Namorado de Jout Jout discute racismo em vídeo; assista

Depois de meses de ‘mistério’, Caio aparece pela primeira vez no canal de Julia Tolezano e põe em debate as declarações racistas de que foi alvo. “Algumas das pessoas que falaram que eu não sou negro estavam tentando me proteger de ser negro, como...

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Depois de meses de ‘mistério’, Caio aparece pela primeira vez no canal de Julia Tolezano e põe em debate as declarações racistas de que foi alvo. “Algumas das pessoas que falaram que eu não sou negro estavam tentando me proteger de ser negro, como se ser negro fosse uma coisa negativa”

Por Redação

caio e jout jout

Caio, namorado da youtuber Jout Jout (Julia Tolezano), era uma figura misteriosa entre os fãs do canal. Na semana passada, porém, uma série de fotos do casal viralizou e o rosto de Caio não só ficou conhecido, como também gerou polêmica nas redes. Caio, afinal, não é branco.

Os fãs se dividiram. Alguns disseram que imaginavam um Caio branco; outros alegaram que os primeiros comentários haviam sido racistas. Em um vídeo publicado hoje, entretanto, Caio diz não se considerar negro. “Eu estava no meio de tudo sem saber o que falar, porque eu me considero pardo. Ou me considerava, não sei mais.”

Apesar disso, o namorado de Jout Jout continua o vídeo questionando a noção de ‘raça’ e propõe a discussão sobre o assunto. “Para eu ser considerado negro no Brasil, eu tenho que ter sofrido algum tipo de racismo? E quem decide isso? É o americano, que fala que eu sou parecido com o Barack Obama? É o marido da minha mãe que veio da África e disse que eu não sou negro ? São meus dois avôs negros que casaram com minhas duas avós brancas? São meus traços, meu cabelo? Ou é o fato de eu ter sofrido racismo ou não? Ou sou eu que decido?”.

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Caio também traz para o vídeo os resultados do censo de 2010 do IBGE para o vídeo, segundo os quais 43% da população brasileira se considera ‘parda’ – enquanto apenas 7,52% se considera ‘negra’. Para o namorado de Jout Jout, esses dados são produto de pouco questionamento e de nenhuma discussão. “Se eu não tive essa discussão antes, eu imagino que muita gente também não teve. Ainda mais no Brasil, esse país miscigenado e misturado, onde é muito fácil você se dizer ‘pardo’ (…). Talvez essa grande quantidade de pardos seja dessa falta de discussão”.

Assista o vídeo completo:

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