Blog do Rovai http://www.revistaforum.com.br/blog Thu, 02 Sep 2010 20:40:14 +0000 en hourly 1 http://wordpress.org/?v=3.0.1 Sigilo foi quebrado em setembro de 2009, auge da disputa Aécio e Serra http://www.revistaforum.com.br/blog/2010/09/02/sigilo-foi-quebrado-em-setembro-de-2009-auge-da-disputa-aecio-e-serra/ http://www.revistaforum.com.br/blog/2010/09/02/sigilo-foi-quebrado-em-setembro-de-2009-auge-da-disputa-aecio-e-serra/#comments Thu, 02 Sep 2010 20:40:14 +0000 Renato Rovai http://www.revistaforum.com.br/blog/?p=8776 O sigilo fiscal de Verônica Serra foi quebrado em setembro de 2009, auge da disputa Serra e Aécio.

O jornal Estado de Minas estaria, neste período, preparando material jornalístico contra o então governador de São Paulo.

Amaury Ribeiro Jr. trabalhou no Estado de Minas e tem anunciado que vai lançar um livro sobre os porões da privatização que atingiria Serra e pessoas do seu grupo político.

Serra teria sido avisado disso.

No começo de novembro a história de que Aécio teria agredido a namorada sai na coluna de Joyce Pascowich, sem que ela desse nome aos bois. Depois no blogue de Juca Kfouri, com nomes e sobrenomes.

O episódio teria acontecido no Copacabana Palace.

Aécio desiste da disputa presidencial em 18 de dezembro.

Esta poderia ser uma linha de apuração para a quebra de sigilo da filha de Serra em setembro de 2009, auge da disputa entre Serra e Aécio.

 PS: Se é caso de aparalhamento de Estado, por que o PT contratou um contador maluco com uma procuração falsa para ter os dados de Verônica Serra? Não seria mais fácil pedir para alguém de confiança da Receita fazer o serviço?

Share/Bookmark

]]>
http://www.revistaforum.com.br/blog/2010/09/02/sigilo-foi-quebrado-em-setembro-de-2009-auge-da-disputa-aecio-e-serra/feed/ 2
Paulo Henrique Amorim sente cheiro de golpe. Mônica Serra fala em ditadura http://www.revistaforum.com.br/blog/2010/09/02/paulo-henrique-amorim-sente-cheiro-de-golpe-monica-serra-fala-em-ditadura/ http://www.revistaforum.com.br/blog/2010/09/02/paulo-henrique-amorim-sente-cheiro-de-golpe-monica-serra-fala-em-ditadura/#comments Thu, 02 Sep 2010 14:20:53 +0000 Renato Rovai http://www.revistaforum.com.br/blog/?p=8772 Paulo Henrique Amorim, um dos poucos blogueiros progressistas que viu o Jango cair, sente cheiro de golpe no ar.

Ele avalia que o pedido de cassação da candidatura de Dilma no STF é a tentativa dos tucanos de tentar ganhar a eleição com sete votos.

De fato, o caso da Receita Federal fez com que o discurso dos serristas mudasse. Entre as pérolas que li desde ontem destaco a entrevista quase boçal dada pela esposa do candidato na Folha de hoje.

Ela insinua que o Brasil vive numa ditadura (“Já que as instituições não estão funcionando, vamos admitir que estamos numa ditadura disfarçada.”).

Como a candidatura de Serra chegou ao seu nível mínimo, 25%, os tucanos perceberam que não tem nada mais a perder. E quando a oposição passa a não ter mais nada a perder, o cenário fica perigoso. Paulo Henrique tem razão nesse sentido.

A diferença é que o golpe não interessa a parte significativa das elites. A estabilidade política e econômica tem garantido a uma parcela significativa do empresariado um presente muito interessante e uma boa perspectiva de futuro.

Eles querem que a eleição aconteça sem grandes tremores e riscos. Pra maioria, tanto faz Dilma ou Serra.

Por outro lado, o PIG, alcunha dada por Paulo Henrique à velha mídia, quer sangue. Uma boa parte dos tucanos que não quer ver o partido acabar nesta eleição também.

São esses setores que estão transformando esse caso da Receita (que cheira mais a crime comum de gente que buscava ganhar dinheiro com chantagem) em trama política.

Nos próximos dias a velha mídia, os serristas e alguns blogueiros tresloucados vão gritar muito . Vão fazer de tudo para tentar convencer parte do eleitorado que o Brasil vive numa “ditadura disfarçada”. E vão tentar convencer a dona Maria que ela corre o risco de ter seu sigilo de Imposto de Renda quebrado.

A campanha de Dilma vai ter de ser muita habilidosa. Não é tão difícil mostrar que esse é o grito dos desesperados. Que ao invés de disputar o jogo, os tucanos querem acabar com ele no momento em que estão perdendo de goleada.

O povo entende isso numa boa.

Dilma tem que ser firme, mas não pode se deixar levar pela emoção. Não é hora de transformar a eleição numa guerra. O que  só interessa a quem não tem nada a perder.

Além do que, afora Serra, não creio que os outros atores desse patético teatro estejam querendo virar o jogo da eleição presidencial. A tentativa é a de diminuir o tamanho da derrota e a de impedir que alguns candidatos importantes para eles ao Senado e ao governo de estados não fiquem pelo caminho.

De qualquer forma é bom ficar vigilante. Como diz a música de Jorge Benjor, caldo de galinha não faz mal a ninguém.

Por este motivo o alerta de Paulo Henrique é muito importante.

Share/Bookmark

]]>
http://www.revistaforum.com.br/blog/2010/09/02/paulo-henrique-amorim-sente-cheiro-de-golpe-monica-serra-fala-em-ditadura/feed/ 4
Prefeito de Dourados, aliado de Puccinelli, é preso pela PF http://www.revistaforum.com.br/blog/2010/09/02/ms-prefeito-de-puccinelli-e-preso-pela-pf/ http://www.revistaforum.com.br/blog/2010/09/02/ms-prefeito-de-puccinelli-e-preso-pela-pf/#comments Thu, 02 Sep 2010 03:35:43 +0000 Renato Rovai http://www.revistaforum.com.br/blog/?p=8766 A eleição do Mato Grosso do Sul é uma daquelas onde o vale-tudo parece não ter limites. A campanha de André Puccinelli é acusada de usar de todos os meios para intimidar os que decidem apoiar Zeca do PT.

Hoje um dos prefeitos mais importantes do grupo, que administrava a segunda maior cidade do estado depois de Campo Grande, foi preso. Ele, além de 9 dos 12 vereadores.

Puccinelli também é investigado.  É acusado de lavagem de dinheiro quando prefeito de Campo Grande.

O processo não tem caminhado como deveria porque a Assembléia Legislativa do Estado tem sido um escudo importante para que a investigação não avance.

Leia a matéria do iG na sequência.  

PF prende prefeito e nove vereadores em Dourados (MS)

Ari Artuzi (PDT) chefiava esquema que direcionava licitações para beneficiar quadrilha

 Celso Bejarano, iG Campo Grande | 01/09/2010 13:00

O prefeito de Dourados, segunda maior cidade de Mato Grosso do Sul, Ari Artuzi (PDT) foi preso nesta manhã por chefiar um esquema de fraude em licitações, de acordo com informações da Polícia Federal (PF). Artuzi é uma das mais fortes lideranças de apoio à reeleição de André Puccinelli (PMDB) na região.

Além dele, nove dos 12 vereadores do município também foram detidos – três deles disputam vaga na Assembleia Legislativa. Ao todo, a PF cumpriu 29 mandados de prisão.

Batizada de Operação Uragano (furacão), a investida da PF teve início às 6h e envolveu cerca de 200 policiais federais.

 Nota da PF afirma que Artuzi comandava o esquema de fraudes, que consistia em direcionar os resultados das licitações por meio de corrupção de servidores públicos e políticos.

A quadrilha, segundo a PF, arrecadava 10% dos valores dos contratos firmados com empresas de modo ilícito. O dinheiro iria direto para o bolso do prefeito e dos vereadores.

 Na lista obtida pelos agentes federais aparecem os nomes do presidente da Câmara dos Vereadores de Dourados, Sidlei Alves (DEM) e dos vereadores Marcelo Barros (DEM) e Aurélio Bonatto (PDT).

Share/Bookmark

]]>
http://www.revistaforum.com.br/blog/2010/09/02/ms-prefeito-de-puccinelli-e-preso-pela-pf/feed/ 1
Serra, sua filha Verônica, o Jornal Nacional e contador Atella http://www.revistaforum.com.br/blog/2010/09/01/serra-sua-filha-veronica-o-jornal-nacional-e-contador-atella/ http://www.revistaforum.com.br/blog/2010/09/01/serra-sua-filha-veronica-o-jornal-nacional-e-contador-atella/#comments Wed, 01 Sep 2010 23:41:07 +0000 Renato Rovai http://www.revistaforum.com.br/blog/?p=8764 Acabo de ler na Folha.com a entrevista com o tal contador Antonio Carlos Atella Ferreira que admitiu que levou à Receita Federal uma solicitação para obter cópias das declarações de Imposto de Renda de Verônica Serra.

Também acabo de assistir os 7 ou 8 minutos que o Jornal Nacional dedicou sobre o tema vitimando Serra e dando a entender que ele teria sido vítima de um golpe sujo.

Serra apareceu, inclusive, no JN dizendo que a campanha de Dilma está fazendo com ele o que a de Collor fez com Lula, quando trouxe à tona o caso Mirian-Lurian.

Não há a menor lógica nisso. Dilma tem 51% dos votos, Serra 27% na última pesquisa Ibope. O melhor dos mundos pra Dilma é que não aconteça mais nada de novo daqui até 3 de outubro. Por que sua campanha investigaria a vida de Serra ou de sua filha?

Leia a entrevista abaixo com o contador que assinou a requisição do material de Verônica Serra e veja o que você acha. Eu achei um nojo. Esse senhor não me parece um agente político, mas um tipo comum em certos ambientes. Que ganha dinheiro fazendo qualquer tipo de serviço.

Ele precisa dizer quem o contratou. E na hora que fizer isso pode sair desse mato um coelho. Ou outro bicho, como uma ave de bico. O que não seria nada surpreendente para este blogue.

Folha – Seu nome aparece como procurador da Verônica Serra? Antônio Carlos Atella – Pois é… Estamos dando risada até agora. O que aconteceu? Sei lá, é uma brincadeira de mau gosto. Mas o senhor assinou o documento? Assinei e retirei o documento, mas não assinei como quem pediu o documento. O senhor está dizendo que a assinatura não é sua? Da retirada é. Mas não a de quem solicitou. Mas o senhor não foi procurador da Verônica Serra? Na verdade, não sei se é ou não. Como trabalho para advogados e etc e tal, os motoboys vêm e me entregam… Pediu eu estou tirando. Se o senhor pedir de quem quiser eu tiro. Se o senhor quiser a do senhor… Assinou, mandou para mim eu tiro. E a Receita tem que entregar. A Receita não é nem culpada, coitada. Não estou defendendo, mas a funcionária pega uma solicitação ela tem que cumprir o ato administrativo. Não estou defendendo ninguém, nem conheço a pessoa. Quem pediu a da Verônica Serra? Um cliente que pediu. Não sei quem é, algum advogado do Brasil. Mas o senhor não lembra quem entregou o papel para o senhor? Não lembro. Tenho 42 anos de profissão, tenho clientes de todos os lados, não vou lembrar um caso, o cafezinho que tomei lá atrás, mesmo porque faço de 15 a 20 por dia. Qual é a sua profissão? Contador, com direito a atuar justamente na área.[para para pedir uma água tônica] Como é o seu trabalho? O advogado me manda a procuração, eu vou lá e retiro o documento. Sou um office boy de luxo. Quantas solicitações o senhor faz por dia? Naquela época, que não tinha certificação digital, fazíamos de dez a 12 por dia. Agora caiu porque todo mundo faz, tem senha eletrônica. Para que as pessoas pediam? Para uso de interesse próprio. O senhor mora em Mauá? Não. O senhor tem ligação com algum partido? Não, tenho nojo de política. Mas eu voto no Serra viu? Sou eleitor dele desde que ele nasceu. É filiado a algum partido? Não. Mas agora vou querer ser vereador [risos] Já tem partido? Uma legenda boa para se eleger. Estou vendo que o negócio é bom… O seu nome aparece envolvido no caso do sigilo… Vou tirar proveito. Lembra-se do caso do ‘veado’ costureiro que roubou o cemitério e saiu para deputado federal? Acho que não sou dessa qualidade, mas posso. O senhor responde a processos, em Rondônia, por exemplo. Por que? Conhece algum? Sou advogado, me apresente. No Tribunal de Justiça de Rondônia há quatro, dois em sigilo de Justiça. Maravilha! Mas não sou obrigado a te responder. Sou advogado. O senhor é filiado à OAB de São Paulo? Não, não sou da banda podre. Por que o senhor teve cinco CPFs? Tinha, mas pedi para o delegado da Receita suspender com uma carta de próprio punho e ele deferiu. Já vi que o senhor não é da área, é desinformado. Mas por que o senhor teve tantos CPFs? Por um direito de qualquer cidadão, é a própria Receita. Onde se tira um CPF? Por que tenho dois? Quem me forneceu, foi o senhor? O senhor conhece funcionários da Receita? Conheço todo mundo, inclusive o Mantega, que tem sítio vizinho do meu em São Roque. O senhor já falou com o ministro? Não, não tive o desprazer ainda porque não gosto de política. O senhor conhece o pessoal que trabalha na agência da Receita em Mauá? Conheço no Brasil inteiro. Trabalho na área, pela força de trabalho seria difícil dizer que não conheço nenhuma pessoa que está na mídia, que é notável no momento. Agora é o meu momento de glória, igual foi com a menina da Uniban [Geyse Arruda]. Repetindo, o senhor conhece os funcionários de Mauá? Posso dizer que conheço até o porteiro. O senhor conhece as senhoras Antonia Aparecida dos Santos e Addeilda dos Santos? Não conheço ninguém pessoalmente. Mas já ouviu falar delas? Já, quem é que não sabe. Quem mora em Santo André conhece funcionários do banco, da rua tal… E como é o seu trabalho na Receita? Protocolava, voltava para buscar, assinava a retirada e cumpria meu ato administrativo levando a quem pediu. A senhora Verônica diz que a assinatura dela é falsa. Não é a filha do Serra que fiquei sabendo hoje? Nem sabia que ela tinha filha. Voto nele desde pequenininho. O senhor foi procurador deste documento? Não. Eu retirei esse documento, solicitação de retirada deste documento. Então quem pediu para o senhor retirá-lo? O senhor sabe? Eu não sei quem foi o cidadão… Como eu não sei dos processos que você fala em Rondônia. Estão no nome do senhor. Para quem teve uma fazenda de 900 hectares com certeza tenho uns 40 processos contra alguém e uns quatro se defenderam contra mim. Tive fazendas lá. Não passei lá de avião em aeroporto. Tenho vida pregressa de trabalho, estou acima do bem e do mal. O senhor foi servidor? Não tive o privilégio de ser um vagabundo a mais. O senhor confirma conhece algum político? Já disse que tenho nojo de político. Só gosto do Serra, sou apaixonado pelo debate dele. Aliás, acho que Brasília não é o lugar dele, ele tem que ficar aqui, nasci aqui, sou paulista então quero que ele nunca saia daqui. Quais são os escritórios para quem o senhor trabalha? Diversos, trabalho aqui, no exterior, em todo lugar… onde sou chamado e bem pago. No exterior? Também. Se solicitar vou agora, só depende do honorário. Tem várias empresas brasileiras na África, em Luanda… Minha bateria está acabando, minha bateria está acabando.

Share/Bookmark

]]>
http://www.revistaforum.com.br/blog/2010/09/01/serra-sua-filha-veronica-o-jornal-nacional-e-contador-atella/feed/ 9
Brasileiro usa mais internet do que vê televisão http://www.revistaforum.com.br/blog/2010/09/01/brasileiro-usa-mais-internet-do-que-ve-televisao/ http://www.revistaforum.com.br/blog/2010/09/01/brasileiro-usa-mais-internet-do-que-ve-televisao/#comments Wed, 01 Sep 2010 20:48:08 +0000 Renato Rovai http://www.revistaforum.com.br/blog/?p=8760 Nos debates de comunicação dos quais tenho participado venho continuamente destacando o papel relevante que a internet tem ganhado no ambiente da comunicação.

No início, muitos dos colegas da área desdenhavam os argumentos e pesquisas que apresentava. Felizmente isso tem mudado.

Hoje li uma matéria no iG que é mais um elemento importante para se analisar o comportamento do brasileiro como consumidor de comunicação.

Por Marco Tomazzoni, iG São Paulo 31/08/2010 14:39

A internet virou a forma de entretenimento favorita entre os brasileiros, acabando com o monopólio da televisão. Pelo segundo ano consecutivo, uma pesquisa realizada pela Deloitte no Brasil e em outros quatro países (Estados Unidos, Japão, Alemanha e Reino Unido) mostrou que a web é o passatempo nacional favorito – ao contrário dos estrangeiros, que ainda preferem a TV. O internauta brasileiro gasta em média, por semana, 17 horas assistindo televisão e cerca de 30 horas navegando na internet. (…)

Entre 2000 e 2009, a média de televisores ligados das 18h à meia-noite – o horário nobre da audiência e dos anunciantes – caiu de 66% para 59% e as cinco maiores redes do país perderam juntas 4,3 pontos de audiência.

Enquanto isso, no mesmo período o total de aparelhos utilizados para outras funções – TV a cabo, games, etc – cresceu 91%, de 3,5 para 6,7 pontos. Explosão da web Com relação à internet de alta velocidade, o aumento é exponencial: de 100 mil pontos fixos no início da década para 12,2 milhões em 2010, de acordo com a Associação Brasileira de Telecomunicações. Só no primeiro semestre deste ano, a banda larga móvel, o famoso 3G, teve crescimento de 141%, passando de 4,3 milhões de conexões para 10,4 milhões, uma verdadeira febre entre os usuários.

Leia aqui a completa.

Share/Bookmark

]]>
http://www.revistaforum.com.br/blog/2010/09/01/brasileiro-usa-mais-internet-do-que-ve-televisao/feed/ 0
Serra como um moribundo no Jornal da Globo http://www.revistaforum.com.br/blog/2010/09/01/serra-como-um-moribundo-no-jornal-da-globo/ http://www.revistaforum.com.br/blog/2010/09/01/serra-como-um-moribundo-no-jornal-da-globo/#comments Wed, 01 Sep 2010 03:52:19 +0000 Renato Rovai http://www.revistaforum.com.br/blog/?p=8756 É impressionante como José Serra está perdido. Na entrevista que acaba de dar ao Jornal da Globo todos os seus gestos, tom de voz e formas de abordar as questões não remetiam nem à sombra do que já foi José Serra em outras campanhas.

Serra é um ex-candidato a presidência que vai ter que continuar fazendo de conta que está na disputa. E para fazer este papel decorou um texto pobre: “eu acredito na virada, estamos na hora da virada”. Mas uma das sacadas ”sensacionais” dos seus assessores de marketing.

Há quem desconfie, inclusive, que foram contratados pela equipe de Dilma. Não é possível que ao fazer uma favela cenográfica e ao tentar mudar o nome de Serra para Zé este pessoal estivesse de fato tentando melhorar a vida do candidato do PSDB.

Serra também mostrou nessa entrevista que além de perdido está muito nervoso. Ao ser questionado sobre o mensalão do DEM, resolveu protestar contra o fato de que sua filha teria tido o sigilo da sua declaração de Imposto de Renda quebrado.

E para sua indignação tivesse sentido tacou o que tem chamado de “blogues sujos”. Não creio que Serra pensava neste blogueiro e nem neste  cantinho da blogosfera. Primeiro porque o que escreve é fanático por banhos.  Segundo porque aqui nunca se falou da sua filha. Aliás, nem de qualquer outro parente do Zé.

Mas de qualquer maneira de duas uma ou ele usou uma entrevista para a Globo para atacar certos blogues porque os considera uma força importantíssima de comunicação ou porque não aceita ser contrariado em hipótese alguma. E na blogosfera Serra não manda.

Não queria estar na pele de Serra. Neste momento em Brasília (estou por aqui) a discussão é sobre sua imensa responsabilidade no que pode vir a ser o fim antes da hora do PSDB.

Aécio já estaria articulando o pós-Lula. E isso não tem nada a ver com continuar vivendo a vida como um tucano. Mas isso é história para outra nota. Até porque já é tarde.

Share/Bookmark

]]>
http://www.revistaforum.com.br/blog/2010/09/01/serra-como-um-moribundo-no-jornal-da-globo/feed/ 17
Hoje é dia de tuitar contra o AI-5 digital http://www.revistaforum.com.br/blog/2010/08/31/hoje-e-dia-de-tuitar-contra-o-ai-5-digital/ http://www.revistaforum.com.br/blog/2010/08/31/hoje-e-dia-de-tuitar-contra-o-ai-5-digital/#comments Tue, 31 Aug 2010 09:28:28 +0000 Renato Rovai http://www.revistaforum.com.br/blog/?p=8753 Caribé e Gilson Sampaio alertaram este blogue que hoje é dia de tuitar contra o AI-5 digital, projeto do já quase ex-senador (porque  não teve nem coragem de candidatar a reeleição) Eduardo Azeredo (PSDB-MG). Caribé e Gilson explicam melhor abaixo o que há de novo no front.

Mensagem do Caribé:
“Já se vão pelo menos três anos desde que iniciamos a luta contra o projeto de Cibercrimes, o PL84/99 na Câmara ou o AI5 digital como se tornou popularmente conhecido.

Nossa luta fez com que ele ficasse com sua tramitação paralisada na Câmara, e com a promessa do Deputado Julio Semeghini de que ele ficaria congelado até o Marco Civil entrar em pauta. Pela redação final, o Marco Civil servirá de blindagem contra o AI5 digital e também contra o ACTA. Mas parece que a turma da vigilância não anda cumprindo suas promessas:

A mídia continua repetindo o Mantra da Irracionalidade contra a Internet
No dia 05/08/10  O Deputado Pinto Itamaraty do PSDB apresentou parecer favorável ao AI5Digital, ignorando todos os argumentos e movimentos sociais dos últimos três anos.
Seis dias depois aparece uma matéria dizendo que os Deputados buscarão acordo para votar a lei de crimes na Internet.
E agora um evento para lá de esquisito organizado pela revista Decision Report, uma publicação que parece estar à serviço do Azeredo e do vigilantismo, se anuncia para o dia 31/08 com o título oportuno (para o tripé do atraso) de: Crimes Eletrônicos – A urgência da lei. O curioso e que este evento conta com 19 palestrantes para falarem em 2:30h, o que dá um pouco mais de 7 minutos para cada um.
Por estas e por outras que estamos convocando uma blogagem coletiva para o dia 31/08/10, justamente no dia do tal evento à serviço do Azeredo e do AI5digital, vamos fazer uma blogagem coletiva contra o AI5Digital para lembrar a todos que queremos a Internet como um espaço livre e democrático!!!

Conto desde ja com sua colaboração, não so fazendo um post e linkando para a página convocatória como também ajudando a divulgar para que esta seja a maior blogagem coletiva contra o AI5 digital de todos os tempos, superando a primeira que colecionou mais de 180 posts.

Vamos a luta, dar um Mega Não ao AI5digital!”

João Carlos Caribé
Publicitário e Consultor de mídias sociais
caribe@entropia.blog.br

E a mensagem do Gilson Sampaio:

“Rovai,
Dá uma força neste assunto. O AI-5 Digital do sabujo Eduardo Azeredo está em andamento.
Veja aqui, no SOA (Sociedade Amigos da TV Brasil)

ou aqui.

Temos que ficarmos atentos pois por conta das eleições muitas canalhices podem ser perpetradas.”

Share/Bookmark

]]>
http://www.revistaforum.com.br/blog/2010/08/31/hoje-e-dia-de-tuitar-contra-o-ai-5-digital/feed/ 4
Aécio, Mercadante e o futuro de PT e PSDB http://www.revistaforum.com.br/blog/2010/08/30/aecio-mercadante-e-o-futuro-de-pt-e-psdb/ http://www.revistaforum.com.br/blog/2010/08/30/aecio-mercadante-e-o-futuro-de-pt-e-psdb/#comments Mon, 30 Aug 2010 21:04:42 +0000 Renato Rovai http://www.revistaforum.com.br/blog/?p=8751 São Paulo e Minas são os dois maiores colégios eleitorais do país. Nada de novo no front. A questão é que o jogo que se joga nesses estados na atual eleição vai determinar em boa medida as duas ou três próximas disputas presidenciais.

Aécio Neves tem tudo para se tornar o herdeiro do PSDB. Seu candidato a governador já teria ultrapassado Hélio Costa, segundo a última pesquisa Ibope. Isso numa eleição que dificilmente terá segundo turno, já que os outros concorrentes são eleitoralmente inexpressivos.

Ou seja, Aécio pode eleger seu poste já em 3 de outubro. E ainda se eleger senador, levando a tiracolo para o Senado seu companheiro de chapa, o ex-presidente Itamar Franco.

Se isso vier a ocorrer, Lula poderá ter cometido seu grande erro político dessas eleições em Minas Gerais. Com dois candidatos da base no estado, muito provavelmente haveria segundo turno.

Mas talvez o nome do jogo para o futuro das próximas eleições, por incrível que pareça, não seja o de Aécio Neves, mas o de Aloísio Mercadante.

Mercadante tem chances reais de derrotar Alckmin em São Paulo. Pela última pesquisa Ibope está com 23%. Nessa mesma época, contra Serra, em 2006, tinha 16%. Terminou a eleição com 32%. Com aloprados e tudo o mais.

Fazer esse tipo de conta é algo meio amalucado, mas, noves fora, em 35 dias Mercadante dobrou de tamanho há quatro anos. Se isso acontecer agora, poderia chegar a 46%.

Não precisa de tudo isso para ir bem posicionado para o segundo turno. Batendo em 40%, a disputa será pau a pau com Alckmin.

A eleição de Mercadante em São Paulo mexeria com todas as cartas das futuras eleições presidenciais. Entre outras coisas, por exemplo, porque poderia levar Aécio a rumar com a sua turma para o PMDB, já que a aliança demo-tucana se tornaria algo inexpressivo para quem deseja ser presidente da República.

A eleição que definirá o futuro de tucanos e petistas para os próximos anos não é mais a presidencial. É a disputa estadual, fundamentalmente as que acontecem em São Paulo e Minas Gerais. E a mídia tucana já se apercebeu disso. E mudou seu foco.

Serra foi cristianizado, mas não em detrimento de outro candidato que dispute o mesmo cargo que o seu. Foi cristianizado para que projetos estaduais não sejam tsunamisados pela onda vermelha. O que ainda pode vir a acontecer. Transformando Mercadante no maior beneficiário desse fenômeno.

Share/Bookmark

]]>
http://www.revistaforum.com.br/blog/2010/08/30/aecio-mercadante-e-o-futuro-de-pt-e-psdb/feed/ 7
Outro modelo para um outro jornalismo http://www.revistaforum.com.br/blog/2010/08/27/outro-modelo-para-um-outro-jornalismo/ http://www.revistaforum.com.br/blog/2010/08/27/outro-modelo-para-um-outro-jornalismo/#comments Fri, 27 Aug 2010 16:53:13 +0000 Renato Rovai http://www.revistaforum.com.br/blog/?p=8748

Segue um artigo que escrevi para a Revista Fórum que acaba de chegar às bancas e cuja capa homenageia Florestan Fernandes, cuja morte completou 15 anos neste mês. Trata-se de uma reflexão sobre o cenário atual do jornalismo e suas possibilidades. Entre outras coisas, proponho que a sociedade comece a discutir a necessidade de um jornalismo radicalmente público.

Outro modelo para um outro jornalismo

É fundamental que se entenda que a atividade jornalística é uma necessidade para que a democracia seja exercida na sociedade contemporânea

Por Renato Rovai
[25 de agosto de 2010 - 20h59]

Os veículos tradicionais da mídia comercial brasileira vivem sua maior crise. Não apenas do ponto de vista econômico, mas também no que diz respeito à credibilidade e à própria natureza do negócio que operam.

Por muito tempo detiveram o monopólio da produção e da distribuição da informação – o que lhes garantiu poder político e econômico. Hoje o modelo ruiu por conta das novas tecnologias e por isso alguns veículos radicalizaram seus posicionamentos editoriais, assumindo um discurso mais panfletário e partidarizado.

A verdade é que a política editorial desses veículos não mudou, continua a mesma. Mas agora completamente descarada. Não mudou inclusive porque as famílias que controlam os grupos midiáticos no Brasil são as mesmas há algumas décadas.

Exceção à Rede Record, vinculada à Igreja Universal, as famílias Marinho, Frias, Mesquita, Civita, Saad, Sirotsky e Abravanel estão no ramo há pelo menos três décadas. O último a entrar no grupo foi Silvio Santos, em 1981. Talvez até por esse motivo seja considerado o patinho feio da turma.

O que fez esse grupo perder poder foi principalmente a construção de uma imensa rede de produção colaborativa de informação.

A história começa em março de 1989 quando o britânico Timothy John Berners Lee apresenta ao Conselho Europeu para Pesquisa Nuclear (CERN), instituto localizado em Genebra (Suiça), um projeto denominado “Gerenciamento de informação: uma proposta”. Esse projeto viria a resultar na world wide web (WWW), ou seja, a internet da forma que a conhecemos hoje e que possibilita a troca de pacote de dados via hipertexto. E tem continuidade com a criação, em 17 de dezembro de 1997, por Jorn Barger, do weblog, que depois viria a se tornar o que hoje conhecemos por blogues.

Em 1999, há pouco mais de dez anos, o número de blogues era estimado em menos de 50. No final de 2000, alguns milhares. Atualmente, segundo estudo da Technorati “State of Blogosphere”, existem mais de 130 milhões de blogues.

Essa combinação decretou o fim da era do monopólio da informação. E por mais que os veículos tradicionais de comunicação ainda tenham força para disputar a opinião pública, seu poder relativo é muito menor nesse fim de primeira década do século 21 do que em outros tempos.

A questão que se coloca hoje é como transformar essa nova esfera comunicacional em um espaço mais democrático e democratizante do ponto de vista das relações sociais. Para que isso ocorra, é preciso escapar da lógica do modelo que hoje está em crise.

Atualmente, os veículos dependem fundamentalmente da publicidade para sobreviver. E como diz o velho ditado “manda quem paga a conta”. Ou seja, eles acabam sendo porta-vozes do grande capital.

Há o risco de essa lógica também vir a ser dominante no espaço virtual se o modelo de financiamento da produção e distribuição da informação não for alterado.

Para que isso não aconteça, é fundamental que se entenda que o jornalismo é uma necessidade para que a democracia seja exercida na sociedade contemporânea. E por isso ele não pode ser realizado apenas por veículos que, por conta das suas opções mercadológicas e/ou políticas, consigam atrair grupos privados para financiá-los.

Ao mesmo tempo não se deve supor que, para que haja diversidade informativa, apenas o fomento a iniciativas estatais com vínculos governamentais equilibra as coisas.

O exemplo italiano demonstra o equívoco desta opção. Berlusconi, por exemplo, controla hoje todo o setor privado de comunicação e mais o aparato estatal, transformando a RAI em mais uma de suas empresas. Esse modelo já se mostrou, além de centralizador, viciado e inibidor da ousadia jornalística.

Por isso é preciso diferenciar jornalismo público de estatal. Sua diferença básica é que o primeiro não precisa se relacionar e nem prestar contas ao governo se for realmente público.

Entre as soluções existentes está a de debater quanto a sociedade está disposta a pagar para ter informação de qualidade. Para ter um jornalismo realmente independente.

Na Inglaterra, por exemplo, a principal fonte de recursos da BBC é a licença de 131,50 libras esterlinas ao ano paga por todos os cidadãos que têm um aparelho de TV funcionando.

Isso não quer dizer que é necessária a criação de uma nova taxa no Brasil para financiar a comunicação. Mas ao mesmo tempo seria imprescindível definir uma receita a ser utilizada para o financiamento desse jornalismo.

Que também não precisaria ser como no modelo inglês, em que se construiu uma rede com o gigantismo da BBC. Poderia ser o reconhecimento de que esse jornalismo público já vem acontecendo em diferentes veículos que estão fora da lógica tradicional de mercado. E que precisariam ser estimulados.

Ou seja, reconhecer que tanto na blogosfera quanto na produção impressa e eletromagnética o Brasil já tem uma quantidade grande de veículos que, se incentivados, poderiam gerar uma diversidade informativa que melhoraria em muito a qualidade da nossa democracia.

Um modelo que poderia servir como exemplo é o do financiamento das universidades públicas. Nelas, apesar de os recursos serem públicos, a autonomia e a independência são respeitadas. O que permite nesses espaços uma ampla pluralidade de opiniões.

Para construir um outro jornalismo é fundamental discutir também o seu financiamento. E ao mesmo tempo debater quais deveriam ser os compromissos que este jornalismo radicalmente público deveria assumir com a sociedade.

Entre eles deveriam se destacar o respeito a um código de ética da comunicação pública a ser construído a partir de um amplo debate, tanto entre especialistas da área como em consultas públicas. Um código que se tornaria uma legislação específica.

Também seria compromisso fundamental que a informação produzida por esses veículos fosse de livre circulação. Que não tivesse sua circulação impedida por contratos de direitos autorais restritivos.

A criação deste novo modelo não impediria e nem limitaria a continuidade do modelo comercial tradicional. Ou seja, a informação produzida e distribuída na lógica da mercadoria continuaria existindo, mas não teria exclusividade de mercado. Concorreria com uma outra produção sustentada por todos que necessitam de informação para exercer a cidadania.

Esse debate permite uma série de outras considerações. O que é certo é que o atual momento é o mais rico em possibilidades para que a correlação de forças no espaço da comunicação se altere de forma definitiva. A correlação de forças, neste caso, se dá entre o que é público e o que é privado, e entre o direito à comunicação e ela apenas como mercadoria.

Mas para que essa mudança aconteça é preciso criar mecanismos para que, por um lado, as novas tecnologias de comunicação não sejam completamente controladas pelos grandes grupos. E, por outro, para que essa enorme rede de produtores de informação tenha condições de sobrevivência econômica.

Ambos os desafios são difíceis de enfrentar, mas o segundo é ainda mais complexo porque não se resolve apenas na base da resistência. É preciso se desafiar a construir o novo. Ou seja, um novo modelo. E para que isso aconteça é preciso estar livre para a reinvenção das nossas expectativas.

Não podemos mais pensar em veículos de comunicação como aparelhos ideológicos. Eles devem ser espaços da garantia da multiplicidade.

Dicas

Um livro

Cultura Digital.br
Organização: Rodrigo Savazoni e Sergio Cohn
Azougue Editorial – 2009
Uma série de 20 entrevistas debatendo aspectos da cultura digital: política, economia, infraestrutura, arte, comunicação e a memória. Segundo Savazoni, trata-se de um caderno de provocações. Diria que também é isso, mas é muito mais. O trabalho mais completo sobre o tema publicado no Brasil. É possível baixá-lo gratuitamente no culturadigital.br. Entre os entrevistados: Juca Ferreira, Gilberto Gil, Ladislau Dowbor, Sérgio Amadeu e Laymert Garcia dos Santos.

Um filme

Viva Zapatero!
Direção: Sabina Guzzanti
A atriz e diretora Sabina Guzzanti utiliza uma experiência que viveu para discutir o modelo da RAI, TV estatal italiana. Ela escreveu para a emissora um programa de humor intitulado “RaiOT”, inspirado entre outros no brasileiro “Casseta e Planeta”. O programa teve uma única edição e foi cancelado porque, entre outros motivos, satirizava Berlusconi. O título “Viva Zapatero!” é uma referência a José Luis Rodríguez Zapatero que, ao assumir o governo acabou com as nomeações políticas na TV estatal espanhola.

Um site
http://kucinski.wordpress.com/

Bernardo Kucinski, professor aposentado da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (USP) é um dos maiores especialistas em mídia alternativa. No entanto, depois de trabalhar por quatro anos no governo federal, ele decidiu estudar a comunicação pública. Como resultado realizou um curso sobre o tema na USP. Os papers utilizados neste curso e os textos por ele produzidos podem ser acessados neste site. Eles estão nos meses de março, abril, maio e junho de 2009. Em fevereiro de 2010, se encontra um Código de Ética na Comunicação Pública de Governo que foi desenvolvido pelos alunos do curso, sob a coordenação de Kucinski pelos alunos do curso.

*Renato Rovai é jornalista, editor da revista Fórum e mestre em Comunicação pela USP. Também é autor de Midiático Poder, o Caso Venezuela e a Guerrilha Informativa. No Twitter: @renato_rovai.

Share/Bookmark

]]>
http://www.revistaforum.com.br/blog/2010/08/27/outro-modelo-para-um-outro-jornalismo/feed/ 17
Um vídeo emocionante sobre o encontro dos blogueiros http://www.revistaforum.com.br/blog/2010/08/26/8744/ http://www.revistaforum.com.br/blog/2010/08/26/8744/#comments Thu, 26 Aug 2010 19:41:54 +0000 Renato Rovai http://www.revistaforum.com.br/blog/?p=8744 Caros, acabo de receber pelo twitter da Maria Frô, minha amiga de comissão organizadora do I Encontro Nacional dos Blogueiros Progressitas um vídeo emocionante. Depois de vê-lo tive ainda mais certeza que todos que essa nossa organização vai ajudar a virar uma página na história da comunicação do Brasil. Aliás, tratei disso num telefonema hoje na hora do almoço com o meu amigo Mello.
Mas antes de falar do vídeo, quero falar do seu autor, o Ênio. Eu não o conhecia antes do encontro, mas tive o prazer de conhecê-lo numa cena para mim emocionante. Estava fazendo a mediação da mesa sobre o financiamento da blogosfera, quando ele deu um quase-berro perguntando sobre como poderia fazer a sua pergunta.
Para fazer perguntas, as pessoas tinham que ir até o microfone, que ficava na mesa.
Ênio estava num canto, sentado numa cadeira de rodas e não tinha como se deslocar até lá porque o Sindicato dos Engenheiros tem sérios problemas de acessibilidade.
Como já havia notado antes daquele seu quase-berro, que sua situação era péssima, disse-lhe na hora que esperasse que um microfone seria levado até onde estava.
A sua intervenção foi ótima. Ele reclamou da acessibilidade e disse entre outras coisas que só não se sentia naquele canto como uma galinha num puleiro, porque por pior que fosse sua situação nunca se sentiria como uma ave. Óbvio que a piada tinha endereço certo, um certo partido cujo símbolo é um animal da família dos pássaros.
Por fim, Ênio falou que estava preocupado com o tom da nossa conversa porque nessas situação lembrava de uma frase do Carlito Maia (alguém que admirei muito). A frase: “quando a esquerda começa a contar dinheiro se torna direita”.
Bem, depois tive a oportunidade de trocar outras idéias com Ênio e agora há pouco ri e quase chorei ao ver o vídeo que ele produziu e enviou à Maria Frô. Aconselho a todos que estiveram ou não no evento a assistí-lo. É um barato. A melhor produção até o momento desse nosso encontro. Grande Ênio! Que bom ter lhe conhecido.

Share/Bookmark

]]>
http://www.revistaforum.com.br/blog/2010/08/26/8744/feed/ 7