#Mulheresnofutebol: vamos ouvir o que elas tem a dizer?

Por Thaís Campolina. O futebol é considerado uma paixão nacional, mas segue sendo excludente com as mulheres. O machismo nesse esporte é praticamente uma tradição: os xingamentos de muitos torcedores contra torcidas rivais e arbitragem se baseiam no machismo que coloca a...

Por Thaís Campolina.

O futebol é considerado uma paixão nacional, mas segue sendo excludente com as mulheres. O machismo nesse esporte é praticamente uma tradição: os xingamentos de muitos torcedores contra torcidas rivais e arbitragem se baseiam no machismo que coloca a mulher como algo tão inferior que ser chamado de “mulherzinha” ou algum nome feminino é considerado uma ofensa. A mídia esportiva e as diretorias dos times fazem parte desse fenômeno e seguem tratando jogadoras, árbitras, jornalistas e torcedoras apenas como musas.

Nas ruas, nas teses, nas arquibancadas ou nas redes sociais, mulheres têm resistido ao machismo e organizado ações coletivas que buscam colocar em debate a violência e a discriminação que sofrem e a invisibilidade e exclusão delas em certos espaços. A ação #MulheresNoFutebol é uma delas. O objetivo é estimular mulheres que acompanham e praticam o esporte a compartilhar suas histórias pessoais que se passaram nos estádios, nos campinhos dos clubes e nas salas de TV de suas casas. Esses relatos, sejam de machismo ou amor ao esporte, são essenciais para mostrar que também fazemos parte dessa paixão, por mais que ainda achem que lugar de mulher não é no futebol.

Francine Malessa, jornalista e mestranda em Ciências da Comunicação, organiza essa ação junto com Thaís Campolina, do Ativismo de Sofá. Francine, que pesquisa a prática jornalística e o movimento feminista, acredita que a presença feminina no universo do futebol já é um fato consolidado: “Hoje não há mais espaço para ouvir que mulher não entende de futebol. Entendemos e muito bem! Mas é claro que por enquanto a nossa presença ainda encontra-se muito mais como um ato de resistência num ambiente ainda dominado pelo masculino. Por isso a importância de mostrar que estamos dispostas a permanecer e lutar pelo nosso espaço”.

O machismo se faz presente em diversos espaços, mas é no futebol que ele segue como um item obrigatório. A construção da masculinidade tradicional perpassa pelo futebol, de forma, que a cultura do esporte acaba reproduzindo também os demais estereótipos de gênero masculinos e marca esse espaço como algo do homem.

A ação vem dar força aos projetos que buscam ampliar o espaço das mulheres no futebol e fortalecer a modalidade feminina. Guerreiras project, Olga Esporte Clube, dibradoras, Grupa, Força Feminina Colorada são propostas que chamam atenção por marcar a presença feminina nos campos, nas arquibancadas e na mídia esportiva, o que é um ato de resistência. Destacar a presença feminina no futebol é mostrar que lugar de mulher é onde ela quiser, inclusive nos locais que a cultura brasileira reserva como um reduto da masculinidade.

 

Durante o dia quatro de maio, compartilhe sua história com o futebol usando a hashtag #MulheresNoFutebol nas redes sociais e faça parte dessa ação!

Bons links:

Musas não, torcedoras é um texto que tem 11 dicas para tornar o ambiente do futebol menos machista.

Machismo no futebol: pode isso, Arnaldo?” comenta o machismo sofrido por uma bandeirinha que cometeu um erro em jogo.

Museu do futebol: o meu e o do Pacaembu conta a história de pessoal da autora com o futebol enquanto comenta sobre o passeio que ela fez no Museu do Futebol.









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