Transexual brasileira vira garota-propaganda de marca de cosméticos

A beleza de Maria Clara chamou a atenção da Lola Cosmetics, que escolheu a pernambucana de 19 anos para representar os produtos. Essa é a primeira vez que uma marca nacional convida uma pessoa trans para estrelar suas campanhas. A iniciativa é ainda mais...

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A beleza de Maria Clara chamou a atenção da Lola Cosmetics, que escolheu a pernambucana de 19 anos para representar os produtos. Essa é a primeira vez que uma marca nacional convida uma pessoa trans para estrelar suas campanhas. A iniciativa é ainda mais significativa ao serem analisados os dados da ONG internacional Transgender Europe. A entidade aponta que o Brasil é o local onde mais ocorrem assassinatos de travestis e transexuais em todo o mundo e que o problema da discriminação precisa ser enfrentado com urgência

Por Redação*

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Maria Clara Araújo é a mais nova garota-propaganda da marca brasileira Lola Cosmetics. A beleza negra chamou a atenção da empresa, que escolheu a pernambucana de 19 anos para representar seus produtos. Além de estudar Pedagogia, ela é também uma referência na militância pelos direitos dos transexuais e pela liberdade de gênero no país.

Essa é a primeira vez que uma marca brasileira convida uma pessoa trans para estrelar suas propagandas. “A Lola sempre buscou criar produtos para todos os públicos e segue acreditando na pluralidade em suas campanhas. Independentemente da cor da pele ou da orientação sexual e identidade de gênero, a marca acredita em pessoas reais e deseja que todos sejam felizes a partir de suas escolhas. Por isso, o convite para a Maria Clara Araújo, uma jovem empoderada, ser garota propaganda da nova marca oH!Maria by Lola Cosmetics”, afirmou a empresa em nota.

A iniciativa é ainda mais significativa ao serem analisados os dados da ONG internacional Transgender Europe. A entidade aponta que o Brasil é o local onde mais ocorrem assassinatos de travestis e transexuais em todo o mundo e que o problema da discriminação precisa ser enfrentado com urgência. Entre 2008 e 2013, foram 486 mortes, quatro vezes a mais que o México, que está na segunda posição entre os países com mais casos registrados.

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*Com informações do Catraca Livre

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