Com nomes como José Serra nas Relações Exteriores ou Alexandre de Moraes na Justiça, o vice-presidente divulgou, menos de dez horas após a decisão do Senado, a lista de seu ministério: a primeira sem mulheres desde o governo Geisel. Cultura, por exemplo, não existe mais como ministério independente. Confira
Por Redação

Homens, brancos, heterossexuais. Eles quem comandarão os ministérios anunciados por Michel Temer (PMDB) menos de dez hora após a decisão do Senado de afastar a presidenta eleita Dilma Rousseff.
Na lista, divulgada pela assessoria de imprensa da vice-presidência, não há negros, homossexuais ou qualquer tipo de minoria. Outro aspecto que mostra a falta de diversidade nos nomes escolhidos para a Esplanada é a ausência de mulheres. A última vez que um presidente deixou as mulheres de fora do governo foi na ditadura militar, durante o governo Geisel (1974-1979).
Entre os nomes escolhidos por Temer, estão o de José Serra (PSDB-SP) – assíduo defensor da partilha do Pré-Sal com empresas estrangeiras – para as Relações Exteriores ou ainda o de Alexandre de Moraes – secretário de Segurança Pública de São Paulo conhecido pela postura pouco tolerante com manifestações e movimentos sociais – para a Justiça.
Entre as mudanças, estão também a extinção de ministérios. O da Cultura, por exemplo, deixará de ser independente e passa a integrar a pasta da Educação.
Confira abaixo a lista.
– Gilberto Kassab, ministro de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações
– Raul Jungmann, ministro da Defesa
– Romero Jucá, Planejamento, Desenvolvimento e Gestão
– Geddel Vieira Lima, ministro-chefe da Secretaria de Governo
– Sérgio Etchegoyen, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional
– Bruno Araújo, ministro das Cidades
– Blairo Maggi, ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
– Henrique Meirelles, ministro da Fazenda
– Mendonça Filho, ministro da Educação e Cultura
– Eliseu Padilha, ministro-chefe da Casa Civil
– Osmar Terra, ministro do Desenvolvimento Social e Agrário
– Leonardo Picciani, ministro do Esporte
– Ricardo Barros, ministro da Saúde
– José Sarney Filho, ministro do Meio Ambiente
– Henrique Alves, ministro do Turismo
– José Serra, ministro das Relações Exteriores
– Ronaldo Nogueira de Oliveira, ministro do Trabalho
– Alexandre de Moraes, ministro da Justiça e Cidadania
– Mauricio Quintella, ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil
– Marcos Pereira, ministério da Indústria e Comércio
– Fabiano Augusto Martins Silveira, ministro da Fiscalização, Transparência e Controle (ex-CGU)
– Fábio Osório Medina, AGU
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