Metrô de São Paulo reduz tarifa, mas por falta de troco

Nas estações República e Consolação, a tarifa passou de R$3,80 para R$3,75 e R$3,50, respectivamente

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Nas estações República e Consolação, a tarifa passou de R$3,80 para R$3,75 e R$3,50, respectivamente

Por Nadine Nascimento, no Brasil de Fato

Reprodução/Brasil de Fato

O Metrô decidiu reduzir o valor da passagem em algumas estações por falta de troco nesta terça-feira (19). Após o aumento da tarifa de ônibus e metrô, feitas pelo governo do estado e prefeitura, de R$3,50 para R$3,80, o problema ficou evidente com os pedidos recorrentes dos funcionários para que os usuários utilizassem dinheiro trocado na compra dos bilhetes.

Na estação República, o cartaz diz que a venda de bilhetes a R$3,75 é uma medida temporária, já na Consolação o valor é de R$3,50, com venda máxima de um bilhete por pessoa.

“O fato de não terem troco só prova que esse aumento foi muito mal planejado pelo governo. Eles não fizeram nenhum tipo de estudo sobre o impacto que esse valor teria no bolso das pessoas e na questão do troco”, diz a estudante de arquitetura, Beatriz Cortez, que mora em Guarulhos e está passando dificuldades com o novo valor das passagens.

Reprodução/Brasil de Fato
Reprodução/Brasil de Fato

A situação ficou ainda pior com a retirada dos pontos de recarga do Bilhete Único, por falta de renovação de contrato com a empresa que mantinha a rede Ponto Certo, obrigando os usuários a enfrentar longas filas na compra de bilhetes. A recarga agora só pode ser realizada em máquinas de autoatendimento que apresentam problemas com frequência.

“A retirada das cabines para realizar a recarga do bilhete faz a gente perder muito tempo nas filas e eles não tem nem troco. Além disso, perdemos também a possibilidade de fazer a integração ônibus-metrô e pagamos duas passagens inteiras”, afirma Caique Ribeiro, que é advogado.

Em meio a tudo isso, para a dentista Nathália Moraes as manifestações promovidas pelo Movimento Passe Livre (MPL), que pedem a redução das passagens, são legítimas. “Acho os protestos muito válidos, é um absurdo que as coisas permaneçam assim, a tendência é aumentar a tarifa cada vez mais e a qualidade não melhorar nunca. Temos que nos manifestar, parar a cidade, para que eles se sintam incomodados”.

Posição

O Metrô informou que a medida é pontual e respeita o direito do usuário de embarcar. Em resposta ao Brasil de Fato, a companhia enviou nota em que afirma “que a tarifa em todo o sistema permanece em R$ 3,80, não havendo qualquer redução no valor da passagem. Em respeito ao Código de Defesa do Consumidor, o Metrô esclarece que em situações de falta de troco é obrigado a arredondar o valor da passagem para baixo permitindo que o passageiro tenha garantido seu direito de viagem”.

A nota também diz que “é do conhecimento de todos a escassez de moedas no comércio em geral, principalmente as de R$ 0,05 (cinco centavos), R$ 0,10 (dez centavos) e R$ 0,25 (vinte e cinco centavos)”, afirmando, por fim, que tem adotado medidas para solucionar a questão: “o remanejamento de troco de outras estações e a aquisição de troco junto ao comércio dos arredores”.

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