Estamos vivendo uma onda neonazista no Ocidente, diz socióloga

Para pesquisadora da PUC-SP, novas configurações dos movimentos sociais podem levar a um recrudescimento das forças conservadoras

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Foto: Carla Cristina Garcia – PUC-SP

Por Marcelo Hailer

Nesta semana, o jogador da seleção da Croácia Josip Simunic foi banido pela Fifa e está fora da Copa do Mundo de 2014. O zagueiro, após a vitória sobre a Irlanda (em novembro), pegou o microfone e entoou cânticos nazistas com o apoio da torcida. A Fifa considerou inadequada a postura do atleta.

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Porém, o caso do desportista não é um fato isolado, principalmente diante dos últimos ocorridos na Europa. No começo deste ano, Paris foi palco de uma manifestação contrária ao casamento igualitário, que reuniu cerca de 1,5 milhão de pessoas, porém, o presidente Hollande peitou os grupos conservadores e fez campanha pessoal pela aprovação do projeto, fato que ocorreu em maio.

Na Grécia, foram eleitos seis parlamentares do partido Aurora Dourada, assumidamente neonazista. Recentemente, o líder do partido, Nikos Mihaloliakos, foi preso acusado de fazer parte de um grupo clandestino neonazista envolvido em assassinatos e lavagem de dinheiro. Outros três parlamentares do Aurora Dourada foram presos sob a mesma acusação.

Mas não é apenas na Europa que os ideais eugenistas (base da ideologia nazista) ressurgem, nos EUA e Brasil também. Lá como cá, esses grupos estão organizados nos partidos políticos, nas assembleias e nos meios de comunicação. Os discursos são os mesmos: anti-políticas raciais, contrários a qualquer avanço na legislação no que diz respeito às LGBT e aborto e, principalmente, sobre políticas de drogas.

No Brasil, por exemplo, mais de uma vez, o deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) declarou que a África é um “continente amaldiçoado” e que o líder Nelson Mandela implantou a “cultura de morte na África do Sul”. E os companheiros de bancada do pastor propagam a ideia de que homossexuais são doentes passíveis de cura. São pensamentos que lembram os eugenistas no século XIX. Com os ativistas do Tea Party norte-americano (ala radical do Partido Republicano) se dá o mesmo.

Com este cenário que se espalha por vários países, será possível afirmar que o Ocidente vive uma nova onda eugenista/neonazista? Para a socióloga e professora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Carla Cristina Garcia, não há dúvidas de que vivemos uma nova onda das teses que fundaram o nazismo. Garcia, que também coordena o núcleo de pesquisa sobre feminismo e sexualidades – Inanna – diz que é correto falar em nova onda, pois, as ideias que têm permeado o ideário conservador do Ocidente, nunca deixaram de existir, mas, neste momento, ganham nova força com a ascensão dos movimentos mais progressistas.

Revista Fórum – Nesta semana, um jogador da Croácia foi expulso da seleção por ter cantado cânticos nazistas ao fim de uma partida em novembro com o apoio da torcida; neste ano, membros do partido grego neonazista Aurora Dourada foram presos depois que investigação descobriu que eles faziam parte de uma quadrilha nazista; no Brasil setores sociais e políticos têm propagado o discurso de ódio contra LGBT, mulheres, aborto, droga… Pode-se dizer que o Ocidente vive uma nova onda eugenista?
Carla Cristina Garcia – Sem dúvida alguma vivemos uma nova onda do pensamento eugenista e é bom frisar o termo onda, pois a ideia, ou melhor, o ideal eugênico nunca desapareceu da sociedade ocidental.

Talvez seja importante lembrar que todas as teorias racistas modernas são fruto do pensamento eugenista, mais precisamente norte-americano, que desenvolveu um tipo específico de eugenia, conhecida como “eugenia negativa”: eliminação das futuras gerações de “geneticamente incapazes” – enfermos, racialmente indesejados e economicamente empobrecidos –, por meio de proibição marital, esterilização compulsória, eutanásia passiva e, em última análise, extermínio. O aumento no número de imigrantes no final do século XIX levou o grupo dominante no país, os protestantes cujos ancestrais eram oriundos do norte da Europa, a buscar motivos para exclusão. Encontraram terreno fértil na pseudociência da eugenia.

Os eugenistas usaram os últimos conhecimentos científicos para “provar” que a hereditariedade tinha papel-chave em gerar patologias sociais e doenças. Os imigrantes tornaram-se alvos fáceis de defensores dessa nova “ciência”, que empregaram os achados do movimento eugênico para construir a imagem dos imigrantes como pessoas deformadas, doentes e depravadas, encontrando eco em seus contemporâneos nas ciências sociais e na biologia, entre os quais a eugenia propagou-se como algo considerado perfeitamente lógico.

Fórum – Esse retorno do discurso eugenista em vários países pode ser uma volta do discurso (se é que um dia ele já se foi) do Ocidente enquanto sujeito branco e familista?
Carla Cristina Garcia – Eu não chamaria de retorno do discurso eugenista, pois acredito que este nunca foi deixado de lado, todas as manifestações xenofóbicas por todo o mundo ocidental, o ódio ao estrangeiro propagado em muitos países europeus, além de exibir toda a questão do pensamento colonial, também demonstra claramente que xenofobia e eugenismo são frutos do mesmo tipo de pensamento eurocêntrico, branco e patriarcal.

Fórum – Acompanhamos nos últimos meses o acirramento entre a bancada fundamentalista e os setores progressistas pró-LGBT, que terminou ontem com a vitória dos religiosos ao enterrarem o PLC 122 sob argumentos bíblicos. Por que é tão difícil se fazer aplicar o Estado Laico?
Carla Cristina Garcia – O problema aqui é muito mais complexo do que parece. Primeiro: há dois direitos individuais em conflito: o que assegura a liberdade religiosa e o que assegura a liberdade de consciência. As pessoas têm o direito de serem religiosas ou ateias, sem darem qualquer explicação. Acreditam ou deixam de acreditar como bem quiserem, e qualquer constrangimento a esses direitos é inconstitucional.

Segundo, o Estado é laico. Ser laico não significa ser ateu. Ser laico significa não tomar partido. Não cabe ao Estado defender essa ou aquela denominação ou agremiação religiosa, e tampouco cabe ao Estado pregar o ateísmo. Cabe ao Estado defender o direito das pessoas, individualmente, escolherem (ou não terem de escolher) se e no que acreditarem. Se alguém resolver acreditar no Coelhinho da Páscoa, cabe ao Estado laico defender tal direito.

Sobre aqueles que estão exercendo um cargo público são agentes do Estado. Logo, ele ou ela o representa perante a sociedade e, por isso, sua liberdade religiosa deve ser ainda mais resguardada enquanto estiver no exercício de sua função. Não há dúvida que ela pode rezar em casa ou no templo, independente de qual seja sua profissão. Mas, em sua vida política, ela é o Estado. E o Estado é laico. Como representante do Estado, ela não deve preferir (ou proferir) uma religião.

Fórum – Além dos LGBTs, temos acompanhado o fortalecimento dos discursos contra indígenas, negros, usuários de drogas, mulheres e outros difamados. Na sua opinião, estes sujeitos, historicamente subalternizados, deixarão um dia a condição de sujeitos silenciados e difamados?
Carla Cristina Garcia – Há uma nova movimentação no mundo todo contra os abusos do capitalismo e do pensamento colonial. Acredito que a luta por direitos ainda está longe de acabar. Estas novas configurações dos movimentos sociais podem levar a um recrudescimento das forças conservadoras ou podem levar a outro tipo de organização social mais efetiva.

 

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Comentários

37 comments

  1. Abrahão Amorim Responder

    Carla Cristina quando você insinua que evangélicos são nazista, vc deve ter consciência que é uma afirmação perigosa ao colocar 30 milhões de brasileiros contra os demais..

    1. Roblêdo Mak's Responder

      Ela não trata todos os evangélicos como um só. Nem mesmo na sua suposta insinuação. O que ela fala é que existe na bancada evangélica, eugenistas. Isso é negável, senhor Abrahão? Responda somente caso o senhor não se sinta constrangido. O fato é que não podemos negar que tal bancada ao defender o modelo patriarcal ortodoxo de família, desconsidera as mudanças e circunstâncias sociais que são inadequadas para este modelo, mas que infelizmente são reais e intransponíveis. Não podemos aplicar o fundamentalismo nos dias de hoje (se é que algum dia o poderemos), pois a sociedade cresceu em número e em necessidades. Tais necessidades regadas a uma vida de privações e marginalidade criam indivíduos que não se enquadrariam no estilo antigo de vida que os evangélicos da bancada defendem.

    2. Rafael Costa Responder

      Por mais absurdo que seja seu reducionismo, a correlação entre o segregacionismo nazista e a onda segregacionista neopentecostal brasileira é muito válida. Não foi o que ela quis dizer, mas essas grandezas tem o mesmo radical: o princípio de superioridade cultura, religiosa, éntica e ou racial.

      1. Daniel Araujo Responder

        Acredito ser um pouco forçassão de barra afirmar que os movimentos contra o casamento gay em paris são de cunho neonazistas, porque são apenas defesa de valores que eles pregam. Outra que é completamente ignorância, afirmar que o projeto de lei, do Deputado Marcos Feliciano considerado “cura gay” pela mídia, quer curar os homossexuais. Quando na verdade não é isso, vá buscar o projeto de lei e verá.

        Apesar de fazer sentido ligar a exclusão social e hegemonia ideológica, eles não são Neo-nazistas, continuam sendo cristãos ortodoxos, ou como citado pelo colega Rafael Costa, são pelo menos no Brasil, Neopentecostais.

        Creio que a redação da revista fórum está sendo um tanto sensacionalista ao abordar os temas, pois não se deu o trabalho de pesquisar 10 minutos a fundo a abordagem dos primeiros parágrafos de texto da matéria que antecede a entrevista.

        1. Humberto Cotta Júnior Responder

          Olá me caro.

          Cabe fazer um comentário: lendo o texto, uma coisa é o que a professora respondeu na entrevista, que tentou ser bem precisa na comunicação, tentando definir bem os termos que estava usando, esclarecendo determinados pontos confusos nas perguntas, inclusive indiretamente criticando construtivamente a pergunta colocada pelo entrevistador, tentando desfazer algumas confusões, como no caso do conceito do Estado Laico, e outra coisa é o que o jornalista fala da professora. Pela transcrição da fala da professora, ela não misturou Neonazismo com Eugenia, mas disse que a Eugenia serve de base ao Neonazismo, ou seja, o neonazista é um eugênico, mas nem todo eugênico é um neonazista, e que necessariamente concorda ria com as outras proposições do Neonazismo. O que ela fala é de uma nova onda conservadora, isto sim, considerando no geral. Agora o título, “Estamos vivendo uma nova onda Neonazista no ocidente” se assumirmos isoladamente esta informação (considerando apenas os declaradamente neonazistas), é verdade que eles estão aumentando, como também outros movimentos conservadores, como está na afirmação da fala da professora transcrita. E talvez a professora realmente tenha dito a frase do título da reportagem, mas em um outro contexto, se referindo talvez apenas aos declaradamente Neonazistas. Pois não acredito, (considerando apenas a parte transcrita da fala da professora), que uma pessoa que toma tantos cuidados nas afirmações que faz, tenha misturado as duas coisas. Agora considerando a parte escrita pelo jornalista, em detalhes, embora não exista nenhuma afirmação categórica de que todo eugenista e todo conservador religioso seja um neonazista, mas a parte inicial do texto, leva inicialmente a acreditarmos nisto, e ficamos com isto na cabeça, nos levando a interpretar todo o resto como se apoiasse que todo conservador e eugenista como pelo menos um neonazista disfarçado. Mas todo o cuidado nas afirmações da professora no que se refere ao Estado Laico, seguindo à risca a metodologia científica, me fez reler a parte já lida procurando separar bem, jornalista de professora, só que lendo com redobrado cuidado, o que me fez perceber isto.

          Um grande abraço.

        2. Humberto Cotta Júnior Responder

          Agora olhando do ponto de vista do jornalista. O jornalista por técnica, tem que redigir um título chamativo, para aumentar a probabilidade do leitor ler. Embora a reportagem tenha o objetivo de falar da onda conservadora como um todo, ela coloca no títulos apenas aquilo que é mais chamativo, o neonazismo. Assim, numa reportagem jornalística, o título nunca se refere a toda a realidade tratada no artigo. Só que o jornalista tem que tomar cuidado ao usar está técnica, de maneira a não deturpar a mensagem, porque a maioria das pessoas vai ler só o título, e não vai ler o conteúdo da mensagem, e assim a pessoa que leu só o título, poderia ficar com uma ideia falsa, como em muitos casos acontecem. No caso específico, embora o título abranja um escopo menor do que o da reportagem, mas considerando a informação do título isoladamente, o título não é mentiroso, porque é fato que esta aumentando o número de adeptos ao neonazismo (me referindo apenas aos que se declaram neonazistas). O problema está localizado nos primeiros dois parágrafos, que embora não afirme literalmente que todo conservador, eugenista é neonazista, ela leva a esta confusão, que seria esclarecida depois com a entrevista da professora. Não entrei no mérito da real intenção do jornalista, pois por não conhece-lo me abstenho de emitir algum julgamento a sua pessoa. Mas que foi uma falha do texto foi.

  2. Thiago Melotti Responder

    O Ocidente tá vivendo uma onda neonazista e vocês colocam uma foto da socióloga sorrindo… igual a minha foto do face

  3. dduenhas Responder

    “O nacional-socialismo conseguiu reunir muito rapidamente, nas S.A.*, trabalhadores mas que ainda na sua maioria jovens e desempregados. A maior parte
    desses jovens, no entanto, era revolucionária de uma forma ainda primitiva e conservava uma atitude autoritária. Por este motivo, a propaganda nacional-socialista era contraditória; seu conteúdo diferia conforme a classe a que se dirigia. Só na manipulação
    dos sentimentos místicos das massas ela era clara e consistente.[…]”

    REICH, Wilhelm (1933-2001). Psicologia de Massas do Fascismo.

    * Sturm-Angriff, tropa de assalto. (N. do E.)

    http://www.gpec.ucdb.br/pssa/index.php/pssa/article/view/15

  4. Rodrigo Responder

    Abrahão, cabe a muitos evangélicos declararem firme que esta autoproclamada “bancada” não lhes representa. Estão mais para Tea Party do que para Luther King.

    Há muita coisa boa na tradição evangelical. Não só os pioneiros abolicionistas ingleses como os muitos que construiram referências teórico-práticas para o Estado Laico nos EUA, o Abraham Kuyper na Holanda lutando por direitos sociais, etc. Cabe a vocês escolherem em qual tradição querem se referenciar.

  5. Rodrigo Responder

    Aqui no Brasil, quando vemos os olavetes, lembramos daquele filme “A Onda”

  6. Pedro Bello Responder

    Porque não lhes pesa a lei sobre o lombo? Porque não criminalizá-los e ponto? Para quê existe dita lei? Use-se-a! E, esta atividade, seria também altamente educativca às forças policiais, que se veriam obrigadas a confrontar sua pŕedisposiçao segregacionista e sua tendência ao puxassaquismo dos poderosos.

  7. Elda Responder

    Tudo isso deve acontecer para que se cumpra a palavra de Deus. Você, você mesmo que lê isso agora e não crê. Não terá mais desculpas sobre o fato de ninguém telo-los alertado. Jesus esta voltando, isso é fato e nada pode mudar isso. Esqueça isso tudo , aceite Jesus.Ele te ama. Ele e amor.

    1. Carlos Andino Responder

      Eu não entendo vocês, fundamentalistas cristãos, pregam o seu “amor de cristo” relegando ódio e barbárie por onde passam. Se isto é ser cristão então o inferno deve ser o melhor lugar para ficar, não iria aguentar ficar ao lado de gente tão… nefasta, sádica e cruel!

    2. leonardo Responder

      Tomara que volte logo então e leve voce , Feliciano e Cia para o reino dos céus, assim quem sabe nos humildes pecadores descrentes possamos viver em um mundo mais justo.

    3. Humberto Cotta Júnior Responder

      Minha cara,

      Você já parou para pensar no que está dizendo, pelo menos no conceito de amor que está colocando? Vou colocar primeiro o que foi passado para você.

      Na sua visão de Deus, você parte de duas premissas básicas: (1) que Deus é onisciente, onipresente e todo poderoso; (2) que Deus é amor.

      Uma coisa que não está muito claro na Bíblia, talvez porque isto não fosse tão importante para a mensagem Cristã, mas que muitos Cristãos acreditam nisto, “que o Inferno é a danação eterna” (discutirei isto mais adiante), e que para lá vão não só as pessoas egoístas, não cooperativas, e anti-éticas, mas também quem teve contato com a religião, não só acreditou em Jesus, mais ainda, mesmo que acreditou em Jesus, mas não recebeu o Espírito Santo, ou seja, foi tocado (e isto é um conceito complexo), e entregou a sua vida a Jesus. Neste último caso, mesmo tendo sido um bom cidadão, ético e cooperativo, iria para a danação eterna, tendo passado antes por um julgamento. Os que receberam o Espírito Santo não seriam julgados, pois eles através do Espírito Santo dentro deles, receberiam um discernimento especial (estes seriam considerados os convertidos). Estou colocando em uma das versões mais brandas, ou seja, seriam salvos os convertidos, ou pelas boas ações, ou seja, depois de passarem por um julgamento.
      Vamos pensar nos enunciados acima: vamos pensar primeiro na concepção do inferno como danação eterna.

      Deus te colocar em uma situação de sofrimento não seria falta de amor, se este sofrimento te levasse ao crescimento, e o tornaria um espírito melhor com as lições aprendidas, e isto te levaria depois a uma situação melhor. Já a danação eterna, seria o sofrimento pelo sofrimento, ou seja, o sofrimento em vão, porque, por mais que você cresça com ele, você nunca mais sairá do inferno. E o pior: a chance que você tem é só uma, em um tempo finito de uma vida e apenas uma vida, mas a pena, teria uma duração infinita, algo gritantemente desproporcional, ou seja, mais injusto ainda. Levar uma pessoa ao inferno seria a pura crueldade despropositada, e assim, quem fosse responsável pela ida de espíritos ao inferno não poderia ser considerado como portador de amor.

      Qual é a resposta que você daria para isto?

  8. Glaubert Botelho Responder

    isso é papo de comuna…
    no brasil estamos nessa onda neonazista sim… com o PT no poder

    1. Victor Quesada Rodrigues Responder

      Comentário típico de um alienado idiota , mas tens ou direito de se-lo , e de divulgar seu pensar , como a recíproca é verdadeira eu comentei … rsrs

      1. John Scramers Responder

        Pra sociólogo falar merda, basta abrir a boca. Isso não passa de uma tentativa estúpida de acusar de “nazista” qualquer um que vá contra as normativas do PT e seu governo socialista.

        É só papinho furado pré-eleitoral.

  9. Teodoro Magni Responder

    Não entendo porque a maioria da esquerda inclui a descriminalização do abordo no ideário progressista da esquerda. Sou radicalmente de esquerda, mas abomino o aborto, algo ligado à cultura da morte. Onde já se viu, em nome de um pretenso direito de um ser mais forte e constituído promover-se a morte de outro ser fraco, indefeso e em formação? Viva o ideário esquerdista, viva o direito à vida!

    1. Barbs Responder

      Querido Teodoro,
      acho que você não entende a luta pelo direito ao aborto legal. Você tem razão e a questão sim é sobre o direito à vida, o problema é que estamos de lados opostos: feministas querem que as mulheres tenham esse direito resguardado, enquanto a direita quer que o direito seja dado ao feto, em primeiro lugar.
      Eu acho que é estranho sim que haja uma oposição entre o direito do feto e o direito da mulher, mas há.
      Todos os dias milhares de mulheres no mundo inteiro morrem em decorrencia de fazer abortos ilegais. Por que essas mulheres se arriscam? Por milhares de motivos, mas se pergunte: por que alguem iria fazer um aborto arriscando a própria vida e se arriscando a ser presa? Os motivos são vários, mas é importante entender que você nunca vai passar por isso e, portanto, você não conseguiria se colocar no lugar da mulher que engravida sem querer. Sem poder. Sem direitos ou condições. Quando falamos em direito ao aborto estamos também falando do direito das mulheres de baixa renda. As mulheres de alta renda pagam muito bem e realizam abortos seguros, embora ilegais. As mulheres de baixa renda, sem direitos, acabam enfiando cabides, tomando veneno e fazendo toda sorte de tratamentos para conseguir o aborto. E assim, morrem. O direito ao aborto legal não luta pelo aumento do numero de abortos, ele luta pelo direito à vida e à escolha da mulher sobre seu próprio corpo.

    2. Barsb Responder

      Querido Teodoro,
      acho que você não entende a luta pelo direito ao aborto legal. Você tem razão e a questão sim é sobre o direito à vida, o problema é que estamos de lados opostos: feministas querem que as mulheres tenham esse direito resguardado, enquanto a direita quer que o direito seja dado ao feto, em primeiro lugar.
      Eu acho que é estranho sim que haja uma oposição entre o direito do feto e o direito da mulher, mas há.
      Todos os dias milhares de mulheres no mundo inteiro morrem em decorrencia de fazer abortos ilegais. Por que essas mulheres se arriscam? Por milhares de motivos, mas se pergunte: por que alguem iria fazer um aborto arriscando a própria vida e se arriscando a ser presa? Os motivos são vários, mas é importante entender que você nunca vai passar por isso e, portanto, você não conseguiria se colocar no lugar da mulher que engravida sem querer. Sem poder. Sem direitos ou condições. Quando falamos em direito ao aborto estamos também falando do direito das mulheres de baixa renda. As mulheres de alta renda pagam muito bem e realizam abortos seguros, embora ilegais. As mulheres de baixa renda, sem direitos, acabam enfiando cabides, tomando veneno e fazendo toda sorte de tratamentos para conseguir o aborto. E assim, morrem. O direito ao aborto legal não luta pelo aumento do numero de abortos, ele luta pelo direito à vida e à escolha da mulher sobre seu próprio corpo. Como esquerdista, você poderia procurar saber mais sobre o assunto e entender que a luta pelo direito ao aborto legal é uma luta pela libertação das classes mais baixas. #prontofalei

  10. Osvaldo Aires Bade Responder

    Autoritarismo onde?
    Em políticos esquerdistas que processão cidadães pra não falarem mal dele ou mesmo por compartilhar notícias?

    DANILO GENTILI É CENSURADO NO FACEBOOK, PERDE PERFIL E CULPA A CIBERNÉTICA TROPA DE CHOQUE DO PT

    http://cinenegocioseimoveis.blogspot.com.br/2013/12/danilo-gentili-e-censurado-no-facebook.html

    .

  11. Esquerdopatia Responder

    Eu desprezo o nazismo mas eu
    realmente não entendo como que uma ideologia extremamente mais assassina como a
    comunista é admirada, a esquerda é muito pior, os vilões que ela cria não são
    raciais são econômicos e varias de acordo com seus interesses, os chamados
    burgueses foram exterminados em todos países de esquerda literalmente junto com
    oposicionistas qual a diferença disso para o nazismo? Ambos tenebrosos, no
    Brasil temos o governo incentivando o racismo e a segregação atualmente, tolo é
    aquele que pensa que cotas raciais irão aproximar as pessoas.

    Reparem como essa socióloga entendem sobre o
    conservadorismo, os países mais civilizados do mundo são os ocidentais
    capitalistas liberais ou conservadores como a Inglaterra.

    1. Teodoro Responder

      Como assim? EUA e Inglaterra são os mais civilizados? A Inglaterra disseminou guerras e massacres pelo mundo desde os século XIX. O que tem feito os Estados Unidos no século XX? Exploração e conspirações e guerras em diversos países pelo mundo. Só para ficarmos nos massacres mais recentes, quantas crianças foram mortas no Iraque? isso é a civilização do modelo capitalista? estou fora!!!

    2. Humberto Cotta Júnior Responder

      Em primeiro lugar, quando exaltamos a esquerda, não estamos exaltando a União Soviética e nem Cuba. O Governo que mais matou comunistas foi um outro governo comunista, que foi na União Soviética, no mandato de Josef Stalin. E porque isto? Porque existem várias tradições de esquerda, e a maioria delas democráticas. Mas como Stalin pertencia a uma tradição autoritária, ele eliminou as outras tradições de esquerda rivais. E existe a questão econômica, mas ainda existe racismo, e isto já é senso comum: o mito da democracia racial brasileira já caiu, e há elementos provam isto. Além do mais, separem o que a professora da PUC disse literalmente, do que disseram dela.

  12. Fernando Moshe Responder

    Ela só pode estar brincando ?

    Essa bateu recorde de besteira escrita, tinha que partir de uma “socióloga”.

    Terrível é que esses pseudos intelectuais da esquerda pensam ser o supra sumo da intelectualidade mundial, vanguardistas do pensamento moderno.

    Eu sou anti-políticas raciais,sou contrário a qualquer avanço na legislação no que diz respeito a LGBT, isso não deveria nem existir. Ninguém merece leis especiais ou tratamento diferenciado por ser gay. E também totalmente contra o aborto e liberação de drogas.

    Meu D-us, sou nazista ? Mas perai… Sou Jew.

    hahahahahahahaha

    “Intelectuais” brasileiros. Ainda vão nos matar de rir

    1. Ludmila Responder

      Voce realmente acha que ser judeu te libera de ser chamado de eugenista? Se voce pensa isso, nao deve entender bem o que a palavra significa, sugiro pesquisar. Sugiro tambem treinar sua interpretacao de texto, porque o artigo – e a entrevista – falam do crescimento dos ideais eugenistas de extrema direita, que sao ligados ao neonazismo, mas nao apenas a ele. O Tea Party, por exemplo, nao é neonazista, mas é eugenista. Assim como um setor da bancada evangelica brasileira.

      Terrivel é ver esses pseudo-intelectuais de direita acharem que suas ideias de 2000 anos de idade sao atuais e continuam pertinentes numa sociedade em constante mutacao.

    2. Humberto Cotta Júnior Responder

      Meu caro.

      Em primeiro lugar, a Socióloga a que você se refere não disse nada do que você disse que ela disse. Tenha o cuidado de separar a opinião do Jornalista que tem as sua ideias, e o que a Socióloga realmente disse, na parte transcrita da entrevista. E o título, que diz que ela afirma que “Estamos vivendo uma onde de neonazismo no Ocidente”, o título não esta dizendo que todos os conservadores são neonazistas, ele simplesmente diz que o movimento neonazista (os realmente neonazistas) está aumentando, o que é fato. Na entrevista a autora fala, de uma nova onda de conservadorismo, como um todo, e ai neste caso, o neonazismo como um movimento conservador, está na mesma onda. A autora fala que a Eugenia serve de base para o Neonazismo, como também serve de base para outras posições conservadoras que não necessariamente vão concordar com outras posições do Neonazismo, que podem ser até oposta em outros aspectos. E nem na posição do Jornalista, ele só m ostra algumas semelhanças entre as várias posições, mas ele também não afirma que todos os conservadores são necessariamente nazistas. Eu só acho que o jornalista cometeu erros de redação que dá margem para a sua interpretação, que não leu o texto com cuidado. E o texto fala na verdade fala da onde de conservadorismo como um todo, embora o título só fale de neonazistas. Isto é devido a uma técnica jornalista para chamar atenção do leitor, porque o assunto neonazista chama mais atenção, mas o texto fala da onda de conservadorismo como um todo. E o que está claro no texto: em nenhum ponto a professora da PUC afirma que todos os conservadores são neonazistas, mas apenas que tem posições semelhantes em determinados assuntos. Se você não percebeu isto, leia de novo com cuidado, separando o que a professora disse e que o jornalista disse. O jornalista ao fazer a reportagem usou de afirmações dela para compor e encaixar no seu discurso: se você concorda ou não com o jornalista, é outra história. Mas a opinião dela sobre outros aspectos do que o jornalista quis defender eu não sei, e por isto eu não critiquei ela.

    3. Daniel Responder

      Leis permitindo que gays tenham direitos iguais aos héteros (casar, adotar e etc), não é trata-los de forma diferente, é torna-los iguais.

      Em relação a liberação de drogas, espero que você não beba. Pois se bebe, não passa de um hipócrita…

  13. Lucas Farah Responder

    tá serto…
    muuuuiiiito inteligente vc, nazismo e socialismo são exatamente a mesma coisa…
    vai estudar um pouquinho e ve se para de falar merda…

  14. Charlie Drews Responder

    Os comentários escritos aqui, em sua maioria, só REFORÇAM a tese da socióloga…Daqui a pouco teremos uma segunda “marcha da família com Deus pela liberdade”…Que os Orixás nos protejam!

  15. Luís Chico Responder

    Primeiro: tudo o que ele disse é verdade. Segundo: quem acha que não, defende o q

  16. Luís Chico Responder

    Primeiro: tudo o que ela disse é verdade. Segundo: quem acha que não é porquê defende o que ela combate.

  17. Edison Responder

    Preconceito infelizmente existe e de todos os tipos, isto sim é uma realidade, não deveria haver, mas existe, e a impotência perante estes tipos de situações ela é inegável, por isto só posso fazer a minha parte.

  18. Marcello Responder

    Ao final ela fala de reações contra os movimentos de minorias.

    Em tempo: isto vem em direta decorrência de *como* estes movimentos tem se manifestado.

    As reações a movimentos negros ou indígenas não significam ‘racismo’ mas sim reações contra abusos.

    O mesmo para LGBTs ( ex-GLS): não significam homofobia.

    Movimentos resolveram que aparecem melhore sendo radicais e agressivos e criando uma mentalidade lunática-persecutória em seus seguidores e em suas manifestações.

    Obviamente, ninguém gosta de ser alvo de ser chamado de racista, homofóbico, etc. As pessoas apenas não gostam de exageros como exibições de sexo em praça pública ou tribos indígenas que nunca existiram ocupando áreas que serviriam para estradas necessárias. Também não gostam de discursos sobre ‘superioridade negra’ ou ‘negro melhor que branco’ ou cotas para negros que são um racismo invertido.

    Então se reage. E é isso que a violência verbal, comportamental e inclusive intelectual desses movimentos espera: cada menor reação sofre as mais torpes acusações e ameças de perseguição na justiça.

    Acontece que todos já estão percebendo o engodo – inclusive pessoas que esses pequenos grupinhos dizem defender se manifestam dizendo que não gostam de *como* estão sendo representadas.

    Aproxima-se a hora em que essas táticas envelhecidas não funcionarão mais. Aí a militância que vive disso entra em pânico e fala de ‘Nazismo’ .

    Esses movimentos sequestraram causas importantes e fundamentais apenas para ganhar um poder pontual. E em nome de seus objetivos de poder estão geranto *antipatia* pelas causas que dizem defender e fazendo-as recuar 50 anos.

  19. Luis Responder

    Que lindo. A esquerda, que defende o aborto com “unhas e dentes”, falando em eugenia por parte dos conservadores. O que pode ser mais eugenista do que matar os “indesejadas”? Na “lógica” da esquerda, quem defende a vida é neonazista, e quem faz “limpeza social” é progressista.