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Letras
Alca:
Quem Ganha e Quem Perde com o Livre Comércio nas Américas
Um diagnósticos dos setores regulamentados no acordo é apresentado pelo
dirigente da CUT Kjeld A. Jakobsen e o cientista político Renato Martins. Os
autores fazem ainda um retrospecto da integração continental, ressaltando os
objetivos hegemônicos dos EUA. Por fim, a obra mapeia alguns dos principais
movimentos de oposição à implantação da Alca.
Editora Fundação Perseu Abramo
72 págs, R$ 10,00
Para
Entender e Combater a Alca
Organizado por Altamiro Borges, editor da revista Debate Sindical, ligada ao
PCdoB, o livro foi produzido com o apoio de entidades sindicais e estudantis.
Uma coletânea de artigos de representantes de diversas áreas da sociedade
brasileira.
Editora Anita Garibaldi
128 págs, R$ 12,00
Alca:
Duas Visões Opostas
Publicado pelo Instituto Latino-Americano de Desenvolvimento Econômico e Social
(ILDES), este documento confronta duas visões opostas com relação ao futuro
do continente. Uma é a do anteprojeto oficial da Alca. A outra é do texto
Alternativas para as Américas, de autoria da Aliança Social Continental,
fórum de entidades e movimentos sociais de todo o continente. No sítio www.fes.org.br/publicacoes.htm,
o texto pode ser encontrado. Versões integrais dos dois documentos estão
disponíveis na página da Aliança (www.asc-hsa.org).
Soberania
Sim, Alca Não!
Coletânea de artigos e documentos que apresentam um ponto de vista bastante
crítico ao acordo. A apresentação é de Gustavo Codas, com textos de Lino
Gutierrez, Samuel Pinheiro Guimarães, Emir Sader, Oswaldo Martinez, entre
outros.
Editora Expressão Popular
192 págs, R$ 5,00
Outros
Sítios
www.alcaralho.org
Mantido pelo grupo Ação Local por Justiça Global, o sítio traz textos,
estudos, artigos sobre os setores mais atingidos caso o acordo seja firmado. Em
português
www.ftaa-alca.org
Sítio oficial da Alca. Traz a íntegra das prévias do acordo, além de
informações sobre os países participantes, especialmente regulamentações
existentes para as áreas do acordo. Em português, inglês, espanhol e
francês.
www.alcaabajo.cu
Página cubana de oposição à Alca. Apresenta artigos de intelectuais e
sindicalistas de diversos países apontando o agravamento da hegemonia
norteamericana caso a área seja estabelecida. Em espanhol
http://movimientos.org/noalca
Sítio da campanha continental contra a Alca. Traz informações sobre encontros
sobre o tema. Em português, inglês e espanhol.
www.laschicasrebeldes.org
O foco da página é trabalhar as conseqüências da Alca para as mulheres, o
que não as impede de debater outras questões. Há ainda uma série de links
para ítios de outras organizações. Em português.
Mobilização
Continental
A
Alca conseguiu uma façanha jamais vista: pela primeira vez na história, todos
os países da América Latina enfrentam uma ameaça em todos os seus setores
sociais. É dessa premissa que surgiu a Aliança Social Continental (ASC),
entidade que articula movimentos sociais de toda a região para promover uma
ampla unidade contra a Alca.
Foi
nesse espaço de debates que surgiu a Campanha Continental Contra a Alça,
lançada oficialmente em fevereiro de 2002, durante o 2o Fórum Social Mundial,
em Porto Alegre. Os objetivos da campanhasão: bloquear a Alca, defender a
soberania nacional dos povos latino-americanos, acabar com o modelo
econômico de dependência externa, criar uma alternativa de integração entre
os povos da região, respeitando a democracia, a igualdade, a solidariedade, ao
meio ambiente e aos direitos humanos.
www.asc-hsa.org
Fone: 3272 9411- R. 136
Endereço: Rua Caetano Pinto, 575
CEP 03041-000, São Paulo, Brasil
Outra
Visão
“Na
verdade, não sabemos com detalhes o que se está planejando, porque todos se
mantêm em silêncio. Há negociações que levam anos para se realizar e o
mundo dos negócios conhece bem o que está sendo discutido, e os meios de
informação também o conhecem, mas não publicam nada. e for feita um pesquisa
com a população dos Estados Unidos, provavelmente nem um em um milhão já
ouviram falar da Alca. Realmente é impressionante a capacidade mostrada para
fazer com que esse assunto se mantenha em silêncio durante tantos anos,
sobretudo se levarmos em consideração que por trás disto não há nenhuma força,
que foi uma decisão dos próprios meios corporativos privados de guardar silêncio
sobre o assunto”
Noam Chomsky
lingüista e ensaísta norte-americano, em entrevista à Rádio Havana Cuba
“(...)
A tendência a tratar o tema do direito autoral no âmbito das negociações em
fóruns internacionais sobre aspectos comerciais, levando-o ao nível de mera
arma de negociação, parece ser uma aspiração dos países desenvolvidos
preocupados com a geração de riqueza desses ativos, relegando a um plano
secundário os aspectos referentes à cultura e aos direitos humanos.
(...)
É evidente que os interesses econômicos neste ramo de direito são consideráveis.
No entanto, é importante salientar que os direitos de propriedade intelectual
sempre se pautaram pela busca de um equilíbrio entre os direitos do criador,
que deve receber uma justa compensação pelo seu esforço criador, e o conjunto
da sociedade, que deve ter garantido o seu direito de acesso à informação, à
tecnologia e ao patrimônio cultural comum.
(...)
O acesso à cultura é um direito básico de cidadania, assim como o direito à
educação, à saúde, à vida num ambiente saudável. Neste sentido, reveste-se
da maior importância - no âmbito dos direitos autorais - a busca de uma
legislação equilibrada e que tenha como objeto principal a efetiva proteção
dos criadores nacionais.”
Gilberto Gil
ministro da Cultura, em discurso na abertura do I Congresso Internacional da
Propriedade Intelectual
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