Antonio Anastasia, relator do impeachment no Senado, fez ‘pedaladas fiscais’ no governo de MG

Acusada de crime de responsabilidade por assinar 6 decretos de suplementação orçamentária, Dilma será alvo de um processo de impeachment no Senado sob a relatoria de Anastasia (PSDB) que, quando governador de Minas Gerais, adotou o mesmo tipo de medida 972 vezes. Site detalha...

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Acusada de crime de responsabilidade por assinar 6 decretos de suplementação orçamentária, Dilma será alvo de um processo de impeachment no Senado sob a relatoria de Anastasia (PSDB) que, quando governador de Minas Gerais, adotou o mesmo tipo de medida 972 vezes. Site detalha as manobras do senador. Confira

Por Redação

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Como se não bastasse ser julgada por uma Câmara dos Deputados cujo presidente é réu em investigações da Lava Jato, a presidenta Dilma será alvo do processo de impeachment no Senado com a relatoria de um parlamentar que adotou as mesmas medidas pelas quais é acusada.

Eleito esta semana relator da Comissão Especial que analisará o processo de impeachment na Casa, o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) adotou, quando governou Minas Gerais entre 2010 e 2014, as chamadas ‘pedaladas fiscais’ que, para a oposição, configuraram no governo Dilma um crime de responsabilidade.

As ‘pedaladas’ se tratam, na verdade, de um tipo de manobra financeira em que se retira recursos de um setor para se aplicar em outro. No caso do governo federal, Dilma é acusada de crime de responsabilidade por atrasar repasses a bancos federais para garantir recursos aos programas sociais. Para tal, a presidenta assinou seis decretos de suplementação orçamentária.

Ferrenho defensor do afastamento de Dilma pelas manobras, Anastasia as adotou de maneira ainda mais intensa. De acordo com dados do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG), o tucano assinou 972 decretos de suplementação orçamentária ao longo de sua gestão. A diferença das medidas adotadas por Dilma para as adotadas por Anastasia – além do valor, que no governo federal a manobra representou R$2,5 bilhões e no governo tucano de Minas representou R$63,3, bilhões – está no fato de que, ao invés de segurar repasses a bancos, Anastasia se apropriou de recursos previdenciários de servidores estaduais.

Exatamente por não ter sido feita com bancos, o ex-governador e relator do impeachment no Senado alega que não adotou tais medidas uma vez que não há banco público estadual em seu estado.

Na internet, no entanto, já há aqueles que se preocuparam em reunir dados e comprovar que Anastasia praticou as mesmas manobras que julga serem ilegais no governo federal. Foi lançado, nesta quarta-feira (27), o site “Pedaladas do Anastasia”, que reúne textos, matérias, documentos e dados oficiais para comprovar que o tucano adotou as medidas.

De acordo com o site, os dados serão apresentados pelo deputado estadual Rogério Correia (PT-MG) ao senador Lindbergh Farias (PT-RJ), em reunião no Senado às 11h desta quinta-feira (28)

 

 

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