Após declarar que “mulheres têm tara por fardas”, secretário de PE entrega o cargo

Em entrevista, Wilson Damázio ainda comparou homossexualidade a "desvio de conduta"

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Declarações de secretário causaram revolta entre entidades da sociedade civil (Foto Portal Governo de PE)

Em entrevista, Wilson Damázio ainda comparou homossexualidade a “desvio de conduta”

Por Redação

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Em entrevista ao Jornal do Commercio, de Recife, publicada ontem (19), o secretário de Defesa Social de Pernambuco, Wilson Damázio, comparou a homossexualidade a um “desvio de conduta” e disse que as mulheres “têm uma tara por farda”. As declarações causaram revolta entre entidades da sociedade civil, que as classificaram como “machistas” e “homofóbicas”. Diante da pressão, Damázio entregou o cargo ao governador Eduardo Campos na noite desta quinta (19).

A entrevista com o secretário fazia parte de um especial que o Jornal do Commércio fez sobre prostituição de meninas e meninos da periferia. As declarações polêmicas surgiram quando Damázio foi questionado a respeito do fato de soldados da patrulha dos bairros estarem abusando das meninas. O secretário respondeu que “desvio de conduta” há em todos os lugares.

“Desvio de conduta a gente vê em todo lugar. Tem na casa da gente, tem um irmão que é homossexual, tem outro que é ladrão, entendeu? Lógico que a homossexualidade não quer dizer bandidagem, mas foge ao padrão do comportamento da família brasileira tradicional”, disse Damázio ao jornal pernambucano.

Em outro momento, Damázio comenta sobre as denúncias de que policiais teriam praticados abusos sexuais. “O policial exerce um fascínio sobre o sexo frágil. Eu não sei por que é que a mulher gosta tanto de farda. Todo policial mais antigo tem duas famílias, tem uma amante, duas. Eu sou policial federal, feio pra cacete… E a gente ia pra floresta (no sertão), para esses lugares. Quando chegávamos lá, colocávamos o colete e as meninas ficavam tudo ‘sassaricadas’. Às vezes, tinham namorados, às vezes eram mulheres casadas”, disse.

Após pressão, o secretário Wilson Damázio pediu demissão e, em nota, afirmou que as suas convicções não condizem com as declarações dadas ao jornal, se desculpando por eventuais ofensas a terceiros.

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