Líder do PCdoB no Araguaia é assassinado a tiros

Coordenador de ocupação e ativista da reforma agrária, Luiz Bonfim foi assassinado a tiros por motoqueiros enquanto comprava pão na cidade de São Domingos do Araguaia; morte do militante vem apenas dois dias depois do assassinato de outro comunista, prefeito de município em MG;...

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Coordenador de ocupação e ativista da reforma agrária, Luiz Bonfim foi assassinado a tiros por motoqueiros enquanto comprava pão na cidade de São Domingos do Araguaia; morte do militante vem apenas dois dias depois do assassinato de outro comunista, prefeito de município em MG; “Não acredito em tantas coincidências”, afirmou líder do partido

Por Redação

bonfim

Líderes de movimentos sociais, militantes de esquerda e correligionários ainda estão chocados com o assassinato de Luiz Bonfim, presidente do PCdoB no Pará e liderança da luta pela reforma agrária. O militante, que é coordenador de uma ocupação de sem-terra em São Domingos do Araguaia (PA), foi morto a tiros por dois motoqueiros enquanto comprava pão, na última sexta-feira (12).

A Policia Civil ainda não localizou os suspeitos e não sabe afirmar a motivação da execução. Bonfim, no entanto, defendia a desapropriação de terras locais e era constantemente ameaçado por fazendeiros e empresários.

O assassinato do ativista chocou não só pelo episódio em si, mas por acontecer apenas dois dias depois da morte de outro comunista, o prefeito Chiador, na Zona da Mata de Minas Gerais, Moises Gumieri (PCdoB). Gumieri estava em uma festa em um clube da cidade quando foi abordado também por dois homens que atiraram. A polícia até agora não localizou os suspeitos.

Em nota, o deputado federal Orlando Silva (PCdoB), líder do pattido na Câmara dos Deputados, afirmou que “não acredita em tantas coincidências” e garantiu que “não aceitará impunidade”.

Confira a íntegra da nota:

“Nota pública

Em uma semana o meu Partido sofreu duas perdas terríveis.

Após o assassinato do prefeito Moisés Gumieri, do município de Chiador, Minas Gerais, tivemos o assassinato de um líder popular no sul do Pará, Luís Antônio Bonfim, que coordenava uma ocupação na região e presidia o Partido em São Domingos do Araguaia. Isso para não falar da invasão dos escritórios políticos das deputadas federais Jô Moraes (PCdoB/MG) e Alice Portugal (PCdoB/BA), ocorridas há menos de um mês.

Não acredito em tantas coincidências. Tais ações podem ser reflexo da intolerância e radicalização política que segue latente em todo o país.

Vamos avaliar bem o que fazer, mas não aceitaremos a impunidade!

Orlando Silva, deputado federal (PCdoB/SP)”

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