Lula diz à imprensa estrangeira que impeachment é risco à democracia do Brasil

Para o ex-presidente, governo de Dilma deve sobreviver à crescente pressão que vem sofrendo do Congresso.

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Para o ex-presidente, governo de Dilma deve sobreviver à crescente pressão que vem sofrendo do Congresso

Por Paulo Victor Chagas, da Agência Brasil

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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem (28) acreditar que a presidenta Dilma Rousseff deve sobreviver à crescente pressão que têm sofrido no Congresso Nacional pelo seu impeachment. Em entrevista coletiva para jornalistas de veículos internacionais, ele afirmou que a democracia do Brasil estará em risco caso o processo de impedimento de Dilma seja aprovado.

De acordo com o portal online do jornal New York Times, o ex-presidente, nomeado recentemente ministro-chefe da Casa Civil, afirmou que a presidenta poderá resistir ainda que parte do PMDB decida deixar o governo.

Lula, cuja nomeação para o cargo está suspensa pela Justiça até que o Supremo Tribunal Federal (STF) tome uma decisão definitiva, informou ainda, segundo o New York Times, que vai conversar com o vice-presidente Michel Temer, presidente nacional da legenda, e outros políticos em Brasília com o objetivo de ajudar Dilma a continuar no cargo.

Na tarde desta segunda-feira, a Ordem dos Advogados do Brasil protocolou na Câmara dos Deputados um novo pedido de impeachment contra a presidenta. Hoje (29), o Diretório Nacional do PMDB vai se reunir para decidir se deixa ou não o governo.

Lula concedeu a entrevista a diversos jornais estrangeiros, entre eles o El País, Wall Street Journal, Financial Times, Telam, Agência Lusa, The Guardian e Le Monde.

Ainda de acordo com o New York Times, o ex-presidente disse que não quer ser um “intruso” no governo da presidenta e negou as afirmações de que ele aceitou o cargo de ministro-chefe da Casa Civil para evitar ser preso por acusações de corrupção.

Foto de capa: Instituto Lula

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