Segue um belo artigo publicado na Folha de S. Paulo de hoje assinado pela senadora Marta Suplicy, que está cotadíssima para assumir o MinC no lugar de Ana de Hollanda.
O amor é lindo
Coloque um monte de jovens -homens e mulheres- com pouca roupa, jogos e brincadeiras que propiciem tensão e esfrega-esfrega, menos camas do que participantes (esta eu achei incrível!), muita bebida, diversão suficiente para descontrair, intrigas para algum suspense e você tem o “BBB”. Acrescente uma busca e seleção de personagens em escala nacional com promoção de mídia, todos com perfil para o enredo ter o mix mais picante e consegue-se a garantia de boa audiência, um pornô palatável, pois os que gostam se deliciam e os que desprezam passam longe e não criam confusão.
Até que das redes sociais ouvimos um grito de protesto. Este, agora, seguido por várias instituições que exigem apuração e questionam os procedimentos no programa. Duas novidades importantes: as redes sociais fizeram diferença e a questão da violência contra a mulher entrou na pauta!
A falta de intimidade, as dificuldades nos relacionamentos ditadas pela competitividade, o estresse, o cotidiano das cidades, a ruptura de laços familiares, tudo colaborou para uma enorme vontade de pertencer, saber mais (de longe) sobre o outro. Acrescente a curiosidade gerada por este mundo novo, fruto das mudanças dos anos 60, e dá para entender o surgimento do “An American Family”, no ano de 1973, que precedeu as variações que hoje temos. Falou-se então de divórcio e homossexualidade.
O desejo por mais adrenalina, a exploração cada vez maior da sexualidade, o prazer sádico, as alternativas pobres de entretenimento, somadas à contínua tensão deste mundo globalizado, onde cada vez mais cada um é mais por si e sozinho, levaram ao que temos hoje.
Não teríamos coisas mais interessantes do que estarmos aqui discutindo esse programa? Creio que sim. Mas o suposto estupro -negado pelos participantes do “BBB”, assim como foi ignorada pelos editores a vulnerabilidade da moça alcoolizada-, além de desencadear uma discussão sobre a adequação e a ética dos responsáveis pelo “BBB”, trouxe visibilidade a uma forma de violência pouco denunciada e que defendo revisão.
Há meses, apresentei um projeto de lei ao Senado que recria o tipo penal do “atentado violento ao pudor”. Isso porque depois de uma mudança de lei, em 2009, passou-se a considerar também como estupro atos libidinosos.
As condenações por tais atos diminuíram em virtude de os juízes ficarem constrangidos em dar penas tão severas por ato que consideram não tão grave quanto o estupro. O novo projeto mantém a pena de reclusão de seis a dez anos, em caso de estupro, e pena de dois a seis anos de reclusão, quando ocorrer o atentado violento ao pudor.
O amor é lindo, como disse Pedro Bial olhando a movimentação debaixo do edredom. Mas passa longe do “BBB”.






Midiático Poder

Olha, Rovai, bom texto. Mas, como disse o PHA, não vai à questão da regulamentação. Fugiu da briga. O PT tem medo da Globo.
Parabéns Marta! Mais uma voz consciente contra essa coisa suja chamada BBB.
Ou a Globo tem medo do PT?
Essa é brilhante solução da senadora, mais um artigo no código penal?
Um retrato da esquerda em processo de falência.
Bom, Bruno, por definição, se ela é Senadora, é isso que ela faz: lei. Depois, no caso dessa proposta de lei, ela está falando de uma lebre que já vinha sendo levantada antes do ocorrido no BBB, portanto, não é a solução dela. Na minha opinião, ela está fazendo o papel dela, e bem: não está deixando o assunto ir para o esquecimento, e pensando na estrutura legal que permite que o que ocorreu ocorresse. Agora, não é a Marta que tem que exigir a investigação do caso, é a promotoria pública (acho).
Rovai, primeiramente já vou adiantando que a Marta em qualquer função pública é sucesso na certa. Foi uma deputada brilhante, uma excelente prefeita, no Ministério do turismo junto com o competente Luiz Barreto matou a pau. Mas, o que eu gostaria de saber, é se esta da Marta na Cultura não é mais uma daquelas frias da grande mídia. Se vc puder nos informar de onde veio esta informação, ficarei grato.
Estou de acordo com o que afirmou o PHA, não entendo porque o PT tem medo da Globo. É preciso urgentemente trocar o Ministro das Comunicações, pois o Sr. Paulo Bernardo não fez absolutamente NADA até agora. Dilma, chame o grande Franklin Martins, pra que ele coloque em prática o que escreveu ao sair do Ministério. Dilma abra os olhos, cuidado com o PIG. Não se acovarde, mostre a sua garra e escolha o seu Ministério.
Texto retirado do Blog da Cidadania de Eduardo Guimarães
“Na manhã de domingo, recebo telefonema de um amigo que me estarrece. A Polícia Militar, ignorando decisão da Justiça Federal, invadiu o bairro do Pinheirinho, em São José dos Campos. Há relatos de mortes e prisões de moradores.
Incêndios em favelas, violações de direitos humanos na Cracolândia e, agora, genocídio de famílias pobres para devolver um terreno a uma empresa.
Usam um efetivo de quase 2 mil policiais, blindados, helicópteros. A PM fechou todas as ruas do entorno do Pinheirinho para impedir a saída dos moradores. Parte da imprensa foi recebida a bombas.
Os movimentos sociais, sindicatos, OAB e o Ministério Público (que já investiga o governo tucano de São José dos Campos por inviabilizar negociações no Pinheirinho) têm que se unir e denunciar o Brasil à OEA e à ONU contra a ditadura paulista.
Mas o maior responsável é o governador Geraldo Alckmin, que permitiu que a PM agisse dessa forma. As mortes que vierem a ocorrer são de exclusiva responsabilidade dele e da Justiça estadual de São Paulo.
O que está ocorrendo é um crime de lesa-humanidade, um genocídio contra mulheres, crianças e velhos, além dos pais de família que estão tombando em defesa de suas famílias. Não podemos aceitar mais isso.
Declaro que este blog e o Movimento dos Sem Mídia estão à disposição das vítimas da ditadura paulista no Pinheirinho e me proponho a integrar qualquer ação que vise denunciar o Brasil aos organismos internacionais.”
Entre a cruz e a caldeirinha: Marta substituindo Ana de Hollanda. bit.ly/wE7ZXC
Rovai, estamos de dedinhos cruzados: Marta no MinC!