Jorge Furtado: “Voto contra tudo isso que ainda está aí”

Cineasta explica os motivos que o fizeram apoiar a reeleição de Dilma Rousseff.

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Cineasta explica os motivos que o fizeram apoiar a reeleição de Dilma Rousseff 

Por Jorge Furtado

Jorge Furtado

Se alguém me dissesse, em 2004 – quando o primeiro governo Lula sofria a oposição feroz de toda a mídia brasileira e tinha pouco ou nada para mostrar de resultados – que em dez anos o segundo turno da eleição presidencial seria disputado entre duas ex-ministras do governo Lula, uma pelo Partido dos Trabalhadores e uma pelo Partido Socialista Brasileiro, eu diria ao meu suposto interlocutor que a sua fé na democracia era um comovente delírio. A provável ausência, pela primeira vez no segundo turno das eleições presidenciais, de candidatos da direita autêntica, do PSDB, do DEM e do PTB, é mais uma boa notícia que a democracia nos traz. Imagina-se que, vença quem vença, muitos dos derrotados voltarão correndo para os braços confortáveis do novo governo, esta é a má notícia.

Tenho familiares e bons amigos que vão votar na Marina e também no Aécio. Eu vou votar na Dilma. Acho que foi o Todorov quem disse (mais ou menos assim) que a democracia nos reúne para que a gente resolva qual é a melhor maneira de nos separar. Não sou nem nunca fui filiado a qualquer partido, já votei em vários, tenho amigos em alguns. Neste que é o maior período democrático da nossa história (25 anos, sete eleições consecutivas), o Brasil não parou de melhorar e não há nada que indique que vá parar de melhorar agora.

Votei no Lula, desde sempre até ajudar a elegê-lo em 2002, com o palpite de que um governo popular, o primeiro em 502 anos, talvez pudesse enfrentar com mais vigor o grande problema brasileiro: a desigualdade social. Achei que, talvez, substituindo a ideia de que o bolo deve primeiro crescer para depois ser divido pela ideia de incentivar o crescimento do país com melhor distribuição de farinha, ovos, manteiga, fogões, casas com luz elétrica, empregos e vagas nas escolas e nas universidades, finalmente poderíamos começar a nos livrar da nossa cruel e petrificada divisão entre a casa grande e a senzala. Meu palpite estava certo. A desigualdade brasileira continua grande e cruel mas está, finalmente, diminuindo.

Voto, ainda, primeiro contra a desigualdade social, ainda o maior problema do país, um dos mais injustos do planeta, em poucos lugares há uma diferença tão grande entre pobres e ricos. A elite brasileira (sim, ela existe, esta aí), fundada e perpetuada no escravismo, luta para manter seus privilégios a qualquer custo. Eles são donos dos bancos, das grandes construtoras, fábricas e empresas, das tevês, rádios, jornais e portais da internet e defendem ferozmente sua agradável posição. A única maneira de enfrentar seu enorme poder é no voto.

Voto contra o poder crescente do capital sobre as políticas públicas. Quem vive de rendas pensa sempre mais no centro da meta da inflação e menos nos níveis de emprego, mais na taxa dos juros e menos no poder aquisitivo dos salários. O poder do capital especulativo, rentista, é gigante, mora na casa dos bilhões de dólares. Voto contra, muito contra, a autonomia do Banco Central, que tira do governante, eleito pelo nosso voto, o poder de guiar o desenvolvimento segundo critérios sociais, protegendo o país do ataque de especuladores e garantindo renda e empregos, e entrega este poder ao tal mercado, hereditário e eleito por si mesmo, sempre predador e zeloso em garantir a sua parte antes de lamentar os danos sociais causados por seus lucros. (Ver Espanha, Grécia, EUA, Finlândia, etc.)

Voto contra submeter os critérios de uso dos nossos recursos naturais não renováveis, como o petróleo, ao interesse de grandes empresas estrangeiras. O petróleo brasileiro e seu destino é o grande assunto não mencionado nas campanhas eleitorais. Os ataques contra a Petrobras, que acontecem invariavelmente às vésperas de cada eleição, atendem interesses das grandes empresas petroleiras, especialmente as americanas, que querem a volta do velho e bom sistema de concessões na exploração dos campos de petróleo, sistema que, na opinião delas, deveria ser extensivo às reservas do pré-sal. Aqui o interesse chega na casa do trilhão. Garantir que o uso da riqueza proveniente da exploração de nossos recursos não-renováveis tenha critérios sociais, definidos por governantes eleitos, me parece uma ideia excelente da qual o país não deveria abrir mão.

Voto contra o poder crescente das religiões sobre a vida civil. Respeito inteiramente a fé e a religião de cada um, gosto de muitos aspectos de várias religiões, sei do importante trabalho social de várias igrejas, mas não aceito o uso de argumentos ou critérios religiosos na administração pública. Mesmo para os que professam alguma fé religiosa a divisão entre os poderes da terra e do céu deveria ser clara. Diz a Bíblia, em Eclesiástico, XV, 14: “Deus criou o homem e o entregou ao poder de sua própria decisão”. (Esta é a versão grega, a versão latina fala em “de sua própria inclinação” ou “ao seu próprio juízo”.) Erasmo faz uma boa síntese desta ideia: “Deus criou o livre-arbítrio”. Ele, se nos criou a sua imagem e semelhança e criou também as árvores, haveria de imaginar que, criadores como ele, criaríamos o serrote, e com ele cadeiras, mesas e casas, e ainda, Deus queira!, a ciência que nos permita usar com sabedoria os recursos naturais e viver bem, com saúde. O poder crescente das igrejas, com suas tevês e bancadas no congresso, deve ser contido por um estado laico.

Voto contra o preconceito contra os homossexuais. O estado não tem nada a ver com o desejo dos indivíduos. Ninguém (seriamente) está falando que o sacramento religioso do casamento, em qualquer igreja, deva ser definido por políticas públicas, mas os direitos e deveres sociais devem ser iguais para todos, ponto. Os preconceituosos e mistificadores, que vendem a cura gay ou bradam sua lucrativa intolerância contra os homossexuais, devem ser combatidos sem vacilação ou mensagens dúbias.

Voto contra a criminalização do aborto. A hipocrisia brasileira concede às filhas da elite o direito ao aborto assistido por bons médicos, em boas condições de higiene, e deixa para as filhas dos pobres os métodos cruéis e o risco de vida, milhares de meninas pobres morrem de abortos clandestinos todos os anos. A mulher deve ter direito ao seu corpo, independente de vontades do estado ou de dogmas religiosos.

Voto contra o obscurantismo que impede avanços científicos. Há quem se compadeça com os embriões que serão jogados no lixo das clínicas de fertilização e ignore o sofrimento de milhares de seres humanos, portadores de doenças graves como a distrofia muscular, a diabetes, a esclerose, o infarto, o Alzheimer, o mal de Parkinson e muitas outras, cuja esperança de cura ou melhor qualidade de vida está na pesquisa com as células tronco.

Voto contra palavras vazias. Nossa era da mídia transformou a oralidade num valor em si, esquecendo que há canalhas articulados e bem falantes e pessoas de bem e muito competentes que são de pouca conversa, ou até mesmo mudas. Tzvetan Todorov: “A democracia é constantemente ameaçada pela demagogia, o bem-falante pode obter a convicção (e o voto) da maioria, em detrimento de um conselheiro mais razoável, porém menos eloquente”. (1) Há quem diga de tudo e também o seu oposto, dependendo do público ouvinte a quem se pretende agradar, há quem decore frases feitas repetíveis em qualquer ocasião, há quem não fale coisa com coisa. Prefiro julgar os governantes e aspirantes a cargos públicos menos por suas palavras e mais por seus atos, seus compromissos e sua capacidade de trabalho em equipe, ninguém governa sozinho.

Voto contra os salvadores da pátria. Pelo menos em duas ocasiões o Brasil apostou em candidatos de si mesmos, filiados a partidos nanicos, sem base parlamentar, surfando numa repentina notoriedade inflada pela mídia e alimentada pelo discurso “contra a política”, prometendo varrer a corrupção e as “velhas raposas”. No primeiro caso, a aventura personalista de Jânio Quadros acabou num golpe militar e numa ditadura que durou 25 anos. No segundo, a aventura personalista de Fernando Collor, sem base parlamentar e passada a euforia inicial, terminou em impeachment, bem antes do fim de seu mandato.

Voto na Dilma e contra tudo isso que ainda está aí: a desigualdade social, o poder crescente do capital, a cobiça sobre nossos recursos naturais, o preconceito contra os homossexuais, a criminalização do aborto, o obscurantismo que impede avanços científicos, a criminalização da política, as palavras vazias, os salvadores da pátria. Com a direita autêntica fora do jogo podemos, sem grandes riscos de voltar ao passado, debater o melhor caminho para seguir avançando. Ponto para a democracia.

(1) Tzvetan Todorov, Os inimigos íntimos da democracia, tradução Joana Angelica DÁvila Melo, Companhia das Letras, 2012.

Foto: Divulgação/Facebook

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Comentários

39 comments

  1. emmanoel lavagnolli Responder

    nunca vi um artigo tão bem escrito. meu pensamento bate 100% com esse gênio chamado jorge furtado. esse artigo deveria ser leitura obrigatória para todos os eleitores brasileiros tamanha é a lucidez e inteligência de seu autor. Parabéns!

  2. Jose Raimundo Nonato Lucas Responder

    Nada a acrescentar. Faço desta as minhas palavras. Alguem tem alguma duvida que são palavar honestas, verdadeiras e pautadas na razão.

  3. José Raimundo Nonato Lucas Responder

    Sem comentários. Sábias palavras pautadas na razão.

  4. Kaufmann Arlete Responder

    Voto na Dilma, ratificando tudo isto e nunca se soube de nossa primeira presidente mulher, um ato de corrupção e acho que ela foi bem diplomática, por tudo o que se passou em sua primeira gestão. Parabens pelo texto!!! Jornalista na Suiça

  5. Carlos Alberto Responder

    Também vou votar na Dilma, o que vo

  6. Carlos Alberto Responder

    Vou votar na Dilma novamente, parabéns Jorge.

  7. antonio salvaju Responder

    simplesmente fantástico

  8. Alan Responder

    Marina vai transforma o Brasil num pais mais confuso do que já e.precisos de alguém com experiência. Meu candidato e Aecio Neves 45

  9. wilson Macedco Responder

    Quero um brasil, melhor para nos brasileiro(as).
    Quanto a política, esperamos o melhor, sem corrupções e promessas que não possa ser cumpridas, e participação de toda sociedade, queiram ou não queiram, se não nos permitem participarem que fechem o tal congresso nacional, Só peço acordem meu povo.
    Pois nos que fazemos este país.

  10. Denise Lellis Responder

    Adorei o artigo, parabéns Jorge Furtado pela sua sensibilidade e visão da realidade brasileira e também por socializá-la conosco, possibilitando o fortalecimento das reflexões e debates.

  11. Ivan Duarte Responder

    Texto perfeito, irretocável

  12. AntonioBrito Responder

    Compartilho todos esses sentimentos tão bem colocados por você, Jorge Furtado.

  13. Rafael Responder

    O corpo não é da mulher, vão estudar o básico.

  14. Inocent Responder

    Desigualdade social se reduz com melhor educação, saude e emprego – não com bolsa familia, bolsa isso, bolsa aquilo… . O capital sempre será necessario, sem ele não existe programa social – porque não acabam as contribuições obrigatórias aos sindicatos? A Petrobras é o maior cabide de empregos do governo, sendo uma empresa de capital misto! Avanços cientificos no Brasil, não existem por falta de apoio do governo, o que o PT faz nesse sentido? Palavras vazias o PT tem de sobra, o lula diz que não existiu o mensalão, porque então foram condenados zé dirceu, genuino e outros? Alguém duvida do STF? A divida externa que o PT pagou, foi substituida pela divida interna, que já passa dos dois trilhões de reais. Ela agora, só engorda os banqueiros brasileiros. Se hoje há preconceitos homofóbicos e violência contra a mulher, porque o PT não extinguiu ainda? O PT pratica hoje no governo Tudo o que condenava quando era oposição, tem até apoio do Maluf e do Collor !!!
    Por tudo isso não voto no PT !

  15. Elcio Responder

    Assino embaixo suas colocações, isso mostra o quanto tu é politizado, faço minhas tuas palavras, parabéns Jorge Furtado.

  16. jfrank Responder

    Excelente texto, faço dele as minhas palavras, meu voto é Dilma pelo bem estar dos meus filhos.

  17. Fabrício Responder

    Parabéns pela lucidez! Não tenho o país que quero, mas o país que tenho caminha corretamente para ser o país que quero porque é um país que distribui renda, diminui as desigualdades, inclui os menos favorecidos, possibilita o acesso à educação, investe pesadamente em infraestrutura, gera empregos, posiciona-se com austeridade no cenário internacional, entre outras coisas. Há problemas? é claro que há, mas um retrocesso agora pode significar a perda destas conquistas e, o mais importante, a alteração da rota. Voto pelo país que quero! Voto pelo país que sonho! Voto Dilma!

  18. Miranda Responder

    Esse sim é um voto qualificado e plenamente justificado. Por essa e tantas outras que, da mesma forma, voto DILMA!!!!!

  19. João Gomes dos Santos Responder

    Há muito, não leio um texto tão lúcido como este escrito por Jorge Furtado. Portanto, para desespero dessa elitesinha podre de nosso país, estava indeciso, mas agora, também assino em baixo com todas as letras. Continuo votando na Dilma e fora esses candidatos de fabricação burguesa elitizada, que estão querendo se eleger para acabar de dilapidar o nosso patrimônio, como fez durante oito anos o fanfarrão FHC. Vamos dar uma coça de votos neles pessoal. Parabéns J. Furtado.

  20. jorge pesquero Responder

    caro Jorge Furtado, agradecido por expor os fatos com tamanha lucidez. Se vc foi criado em ambiente de esquerda foi um privilegiado, explica, pois aprendeu a ver os fatos por pelo menos 2 lados, algo diferente de grande parte deste país que só consegue ver o que o imprensa golpista apresenta. Este parece ser o caso deste Gabriel ou Gildo, estou em duvidas qual o nome, que parece muito feroz contra o PT e realmente só fala besteira. E o indivíduo para minha tristeza ainda assina UFPB. Espero realmente que não seja universidade federal da Paraiba, pois se tem uma classe hoje que deve muito a Lula e Dilma somos nós professores das federais. Até 2002, nossa bandeira nas universidades era contra a privatização, além de aumento salarial. O FHC nos humilhou ao extremo, tudo na tentativa de privatizar as federais. Faltava recursos para pagar até energia elétrica. Nossos salários chegaram a algo em torno dos US$ 900 e além disso tinha que tirar dai o suficiente para pagar a conta de telefone de meu laboratório. Graças a Deus chegou Lula e transformou a universidade. Além da correção salarial justa que continua acontecendo, hoje tem federal pra todo lado. Foram criadas dezenas de novas universidades e novos cursos. Hoje só não estuda em uma federal quem não quer. São dezenas de cursos noturnos somente em minha universidade, que há 12 anos era deserta durante o período noturno e hoje não se encontra nem vaga para estacionar. Um metalúrgico mudou tudo para melhor, algo que um professor universitário, sociólogo queria acabar, como acabou com muitas coisas.

  21. Silvio Responder

    Vota contra tudo o que está aí e vota na Dilma. Deve ser brincadeira, ou filme de terror B, né? Se é contra a homofobia, não pode votar na Dilma, que vetou o Kit contra Homofobia; se é contra a criminialização do aborto, não pode votar na Dilma, que tirou isso da seu programa eleitoral para ganhar votos dos evangélicos; se é contra a privatização do pre-sal, não pode votar na Dilma, que doou por 15 bilhões o maior lote até agora leiloado; se é contra a desigualdade, não pode votar na Dilma, que faz a igualdade entre trabalhadores e trabalhadoras, tira dos remediados para dar para os mais miseráveis, pois a desigualdade entre os mais ricos, banqueiros e grandes empresários e os trabalhadores e trabalhadoras, entre o 1% mais rico e os demais 99%, só fez aumentar, só ver quem ganhou mais nos governos petistas: banqueiros e empresários. O que você escreveu não serve nem para roteiro de filme, porquanto você correria o risco de ser processado por plágio, pelas produtoras das propagandas governamentais. E ainda não haveria assistente para o seu filme, pelo menos não entre os que foram às ruas em junho de 2013, esses, sim, contra tudo o que está aí.

    1. Irene Responder

      É isso, Silvio – Parabéns – isso sim é que é lucidez!

  22. Carmem Responder

    Texto perfeito, também vou votar na DILMA, a MARINA é uma grande enganação, entre outras coisas a MARINA é contra o consumismo e aí já viu né se as pessoas deixarem de consumir o desemprego vai aumentar muito, pois as empresas não vão conseguir vender porque o povo não vão ter dinheiro para comprar.

  23. Roberto Almeida Responder

    Cabra bom; um dia eu ainda vou escrever assim! Salve, Jorge!

  24. Fernando Responder

    Gosto muito do trabalho do Jorge Furtado no cinema e na tv. Mas o texto acima é altamente contraditório.
    -Sobre religião: Marina tem Malafaia. Dilma tem Edir Macedo.
    -Sobre casamento gay e aborto: Dilma “não se posicionou” sobre o assunto até agora. Quem se cala faz o que?
    -Palavras vazias: Dilma diz estar tudo bem e melhorando na economia, com a saúde e sua campanha fala em “mudança”.
    -Salvadores da pátria: O que é imagem de Lula senão o de um messias, o próprio salvador da pátria?

    Também acredito no fim da desigualdade. Meu sentimento é de esquerda. Mas o PT acabou. Temos que achar uma nova via.

  25. Sergio Responder

    Esclarecedor, me ajudou bastante sobre em quem votar…vou de Dilma também.

  26. Nelson Saraiva Responder

    TAMBÉM SUBSCREVO!

  27. francisco azaredo Responder

    excelente texto.só não concordo quando o autor diz que a direita não estará representada no segundo turno.estará sim,porém disfarçada de esquerda,o que é muito perigoso.melhor seria ter como adversário um partido assumidamente de direita,tal como é o PSDB.

  28. olivio Responder

    Lindas palavras mas falta com a verdade. Também acredito que um de nossos maiores problemas está na desigualdade social. No entanto, não é através de politicas populistas que iremos mudar essa situação. Na Venezuela e na Argentina difundiram idéias semelhantes e vejam aonde foram parar. A verdade é a existência de uma PLANO DE PODER, de se PERPETUAR NO PODER, é só isso! Lá atrás no passado havia alguma ideologia…é verdade mas ela não era sustentável e se foi faz tempo. Meteram as mãos pelos pés…avacalharam tudo, principalmente a ética.
    Lula colheu os frutos do tripé inflação x cambio x controle fiscal implementado no governo FHC. Ao mesmo tempo o mercado teve o boom das commodities aonde nos beneficiamos enormemente com os altos preços pagos pelas nossas matérias-primas(ferro, soja, etc).
    O bolsa família que serve para tirar muitas famílias da mais absoluta miséria foi implantada pelo PSDB atrelado a frequência das crianças na escola(D. Ruth Cardoso, lembram?) talvez prefiram ignorar isso…
    Podemos contar nos dedos das mãos as empresas e banqueiros que se beneficiaram diretamente da politica do PT nestes anos. Querem saber quem são, vejam a lista dos mega-empresários que conseguiram financiamento do BNDS…Existem setores inteiros no Brasil monopolizados por uma empresa! Beneficiando alguns empresários. Isso é politica de distribuição? Enquanto isso os impostos só aumentam…Tente você ser um empresário neste pais com impostos, taxas, sindicatos manipulados, CLT ultrapassada, leis e normas que mudam a cada instante fazendo com que depois seja refém desses mesmos políticos que as criaram para vender “facilidades”. Não posso concordar com essa acusação barata de que os empresários(o capital) são os grandes vilōes, afinal é o capitalista que aposta em produzir algo, criar, desenvolver…e oferecer empregos!
    E quanto aos recursos naturais que tanto defende, eles dependem de investimentos e tecnologia e precisamos dos dois! Fizeram uma roubalheira na Petrobras que um dia alguém irá contar o tamanho do rombo…Bem, só na refinaria de Pasadena foram 800 milhōes de dolares nos bolsos de alguém…e a refinaria Abreu Lima que era para custar 4bi esta por baixo em 20bi…mas claro, vamos acreditar que não houve roubo…
    Você acredita em crescimento sustentável, então veja o projeto da hidrelétrica de Belo Monte…
    Veja quem está por trás.
    Enfim, palavras bonitas todos gostam mas as atitudes estão muito aquém…PREFIRO O INCERTO PLAUSÍVEL QUE O CERTO ENGANOSO.

  29. Maura Felizari Responder

    Parabéns…muito bem escrito e descrito sobre a conjuntura econômica…social…democrática de nosso país e a importância do governo Lula e do governo Dilma…vamos continuar crescendo…avançando nas políticas públicas…tecnológicas…segurança…educação…saúde…mobilidade urbana…empregos…investimentos na agricultura….indústria…comércio…além da Petrobras e do Pré Sal… etc…Por tudo isso é muito mais sou Dilma…voto Dilma…e minha família também votam em Dilma

  30. ilana mary Responder

    Tambem VOTO!

  31. Vera Lúcia Bazzo Responder

    Queria muito ter escrito isso…Também voto na Dilma por todas essas razões! Obrigada, Jorge! Salve Jorge, como disse alguém logo acima…Vou fazer campanha, vou usar bottons, mas especialmente, vou conversar com meus alunos, amigos, parentes…Não é possível a gente perder esta possibilidade de continuar a construir o país que sabemos ser possível para todos.
    Grande abraço
    Vera

  32. Luiz lemos Responder

    Excelente texto, adicione aos seus motivos a transferência de dinheiro a ditaduras, ao desastre de nossa política externa, a desvalorização da Petrobras, a escândalos de corrupção, a ataque a liberdade de expressão alterando perfil de jornalista no Wikipédia, a um PIB menor que todos os países da América latina, a falcatruas em cpis, e tantos ótimos motivos para votar na melhor presidenta do Brasil da historia

  33. Deusa Responder

    Ha tempos procurava um texto que me ajudasse a justificar a minha decisão de votar no PT, mesmo com tantas ressalvas. Obrigada por me fornecer essa argumentação tão coerente!

  34. Francisca Maria Responder

    Parabéns pelo texto….pelo primeira vez entro no seu blog…..e vamos em frente colocar a Dilma no poder.

  35. Fabiano Franco Responder

    Assino em baixo. So nao concordo com que “A única maneira de enfrentar seu (elite economica) enorme poder é no voto”. Existem varias maneiras de enfrentar a elite. Uma mudanca drastica em habitos culturais (consumismo por exemplo) e uma maneira eficaz… entre tantas outras.

  36. João Renato de Aguiar Fernandes Responder

    VIVA!!!!!!

    VIVA A INTELIGÊNCIA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  37. Ricardo Valverde Responder

    O autor, que até faz bons filmes, escorrega feio no texto. Já começa afirmando uma platitude: “Voto contra a desigualdade social…”. Alguém vota a favor dela?

    Nos outros parágrafos, ele vai citando uma porção de situações que critica: “voto contra isso, voto contra aquilo etc…”.

    Agora… resta perguntar ao nobre cineasta porque ele vai votar na Dilma, já que o governo dela (e do seu antecessor), fez exatamente tudo que ele condena rssss… parece que Jorge Furtado pirou rsss… o PT não rompeu com o grande capital, não bateu de frente com as empresas estrangeiras da área de energia, não diminuiu a influência das religiões (tanto que Dilma está pra assinar uma lei que concede mais benefícios a igrejas evangélicas), não fez nada para ampliar o direito ao aborto, não fez nada que significasse mais direitos para os homossexuais… enfim, tendo em vista a plataforma que Furtado apoia, ele deveria votar no PSOL… ou então ele escreveu esse texto pra fazer a gente rir…

    E só pra lembrar: foi nos governos petistas que os bancos tiveram os maiores lucros da história…

    PS) E Furtado ainda diz que vota contra os “salvadores da Pátria”… mas não existe alguém que se ache mais salvador da Pátria que Lula, para quem o Brasil começou no governo dele. Lula teve o desplante de dizer que outro partido “não pode chegar à presidência”. Ou seja, Lula, como um velho senhor de engenho, acredita que somente ele sabe o que é melhor para seus filhos, os brasileiros…

  38. Lúcia Silva Campello Responder

    Como e bom ler um texto inteligente e de pessoa que consegue enxergar além de seu umbigo.O povo brasileiro nunca foi tão cuidado e olhado como nós dois últimos governos. Lamento profundamente o desrespeito da mídia e de camadas sociais com este governo. Sou Dilma,porque acredito na coragem, na disposição desta brasileira,para lutar pelos menos favorecidos.