Viração diz “não” ao dinheiro da Globo

A ONG, que trabalha com comunicação e milita pela democratização da mídia, recusou os R$ 130 mil que a emissora queria doar. “A Rede Globo segue um caminho oposto ao que trilhamos”

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A ONG, que trabalha com comunicação e milita pela democratização da mídia, recusou os R$ 130 mil que a emissora queria doar. “A Rede Globo segue um caminho oposto ao que trilhamos” 

Por Redação 

Depois de um amplo debate com os seus colaboradores, a ONG Viração Educomunicação, que desenvolve projetos para jovens de todo o Brasil voltados para a área da comunicação, resolveu recusar a oferta de doação da Rede Globo no valor de R$130 mil.

Desde 2003 a ONG fomenta e divulga processos e práticas de educomunicação para jovens, adolescentes e comunicadores, tendo encabeçado inúmeros projetos e publicado cartilhas e revistas ao longo desse tempo. Neste sentido, a organização se posiciona favoravelmente à regulação e democratização da mídia, o que serviu de mote para a recusa da doação.

De acordo com Paulo Lima, diretor-executivo da Viração, a Globo está do lado oposto dessa lógica. “Infelizmente, a Rede Globo segue um caminho oposto ao que trilhamos, especialmente quando não permite, através de diferentes mecanismos e formas sobretudo no Congresso Nacional, o avanço em torno de um marco regulatório, amplo e popular, de uma política nacional de comunicação social, mais democrática e plural”,  afirma Lima na carta que enviou à organização.

Confira a íntegra do comunicado

Prezada … acabamos de realizar um processo de reflexão interna e externa com nossos colaboradores e stakeholders sobre uma eventual doação da Rede Globo.

Como você sabe, atuamos no campo de incidência política da democratização da comunicação e da cultura no Brasil. Em nossa Carta de Princípios está escrito: “Viração trabalha para que a Comunicação seja um direito exercido por todos e se transforme em instrumento indispensável à construção de uma verdadeira ordem democrática.”

Infelizmente, a Rede Globo segue um caminho oposto ao que trilhamos, especialmente quando não permite, através de diferentes mecanismos e formas sobretudo no Congresso Nacional, o avanço em torno de um marco regulatório, amplo e popular, de uma política nacional de comunicação social, mais democrática e plural.

Agradecemos seu interesse, mas não aceitamos a sua doação direcionada via FUMCAD por uma questão de coerência à nossa Carta de Princípios e às atividades que desenvolvemos, os parceiros com os quais atuamos e as redes das quais participamos.

 



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