Alckmin culpa governo federal por irregularidades na merenda escolar de SP

"Quem diz se a cooperativa está habilitada é o Ministério do Desenvolvimento Agrário. O que observamos é que se trata de uma quadrilha que começou em outros Estados e chegou a São Paulo”, alegou o governador tucano sobre as denúncias de pagamento de propina...

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“Quem diz se a cooperativa está habilitada é o Ministério do Desenvolvimento Agrário. O que observamos é que se trata de uma quadrilha que começou em outros Estados e chegou a São Paulo”, alegou o governador tucano sobre as denúncias de pagamento de propina envolvendo contratos na merenda escolar do estado

Por Redação

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Ao comentar publicamente sobre o suposto esquema envolvendo contratos da merenda escolar da rede estadual, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou na quinta-feira (28) que os desvios de recurso investigados pela Polícia Civil e o Ministério Público na operação Alba Branca seriam responsabilidade de servidores do governo federal.

“Quem diz se a cooperativa está habilitada é o Ministério do Desenvolvimento Agrário. O que observamos é que se trata de uma quadrilha que começou em outros Estados e chegou a São Paulo”, justificou. De acordo com o ex-presidente da Coaf (Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar) Cássio Chebabi, a Secretaria da Educação do governo tucano cancelou um contrato com a entidade para pressioná-lo a pagar propina.

Chebabi afirmou que a cooperativa venceu, sem licitação, uma chamada pública para fornecer cerca de R$ 13 milhões em suco de laranja para a merenda. Porém, logo depois o governo cancelou o contrato. Em seu depoimento, o ex-presidente da Coaf disse que coube a Marcel Ferreira Julio, um dos operadores do esquema, a função de ligar para o deputado Fernando Capez (PSDB), atual presidente da Assembleia Legislativa, para resolver a questão.

Mas, para isso, teria sido necessário fazer um acordo e pagar um percentual, o que foi aceito pelo delator. O secretário estadual de Logística e de Transportes Duarte Nogueira também foi acusado de ser beneficiário da propina de 10% sobre os contratos da Secretaria de Educação.
Ao ser perguntado sobre o que achava da investigação lançada pelo governo federal para apurar irregularidades nos gastos com merenda, Alckmin afirmou que a iniciativa teria sido “acertada, pois há suspeita da participação de servidores do Ministério do Desenvolvimento Agrário”.

Foto de capa: Orlando Kissner/Fotos Públicas

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