Hillary Clinton: Vitória do Feminismo americano

Na “Primeira Onda” do Feminismo, o sufrágio universal, o direito de poder trabalhar, ter um salário e adquirir uma propriedade. Em meados do século vinte, Margareth Sanger já falava em controle de natalidade, vitória conquistada décadas mais tarde. Escritoras como Marianne Moore se...

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Na “Primeira Onda” do Feminismo, o sufrágio universal, o direito de poder trabalhar, ter um salário e adquirir uma propriedade. Em meados do século vinte, Margareth Sanger já falava em controle de natalidade, vitória conquistada décadas mais tarde. [1] Escritoras como Marianne Moore se recusavam a produzir uma literatura confessional, historicamente associada ao fazer feminino. [2]

Na Segunda Onda, a luta por ter os mesmos direitos e deveres dos homens e o slogan “We can do it”, o questionamento do ideal de família centrado na força social e econômica da figura paterna, o amparo a mulheres divorciadas e às viuvas. [3] O sexo, drogas e rock’n’roll do fim dos anos 60 e início dos 70 levantava também a bandeira da liberdade sexual feminina, representada pela pílula e pela ausência de sutiãs.

Inspirada por Simone de Beauvoir e seu texto O Segundo Sexo, Betty Friedan expunha a construção midiática do que deveria ser uma “boa mulher”, em seu texto “A Mística Feminina”. Na Terceira, Madonna se torna ícone pop, subvertendo o papel da loira inocente eternizado por Marylin Monroe. [4] Ideias sobre identidade feminina discutidas por intelectuais como Judith Butler e Martha Nussbaum saem da Academia e ganham as ruas. [5]

Como a primeira mulher a ganhar o direito de ser nomeada pelo Partido Democrata, Hillary Clinton fez referência a esse legado feminista, logo que soube da vitória sobre Bernie Sanders no estado da Califórnia: “Esta vitória não é pessoal, ela é uma vitória de gerações”. [6]

[1] http://www.alternet.org/gender/how-margaret-sanger-led-birth-control-movement-and-why-gop-still-hates-her, acesso em 8/6/16.

[2] http://www.encyclopedia.com/article-1G2-3441600503/moore-marianne-title-commentary.html, acesso em 8/6/16.

[3] http://www.theatlantic.com/national/archive/2011/01/the-complex-legacy-of-rosie-the-riveter/69268/, acesso em 8/6/16

[4] http://www.nytimes.com/1990/12/14/opinion/madonna-finally-a-real-feminist.html, acesso em 8/6/16.

[5] http://www.nytimes.com/1999/11/21/magazine/who-needs-philosophy.html?pagewanted=all, acesso em 8/6/16

[6] http://www.latimes.com/politics/la-na-live-updates-california-primary-clinton-celebrates-making-1465353682-htmlstory.html, acesso em 8/6/16.



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