Série de ilustrações “Fight Like a Girl” homenageia mulheres da ficção que sabem lutar

Na nossa cultura, é comum a ideia de que as mulheres, de modo geral, são mais fracas do que os homens. Por isso, desde muito pequenas as meninas são desencorajadas a desenvolver habilidades que envolvam lutas e competições físicas. A própria afirmação de que...

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Na nossa cultura, é comum a ideia de que as mulheres, de modo geral, são mais fracas do que os homens. Por isso, desde muito pequenas as meninas são desencorajadas a desenvolver habilidades que envolvam lutas e competições físicas. A própria afirmação de que alguém “luta como uma menina” tem caráter de deboche, pois as meninas “não sabem lutar”.

Imagem: Reprodução / Facebook

Pensando nisso, a desenvolvedora de jogos Carolina Porfírio, fundadora da empresa Kuupu, criou a série de ilustrações “Fight Like a Girl“, que reúne várias personagens femininas de filmes, séries, desenhos, jogos e quadrinhos para mostrar que as mulheres também sabem brigar.

“Iniciei a ‘Fight Like a Girl’ com o propósito de desabafo e acredito que muitas mulheres se identificaram com a série pelo mesmo motivo”, explica Porfírio. “É certo que nós, mulheres, somos pouco – e muitas vezes mal – representadas em jogos, filmes e séries. São poucas as mulheres das quais podemos nos orgulhar, que não são hipersexualizadas, que são protagonistas ou possuem um papel forte na trama”. Por isso, a ilustradora utiliza a série também como oportunidade de homenagear essas personagens fictícias, mas que inspiram as mulheres reais.

Alguns exemplos de personagens ilustradas são: Mulan, uma princesa Disney que vai pra guerra e salva todo o império da China; Katniss Everdeen, protagonista dos livros e filmes Jogos Vorazes, que enfrenta um governo ditador e salva várias pessoas no processo; e a jovem Arya Stark dos livros As Crônicas de Gelo e Fogo, que aprende a lutar para garantir sua sobrevivência.

Imagem: Reprodução / Facebook
Imagem: Reprodução / Facebook

Segundo a desenvolvedora, a escolha de personagens iniciou de forma aleatória. “Pedi a amigas próximas que me dissessem uma personagem forte e coloquei minhas favoritas em uma lista; com elas, escrevi um texto breve, do porquê de estarem ali”, relata. “Quando não conheço a personagem, pesquiso e pergunto a pessoas que conhecem. Eu quero escolher personagens realmente fortes, que fogem do estereótipo da mulher que precisa ser salva ou que serve apenas de decoração como apelo sexual”, enfatiza Porfírio.

A série “Fight Like a Girl” tem conquistado visibilidade na web, sendo compartilhada por muitas pessoas nas redes sociais. A pedido do grupo Think Olga, Carolina Porfírio chegou a publicar ilustrações de mulheres reais e inspiradoras, tais como Rosa Parks e Malala Yousafzai. Quanto ao fim da série, ainda não há previsão. “Mas imagino fazer outros tipo de ilustrações questionando padrões, misoginia, estereótipos, sexualização e preconceitos em jogos”, ressalta Carolina.

Para conhecer todas as ilustrações, visite a página da Carolina Porfírio no Facebook.

Foto de capa: Reprodução / Facebook









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