Celac: Maduro propõe ‘plano tático’ para enfrentar crise econômica na América Latina

Presidente venezuelano pede 'plano de solidariedade e desenvolvimento compartilhado'; declaração final da cúpula estabelece cooperação contra zika

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Presidente venezuelano pede ‘plano de solidariedade e desenvolvimento compartilhado’; declaração final da cúpula estabelece cooperação contra zika

Por Opera Mundi

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O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, propôs nesta quarta-feira (27/01) um “plano tático anticrise econômica” para a América Latina e o Caribe. A proposta foi feita durante a 4ª Cúpula da Celac (Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos), que está sendo realizada em Quito, no Equador.

Maduro pediu que a comunidade de países da região “centre os esforços esse ano no tema econômico”. “É hora de um plano de solidariedade, de complementaridade, de desenvolvimento compartilhado da América Latina e do Caribe. É hora de nos ajudar, assim como nos ajudamos para resolver problemas políticos”, declarou o líder venezuelano.

O tema da economia figurou também nas declarações da presidente brasileira, Dilma Rousseff, na segunda-feira durante reunião com o presidente do Equador, Rafael Correa, anfitrião do evento, e na intervenção do chanceler brasileiro, Mauro Vieira, na cúpula de países.

Vieira afirmou que o bloco precisa se unir para combater a crise econômica e enfrentar “risco de desaceleração estrutural”. “Não podemos permitir que esse risco se concretize”, declarou o chanceler, que pediu “um processo de integração regional abrangente, incluindo organismos como o Mercosul e a Aliança do Pacífico”.

O presidente da República Dominicana, Danilo Medina, disse que sua gestão como o novo presidente pro tempore da Celac será dedicada à tratar da crise econômica que afeta o bloco. “Esta Celac se compromete a praticar a solidariedade e que a partir de agora começará a dar um novo giro para tratar os problemas econômicos da região com o propósito de dar bem-estar a nossos povos”, declarou.

“A grande meta é passar este temporal sem retroceder em questões sociais”, afirmou o presidente colombiano, Juan Manuel Santos.

Haiti

A pedido do chanceler do Haiti, Lener Renauld, a Celac vai enviar uma comissão de representantes para acompanhar o segundo turno das eleições presidenciais no país, ainda sem data marcada.

Em um debate sobre o tema no plenário da cúpula, o presidente equatoriano, Rafael Correa, afirmou que “o Uruguai se prontificou, assim como Venezuela, Equador e Bahamas” para fazer parte do eventual primeiro grupo a ser enviado ao país centro-americano.

Nas discussões da cúpula se falou sobre a necessidade de realizar consultas sobre as ações que outras organizações internacionais desenvolverão no Haiti por conta da situação política no país, e também que a decisão da formação da eventual comissão definitiva não se circunscreva apenas ao quarteto.

O debate se desenvolveu enquanto a Organização dos Estados Americanos (OEA), em Washington, aprovava o envio ao Haiti de uma missão especial de mediação na crise política e social do país, uma medida solicitada pelo presidente haitiano, Michel Martelly, para “preservar a institucionalidade democrática”.

Colômbia

A Celac expressou seu apoio ao processo de paz que se desenvolve na Colômbia entre o governo e as FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, lembrou a solicitação enviada às Nações Unidas para que apoie o atual processo de verificação do cessar-fogo, para o qual a ONU escolherá os especialistas responsáveis, entre os quais estarão membros do bloco.
Santos afirmou que espera em breve que as negociações de paz com o Exército de Libertação Nacional (ELN), a segunda guerrilha em importância da Colômbia, passem da atual fase confidencial para outra aberta, que permita acelerar o fim do conflito armado em seu país.

Declaração final

A declaração final da 4ª Cúpula da Celac, lançada nesta quarta-feira, apresentou 20 resoluções acordadas pelos 33 membros do bloco. Entre elas está o fim do bloqueio econômico dos Estados Unidos contra Cuba, o apoio à fase final ao processo de paz entre as FARC e o governo da Colômbia e a tomada de ações em conjunto contra o vírus zika, que já afeta uma série de países do continente.

Foto: Chanceleria do Equador / Flickr CC

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