Após prévias marcadas por pancadaria e troca de acusações, disputa no PSDB-SP vai para 2º turno

João Doria, com 43,13% dos votos, e Andrea Matarazzo, com 32,89%, decidirão quem vai ser o candidato da legenda a prefeito de São Paulo em 2016. Racha no partido pode se aprofundar Por Redação...

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João Doria, com 43,13% dos votos, e Andrea Matarazzo, com 32,89%, decidirão quem vai ser o candidato da legenda a prefeito de São Paulo em 2016. Racha no partido pode se aprofundar

Por Redação

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Um domingo tenso, com episódios vexatórios. Assim foram as prévias do PSDB em São Paulo para definir o candidato do partido à prefeitura da capital paulista em 2016. Brigas, intervenção policial, discussões e acusações mútuas entre os postulantes à vaga deram o tom da disputa que, ao final, teve o empresário João Doria com 2.681 votos (43,13% do total); o vereador Andrea Matarazzo com 2.045 (32,89%), e o deputado federal Ricardo Tripoli com 1.387 (22,31%). Foram 2 votos em branco e 1 nulo.

O resultado foi divulgado apenas na madrugada, por volta da 1h30, e ainda não foi homologado por conta de problemas em urnas no Jaçanã, Pirituba e Tatuapé. Como nestes locais de votação existem apenas 270 votos, não há como se alterar os candidatos que vão ao turno final.

Foi um dia repleto de acontecimentos inusitados para os tucanos. Em Guaianases, houve confronto e confusão generalizada entre militantes e fiscais da campanha de João Doria. Já no Tatuapé, urnas foram destruídas e a votação encerrada duas horas antes do previsto. A polícia foi chamada ao local. Problemas com o sistema de votação também aconteceram em quatro dos 58 diretórios zonais do partido na capital. Os diretórios de Itaquera, Ermelino Matarazzo, Lapa e Grajaú não puderam utilizar o sistema que simula urna em notebooks e filiados tiveram que votar manualmente.

Entre os caciques do partido, as declarações públicas mal disfarçavam o clima de enfrentamento entre os candidatos de Alckmin, João Doria, e de Serra, o vereador Andrea Matarazzo. O ex-governador de São Paulo Alberto Goldman, por exemplo, falou à Folha de S. Paulo que a campanha de Doria caracterizava “abuso de poder econômico” e que ele teria tido à disposição a “máquina do estado”, referência ao apoio de Alckmin.

Já o deputado federal Ricardo Tripoli se disse triste com a quantidade de “denúncias, de brigas, de intrigas” que aconteceram na corrida pela vaga. “Esse não é o nosso PSDB”, lamentou.

Pedido de impugnação de Doria

No início da noite do domingo, antes do resultado ser divulgado, Alberto Goldman e José Aníbal, aliado de Trípoli, entraram com um pedido de impugnação da candidatura de João Doria. Segundo eles, o empresário teria cometido abuso de poder econômico, infrações à Lei Cidade Limpa, propaganda irregular e bancado transporte de eleitores. O pedido será julgado ainda nesta segunda-feira (29), de acordo com a direção do partido em São Paulo.

O resultado, que estava previsto para ser anunciado por volta das 18h, demorou quase oito horas  a mais para vir a público. Antes disso, diante da incerteza, foi necessário que o presidente do diretório municipal da legenda, Mario Covas Neto, o Zuzinha, declarasse que o pleito não seria invalidado. “De jeito nenhum, gente, ‘ô, pelo amor de deus’! Essa eleição estamos há meses tratando dela e não vai ser cancelada”, afirmou.

Foto de capa: Reprodução

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