Sabesp: Giannazi protocola pedido de impeachment de Alckmin

Deputado encaminhou pedido à presidência da Alesp e, em paralelo, protocolou um ofício no MP pedindo que o órgão investigue a conduta do governador durante a crise hídrica e também presidenta da Sabesp por...

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Deputado encaminhou pedido à presidência da Alesp e, em paralelo, protocolou um ofício no MP pedindo que o órgão investigue a conduta do governador durante a crise hídrica e também presidenta da Sabesp por prevaricação. “Um verdadeiro estelionato eleitoral”, afirmou o deputado

Por Igor Carvalho

No começo da tarde desta sexta-feira, o deputado estadual Carlos Giannazi (PSOL) protocolou, na presidência da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), um pedido de impeachment do governador Geraldo Alckmin (PSDB). Paralelamente, o parlamentar também protocolou, no Ministério Público Estadual (MPE), um ofício solicitando que o órgão investigue a atuação do tucano durante a crise hídrica e também a presidenta da Sabesp, Dilma Pena, por prevaricação.

Os pedidos protocolados na Alesp e no MPE são consequências da divulgação, feita pelo Blog do Rovai, de áudios de uma reunião em que a presidenta da Sabesp, Dilma Pena, admite o “erro” de não comunicar à população sobre a crise hídrica vivida no estado. No encontro, a dirigente afirma que recebeu ordens de “superiores” para que não se falasse sobre o assunto.

Sobre a forma com que Alckmin tratou a crise da água, Giannazi afirma: “Nenhuma ação governamental foi tomada. Ao contrário, a crise foi ‘escondida’ para não prejudicar o processo de reeleição do governo estadual – um verdadeiro estelionato eleitoral praticado contra o cidadão paulista”, afirma o deputado, no documento.

O psolista entende que o governador teve “atitude omissa, revelada pela autoridade que recebeu ordem de inércia” e teria “praticado verdadeiro abuso do poder a ele conferido, na medida em que, objetivando  o resultado  da campanha eleitoral, deixou de agir como era seu dever, tomando medidas claras e propositivas para evitar o colapso do sistema hídrico paulista.”

Dilma Pena

Giannazi pede ao MPE que se investigue a conduta do governador Geraldo Alckmin (PSDB), para que este venha a perder seu mandato por omissão na conduta da crise hídrica. Porém, o deputado também solicita que a presidenta da Sabesp, Dima Pena, seja investigada por prevaricação.

“Ao declarar ter pleno conhecimento da seriedade e da gravidade da crise hídrica no estado, mas voluntariamente – ou movida por interesses políticos – deixar de tomar as medidas que lhe eram cabíveis e esperadas, praticou em tese o crime funcional de prevaricação”, afirma Giannazi.

Confira os áudios:

Dilma Pena

Paulo Massato



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1 comment

  1. Antonio Responder

    Faço sérias críticas aos pedidos de impeachment do governador Alckmin proposto pelo deputado Chico Alencar do Rio de Janeiro e ao pedido feito pelo deputado Giannazi aqui de São Paulo. Aos dois, pela forma açodada desses pedidos que nesta altura é tudo o que o governador precisa.
    Minha crítica era no sentido de que todos esses movimentos de deputados oposicionistas eram muito mais “jogo para a torcida” do que objetivos práticos e tangíveis.
    Citei o caso da poderosa comissão de transportes que tem membros que são do PT. O que fizeram enquanto corria e corre solto o escândalo do Metrô, o que fizeram além de votar favoravelmente para o batismo de pontes e viadutos no que diz respeito as privatizações das rodovias. Nestes anos todos estiveram participando como membros ativos da Comissão de Transportes da ALESP, preocupados com o que efetivamente. Me sinto no direito, como cidadão, em perguntar, estão na folha das concessionárias? O mesmo vale para os oposicionistas principalmente os do PT nas comissões que deveriam fiscalizar água e saneamento básico.
    Chamar jornalistas para o momento que tentam protocolar um pedido de CPI, de antemão, sabendo que não vão conseguir é o que?
    Onde estavam estes deputados quando em 2012 a SABESP teve o desplante de avisar seus acionistas em NY que haveria redução de lucros em função da crise hídrica que já estava em curso? Onde estavam, soubemos disso agora!
    Usam o argumento que o governador não lhes dá espaço e a imprensa muito menos. Até ai nenhuma novidade. Mas, e as verbas de gabinete que são usadas até para editar revistas em quadrinhos? E as organizações sociais aos quais são ligados, sindicatos etc? Por que não procuraram outros meios para divulgar e denunciar o que a imprensa, como sabemos, não faz?
    O projeto e a política de governo federal em curso correu sério risco de ser interrompido em razão da omissão do PT de São Paulo. O prefeito tocando violão, a Veja publicando uma mentira e os parlamentares e o próprio prefeito, onde estavam?
    Pedidos de impeachment como estão sendo feitos é tudo o que o governador quer para se safar da sua irresponsabilidade.
    Da forma como devem ter sido feitos serão recusados pela justiça ou pelo plenário da ALESP. Depois do quarto ou quinto talvez nem a justiça os acolha.
    Para a irresponsabilidade do governador em privilegiar distribuição de dividendos colocando em risco sanitário e a omissão dessas informações para se reeleger com grande maioria se credenciando para concorrer à presidência, cabe sim um pedido de impeachment.
    O pedido dos deputados e vereadores deveria ser elaborado por advogados especialistas em direito e administração públicas assessorados por técnicos da própria SABESP e de outros órgãos.
    Um pedido bem elaborado, embasado tecnicamente, assinado por todos sem as veleidades de primas-dona tão comum aos nossos parlamentares de qualquer partido cujo objetivo primeiro de cada um, e ao que parece único, é o de se reeleger.
    Nesse documento poderiam também pedir a cassação da licença da SABESP para tratar e distribuir água no estado e a intervenção federal na companhia pela forma irresponsável como foi conduzida sua administração, por sua diretoria e pelo governador.
    Já vejo na imprensa o início do trabalho de preservar a Sra. Dilma, presidente da companhia com a divulgação do áudio em que ela faz alertas sobre a situação e se dizia impedida por ordens superiores.
    Um diretor responsável, honesto que não fosse cúmplice desse desmando, teria pedido demissão e alertado a população. É partícipe e corresponsável!
    Em paralelo poderiam solicitar a lista dos primeiros compradores das ações, se é que isto é possível.
    Acredito que tenham sido postas a venda subvalorizadas pois foram revendidas dias depois por valores muito maiores do que o preço pelo qual foram postas a venda.
    Minha crítica aos deputados e vereadores de oposição tem razão de ser pois nem acusam o recebimento de mensagens que eu e outros conhecidos enviamos aos seus gabinetes, quanto menos uma resposta.
    Estão jogando para a torcida!