Repórter da Band, Mirella Cunha, é processada por MP Federal na Bahia

O Núcleo Criminal do Ministério Público Federal na Bahia representou à Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão, do próprio MPF/BA, para que sejam adotadas as medidas cabíveis contra a repórter Mirella Cunha, do programa Brasil Urgente, transmitido pela filiada baiana da TV Bandeirantes.

Há alguns meses, a jornalista entrevistou um suspeito de roubo e estupro e o ridicularizou por confundir o “exame de corpo de delito” com o exame de próstata, além de pré-julgar o suspeito como culpado dos crimes imputados a ele. O vídeo foi divulgado neste blog depois do alerta do Fabrício Ramos, via Facebook, e em menos de 24h adquiriu repercussão nacional, levando a TV Bandeirantes a condenar,  em nota oficial, a atitude da repórter.

De acordo com a representação, o vídeo mostra indícios de violação de direitos constitucionais do preso. O procurador da República, Vladmir Aras, que é o coordenador do Núcleo Criminal do MPF/BA, também encaminhou a representação à Procuradoria-Geral de Justiça do Estado da Bahia; à 2ª Câmara de Coordenação e Revisão da Procuradoria Geral da República (PGR), em Brasília, e à Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), para que cada um destes órgãos adote as providencias de acordo com suas atribuições.

Jornalistas baianos divulgam manifesto contra reportagem da Band

Meu amigo Altino Machado divulgou no seu blogue  uma carta aberta dos jornalistas baianos sobre o episódio da entrevista realizada por Mirella Cunha que teve divulgação aqui. É preciso registrar que na manhã de hoje quando  Fórum entrou em contato com o presidente da Fenaj, solicitando um posicionamento sobre o caso. Sua resposta foi:

o ambiente da blogosfera não é totalmente confiável. Temos canais confiáveis e outros nem tanto. Primeiro será feita esta checagem da matéria e da informação pelo Sindicato da Bahia.”

Ou seja, naquele momento, umas 13h, e depois de mais de 100 mil pessoas já terem assistido o vídeo só neste blogue, Celso Schroder, presidente da Fenaj,  primeiro desqualificava a blogosfera para depois dizer que iria apurar e verificar se houve ou não um erro na mídia tradicional comercial. A mídia de vejas, globos e quetais. Uma pena.

“Nunca vi uma repórter chegar a este nível de humilhação”, diz professor Lalo

Laurindo Leal é ex-professor da Escola de Comunicação e Artes da USP (ECA-USP) e uma das pessoas que mais respeito no debate da ética e dos diretos na comunicação. Como estava com a manhã comprometida, solicitei ao reporter Felipe Rousselet que o entrevistasse. A minha intenção era (e continua sendo) discutir esta entrevista da repórter Mirella Cunha a partir do paradigma da atividade jornalística e da violação dos direitos humanos.

Lalo pondera que “neste tipo de programa policialesco violações aos direitos humanos são comuns”. No entanto, acrescenta: “mas eu nunca vi o comportamento de uma repórter que chegasse a este nível de humilhação. Ela extrapolou todos os limites éticos da profissão. Inclusive, acredito, infringido normas legais ao colocar em situação vexatória uma pessoa em situação de fragilidade. Foi além de todas as barbaridades já cometidas por esse tipo de programa”.

De fato, a entrevista de Mirella Cunha ultrapassa todos os limites, inclusive, deste tipo de jornalismo popularesco policial. Por isso este blogue defende que ela precisa se tornar um “case”, como se tornou a ação contra Mayara Petruso, inicialmente também divulgado aqui.

A repórter loira, o suposto negro estuprador e uma sequência nojenta

O vídeo que segue do Brasil Urgente, da Band, da Bahia, é um exemplo de jornalismo pra lá de esgoto. Uma repórter loirinha, com rabinho de cavalo à la Feiticeria, coloca um jovem negro, com hematoma aparente de uma agressão recente, numa situação absolutamente constrangedora. Julga-o antes da Justiça, humilha-o por conta de sua ignorância em relação aos seus direitos e ao procedimento a se realizar num exame de corpo delito e acha isso tudo muito engraçado.
Assista ao vídeo e veja se este blogueiro está exagerando.
Trata-se de uma caso que exige uma ação urgente por parte da sociedade civil.
É preciso que se mova uma ação contra a concessionária pública que dá voz a uma repórter irresponsável como essa. Isso mesmo, irresponsável. Estou à disposição da Justiça para me defender em relação ao termo utilizado. A propósito, a concessionária é a Band.
É preciso que entidades de Direitos Humanos e da questão negra também se posicionem.
Também é urgente que entidades como o Sindicato dos Jornalistas da Bahia a Fenaj reajam a essa barbaridade.
Assistam ao vídeo, vocês vão entender minha indignação.
A dica do vídeo me foi dado pelo Fabrício Ramos pelo Facebook.

Atualizando 1 (00:30 da terça-feira): O nome da repórter é Mirella Cunha, como já registrado em muitos comentários. O apresentador do programa para o qual ela trabalha é Uziel Bueno. Mas, em última medida, a Band é a responsável final por essa bárbarie jornalística.

Atualizando 2 (15:00 da terça-feira): De acordo com a reportagem do Portal Imprensa, a Band afirmou em nota que vai “tomar todas as medidas disciplinares necessárias. A postura da repórter fere o código de ética do jornalismo da emissora”.

Ao vivo, às 19h30: Debate sobre o Judiciário e o Poder da Mídia.

Antes de mais nada, adianto que o evento que segue será transmitido neste link a a partir das 19h30. Ou seja, quem não é de São Paulo, poderá assisti-lo por aqui. Quem é e está longe da PUC-SP, também.

O ciclo de debates “O Judiciário e o Poder da Mídia”  pretende levar a várias Faculdades de Direito de São Paulo a discussão acerca do papel da mídia na democracia brasileira.  Ele está sendo organizado por estudantes de Direito e de outras ciências humanas de diversas universidades do estado de São Paulo.

O tema de hoje é “A Imprensa e as Garantias Constitucionais”. Estão convidados para esta mesa o diretor da Faculdade de Direito da PUC, professor Marcelo Figueiredo,  o professor Pedro Estevam Serrano, colunista da Carta Capital, e este blogueiro. A mediação será realizada professor Claudio José Pereira, representando a reitoria.

Mayara Petruso, denunciada aqui, é condenada por ofensas racistas

A ex-estudante de Direito, Mayara Petruso, foi condenada à pena de prestação de serviços à comunidade, além de ter recebido multa de R$ 620, por ter veiculado mensagem preconceituosas contra nordestinos no Twitter, após a vitória da presidenta Dilma Rousseff, nas eleições presidenciais de 2010. Ela também foi condenada ao pagamento de uma indenização por danos à sociedade, fixada em R$ 500, dinheiro que será destinado à ONG Safernet, que atua na prevenção de crimes cibernéticos.

Este blogue foi o primeiro veículo jornalístico do país a repercutir as declarações da estudante. No calor do momento,  foi publicado um post duro sobre as afirmações de Mayara. Post que tornou-se um recordista de acessos e comentários no blog. Até o momento foram 1.369 comentários.

Lula agora também no Facebook

O ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, lançou nesta quinta-feira, 17, a sua página oficial no Facebook, que será administrada pelo Instituto Lula.

No vídeo de abertura, o ex-presidente afirma que a página na rede social será mais um canal de comunicação com o povo brasileiro. Lula também exalta o caráter democrático da internet, ao permitir que todos tenham voz.

”A internet permite que todos possam ter uma voz, espero que vocês acompanhem por aqui os projetos que estou construindo no Instituto Lula, para ampliarmos a cooperação do Brasil com a África e com a América Latina. E também que opinem, participem, divulguem informações para continuarmos juntos, com a presidenta Dilma, a melhorar a vida de milhões de pessoas no Brasil”, afirmou.

Os bons companheiros: Serra, Kassab, Aref e… Paulo Preto

Em 2005, o então vice-prefeito, Gilberto Kassab, indicou ao então prefeito José Serra, o nome de Hussain Aref Saab para chefiar o APROV (Departamento de Aprovação das Edificações), na Secretaria Municipal de Habitação. A indicação foi aprovada mesmo depois de Aref ter sido indicado no relatório final numa CPI, realizada pela Câmara Municipal, como suspeito de irregularidade em 71 processos de regularização de antenas de celulares, instaladas entre 1999 e 2002.

E mesmo depois de o Ministério Público tê-lo indiciado com a acusação de que, ao não analisar os pedidos de alvará em 90 dias, teria permitido que essas antenas fossem ligadas sem autorização e de forma irregular.

Coincidentemente, ou não, nos anos que Aref esteve no comando do APROV, São Paulo viveu uma “explosão” imobiliária. Tanto no que diz respeito as operações urbanas, que sob o pretexto de reurbanizar áreas degradadas beneficiam o mercado imobiliário, como também com a multiplicação de grandes empreendimentos na cidade.

Extorsão: nova denúncia sobre a Virada Cultural

Após a publicação da série de reportagens sobre o suposto esquema de corrupção na Virada Cultural, várias pessoas entraram em contato com o SPressoSP e a Revista Fórum ou de forma direta com este blogueiro relatando outros casos de corrupção relacionados à Secretaria de Cultura da Prefeitura de SP. O entrevistado que segue foi um deles. E o único até o momento que aceitou dar entrevista, mas resguardando sua identidade.

O caso dele é curioso, porque revela uma outra prática ilegal. Ele diz que o contrato de um dos trabalhos que fez com a Virada Cultural depois de pronto foi refeito para que se acrescentasse mais 10 mil reais. Que uma produtora o procurou em nome do coordenador da Virada, José Mauro Gnaspini, dizendo que precisava fazer aquela operação para pagar outras contas do evento. Ele aceitou e o contrato foi refeito na secretaria. O dinheiro teria sido entregue para a produtora que intermediou a conversa. Leia a entrevista a seguir.

Você me contou uma história que gostaria que contasse aqui para a gente poder publicar a reportagem, de que você fez um contrato com a Virada Cultural em uma de suas edições e que teve depois que refazer o contrato para repassar R$ 10 mil para a organização da Prefeitura, no caso para o Zé Mauro (José Mauro Gnaspini, diretor de programação da Virada Cultural), você podia contar de novo essa história para a gente?

Coitadinho: torturador de Dilma é “vítima” de escracho

Por volta das 10h desta segunda-feira, 14, aconteceu o “escracho” contra o tenente-coronel reformado, Maurício Lopes Lima, em frente a sua residência no Guarujá. O ato foi organizado pelo Levante Popular da Juventude e fez parte de uma ação coordenada com outros estados brasileiros, com o objetivo de trazer à tona atrocidades cometidas durante a ditadura e pressionar o poder público para que os responsáveis sejam punidos.

Munidos de cartazes, pichações, faixas, imagens desenhadas e pintadas no asfalto da rua, os manifestantes deixaram claro que naquele endereço mora um torturador. Também foram distribuídos panfletos na vizinhança com a foto do militar e a descrição dos crimes cometidos por ele.

Tenente-coronel Maurício Lopes Lima

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