Mulher é espancada no Rio: “Não é hora de mulher estar na rua”, disse agressor

Camila Wiebusch levou um soco na cabeça e foi derrubada por um golpe de muay thai. “Ele ficou me assediando e falando grosseiramente, de forma machista. Pedi para parar, cheguei a falar com os funcionários do bar, mas o homem continuou”, afirmou a vítima

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Camila Wiebusch levou um soco na cabeça e foi derrubada por um golpe de muay thai. “Ele ficou me assediando e falando grosseiramente, de forma machista. Pedi para parar, cheguei a falar com os funcionários do bar, mas o homem continuou”, afirmou a vítima

Da Redação

Mais um caso de machismo que acabou em agressão física. Camila Wiebusch, de 28 anos, estava no Centro do Rio, no Bar do Nanam, quando um homem, identificado pela Polícia Civil como o faixa preta de jiu-jitsu Edson Diniz, começou a incomodá-la.

Segundo Camila, ela foi abordada, quando jogava sinuca junto com amigos. “Vou te ensinar a pegar no taco”, teria dito o homem. “Ele ficou me assediando e falando grosseiramente, de forma machista. Pedi para parar, cheguei a falar com os funcionários do bar, mas o homem continuou. Meus amigos tentaram afastá-lo, mas ele não parou. De longe ficava jogando beijinhos e dizendo que não era hora de mulher estar na rua.”

Camila e os amigos decidiram sair do local onde estavam. Mas Diniz foi atrás. “Fomos para o bar ao lado e ficamos tranquilos. Até que o sujeito voltou e ficou falando gracinhas. Aí eu não aguentei e pedi para ele sair, o xinguei e até o empurrei. Foi quando ele passou a desferir os golpes. Levei primeiro um soco violento na cabeça, próximo ao olho direito. Depois, não me lembro mais o que aconteceu. Meus amigos disseram que ele me atingiu ainda com uma espécie de rasteira e cai desacordada, batendo com a cabeça no chão.”

Seus amigos tentaram impedir o agressor, mas ele acabou fugindo. Camila registrou queixa na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) no Centro do Rio. “Luto contra todo tipo de preconceito, contra o machismo e o assédio. Não posso permitir que o caso fique impune. Quero que ele seja punido pela agressão”, afirmou Camila ao jornal O Globo.

Agressão aconteceu na parte de fora do bar

Rodrigo Cavalcanti, representante do Bar do Nanam, entrou em contato com a Fórum para esclarecer que a agressão se deu, na verdade, fora do bar – contrariando as primeiras versões que vieram a público sobre o caso.

Um vídeo, inclusive, foi enviado para comprovar o local dos fatos narrados. Assista aqui.

 

(Foto: Ierê Ferreira)



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2 comments

  1. Raquel Responder

    E o que os funcionários do local fizeram? Deram algum apoio? Ajudaram em algo?

  2. valzinha Responder

    O MARICA SE ACHA MACHO MAS FOGE?
    FICOU COM MEDO DA CANA E NÃO RESISTIR AO CHEIRO DE HOMEM DENTRO DA CELA? MARGINAL COVARDE. TEM QUE ACHAR O BAITOLA E ESCRACHAR.
    QUERO VER TAL “MASCULINIDADE” COM UM HOMEM METENDO A CARA DELE NO MURO CHAPISCADO