Em apoio a Lula, movimentos sociais preparam ato em frente ao Tribunal de Justiça de São Paulo

O intuito é protestar contra o pedido de prisão preventiva do ex-presidente feito pelo MP-SP. Haverá também vigília em frente ao prédio de Lula, em São Bernardo do Campo (SP), ao longo do final de semana; orientação é que militância evite provocações e não...

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O intuito é protestar contra o pedido de prisão preventiva do ex-presidente feito pelo MP-SP. Haverá também vigília em frente ao prédio de Lula, em São Bernardo do Campo (SP), ao longo do final de semana; orientação é que militância evite provocações e não vá à avenida Paulista no domingo (13)

Por Ivan Longo

atoapeoesp

Lideranças de sindicatos, movimentos sociais e estudantis que compõem a Frente Brasil Popular reuniram-se, na noite desta quinta-feira (10), na sede do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo (Apeoesp). O encontro foi marcado às pressas por conta da divulgação, no fim da tarde, do pedido de prisão preventiva do ex-presidente Lula que consta na denúncia apresentada por promotores do Ministério Público de São Paulo à Justiça.

“Uma das justificativas é que a prisão preventiva de Lula seria para evitar conflitos. Isso é um pedido inédito na Justiça”, afirmou o presidente do PT, Rui Falcão que compareceu no final do encontro, marcado para discutir mobilizações diante das recentes ações contra o ex-presidente e do protesto contra Lula e o governo marcado para o próximo domingo (13).

“Esse ato entre ontem e hoje dos promotores é para alimentar revistas e aumentar a tensão para domingo”, disse o petista que, minutos antes, estava reunido com Lula em um hotel na região central da capital paulista.

“O MP age de forma política. Tem o objetivo de destruir a imagem do presidente Lula. Os episódios de janeiro e fevereiro mostram as ações de pirotecnia da direita que usa a imprensa, o Ministério Público e o exército de coxinhas para o dia 13 de maio”, disse antes da chegada de Falcão, Douglas Izzo, presidente da Central Única dos Trabalhadores de São Paulo (CUT-SP).

A ideia dos movimentos ali reunidos foi a de estabelecer ações antes do dia 18 – data em que está marcado um ato “contra o golpismo” – já que o dia teria “ficado longe” diante dos acontecimentos desta semana. De acordo com os movimentos, há informações de que a juíza que avaliará o pedido do MP só o fará na segunda-feira (14), mas temem, ainda assim, uma “surpresa” no final de semana.

“Não vamos aceitar essas atitudes arbitrárias. O que está acontecendo nesse país é a ditadura sob o nome de democracia”, disse a presidenta da Apeoesp, Maria Izabel Noronha, a Bebel. Em sua fala, Bebel propôs um ato nesta sexta-feira (11), na Praça da Sé, onde fica a sede do Tribunal de Justiça de São Paulo. A proposta foi aprovada e a concentração será a partir das 11h da manhã.

Também haverá, ao longo de todo o final de semana, uma vigília em frente ao prédio de Lula em São Bernardo do Campo (SP) para, além de prestar solidariedade ao ex-presidente, garantir que não haja qualquer tipo de hostilização ou manifestações de direita como a que já ocorrerá no próximo domingo (13).

A orientação, inclusive, é para que aqueles que defendem o ex-presidente não saiam às ruas no dia da manifestação contra o governo.

“Os coxinhas vão se mobilizar no dia 13. Nós vamos manter nosso calendário. Estamos defendendo o país, estamos com a razão. Nossos diretórios estarão de plantão durante todo o final de semana. Não podemos abaixar a guarda. Não vamos entrar em provocações e vamos manter a nossa mobilização”, disse Rui Falcão, se referindo ao ato do dia 18 marcado pelos movimentos sociais.

Foto: Christian Braga

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