Novo vídeo do massacre em Teresina que agora tem oito presos políticos

As manifestações dos estudantes continuam em Teresina e a cidade tem hoje 8 presos políticos. Todos garotos e garotas que estavam em manifestação contra o aumento da passagem e a integração de meia-pataca que o prefeito local propôs (leia o post abaixo para entender o contexto) e que foram massacrados ontem pela polícia.
Aliás, o vídeo abaixo é mais uma prova inconteste do massacre. Veja como policiais atiraram indiscriminadamente contra os jovens e como arrastaram pelos cabelos meninos e meninas.

Os oito presos políticos são:

Maria Helena Beatriz
Francisco Sá Batista
Maria do Socorro Santana de Sousa
Kevin Nogueira Fontes
Aluísio Sousa
Antônio Wilson Junior
Igor Galvão
Indieli de Sousa Pires

O delegado, Adail Bastos, que encaminhou os presos para a Casa de Custódia, os acusou dos crimes de formação de quadrilha, dano a patrimônio público desobediência e desacato a autoridade.
No Piaui, o Delegado Geral da Polícia Civil chama-se James Guerra. Ele seria um dos coordenadores da repressão aos estudantes e aumentou a fiança para libertação dos manifestantes de 1 para 10 salários minínmos. Numa busca rápida no Google o leitor podera ver que o nome de James Guerra aparece muitas vezes ligado ao da estudante Fernanda Lages, que apareceu morta no dia 25 de agosto num terreno de um prédio em construção, em Teresina. As investigações da Polícia Civil sobre o caso tem sido muito questionadas em Teresina e a Polícia Federal está investigando o caso.

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11 Responses para “Novo vídeo do massacre em Teresina que agora tem oito presos políticos”

  1. [...] de um processo investigativo sobre a ação da polícia na tarde de ontem (que pode ser visto aqui e aqui nos vídeos dos posts que seguem abaixo). Wellington disse que da parte do movimento também [...]

  2. Rubens disse:

    “Presos politicos” é flórida… Tira toda a seriedade do texto do blog. 8-D

    • Renato Rovai disse:

      A ação não foi política? Ou eles estavam assaltando alguém?
      abs
      rr

      • Carlos disse:

        Acredito que o autor esteja querendo causar impacto com a palavra “político”, mas peca na definição da expressão “preso político”. Existe diferença conceitual básica de “preso de consciência” e “preso político”:

        * “prisioneiros de consciência” são pessoas encarceradas ou limitadas em sua liberdade de movimento por sua convicção política, religiosa ou outra – sua procedência étnica, seu sexo, sua orientação sexual, sua cor ou idioma – e que não utilizaram nem tão pouco incitaram a violência.

        * “preso político” refere-se àqueles que utilizaram ou incitaram à violência.

        Não creio que o Autor queira acusar os estudantes de praticarem ou incitarem a violência, só pecou ao usar o termo.

  3. Luis Henrique disse:

    Imagine se fosse em Cuba – seria matéria de capa de todos os jornais!

  4. xxx disse:

    Isso me dá uma revolta tão grande!

  5. [...] o jornalista Renato Rovai informou que, hoje, o número de estudantes presos, a quem ele chamou de presos políticos, chega a oito. em [...]

  6. Bruno Cava disse:

    Se fosse em Cuba não só seriam presos políticos, como bravos resistentes na marcha da democracia e da liberdade contra o totalitarismo. No Brasil, manifestante é tudo vagabundo, lugar de estudante é na sala de aula, ninguém apanha à toa e no meu tempo não tinha essa colher de chá de direitos humanos.

  7. [...] the journalist Renato Roval states that the number of arrested students, which he calls ‘political prisoners’, has reached eight. [...]

  8. [...] the journalist Renato Roval states that the number of arrested students, which he calls ‘political prisoners’, has reached eight. [...]

  9. Giovanni disse:

    Bom saber como os governos petistas tratam os seus governados, e que maravilhoso uso fazem da polícia. Qual é mesmo a diferença entre tucanos e petistas? Corja de canalhas.

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