Bar Quitandinha responde denúncia e refuta assédio: “Os fatos terão que ser provados”

A administração do estabelecimento enviou uma resposta à Fórum em que nega as acusações de assédio e negligência dos funcionários no local e ainda garante que, se o caso não for comprovado, processará as vítimas por "difamação e calúnia"; "Estranha o fato da pessoa...

717 0

A administração do estabelecimento enviou uma resposta à Fórum em que nega as acusações de assédio e negligência dos funcionários no local e ainda garante que, se o caso não for comprovado, processará as vítimas por “difamação e calúnia”; “Estranha o fato da pessoa que conta a história não querer assistência como foi dada no momento, estranha a pessoa não querer denunciar o agressor e sim, apenas falar do bar”

Por Redação

quita

Depois da polêmica e dos milhares de compartilhamentos, nas redes sociais, da denúncia de assédio sofrido por duas jovens no Quitandinha, tradicional bar da Vila Madalena, em São Paulo, a administração do estabelecimento resolveu se posicionar. Em comunicado enviado à Fórum na tarde deste sábado (5), os responsáveis pelo local negam as acusações e ainda questionam a versão da vítima.

“Estranha o fato da pessoa que conta a história não querer assistência como foi dada no momento, estranha a pessoa não querer denunciar o agressor e sim, apenas falar do bar”, escreveram.

Pelo Facebook, uma jovem universitária relatou que foi vítima de assédio de dois frequentadores do bar e que foi ignorada e expulsa pelos funcionários, que manteriam uma amizade com os agressores.

Na resposta, a gerência do bar diz que o estabelecimento funciona “há 25 anos, nunca teve esse tipo de situação, nunca houve uma ocorrência como esta, o bar é frequentado por 70% de mulheres, sendo que nunca houve essa reclamação durante todo esse tempo” e garante ainda que, se os fatos relatados não forem comprovados, moverá contra as vítimas um processo por “difamação e calúnia”.

Confira abaixo a íntegra da resposta:

“O bar Quitandinha vem por meio desta esclarecer e mostrar tamanha indignação sobre tal fato. 
O bar existe há 25 anos, nunca teve esse tipo de situação, nunca houve uma ocorrência como esta, o bar é frequentado por 70% de mulheres, sendo que nunca houve essa reclamação durante todo esse tempo. Estranha o fato da pessoa que conta a história não querer assistência como foi dada no momento, estranha a pessoa não querer denunciar o agressor e sim, apenas falar do bar. 
O bar sempre deu assistência a todos que ali frequentam, o bar não cuida da índole, caráter de pessoas que frequentam e sim da integridade de quem está lá, sempre assessorando quando há alguma ocorrência, que historicamente não tem; também estranha o fato de que quem relatou o ocorrido e quem concordou e compartilhou, não frequentarem o bar! 
O bar está à disposição para a verdade, será encaminhado tudo ao jurídico para tomar as devidas providências e mostrar a verdade dos fatos, esses que terão que ser provados, caso contrário, será movido um processo  por difamação e calúnia contra o estabelecimento. 

Agradecemos pela compreensão de todos! Repetimos, nunca houve essa situação no bar, por isso estranhamos o que foi relatado, pois o bar não compactua com isso!!”

O livro da blogosfera em defesa da democracia - Golpe 16

Golpe 16 é a versão da blogosfera de uma história de ruptura democrática que ainda está em curso. É um livro feito a quente, mas imprescindível para entender o atual momento político brasileiro

Organizado por Renato Rovai, o livro oferece textos de Adriana Delorenzo, Altamiro Borges, Beatriz Barbosa, Conceição Oliveira, Cynara Menezes, Dennis de Oliveira, Eduardo Guimarães, Fernando Brito, Gilberto Maringoni, Glauco Faria, Ivana Bentes, Lola Aronovich, Luiz Carlos Azenha, Maíra Streit, Marco Aurélio Weissheimer, Miguel do Rosário, Paulo Henrique Amorim, Paulo Nogueira, Paulo Salvador, Renata Mielli, Rodrigo Vianna, Sérgio Amadeu da Silveira e Tarso Cabral Violin. Com prefácio de Luiz Inácio Lula de Silva e entrevista de Dilma Rousseff.



No artigo

Comentários