MP questiona representatividade dos negros na publicidade

Segundo o promotor Eduardo Valério, “a publicidade não é apenas uma atividade econômica, mas também uma expressão cultural. Por isso, deve refletir a pluralidade étnica e cultural”

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Segundo o promotor Eduardo Valério, “a publicidade não é apenas uma atividade econômica, mas também uma expressão cultural. Por isso, deve refletir a pluralidade étnica e cultural”

Da Redação*

A Promotoria de Justiça de Direitos Humanos de São Paulo, área de Inclusão Social, lançou, nesta terça-feira (21), Dia Internacional Contra a Discriminação Racial, uma campanha onde questiona a baixa representatividade dos negros em propagandas.

“É fato: 50% dos donos de negócio no Brasil são afrodescendentes, mas, por que a maioria dos empreendedores representados pela publicidade são pessoas brancas?”, questiona a campanha.

O objetivo do órgão é propor debates por meio de vídeos, entre produtores de conteúdo, estudantes de publicidade, anunciantes e a sociedade em geral.

“O último levantamento do IBGE, de 2015, aponta que 54% da população brasileira é composta por negros e pardos. Além disso, pesquisa sobre afro consumo realizada pela consultoria Etnus mostra que a população negra brasileira movimenta aproximadamente R$ 800 bilhões ao ano. Apesar disso, em 2016 apenas 24% dos comerciais com protagonistas crianças ou casais eram negros ou pardos, concluiu estudo da agência de propaganda Heads, em parceria com a ONU Mulheres”, informa o MP-SP.

Outro dado trazido é que apenas 0,7% dos cargos de alta direção das principais agências de publicidade do país são ocupados por negros, segundo a pesquisa da Etnus.

“A publicidade não é apenas uma atividade econômica, mas também uma expressão cultural. Por isso, deve refletir a pluralidade étnica e cultural brasileira. Além disto, o negro cada vez mais amplia sua capacidade de consumo e parece que os publicitários não conseguem dialogar com ele. A busca da plena igualdade racial, nos termos do Estatuto da Igualdade Racial, passa por este aspecto”, afirma o promotor Eduardo Valério.

*Com informações do MP-SP

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