Ações de empresas brasileiras desabam na Bolsa de NY

Após delação de Joesley Batista, presidente da JBS, sobre Michel Temer ter concordado com pagamento de propina ao ex-deputado Eduardo Cunha, mercado tem grande baixa

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Após delação de Joesley Batista, presidente da JBS, sobre Michel Temer ter concordado com pagamento de propina ao ex-deputado Eduardo Cunha, mercado tem grande baixa

Da Redação

As ações de empresas brasileiras despencaram nesta manhã de quinta-feira (18), após a gravação de Temer dando aval para o silêncio de Eduardo Cunha.

Economistas estão prevendo impacto muito negativo. “O país é jogado em um caos político, que impacta diretamente nas ADRs e na bolsa. Uma queda de quase 11% foi produzida em poucos minutos”, analisa Alexandre Wolwacz, da empresa de mercado financeiro L&S.

Segundo informações do Valor, “ADRs lastreados em Petrobras ON recuavam por volta de 21h30 (de Brasília) 11,08%, na liderança da lista de perdas. Os recibos com lastro em Ambev ON recuavam 10,11%, Itau Unibanco ON perdiam 7,42%, Gerdau ON tinham baixa de 7,21, Vale ON apresentavam queda de 7,14%, Banco Santander Brasil Unit caíam 4,98% e Embraer ON declinavam 4,97%”.

Analistas chegam a falar em Circuit Breaker, quando as negociações são paralisadas. É um mecanismo previsto no Ibovespa, quando há quedas superiores a 10%.

O Banco Central divulgou nota onde diz que está monitorando o impacto da delação da JBS e que “atuará para manter a plena funcionalidade dos mercados”.

Foto: Rafael Neddermeyer



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