Investigação liga tucano Fernando Capez a “escândalo da merenda” de SP

Investigados da Operação Alba Branca, que apura suposto esquema de fraudes na compra de produtos da merenda escolar, apontaram presidente da Assembleia Legislativa paulista e ex-assessor da Casa Civil de Alckmin como beneficiários de propina

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Investigados da Operação Alba Branca, que apura suposto esquema de fraudes na compra de produtos da merenda escolar, apontaram presidente da Assembleia Legislativa paulista e ex-assessor da Casa Civil de Alckmin como beneficiários de propina

Por Redação*

fernando capez investigado

O ex-promotor público e atual presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, Fernando Capez (PSDB), e Luiz Roberto dos Santos, o “Moita”, ex-assessor do secretário-chefe da Casa Civil do governo Alckmin, Edson Aparecido, foram citados por três investigados da Operação Alba Branca como supostos beneficiários de propina em esquema de fraudes na compra de produtos da merenda escolar.

Sete pessoas ligadas à Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar (Coaf) tiveram prisão decretada pela Justiça – um está foragido – e três deles disseram, em depoimento à Polícia Civil, que o valor da propina chegava a 25% dos contratos. Ao todo, 22 prefeituras são investigadas por possível ligação com o esquema.

Segundo Adriano Gilbertoni Mauro, funcionário preso na Operação, Capez foi o responsável por obter uma celebração de contrato com a Secretaria de Educação paulista. “Até onde o declarante sabia, o deputado estadual Fernando Capez recebeu uma parte das comissões pagas para Marcel”, referindo-se a Marcel Ferreira Júlio, suposto intermediador de propinas.

O vice-presidente da Coaf, Carlos Alberto Santana da Silva, diz ter havido propina de R$ 1,94 milhão em um contrato eestabelecido com o governo paulista. “Ocorreu este tipo de esquema com o Governo de Estado em 2015, numa venda de R$ 7,76 milhões sendo que acredita que também neste caso a propina girou em torno de 25%.” No mesmo depoimento, consta a declaração de que “parte destes valores eram repassados também para o deputado Fernando Capez que sabe ser deputado e para o qual não sabe dizer quanto era repassado”.

O deputado tucano contestou a denúncia. “É um absurdo, não sei nada de merenda, nunca falei com prefeito nenhum e não conheço essa Coaf.” O secretário da Casa Civil, Edson Aparecido, afirma que encaminhou o caso à Corregedoria do Estado.

* Com informações do Blog de Fausto Macedo

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

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