Mulheres refugiadas relatam estupro em troca de abrigo na Europa

Um relatório divulgado pela ONU esta semana revela que mulheres - incluindo crianças - que chegam à Europa na condição de refugiadas teriam sido forçadas a manter relações sexuais com europeus como forma de "pagar" pelas documentações necessárias ou mesmo pela própria viagem

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Um relatório divulgado pela ONU esta semana revela que mulheres – incluindo crianças – que chegam à Europa na condição de refugiadas teriam sido estupradas por europeus como forma de “pagar” pelas documentações necessárias ou mesmo pela própria viagem

Por Redação

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Invertendo a falácia que circula em certos setores europeus de que os imigrantes e refugiados que são os agressores sexuais contra mulheres, um relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU) na última terça-feira (26) revela uma realidade cruel: mulheres e meninas que chegam ao continente na condição de refugiadas têm sido estupradas por europeus como forma de “pagar” pelas documentações necessárias para se manter no país ou mesmo pela própria viagem.

De acordo com o estudo realizado pela ACNUR, a agência da ONU para refugiados, em novembro de 2015, as mulheres representam entre os imigrantes na Europa o grupo mais vulnerável e que necessita de “medidas adicionais de proteção”. Em entrevista, mulheres e meninas refugiadas relataram que são forçadas a fazer sexo com homens europeus e que, o receio de ter que retornar ao país de origem é tão grande que se recusam, na maior parte das vezes, a denunciar os crimes de violência de gênero.

Atualmente, uma média de 2 mil pessoas, entre refugiados e imigrantes, chegam à Europa diariamente. Até o dia 15 de janeiro de 2016, 55% das pessoas que chegaram eram mulheres e crianças. Em junho de 2015 eram apenas 27%.

Confira o relatório completo da ONU aqui.

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