem disse que o feminismo está perdendo adeptos.

          6. Diana

            Assim como o fundamentalismo, só tem ganhado adeptos! :)

          7. Teresa Vartolo

            nao è uma nova cultura mais evoluida e inclusiva e fleivel e muito mais que deve surgir nao feminismo…pois a epoca passou e as pessoas nao mudarom ainda ..entao eu espero em cultura mais postavanguardista e nao feminismo que ja è avanguardia…e foi…

        3. Adriana Meneses Responder

          Paula, o que reproduziram no video foi, se ponha no lugar dessas pessoas… vc é uma pessoa normal (esperamos) com algumas gramas a mais que esses modelos. Se veja, se ponha no lugar, exponha os seus pensamentos, imaginando-se na posição que estão essas pessoas… a mensagem foi passada, acho que vc esta querendo achar pelo em ovo, ou se aparecer mais que o video, que é sensacional!

        4. Teresa Vartolo Responder

          mas claro e o feminismo ja faleceu no 1980 agora na existe mais …o edonismo Reaganiano e depois o edonismo Berlusconiano sao a testimoniança dessa fim….

        5. Denise Vazquez Manfio Responder

          Excelente explicação, Paula! Quando vi o vídeo e as fotos pensei nisso também e concordei desde o princípio contigo, em todos os seus argumentos. Quem te chamou de machista. é porque não compreendeu a crítica necessária ao movimento feminista, que está cada vez mais estereotipado e ridicularizado pelo senso comum. E o que queremos é atrair pessoas que tem esse senso comum para juntarem-se às fileiras da luta feminista. Mas para isso não devemos nos fechar, devemos abrir o diálogo e construir argumentos que convençam além das mulheres e homens feministas.

        6. giani meireles Responder

          E a Paula continua não entendendo nada sobre o propósito do vídeo…

        7. Laura Responder

          Parabéns por suas colocações , Paula.

      2. Adriana Meneses Responder

        concordo plenamente contigo Durva… sabias palavras

      3. Fabiano Nunes Responder

        Fato óbvio, é a existência do bonito e do feio. Sempre foi e será eternamente um fator cultural e social. É necessário conviver com isso para pertencer à sociedade, ainda que por vezes isto pareça ridículo. Não foi a mídia que inventou a playboy. Mas logo em sua primeira edição, vendeu muito e o mito da revista masculina mais famosa do planeta perdura até hoje. O motivo, é que instintivamente, o homem é atraído pelo belo. Uma mulher bonita, sempre chamará mais atenção sexual do que uma mulher feia. E isso, vale pra todas as épocas. Na grécia antiga, o belo era a mulher gordinha. Hoje, são as “magras de peitão” (no exterior) ou as “coxudas de bunda grande” no Brasil. Mas o padrão, permanece sendo o conceito do que é belo.

    5. Alberto Cidraes Responder

      nem criar formas artificiais do feminino nas palavras neutras como presidente, estudante, ignorante, etc.

      1. Flor Responder

        “Presidenta” não é uma forma artificial e é perfeitamente aceitável dentro das normal da língua portuguesa, e bem antes de Dilma ter sido eleita.

        Tá na hora de se conformarem com isso, não? 2013 já…

    6. Krishna Rani Responder

      Concordo com a Paula. Existe um estereotipo de beleza um tanto universal hoje em dia, especialmente na midia mainstream. A campanha acima teria muito mais efeito se tivessem usados ‘modelos’ masculinos, já que nas tradicionais são modelos femeninas. Isso não é uma questão de machismo ou feminismo. Se trata de uma questão onde a mulher ‘seduz’ com o seu corpo, sensualidade, beleza e o homem ‘seduz’ com expressões associadas à personalidade: agressividade, poder e superioridade. Um bom exemplo para ser analisado é a recente campanha da Renault Clio.

      O primeiro é com mulheres seduzindo o motorista: http://www.youtube.com/watch?v=mLD1plXHmLY

      O segundo é com homens seduzindo a motorista http://www.youtube.com/watch?v=MwLxBqxLbLE

      Aqui em ambos os casos foram usados modelos homens e mulheres com padrão de beleza da mídia. Porém quando os homens dançam e atuam, por mais que eles sejam modelos, ficaram caricatos e um pouco ridículos. Isso acontece pelo modelo imposto pela mídia da mulher subsmissa/objeto e do homem agressivo/com poder. De tão acostumados que estamos com comerciais de mulheres encima de homens a fórmula funcionou. Já quando os modelos homens ‘seduzem’ a motorista a fórmula ficou ‘ridícula’ porque temos já enraizada a construção social que homens não rebolam, ou tiram a roupa na cara de mulheres para seduzi-la.

      1. Beatriz Zacharias Responder

        UHSUSHAUHUSHAU Fala isso pro público que lota todos os Clube das Mulheres! Ou você acha que pra gente é bacana a fulana de lingerie e similares? É até chato ter que aguentar gostosonas e modelos nas propagandas o tempo todo…

      2. creide Responder

        Eu gostei da propaganda com os homens. E não achei nada ridículo. É assim mesmo que os homens agem quando querem seduzir. O filme das mulheres pareceu mais “clichê” porque é mais comum e abundante.
        E deu pra perceber que ambos os motoristas ficaram encantados de forma semelhante.

    7. Guest Responder

      Seria bem interessante se a nível de comparação, para ter mais efeito, os homens também fossemTOP (de acordo com as exigências esteriotipadas da sociedade), assim com as modelos originais.

      Teria sido perfeito se assim fosse!!! Gostei da idéia!

    8. Cínthia Mádero Responder

      Concordo e entendo seu ponto, Paula! A questão aqui é a equivalência. Como as estéticas são tão diferentes, a comparação fica prejudicada. Dois pesos, duas medidas.

      A propaganda não vende só porque existe uma mulher subjugada nela. Vende porque os estereótipos nos afetam, assim como o status e o ambiente que reproduzem. Tudo isso tem efeito meio hipnótico que deve ser levado em consideração ao fazer esse paralelo.

      Não fui impactada pelas fotos. Achei artesanal demais para um trabalho acadêmico. Queria ver como seria minha reação se fossem modelos em perfis equivalentes e com produção similar. Espero que elas levem a discussão a esse ponto.

    9. Flor Responder

      A questão não é se as fotos seriam mais atraentes ou não se as propagandas fossem reais e usassem “homens com a estética esperada”, mas sim que NÃO HÁ PROPAGANDAS COM HOMENS SENDO REPRESENTADOS DESSA MANEIRA.

      1. Paula Moiana da Costa Responder

        Exato. Se esse é o ponto, então deveriam usar equivalentes.

        Minha crítica ao feminismo é fruto de anos de militância, percebendo as modificações que o movimento está sofrendo e discordando profundamente deste rumo – demonstrado claramente pelo vídeo falacioso que estamos debatendo.

    10. Diana Responder

      Realmente, só pra lembrar que as revistas e websites para o público gay contém publicidade mostrando o homem praticamente como as mulheres aparecem nessas publicidades.

    11. Hercilio Tenorio Responder

      Se fosse Brad Pitt fazendo essas posições masculinas ninguém acharia ridículo mas sim charmoso ou artístico. E foi isso que o vídeo quis demonstrar. Por quê para algumas pessoas determinadas situações são ridículas e para outras não? É exatamente esse “padrão de beleza” que eles querem derrubar.

    12. Rudney Avelino de Castro Responder

      CONCORDO!

    13. Anelise Kelvin Responder

      Concordo plenamente com a Paula. O vídeo se perde na tese quando tenta mostrar homens “fora de forma” fazendo palhaçadas. Se quisessem fazer comparações tinham que colocar homens no padrão de beleza da sociedad com uma atuação não caricata, mas equivalente à das mulheres na publicidade. O que começou com uma bela tese terminou como um quadro do pânico na TV, que aliás, explora bundas e peitos melhor do que faz humor.

    14. Thiago Amanajas Responder

      Obrigado por seu comentário, Paula. Como é bom ler comentários inteligentes…

      Para os que não entenderam, a estratégia é como a Falácia do Espantalho (google it)! Perceber e criticar isso não é machismo.

    15. Renan Responder

      Acho que essas mulheres que dizem que tudo é machismo , nunca abriram o dicionário pra ver o REAL significado da palavra MACHISMO.

      A Paula Moiana apenas criticou o contexto em que o vídeo usa homens fora do padrão de publicidade , pra dar um impacto caricaturado , não foi ela quem criou o padrão , o padrão de beleza existe pela sociedade e ponto , se a inversão de papéis fosse feita por pessoas nos padrões de beleza atuais , não teria ficado tão impactante como ficou , agora imagina todas aquelas fotos com mulheres , com mulheres fora de forma e feias , seria impactante da mesma forma.

      Claro que a crítica do vídeo é bem vinda , sempre fui contra essa ostentação toda da beleza e gasto excessivos , mas é isso que vende e me digam uma coisa mulheres , com certeza se existisse uma marca nova com uma qualidade absurda e com o preço de mercado , mas que fizesse uma campanha de marketing com mulheres comportadinhas e feias , garanto que as vendas seriam um fracasso , quando vocês veem esse tipo de marketing , vocês mesmos compram na esperança de ficar que nem a “mocinha da foto”.

      Já vi muitas mulheres “feministas” e que leram a série 50 tons de cinza toda e “ADORARAM” , hipocrisia a gente vê por aqui.

    16. Viviane Responder

      Concordo com você Paula. A ideia é bem bacana e até cumpri, de certa forma, seu papel…Mas a reflexão seria mais eficaz e condizente se os homens fossem submetidos da mesma forma (diga-se esteticamente atrativos). A discussão de padrões estéticos levantadas em outros comentários é um pouco ingênua, pois, novamente concordo com você, sabemos que o que vende é este padrão – sendo ele o correto ou não e não entrando assim em juízo de valor e sim no que predomina na sociedade em questão.
      Na verdade, não é a primeira vez que vejo um material desde tipo em que o homem não condiz com o padrão estético da mulher. Oras, que injusto, não acha? Mulheres também tem o direito de admirá-los lindos e gostosos hahaha. Mulheres olham sim. Reparam sim.
      E é agradável ver um layout esteticamente mais bem elaborado – como no caso das artes originais.
      Creio que a ideias das meninas foi ironizar o uso da mulher como produto, mas elas ironizam duas vezes desnecessariamente (primeiro ironizam invertendo os papéis e depois o ridicularizando). A segunda tira o valor da primeira.

      Ah, parabéns pelas suas respostas, li a maioria e acho bacana pessoas que abertas a discussão e que defendem claramente seu ponto de vista. Não é uma questão de impor sua “verdade” sobre os demais, mas argumentar de acordo com seu ponto de vista sobre o tema.

  8. Beatriz Zacharias Responder

    Gente, o que mais lavou a alma foi ver os caras entrando de cabeça na ideia, prova de que achar legal uma bunda com uma latinha de energético não te forna macho, e sim escroto.

    1. Thiago Gusmão Responder

      Não acho que forma escroto não. Argumento mal elaborado esse seu, não fez o menor sentido.

      1. Beatriz Zacharias Responder

        Não é argumento e sim opinião, logo, cada um tem a sua…

  9. Rogeria Alves Responder

    open your eyes!!!

  10. Monica Nobrega Responder

    It’s not just about Gender … it’d genetics & race Equality …

  11. Julio Responder

    O vídeo está completamente certo, até começarem a inverter os papeis, as “propagandas” feitas pelas aluna não foram levadas a sério, pois onde nas orignais tem mulheres lindas os homens são gordos e caricatos. Se usassem a beleza estereotipada que foi usada nas mulheres também nos homens as propagandas ainda ficariam mais realistas. E mostraria que as mulheres também gostariam dos resultados.

    1. Paula Moiana da Costa Responder

      Justo.

    2. Erika Cristina Responder

      Não. Sabe porque, porque padrões de beleza extrema são exigidos das mulheres. O homem pode ser pançudo que não perderá seu espaço na sociedade. Mulher é que é obrigada a se “adequar” a estética perfeita. Homens que se preocupam em ser “lindinhos” são hostilizados por homens e mulheres machistas.

  12. Marcelo Oliveira Responder

    Pelo menos a propaganda da Marlboro ficou melhor

  13. Iolanda Costa Responder

    Simplesmente adorável! Super feliz que há outros seres pensantes.

  14. Marcio Ribas Responder

    Claro, o homem não era machista antes do “Merchandising”…
    Claro a falta de educação apropriada não é a responsável pelo pensamento de “Gado” em nossa sociedade…
    Culpa é mais fácil de dar do que receber.
    Então vamos usar outro método de “Merchandising” , para retirar a atenção do problema.

  15. Pri Responder

    Se a mulher quisesse realmente sustentar um papel feminista nenhuma delas escolheria fazer tais anúncios. Digo escolher pq hj a mulher já conquistou esse espaço. E aí talvez estaríamos discutindo solução para os problemas e não propagandas fúteis…

    1. Raíssa Gorziza Responder

      Anos e anos de opressão que fazem as mulheres “aceitarem” seus papéis na sociedade machista devem explicar essa sua colocação… Igual a uma moça que é violentada e se vê como culpada por estar de minisaia, sendo que a própria é a vítima e não tem culpa de nada. São conceitos pré estabelecidos passados por gerações. Essas modelos são tão vítimas do machismo quanto nós que somos atingidas pelos estereótipos que elas vivem e que nós buscamos alcançar. Não são propagandas fúteis pra alguém que sofre com o enaltecimento do homem, são mais um tipo de violência contra a figura feminina.

  16. Fernando Klotz Gillieron Gavin Responder

    Vou deixar isso aqui apenas como exercício intelectual.

    Concordo com a premissa do vídeo, mas a apresentação foi TOTALMENTE falha no sentido de que a parte de “inversão de gêneros” NÃO utilizou os padrões masculinos e femininos de beleza. É fácil fazer parecer que as propagandas são ridículas usando caras gordinhos e peludos.

    Queria ter visto as mesmas cenas com caras musculosos, másculos e bonitos.

    Do jeito que foi feito, precisamos usar nossa imaginação, negando o efeito da imagem.

    1. Raíssa Gorziza Responder

      Exatamente isso!

  17. Cintia Edson Responder

    mais que bom ,otimo.

  18. Heitor Responder

    A Paula diz que a crítica é válida, não fala que as mulheres devem concordar com essa exposição ao ridículo. O único ponto foi ela ter dito sobre a “estética esperada”, que é a a estética passada pela mídia e sociedade. Em nenhum momento ela diz que devemos seguir esse padrões, só que as fotos das mulheres seguem esse padrão e as dos rapazes não, então não se pode fazer uma comparação válida. Não concordo totalmente, mas acho pertinente a posição dela, o que não acho válida é a suposição de que ela é machista.

  19. Vania L. Almeida Almeida Responder

    Paula Moiana seu comentário foi preciso e apontou o que a mim também causou incômodo. As mulheres foram “exploradas” naquilo que a sociedade espera delas, ou seja: carne tenra, jovem, submissa e altamente consumível….já os homens foram caricaturados, tendo a sua imagem de consumidores vorazes amenizada pelo “humor”?…Vi muitas opiniões contrárias à sua. Em todas elas percebi o trabalho bem feito da cultura introjetada a séculos e séculos de dominação. Ainda temos muito que caminhar Paula, mas algumas de nós já dá passos seguros, tranquilos rumo à construção de uma sociedade com homens e mulheres diferentes, e absolutamente iguais, pois que dividimos a mesma HUMANIDADE! Um abraço! Vânia

  20. Thiago Responder

    Paula da Costa, o teu argumento é totalmente válido, compreensível e inteligível, porém algumas pessoas tentaram distorcer o que você disse pela falta minima de compreensão textual, pois se alguns tivessem notado o que de fato você escreveu e não tivessem apenas lido palavras “soltas” talvez teriam compreendido o que você quis dizer.

  21. Arthur L R Souza Responder

    heauhueheauhaeu as propagandas iam ser muito mais engraçadas

  22. Felipe Responder

    As propagandas (originais) são realmente bizarras, não costumo ver propagandas com conotação sexual tão forte. Mas na maioria, quando se inverte pra mim não causou estranheza nenhuma. Entendi o ponto do vídeo mas o final pra mim foi um anti-clímax.

  23. Sidney Falcão de Carvalho Responder

    Acho que a Paula Moiana da Costa tem razão, e entendi perfeitamente o que ela quis dizer. Resumindo: se para agradar o público masculino, as agências de publicidade colocam nas propagandas mulheres com corpos ditos “esculturais”, Para agradar o público feminino, essas mesmas agências colocam homens másculos e fortes. Portanto, no momento em que as estudantes fazem um a versão masculina nos anúncios femininos, elas colocam homens barrigudos, feios com expressões caricatas que leva o espectador mais a rir do que a refletir. O que a Paula diz é o seguinte e o que eu entendi seria o seguinte: imagina um anúncio esperiotipado da Grazi Mssafera e uma versão desse meso anúncio com o Cauã Raymond. São equivalentes em termos de beleza. Não daria pra botar o Fábio Porchat ou o Marcius Milhem, né?

  24. Kuromadoushi Responder

    A ideia é válida até a parte em que os papéis se invertem. Ficou cômico, não chocante, não passou o recado, não fez o homem se sentir diminuído e usado como as mulheres das propagandas. Aliás, eu nem sei se existe um jeito de coisificar o homem. Se disserem que homem só serve para trabalho braçal, muitos ficarão orgulhosos; se disserem que só serve para sexo, ficarão orgulhosos também; se disserem qualquer coisa estereotipada sobre os homens, sempre existirá um grupo orgulhoso de sê-lo.

  25. Sky Kunde Responder

    Que merda de vídeo. Completamente fora da realidade masculina. Oi! Vcs sabiam que homens não usam maiô?

  26. Inara Linn Maracci Responder

    Gostei do vídeo. O rídiculo foi importante para msotrar de uma forma impactante, como são grosseiras essas construções sobre os papéis femininos e masculinos. Mulheres mais agressivas e dominadoras , é estranho, mas quem inventou isso de que a mulher deve ser mais delicada, passiva e sexy e o homem mais agressivo, dominador? Acho que a inversão mostrou a questão de poder que existe ainda e é expressa na mídia.

  27. Bruno Machado Responder

    Isso soa pra mim, no mínimo, ridículo.

    Não passa de um perfeito exemplo de sofismo, com extrema má fé no discurso, no intuito de subverter o argumento da pessoa que critica (Paula, no caso) através da desqualificação pessoal, acusando-a de machista e, por isso, com cegueira argumentativa. Não se ataca o sujeito, mas sim o argumento.

    Da mesma forma, sua réplica hora nenhuma utiliza algo de qualidade argumentativa, ignorando inclusive a definição que qualquer dicionário dá à palavra “normal”, esquecendo-se que o termo assume o significado de “costumeiro”.

    Como se não bastasse, já impõe sem qualquer cerimônia que a exploração apelativa e sexual do corpo humano – seja masculino ou feminino, desconsiderando a indefinição de gênero – é “ridícula”. Não é humilhante, mas brilhante, de acordo com a psicanálise. Você está, inclusive, ignorando que está aí uma das maiores expressões da Arte, em quase toda sua cronologia conhecida. Também tem um discurso que, literalmente, castra a mente de todo ser pensante, ignorando o poder que a nudez ou seminudez possuem sobre o cognitivo humano. Isso é completamente normal – comum, regra -, conforme Freud ou mesmo Wilhelm Reich, conforme vemos:

    “[…] Embora divergindo de Freud, Reich deste não se apartou, na compreensão de que toda a psique humana deriva da compreensão das funções sexuais.”

    Prepare seu discurso. Não há traços de marcante machismo no discurso de Paula, como sugere. Na verdade, o ponto que ela toca refere-se à atratividade normal, que não é mera imposição midiática, e tem razões mais profundas de ser.

    Se todos tivéssemos atração por pessoas feias, que desviam do atrativo humano quase que biológico, pode ter certeza que a mídia seria a primeira a utilizá-las em suas propagandas! E é nesse ponto da “estética esperada” que ocorreram as discrepâncias comparativas no vídeo em comento.

    1. Victor Gabriel Augusto Responder

      “Não passa de um perfeito exemplo de sofismo, com extrema má fé no discurso, no intuito de subverter o argumento da pessoa que critica (Paula, no caso) através da desqualificação pessoal, acusando-a de machista e, por isso, com cegueira argumentativa. Não se ataca o sujeito, mas sim o argumento.”

      Obrigado Bruno Machado,
      Você definiu um fenômeno costumeiro em redes sociais que está presente em quase todos os movimentos estudantis.

      É mais importante atacar a pessoa (ou a variação de escolher uma palavra e falar de como aquela escolha comprova seu preconceito ou whatever) é mais importante do que debater um argumento….

      Na verdade, eu nem culpo tanto as pessoas, eu acho que retirar aulas de filosofia do ensino fundamental é o real culpado desse nível pifil de debate que temos em todas as instâncias hoje em dia.

      Ainda, tem que ser muito cego para não perceber o que a Paula está realmente dizendo, mas, eu concordo em parte, é verdade que forçar um choque com extremo pode ser efetivo, mas pelas declarações das estudantes, duvido que a ideia tenha sido essa, acho que é falta de honestidade científica mesmo, como a Paula sustentou.

      Por fim, esse argumento de que “O machismo está tão enraizado na sociedade que…” eu te conheço melhor que você ou “só eu sei do que falo” é de um autoritarismo assustador para um grupo libertário na minha opinião.

  28. Stella Medina Responder

    Perfeita resposta Marcos. A contraposição provoca maior choque e sem dúvida sacode o padrão verdadeiramente corrosivo e altamente tóxico;

  29. Herick Martins Schaiblich Responder

    Já ouvi essa, doutor, pára. Se isso é jargão esquerdista, sua critica é puramente direitista… eita, qual será o pior? O feminismo – ou as manifestações de viés marxista em geral – vem com o propósito inicial de descrever a sociedade tal como ela é, identificando suas contradições, opressões, estereótipos irracionais e etc. a fim de inverte-los.

    Eu seria radical demais se dissesse que o feminismo e outras manifestações revolucionárias tem como cerce a destruição deliberada da família… não, isso é o que a direita quer fazer pensar. O objetivo mesmo é desconstruir o molde “bons costumes” da família tal como ela é atualmente, patriarcal, coerciva, papeis rigorosamente desiguais entre o homem e a mulher… Com a desconstrução dessa forma de família já falida (observe à sua volta e constatará isso – quantos divórcios, quantas mulheres dando conta de seus filhos sozinhas) e reestrutura-la noutra base. Talvez… é… talvez seguindo bem menos – voilá – o prescrito pela moral cristã.

  30. kef meyers Responder

    Quanto bate-boca inconsequente, egos feridos… esperava um nível mais elevado!

  31. Herick Martins Schaiblich Responder

    Beatriz, a estética considerada bonita no meio humano tem 100% a ver com o ideal de beleza que vigora em determinado momento histórico e social.

    É fácil perceber, por exemplo, quando a maioria das meninas negras e de cabelo crespo dizem que acham as loiras, brancas e de olhos azuis muito mais lindas. A barbie, a disney e etc. estão aí pra fazer a representação da beleza ideal pra nossa atual sociedade. E quando é negra, pode reparar, o cabelo é sempre liso.

    Você acha que nós temos uma pré-disposição pra achar lisos e loiros mais bonitos do que crespos?

    É descaradamente uma questão ideológica.

    1. Beatriz Zacharias Responder

      Não falo apenas de beleza, mas sim de atração, do que é desejável…. foi como eu disse antes, não dá pra aplicar ao extremo, ao pé da letra, mas existem sim características que nossas mentes associam a fertilidade e por isso a probabilidade de a acharmos atraentes é maior.

      No exemplo que você citou de fato, isso é uma total herança do período colonial… mas aí se mudar a questão para: qual você acha mais feminino? Mais delicado? As respostas não são sempre as mesmas devido a fatores culturais, mas as noções das pessoas são MUITO parecidas e isso vem de milênios, de vários lugares diferentes… nosso cérebro manipula informação, é inevitável.

  32. giani meireles Responder

    a função da campanha é mostrar o ridículo da situação que é imposta a mulher

  33. giani meireles Responder

    guerreiros da real , detected

  34. giani meireles Responder

    marxismo cultural…mimimimimi
    e la vamos nós.

  35. giani meireles Responder

    a nova piada dos machistas… machismo não existe e nunca existiu…kkkkkkkkkkkkk cade o zorra total que não contrata esses humoristas?

  36. Sarah Responder

    Muitos pontos de vista, mas será possível que ninguém enxerga o caminho do meio? Claro que o vídeo é válido, com certeza foi estudado antes de produzido, Certamente não foi produzido para mostrar para as feministas do Brasil, óbvio, e sim para um público específico, provavelmente acadêmico, na região onde moram e estudam. Outra cultura, outros valores, outra forma de se comunicar. Ah vá! “Ficou ruim” porquê “eu não gostei” ou “eu não concordei” ou “eu acho que devia ter sido feito assim”??? Ah vá, de novo! Vá produzir, escrever, criar! Vai fazer melhor!

  37. Paula Náz Feratu Responder

    Acredito que essa é uma questão complexa para debate, mas é necessário que exista essa discussão. Estamos em um momento de transição de muitos valores, e na atualidade nos encontramos confusos.

    Quanto a propaganda, penso que foi necessária a “ridicularização”, até porque estamos adormecidos diante de tantos padrões a que somos bombardeados todo o tempo desde a infância. Mais ou menos como algumas músicas criticam: “Seja obsceno, Seja obsceno, Seja obsceno… Você não ouviu isso!”

    Há a crítica com a pedofilia, mas mulheres de 30 anos imitam ninfetas em filmes sexualmente explícitos, mas quando esses signos são desconstruídos as pessoas ficam escandalizadas. Não sejamos hipócritas, no fundo todo mundo sabe o que essas imagens representam!

    Embora a inversão de papéis fosse o necessário, ainda seria o padrão colocar um brad pitt para esse papel. Talvez não causasse essa repulsa que foi o motivo de tanta discussão, então o objetivo foi cumprido. Chocou!!!
    E se pareceu inadequado é porque o padrão está enraizado, no século XVI as pessoas magras eram feias, porque era sinônimo de pobreza, era magro quem passava fome. Mas o nosso contexto é outro, e julgar dessa forma que é inadequado.

    E estamos precisando desbanalizar realmente o que vem pronto, principalmente através da mídia, não devemos jamais naturalizar as coisas.
    Em uma das propagandas, do D&G, se não houvesse todo aquele glamour, a sociedade não aceitaria uma insinuação de estupro, porque o que rege é o dinheiro atualmente. A propaganda não seria aceita caso fosse uma moça mal vestida, com uma
    cara de desespero e um monte de homem com cara de “a gente vai ter coito
    forçado agora”. Mas a representação está lá…
    No entanto, porque é belo, é luxuoso, é padrão, se torna socialmente aceito???
    Embora exista a venda dos padrões de beleza e tudo mais, o papel da mulher e do homem ainda está muito definido, infelizmente.

    Para combater com algo tão enraizado a tanto tempo como o machismo, é preciso o oposto tão radical quanto, no caso o feminismo, para que essas relações conquistem naturalmente um equilíbrio.

    Pensem nisso…

  38. schw Responder

    é, a especie vai se fiar no extinto para se extinguir, mesmo… se houvesse tanto peso, a onda da anorexia não teria se imposto. Sick is the new sexy é um mote no advertisement americano. Durante o Imperio Romano, ser loira era marca de classe proletária (pra ficar bem claro: não era desejável); hoje em dia, o mercado de tinta de cabelo loira movimenta milhões. Claro que isso é pura biologia, os homens preferem as loiras pq foram geneticamente programados pra isso – houve uma mudança na programação de lá pra cá. nada a ver com o fato de o novo imperio ser um lugar de gente loira.

  39. Anna Paola F. Melchheier Responder

    Li quase todos os comentários e fico pensando se vocês realmente prestaram atenção. Trata-se de um case universitário onde foi levantada a questão da violência sexual na sociedade canadense, lugar de origem dos estudantes autores do trabalho, e onde colheram os números apresentados. As campanhas publicitárias são reais, extremamente bem elaboradas por sua caríssimas agencias publicitárias; já as paródias foram produzidas pelos estudantes, com os recursos e talentos disponíveis no nível de estudantes. O caso aqui é chamar á atenção para um problema social que não pára de crescer, que é o número de estupros, mortes e violencia doméstica, e a crítica ás agencias que influenciam grande parte da sociedade, dando-lhes referencias erradas de moral, e boa educação, respeito e igualdade de oportunidades. As campanhas aqui apresentadas deixam clara uma suposta supremacia masculina e submissão feminina. Apesar de as campanhas serem dirigidas ao público adulto, podem facilmente “cair em mãos erradas” e nutrir uma criança de informaçôes e principalmente de imagens que formarão o repertório dela. O próprio público adulto buscará identificação com ao produto através do apelo de sua campanha. Pra mim, a mais agressiva e baixa é do anel de diamante!

  40. Alisson G. Callado Responder

    A ideia é legal, gostei. Mas ela peca e é falha por um motivo: escolheram pessoas feias e nada sensuais – de acordo com os padrões de beleza da nossa sociedade de consumo, que fique claro – para substituírem sujeitos belos e sexys. Logicamente que iria ficar ridículo.

  41. Richard Klein Responder

    O Felini, o famoso cineasta Italiano, ja dizia que a midia eh o espelho da sociedade. Culpar a midia pela maneira que as mulheres sao retratadas nas fotos acima eh culpar o revolver e nao o assassino. Se mostrassem fotos de mulheres comuns em situacoes rotineiras os produtos nao venderiam e ninguem compraria as revistas, Em outras palavras sao os consumidores e as consumidoras que querem ver estas imagens, ou sera que o que estou lendo eh uma proposta de uma ditadura do “politicamente correto”?

  42. rede de mulleres Responder

    Moi interesante. Estamos tan acostumadas/os a ver as mulleres en situacións de sumisión e como obxectos sexuais, que merece a pena velo cambiado de lugar…estamos como fai 50 anos?

  43. Sasha Responder

    Obrigado!

  44. Rodrigo Responder

    O gênero sexual deve ser encarado como uma questão ética e política, ou seja, refere-se a ações de indivíduos (ética pessoal) e também a ações coletivas (política) que implicam respostas e soluções sociais para construção de convívio democrático, sem discriminações de natureza sexual.
    Acho que uma boa pergunta filosófica para essa questão seria “O que faz um homem ser homem e uma mulher ser mulher – o corpo, o pensamento ou a sociedade?”

  45. Renato Rivero Responder

    O trabalho foi bem montado. A mensagem bem colocada…….E sim concordo que devemos ser críticos quanto à mídia.
    Apenas acrescento que se existe exploração de gênero na mídia, é porque há pessoas que se candidatam a isso em troca de um cachê. Se uma agência de publicidade paga R$ 1.000,00 para alguém simular ser escravo sexual na TV, quantas pessoas irão se candidatar??? Duvido que uma ou duas, apenas!
    Passa a impressão de que o problema não é só a propaganda, mas sim o fato de as pessoas (homens e mulheres) se atribuírem um preço…….Dinheiro resolve tudo, parece……Creio que esta é que deve ser uma das reflexões da humanidade do século XXI.

  46. Pedro Mga Responder

    aposto que as meninas dos anúncios “sexualizados” nao se importam de olhar para a sua conta bancaria ao final do mês. se ha quem não adira a este tipo de “campanhas” contra … são elas . tal como 90% dos/das que criticam fariam o mesmo.

  47. Antonio Fabrizzio Responder

    Faz tempo que esta troca existe na real, mas evidentemente eles arrumaram uns homenzinho BEM melhores… O.o

  48. ivanfontes Responder

    Outro lado: Um anúncio que seria um escândalo em todo o mundo… com os gêneros invertidos : http://www.espanholito.com/2013/05/um-outdoor-que-seria-um-escandalo-em.html

  49. Roni Diniz Responder

    Verdade Stefanie Jung! No entanto o anúncio foi criado por uma Agência Real a TBWA e foi muito “aproveitada” e promovida como anúncio real, tanto que a empresa da Absolut Hunk foi processada…http://adage.com/article/news/absolut-hunk-sues-vodka-company-ad/40309/

  50. Natividade Bortoli Responder

    Aqui no Brasil ,município de São Paulo,Butantã, estamos melhor que a 35 anos atrás quando eu tinha 17 anos.
    Porem será que algum dia vamos atingir a marca mínima da decência.?
    Por todos os mais jovens que eu , quero acreditar que sim.

    parabéns pela ideia, e por compartilha-la.

  51. Menina da Lua Responder

    A sociedade cada vez está mais cheia de incompreensão e obscurantismo. Tanto a mulher como o homem expondo seu corpo de uma maneira afronta é algo ridículo. E é claro que se fazem isso com a mulher é porque ela de certo modo deixa, não que muitas mulheres não lutem contra esse desacato, porém muitas outras deixam seu corpo ser tratado como objeto e isso afeta a mídia. Tudo que afeta a mídia minimamente, haverá sempre um néscio que curta e promova como se fosse algo belo. Em relação ao feminismo, feminismo é levado do jeito ignorante, porque mulheres feministas acha que tem que ser como homens para poder obter esse “poder” que no caso seria a IGUALDADE.

  52. Felipe Gomes Responder

    É triste o proselitismo aqui presente, melhor seria pelas próprias situações individuais contar a experiência e chegar à um senso comum, não forçar a ideia a entrar como verdade absoluta na cabeça do outro(a), enfim, discussões com ataques PESSOAIS (ex: “moça você é machista”, ou “vá raspar as axilas feminista) acabam virando baderna!

  53. leandro Responder

    Na minha opinião o ridículo do vídeo é justamente o diferencial pra chamar a atenção de quem esta fora desse âmbito de percepção como esses estudantes e pessoas sensíveis a este assunto, a massa no geral talvez só percebesse a manipulação dos gêneros se fosse assim gritante, por que o machismo esta tão impregnado na cultura refletido no marketing, que só assim seria percebido, na minha opinião claro …