Jornalista da Record diz que chefe condicionou promoção à sexo com ele

“Você poderia ser repórter há muito tempo. Tu sabe o que está faltando você fazer, né? Sabe muito bem”, teria afirmado o ex-chefe de Elisângela Veiga, que revelou o assédio praticado ao longo de anos pelo homem que não teve a identidade revelada. Jornalista...

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“Você poderia ser repórter há muito tempo. Tu sabe o que está faltando você fazer, né? Sabe muito bem”, teria afirmado o ex-chefe de Elisângela Veiga, que revelou o assédio praticado ao longo de anos pelo homem que não teve a identidade revelada. Jornalista foi demitida da TV Record do Rio Grande do Sul após participar de mobilização contra o assédio na emissora

Por Redação

Nos últimos dias, ao menos dois casos de denúncia de assédio sexual em emissoras de televisão ganharam repercussão. Na semana passada, uma figurinista revelou o assédio sexual praticado pelo ator José Mayer, da Globo. Nesta quinta-feira (5), revelou-se que o estuprador da atriz Lady Francisco era um diretor da mesma emissora. Agora, vem à tona o caso de uma jornalista da TV Record do Rio Grande do Sul que, na quarta-feira (5), publicou no Facebook um texto em que conta ter sido demitida após participar de uma mobilização contra o assédio sexual e moral na emissora.

Em entrevista ao blog Na Telinha”, publicada nesta sexta-feira (7), Elisângela Veiga, de 27 anos, contou que seu ex-chefe na emissora condicionou sua promoção para repórter à ter relações sexuais com ele.

“Você poderia ser repórter há muito tempo. Tu sabe o que está faltando você fazer, né?”, teria dito o ex-chefe que, segundo a jornalista, já há cinco anos a assediava sexualmente, sugerindo que ela era “uma das mais gostosas da TV” e que “todos querem te comer”. “Eu quero te comer”, teria dito o homem, sem o mínimo de intimidade com Elisangela, que contou já ter sofrido abordagens íntimas e não solicitadas pelo chefe em questão.

A jornalista optou por não identificar o homem para não atrapalhar o processo judicial que está abrindo.

Em seu post, Elisângela contou que sua demissão foi uma represália da emissora por ter participado de uma paralisação dos funcionários contra o assédio sexual e moral dentro da emissora.

“Decidimos fazer um dia de greve para chamar a atenção da chefia superior sobre os assédios moral, que todos sofrem, e até mesmo sexual, que eu sofri, naquela emissora. O resultado foi a demissão de apenas um dos chefes, o que me assediava sexualmente, a permanência da outra chefe, que pratica assédio moral com todos, e a demissão de oito funcionários, incluindo eu, que lutaram por melhorias nas condições e no ambiente de trabalho”, escreveu.

A assessoria de imprensa da Record do Rio Grande do Sul respondeu em nota à denúncia. “Cabe esclarecer que todas as reivindicações levadas à diretoria por um grupo de funcionários no ano passado foram atendidas”. E completaram: “Apenas salientamos que a saída da funcionária foi devido a uma reestruturação no setor e a vaga será preenchida por outro profissional”.

 


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