PM de Cuiabá mata deficiente auditivo em abordagem

Jovem de 19 anos não teria atendido ordem de parar e levantar as mãos à cabeça

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Jovem de 19 anos  não teria atendido ordem de parar e levantar as mãos à cabeça

Por Redação

Um jovem de 19 anos foi baleado nas costas por policiais militares na tarde desta terça-feira (7) na Avenida República do Líbano, em Cuiabá (MT). Ademar Silva de Oliveira, deficiente auditivo, foi atingido após uma abordagem feita por PMs no local. De acordo com o sargento que comandou a operação com mais dois agentes, e que não teve o nome divulgado, o rapaz não teria obedecido a ordem de parar e recebeu o tiro que teria a intenção inicial de imobilizá-lo.

O delegado Geraldo Gezoni Filho, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP), é o responsável pela apuração do caso e já recebeu em depoimento a confissão do sargento que assumiu o disparo, isentando o resto de sua equipe.  De acordo com o delegado, a PM foi informada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) de que haveria um homem portando arma de fogo transitando na região, o que motivou a abordagem.

A morte causou revolta entre familiares e pessoas próximas a Ademar. O pai do rapaz, Ademar de Oliveira, disse que a ação policial foi realizada por profissionais “despreparados” para atender a uma ocorrência desse tipo. “Essa polícia está despreparada para atender ocorrências. São situações que devem ser repensadas”, lamentou ao Diário de Cuiabá.

Segundo Ademar, o filho não poderia atender à abordagem da polícia porque nasceu com deficiência auditiva, além de ter também deficiência mental. Ele recebia cuidados do pai e da irmã, e tomava medicações diárias. No dia de sua morte, ele havia pulado o muro de casa para sair à rua. “Com tanto bandido solto por aí roubando, vão matar um coitado desse?”, indignou-se em depoimento ao G1.

O jovem estaria portando um facão, o que ainda assim não justificaria a ação da forma como foi feita, de acordo com o coronel Jadir Metelo da Costa, do 1º Comando Regional da Capital. “Na hora, é muito complicado, pois trata-se de uma abordagem numa pessoa armada com arma de fogo, passível de reação de atirar nos policiais. Agora, abordar alguém armado com uma faca é outra situação”, ressaltou ao Diário de Cuiabá.









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Comentários

13 comments

  1. mdollis Responder

    Eu não tenho simpatia por policiais, não tenho amigos na policia, acho q todo policial é um babaca em potencial. Resumindo, eu tenho e adimito ter preconceito contra policiais. Mas nesse caso, me parece apenas uma fatalidade. O sujeito q foi morto estava armado com uma faca, apresentava comportamento agressivo, fato que fez com q alguem chamasse a policia sem informar q se tratava de um deficiente. Se sentindo ameaçado o policial reagiu da forma como é treinado pra agir. A familia da vitima, as pessoas q o conheciam não fizeram nada para dete-lo ?

    1. klango Responder

      Realmente foi em legitima defesa do policial, atirando pelas costas…

    2. Donizete Bitencourt Responder

      “…tiro que teria a intenção inicial de imobilizá-lo…”

    3. Paulo Ribeiro Júnior Responder

      somos todos otários acreditando que vc não gosta de policiais, mas neste caso foi uma fatalidade…..anham…..conta outra…mais um reaça enrustido

  2. Pedro Amarildo Vieira Responder

    É o fim da picada.A PM,só mostra despreparo,truculência e arrogância.Tem de desmilitarizar a polícia e devolver o porte e a posse de arma ao cidadão de bem,que tem de ter seu direito a legitima defesa restaurado.

  3. josehrio Responder

    LOUCADEMIA DE POLÍCIA…tem hora que o bandido faz menos mal…

  4. Eulina Souto Responder

    Lamentável, sobretudo, porque tenho observado ao ler jornais e/ou assistir noticiários, que esses casos em que vidas são tiradas por ‘meros enganos’ tem se tornado cada vez mais banal.

  5. Osnny Ferreira Responder

    Em quem confiar? Se a policia age assim… Aqui é salve-se quem puder…

  6. Samuel Honorato Rocha Responder

    “Um jovem de 19 anos foi baleado nas costas por policiais militares”… esse é o treino que nossos PM’s recebem?? Chama, se o “suspeito” não atende leva tido? Não generalizando mas não quero ir a Cuiabá!

  7. Donizete Bitencourt Responder

    O tiro não era pra imobilizar? A ta certo, não meche mais…

  8. Renata Vasques De Lima Responder

    Em nenhum momento penalizo o policial, o individuo estava sim com uma atitude perigosa,, portava uma arma branca (facão), saiu de casa pulando o muro, alguém viu a cena e chamou a policia. A não ser que comecem a colocar identificação nos deficientes, o policial não tinha como adivinhar que o homem era surdo. E a não ser que o policial fosse um atirador de elite não teria como desarma-lo sem colocar a vida dele e de outros cidadães em risco! Agora se a noticia fosse deficiente mental e físico ataca cidadães na rua causando mortes e feridos iriam culpar a quem? A policia que não reagiu a tempo, a família que não deu o devido cuidado ou os cidadães que estavam na rua?

  9. André Responder

    Tiro pelas costas. Legítima defesa?

  10. Ricardo Responder

    Sempre a PM fazewndo merda. É disparada a pior das 3 forças policiais. Já viram alguma notícia de que um policial federal ou polical civil matou algum inocente? É sempre a PM. Bandidos fardados.