Black Bloc: “Fazemos o que os outros não têm coragem de fazer”

Revista Fórum
agosto 20, 2013 19:20

Black Bloc: “Fazemos o que os outros não têm coragem de fazer”

Eles afirmam não temer o confronto com a polícia e defendem a destruição de “alvos capitalistas”. Conheça a história e a forma de luta que se popularizou com o movimento antiglobalização e ganha destaque no Brasil

Esta matéria faz parte da edição 125 da revista Fórum.

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Por Paulo Cezar Monteiro

“Os ativistas Black Bloc não são manifestantes, eles não estão lá para protestar. Eles estão lá para promover uma intervenção direta contra os mecanismos de opressão, suas ações são concebidas para causar danos às instituições opressivas.” É dessa forma que a estratégia de ação do grupo que vem ganhando notoriedade devido às manifestações no País é definida por um vídeo, divulgado pela página do Facebook “Black Bloc Brasil”, que explica parte das motivações e forma de pensar dos seus adeptos.

A ação, ou estratégia de luta, pode ser reconhecida em grupos de pessoas vestidas de preto, com máscaras ou faixas cobrindo os rostos. Durante os protestos, eles andam sempre juntos e, usualmente, atacam de maneira agressiva bancos, grandes corporações ou qualquer outro símbolo das instituições Eles afirmam não temer o confronto com a polícia e defendem a destruição de “alvos capitalistas”. Conheça a história e a forma de luta que se popularizou com o movimento antiglobalização e ganha destaque no Brasil “capitalistas e opressoras”, além de, caso julguem necessário, resistirem ou contra-atacarem intervenções policiais.

Devido ao atual ciclo de protestos de rua, o Black Bloc entrou no centro do debate político nacional. Parte das análises e opiniões classifica as suas ações como “vandalismo” ou “violência gratuita”, e também são recorrentes as críticas ao anonimato produzido pelas máscaras ou panos cobrindo a face dos adeptos. Mas o Black Bloc não é uma organização ou entidade. Leo Vinicius, autor do livro Urgência das ruas – Black Bloc, Reclaim the Streets e os Dias de Ação Global, da Conrad, (sob o pseudônimo Ned Ludd), a define o como uma forma de agir, orientada por procedimentos e táticas, que podem ser usados para defesa ou ataque em uma manifestação pública.

(Flickr.com/nofutureface)

Zuleide Silva (nome fictício), anarquista e adepta do Black Bloc no Ceará, frisa que eles têm como alvo as “instituições corporativas” e tentam defender os manifestantes fora do alcance das ações repressoras da polícia. “Fazemos o que os manifestantes não têm coragem de fazer. Botamos nossa cara a tapa por todo mundo”, afirma.

O jornalista e estudioso de movimentos anarquistas, Jairo Costa, no artigo “A tática Black Bloc”, publicado na Revista Mortal, lembra que o Black Bloc surgiu na Alemanha, na década de 1980, como uma forma utilizada por autonomistas e anarquistas para defenderem os squats (ocupações) e as universidades de ações da polícia e ataques de grupos nazistas e fascistas. “O Black Bloc foi resultado da busca emergencial por novas táticas de combate urbano contra as forças policiais e grupos nazifascistas. Diferentemente do que muitos pensam, o Black Bloc não é um tipo de organização anarquista, ONG libertária ou coisa parecida, é uma ação de guerrilha urbana”, contextualiza Costa.

De acordo com um dos “documentos informativos” disponíveis na página do Facebook, alguns dos elementos que os caracterizam são a horizontalidade interna, a ausência de lideranças, a autonomia para decidir onde e como agir, além da solidariedade entre os integrantes. Atualmente, há registros, por exemplo, de forças de ação Black Bloc nas recentes manifestações e levantes populares no Egito.

Manifestantes se reúnem em rua do Leblon, no Rio de Janeiro, próximos à casa do governador Sérgio Cabral (Foto: Mídia Ninja)

Black Bloc no Brasil

Para Leo Vinicius, é um “pouco surpreendente” que essa estratégia de manifestação urbana, bastante difundida ao redor do mundo, tenha demorado a chegar por aqui. “Essa forma de agir em protestos e manifestações ganhou muito destaque dentro dos movimentos antiglobalização, na virada da década de 1990 para 2000. Não é uma forma de ação política realmente nova”. No Brasil, existem páginas do movimento de quase todas as capitais e grandes cidades, a maior parte delas criadas durante o período de proliferação dos protestos. A maior é a Black Bloc Brasil, com quase 35 mil seguidores, seguida pela Black Bloc–RJ, com quase 20 mil membros.

A respeito da relação com o anarquismo, Vinicius faz uma ressalva. É preciso deixar claro que a noção de que “toda ação Black Bloc é feita por anarquistas e que todos anarquistas fazem Black Bloc” é falsa. “A história do Black Bloc tem uma ligação com o anarquismo, mas outras correntes como os autonomistas, comunistas e mesmo independentes também participavam. Nunca foi algo exclusivo do anarquismo. Na prática, o Black Bloc, por se tratar de uma estratégia de operação, pode ser utilizado até por movimentos da direita”, explica o escritor.

Para alguns ativistas, o processo de aceitação das manifestações de rua, feito pela grande mídia e por parte do público, de certa forma impôs que, para serem considerados legítimos, os protestos deveriam seguir um padrão: pacífico, organizado, com cartazes e faixas bem feitas e em perfeito acordo com as leis. Vinicius demonstra certa preocupação com a possibilidade do fortalecimento da ideia de que essa forma “pacífica” seja vista como o único meio possível ou legítimo de protestar. Ele afirma que não entende como violenta a ação Black Bloc de quebrar uma vidraça ou se defender de uma ação policial excessiva. “A violência é um conceito bastante subjetivo. Por isso, não dá pra taxar qualquer ato como violento, é preciso contextualizá-lo, entender as motivações por trás de cada gesto”, avalia.

Para ele, a eficácia de uma manifestação está em saber articular bem formas de ação “pacíficas” e “não pacíficas”. Foi esse equilíbrio, analisa, que fez com que o Movimento Passe Livre – São Paulo (MPL-SP) barrasse o aumento da tarifa na capital paulista. “Só com faixas e cartazes a tarifa não teria caído”, atesta. “Quem tem o poder político nas mãos só cede a uma reivindicação pelo medo, por sentir que as coisas podem sair da rotina, de que ele pode perder o controle do Estado”, sentencia.

Por outro lado, Vinicius alerta que é preciso perceber os limites para evitar que as ações mais “radicais” façam com que o movimento seja criminalizado ou se isole da sociedade e, com isso, perca o potencial de realizar qualquer mudança. Em sua obra, faz a seguinte definição daqueles que adotam a estratégia Black Bloc: “Eles praticam uma desobediência civil ativa e ação direta, afastando assim a política do teatro virtual perfeitamente doméstico, dentro do qual [a manifestação política tradicional] permanece encerrada. Os BB não se contentam com simples desfiles contestatórios, certamente importantes pela sua carga simbólica, mas incapazes de verdadeiramente sacudir a ordem das coisas”, aponta.

Outra crítica recorrente é o fato de os BB usarem máscaras ou panos para cobrirem os rostos. Os adeptos da ação explicam que as máscaras são um meio de proteger suas identidades para “evitar a perseguição policial” e outras formas de criminalização, como também criar um “sentimento de unidade” e impedir o surgimento de um “líder carismático”.

Luta antiglobalização

Com o passar do tempo, segundo Jairo Costa, as táticas Black Bloc passaram a ser reconhecidas como um meio de expressar a ira anticapitalista. Ele explica que geralmente as ações são planejadas para acontecer durante grandes manifestações de movimentos de esquerda.

O estudioso destaca como um dos momentos mais significativos da história Black Bloc a chamada “Batalha de Seattle”, em 1999, contra uma rodada de negociações da Organização Mundial do Comércio (OMC). Em 30 de novembro daquele ano, após uma tarde de confrontos com as forças policiais, uma frente móvel de black blockers conseguiu quebrar o isolamento criado entre os manifestantes e o centro comercial da cidade. Após vencer o cerco policial, os manifestantes promoveram a destruição de várias propriedades, limusines e viaturas policiais, e fizeram várias pichações com a mensagem “Zona Autônoma Temporária”. Estimativas apontam prejuízos de 10 milhões de dólares, além de centenas de feridos e 68 prisões.

Para Costa, um dos episódios mais impactantes – e duros – da história Black Bloc foi o assassinato de Carlo Giuliani, jovem anarquista de 23 anos, durante a realização simultânea do Fórum Social de Gênova e a reunião do G8 (Grupo dos oito países mais ricos), na Itália, em julho de 2001. Ele lembra que, após vários confrontos violentos – alguns deles vencidos pelos manifestantes, que chegaram a provocar a fuga dos policiais, que deixaram carros blindados para trás –, ocorreu o episódio que levou à morte de Giuliani.
“Ele partiu para cima de um carro de polícia tentando atirar nele um extintor de incêndio. Muitos fotógrafos estavam por lá e seus registros falam por si. Ao se aproximar do carro, Giuliani é atingido por dois tiros, um na cabeça. E, numa cena macabra, o carro da polícia dá marcha a ré e atropela-o várias vezes”, narra. Os assassinos de Carlo Giuliani não foram condenados. Dois anos após o fato, a Justiça italiana considerou que a ação policial se deu como “reação legítima” ao comportamento do militante.

Alvos capitalistas

Entre as formas de ação direta do Black Bloc destacam-se os ataques aos chamados “alvos simbólicos do capital”, que incluem joalherias, lanchonetes norte-americanas ou ainda a depredação de instituições oficiais e empresas multinacionais. Costa explica que essas ações “não têm como objetivo atingir pessoas, mas bens de capital”.

Zuleide justifica a destruição praticada contra multinacionais ou outros símbolos capitalistas, porque elas seriam mecanismo de “exploração e exclusão das pessoas”. “Queremos que esses meios que oprimem e desrespeitam um ser humano se explodam, vão embora, morram. Trabalhar dez horas por dia para não ganhar nada, isso é o que nos enfurece. Por isso, nossas ações diretas a eles, porque queremos causar prejuízos, para que percebam que há pessoas que rejeitam aquilo e que lutam pela população”, explica.

Ela reconhece que essas ações diretas podem deixá-los “mal vistos” na sociedade, já que há pessoas que pensam: “Droga, não vou poder mais comer no ***** porque destruíram tudo”. Porém, Zuleide afirma que o trabalhador, explorado por essas corporações, “adoraria fazer o que nós fazemos”, mas, por ter família para sustentar e contas a pagar, não faz. “Esse é mais um dos motivos que nos fazem do jeito que somos”, pontua.

Vinicius explica que, nas “ações diretas”, os black blockers atacam bens particulares por considerarem que “a propriedade privada – principalmente a propriedade privada corporativa – é em si própria muito mais violenta do que qualquer ação que possa ser tomada contra ela”. Quebrar vitrines de lojas, por exemplo, teria como função destruir “feitiços” criados pela ideologia capitalista. Esses “feitiços” seriam meios de “embalar o esquecimento” de todas as violências cometidas “em nome do direito de propriedade privada” e de “todo o potencial de uma sociedade sem ela [as vitrines]”.

Sem violência?

Em praticamente todas as manifestações, independentemente das causas e dos organizadores, tornou-se comum o grito: “Sem violência! Sem violência!”, que tinha como destinatários os policiais que, teoricamente, entenderiam o caráter “pacifista” do ato. Também seria uma tentativa de coibir a ação de “vândalos” ou “baderneiros”, que perceberiam não contar com o apoio do restante da massa.

Zuleide reconhece que, inicialmente, a ação Black Bloc era alvo desses gritos, mas, segundo ela, quando as pessoas entendem a forma como eles atuam, isso muda. “Os manifestantes perceberam que o Estado não iria nos deixar falar, nos deixar reivindicar algo, e começaram a nos reprimir. Quando há confronto [com a polícia], nós os ajudamos retardando a movimentação policial ou tirando eles de situações que ofereçam perigo, e alguns perceberam isso”, afirma.

Apesar de os confrontos com policiais não serem uma novidade durante as suas ações, os adeptos afirmam não ter como objetivo atacar policiais. Contudo, outro documento intitulado “Manifesto Black Bloc” deixa claro que, caso a polícia assuma um caráter “opressor ou repressor”, ela se torna, automaticamente, uma “inimiga”.

No “Manual de Ação Direta – Black Bloc”, também disponível na internet, a desobediência civil é definida como “a não aceitação” de uma regra, lei ou decisão imposta, “que não faça sentido e para não se curvar a quem a impõe. É este o princípio da desobediência civil, violenta ou não”. Entre as possibilidades de desobediência civil são citadas, por exemplo, a não aceitação da proibição da polícia que a manifestação siga por determinado caminho, a resistência à captura de algum manifestante ou, ainda, a tentativa de resgatar alguém detido pelos policiais.

Também são ensinadas táticas para resistir a gás lacrimogêneo, sprays de pimenta e outras formas de ação policial, além de dicas de primeiros socorros e direitos legais dos manifestantes. De acordo com o documento, as orientações desse manual tratam apenas da desobediência civil “não violenta”.

Outra orientação é que seja definido, antes da manifestação, se a desobediência civil será “violenta” ou “não violenta”. Caso se opte pela ação ‘não violenta’, essa decisão deve ser respeitada por todos, visto que não cumprir o combinado pode pôr “em risco” outros companheiros, além de ser um sinal de “desrespeito”.

Contudo, o mesmo manual deixa claro que o que “eles fazem conosco” todos os dias é uma violência, sendo assim, “a desobediência violenta é uma reação a isso e, portanto, não é gratuita, como eles tentam fazer parecer”.

Uma breve história

1980: O termo Black Bloc (Schwarzer Block) é usado pela primeira vez pela polícia alemã, como
forma de identificar grupos de esquerda na época denominados “autônomos, ou autonomistas”, que lutavam contra a repressão policial aos squats (ocupações).

1986: Fundada, em Hamburgo (Alemanha), a liga autonomista Black Bloc 1500, para defender o Hafenstrasse Squat.

1987: Anarquistas vestidos com roupas pretas protestam em Berlim Ocidental, por ocasião da presença de Ronald Reagan, então presidente dos EUA, na cidade.

1988: Em Berlim Ocidental, o Black Bloc confronta-se com a polícia durante uma manifestação
contra a reunião do Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI).

1992: Em São Francisco (EUA), na ocasião do 500º aniversário da descoberta da América por Cristóvão Colombo, o Black Bloc manifesta-se contra o genocídio de povos nativos das Américas.

1999: Seattle contra a Organização Mundial do Comércio (OMC). Estima-se em 500 o número de integrantes do Black Bloc que destruíram o centro econômico da cidade.

2000: Em Washington, durante reunião do FMI e Banco Mundial, cerca de mil black blockers anticapitalistas saíram às ruas e enfrentaram a polícia.

2000: Em Praga (República Tcheca), forma-se um dos maiores Black Blocs que se tem notícia, durante a reunião do FMI. Cerca de 3 mil anarquistas lutam contra a polícia tcheca.

2001: Quebec (Canadá). Membros do Black Bloc
são acusados de agredir um policial durante uma marcha pela paz nas ruas de Quebec. Após esse evento, a população local e vários manifestantes de esquerda distanciaram-se da tática Black Bloc e de seus métodos extremos.

2001: A cidade de Gênova (Itália), ao mesmo tempo, recebeu a cúpula do G8 e realizou o Fórum Social de Gênova, com um grande número de Black blockers, além de aproximadamente de 200 mil ativistas. A ação ficou marcada pela violenta morte do jovem Carlo Giuliani, de 23 anos.

2007: Em Heiligendamm (Alemanha), reunião do G8 foi alvo de uma ação com a participação de cerca de 5 mil blackblockers . Mobilização Black Bloc de cerca de 5.000 pessoas

2010: Toronto (Canadá), na reunião do G20. Neste confronto, mais de 500 manifestantes foram presos e dezenas de outros ativistas foram parar em hospitais com inúmeras fraturas.

2013: Cairo (Egito). O Black Bloc aparece com forte atuação nos protestos da Praça Tahir, no combate e resistência ao exército do então presidente Hosni Mubarak.

Fonte: Artigo “A Tática Black Bloc”, escrito por Jairo Costa, na Revista Mortal, 2010

 

Comentários

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Revista Fórum
agosto 20, 2013 19:20
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45 Comentários

  1. Rafael Pinheiro agosto 21, 09:43

    Show! E quanto a destruição de bancos… deixo a seguinte frase: “E quando os bancos quebram os clientes?”

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    • Flávio Prieto agosto 26, 19:04

      O Egito é a prova viva de que essa estratégia é ruim. Olha lá a m….. em que eles estão, matando-se uns aos outros. Enquanto isso, os que os apoiaram de fora para tirar algum proveito ou por puro idealismo estão na boa, tranks.

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    • carlos eduardo fevereiro 24, 17:55

      Rafael Show, o povo brasileiro deu nas diretas já vc não passa de um alienado que é controlado por pseudas facções crinosas

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  2. Mario Silva agosto 21, 11:19

    Rovai, parabéns! E estenda meus parabéns ao Paulo Cezar Monteiro pela ótima matéria. Muito bem feita e esclarecedora, nos apresenta os BB como uma alternativa de resistência ao poder capitalista estabelecido que deve ser colocada no jogo. Revista Fórum, relevante como sempre.

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    • carlos eduardo fevereiro 24, 18:04

      Mario, vc fala de resistência ao poder capitalista, legal, e a resistência ao tal de socialismo, onde á Presidente Dilma tirou bilhões de dólares do país, para custear a reforma do porto da ilha de Fidel (Cuba) enquanto os portos do Brasil estão sucateados ai não tem capitalismo

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  3. Flávio Prieto agosto 21, 17:42

    É meio hipócrita reclamar da violência usando, para isso, um grupo que está disposto a praticá-la também. No Egito essa merda tá dando em tragédia coletiva.

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    • Bruno Oliveira agosto 22, 08:17

      Se você tivesse lido a matéria teria reparado na passagem que diz que violência é um termo subjetivo. Obviamente pra você quebrar vidraças de um banco é se iguala a violência de agredir fisicamente uma pessoa, enquanto que para o Black Bloc existe um abismo entre os dois casos. Quebrar bancos e atear fogo nas ruas é uma resposta totalmente aceitável quando manifestantes são agredidos fisicamente pela polícia. Primeiro, porque assustam os mais “sensíveis” a “violência” visual, chamando atenção para a causa e segundo porque atrasa a progressão policial ondem mais pessoas se salvam de serem feridas.

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      • Flávio Prieto agosto 22, 15:05

        Bruno, não há tanta subjetividade assim quando um manifestante quebra, com uma pedrada, a cabeça de outro – ou mesmo a de um PM que não praticava ato violento. Eu vi isso ocorrer ao vivo, não falo em tese. Quem já vai pra uma manifestação dita pacífica com o rosto coberto e gasolina na mochila, como muitos vão (eu também vi isso de perto, aqui no RJ), apostam na violência.

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        • Kargueiro Partisan Makhnovtchi agosto 22, 20:10

          Não confunda a reação do oprimido,com a agressão do opressor,não existe policial totalmente inocente ele sabe que representa uma instituição corrupta,com raríssimas exceções (///)

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          • Flávio Prieto agosto 26, 19:03

            Reação do oprimido pode servir como um coringa pra justificar todo e qualquer ato? Acho que não. Pelo menos, não deveria.

          • carlos eduardo fevereiro 24, 18:37

            boa concordo, mas precisamos da policia se não tudo vira um caos

      • Flávio Prieto outubro 21, 15:45

        Se eu me opuser a quem quebra a vidraça, quem sairá quebrado sou eu. Já vi pedras de manifestantes quebrarem a cabeça de outros manifestantes. Relativizar a violência é fácil … mas é falso. Toda violência é pretexto.

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      • carlos eduardo fevereiro 24, 18:36

        Cara acho que vc não bate bem das idéias, onde já se viu justificar uma violência, resposta aceitável, seria uma resposta aceitável se o seu carro tivesse sido queimado por um bando desses, claro que não, e depois se são agredidos fisicamente, por policiais é porque também, agrediram o certo e matar jornalista quebrar bancos destruir lixeiras queimar viaturas cara vc é hipócrita, reveja sua idéias.

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    • carlos eduardo fevereiro 24, 18:27

      É disso que eu estou falando vai dar merda

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  4. Junior Galvao agosto 21, 21:04

    parabens (y) lindo texto

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  5. Arnold Garcia agosto 21, 23:31

    Genial

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  6. Adriano agosto 22, 19:54

    Texto muito bom, muito informativo! Os BLACK BLOC só tendem a crescer cada vez MAIS! Os BLACK BLOC são um MEME!

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  7. Kargueiro Partisan Makhnovtchi agosto 22, 20:11

    Avante compas(///)

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  8. Padua Holanda Guarani Kaiowá agosto 22, 21:37

    MEUS HERÓIS NÃO MORRERAM DE ORVEDOSE, ESTÃO VIVOS, CRESCENDO E LUTANDO COM BRAVURA.

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    • #Lolla setembro 10, 00:45

      lutando pelo que , larga de ser troxa, vc acha q destruir patrimonio pubrico e quebrar impresas privadas e lutar por alguma coisa!
      depois vai ser tudo quitado c mais dinheiro do povo.
      é o povon fudendo o povo. o cumulo da ignorancia.
      e os troxas pagando pau.. aff

      querem seguir modismo pelo mundo, mas nossos problemas são outros, ficar pegando no pé de policial q é mais um vitima de um governo sujo.
      tem q cobrar de quem nos deve dos governantes!

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  9. Rogério Bezerra agosto 23, 01:45

    Idiotas!

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  10. Rogério Bezerra agosto 23, 01:49

    Ver um policial pegando fogo é muito útil a nossa cidadania. Nossa mérdia nacional nem comentou esta estupidez. Claro, vale tudo desde que atinja um governo trabalhista.

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    • NESSA outubro 19, 20:40

      O que esperar deum alienado com essa bandeira farsante, se vcs tem medo e preferem criticar pela net, ficam quietos, confesso que sou medrosa para ações diretas, mas apoio totalmente o Blac Bloc, pode não ser a ação de solução imediata, mas é início!!!!

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      • carlos eduardo fevereiro 24, 18:43

        Legal vc apoia então por que vc não adota aquele assassino, do jornalista que agora esta entregando todo mundo, mas que a mídia não divulga tem politico com medo de seu nome sair na midia em época de eleição há e tal de sininho voltou para a terra do nunca?

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  11. Rodolfo Embaló agosto 23, 07:56

    “Quem tem o poder político nas mãos só cede a uma reivindicação pelo
    medo, por sentir que as coisas podem sair da rotina, de que ele pode
    perder o controle do Estado”

    esta frase diz muito. saudações anarquistas de Portugal

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    • carlos eduardo fevereiro 24, 18:09

      Rodolfo, como seu nome diz vc é embalo”pela força” vc esqueceu do Nazismo que tentou impor ao mundo uma política, ariana onde somente pessoas com sangue puro poderia Herdar u mundo nazista, fora judeus , fora negros , fora aleijados.ora meu amigo pela força pelo medo não se consegue nada, apenas destruição. Repense, seus conceitos

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  12. Saulo Martins outubro 16, 17:18

    Mostrando o rosto pra que fique mais fácil pra polícia pegá-los sozinhos e desprevenidos mais tarde, como ocorreu com um casal que a polícia foi buscar dentro de um restaurante pra agredir, nas passeatas de junho, né? Bacana.

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  13. Daniel Rocha outubro 16, 18:50

    Posers.

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  14. Pablo Rocha Moreira outubro 16, 19:00

    Não representam nada, nem tem objetivos claros e concretos. Contra o capitalismo? e quem irá pagar a conta e manter o Estado?

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  15. Maria outubro 17, 10:28

    Pelo histórico de como começou o BB, se ver claramente que essa prática está totalmente ultrapassada, hoje está mais para marginais, pois o objetivo é a destruição pela destruição, quando se fala que o alvo são pontos capitalista, pura balela, pois o que vemos a cores e ao vivo é ao contrário, vemos a violência animalesca desenfreada do ser humano, com influências de seguimentos do crime organizado, que se esconde na máscara do oprimido. Esse grupo não tem nada a ver com manifestações legítimas, não passam de um bando de irresponsáveis que não tem o mínimo compromisso com a sociedade e a democracia.

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  16. Flávio Prieto outubro 21, 15:44

    Robespierre dançou na guillhotina que ele próprio colocou em funcionamento. A Revolução Francesa só foi revolucionária durante alguns meses, mas causou milhares de mortes. Acabou com o absolutismo? Não. Ele retornou, pouco depois, bem como o escravismo francês nas colônias.

    Kierkegaard falava da fé como um salto no desconhecido: o Black Bloc é um ato de fé? Parece que sim, já que não analisa as possíveis consequências de tentar desestabilizar todo um sistema, inclusive para os mais vulneráveis que se diz querer defender.

    Segundo Gramsci, a verdadeira revolução socialista não é feita de ativismos explosivos imediatistas …

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    • Thiago outubro 22, 11:38

      É de fato um ato de fé…
      E de muita fé, porque estamos numa situação delicada:
      sabemos o que NÃO queremos, mas não sabemos o que queremos. E nisso há uma grande distância.

      Não sei se a violência (relativizada ou como pretexto) seja a melhor solução para essa situação, mas sou total favor à agressividade. A demarcar um ponto e falar, positivamente, o que (não) queremos. Nesse sentido, o ato serve, para desestabilizar o grande-outro, o discurso hegemônico, o “sistema” e, com sorte, rearranjar as coordenadas.

      Se é a melhor ou a pior opção, não podemos saber. É necessário alguém assumir a responsabilidade e agir. O BB luta uma luta de classe, luta uma guerra… Não posso generalizar, mas o que conversei durante as manifestações com alguns deles e o que vejo nas páginas das redes sociais, são ideais de justiça social e com teor anticapitalista. Mas se erraram ontem, e se errarão no futuro, que, pelo menos, errem melhor.

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  17. Joaquim José outubro 22, 14:31

    Vivemos o tempo da infelicidade causada. Reagir com coragem, é eliminar os causadores diretamente. Quando notórios causadores da infelicidade desaparecerem vítimas de reações de coragem, aplauda.

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  18. Selma Regina outubro 27, 22:03

    Black bloc são MEDROSOS ( não tem coragem de mostrar rosto )
    Black bloc são COVARDES

    Black bloc só DESTRÓEM
    Tem algo de bom no que eles fazem ?
    RUIM é pensar que serão velhos IDIOTAS porque são jovens IDIOTAS ! ! ! ! ! ! !

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  19. Riobaldo janeiro 27, 22:57

    A violência é justificável como reação à violência institucional em países como a África do Sul quando ali havia o apartheid. O Brasil é democracia com inúmeros canais para manifestação de opinião. Uma das faixas falava em direitos. Que direitos? Que direitos razoáveis (não ideais) e cabíveis não temos? Poderíamos andar mais rápido? Talvez, mas vamos discutir o caminho, não impor com ações ilegítimas. Oportunismo, esquerdismo, ingenuidade perigosa. O movimento é infiltrado por neo-nazistas e tende a agir como tal.

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  20. ROSELI fevereiro 10, 21:12

    REALMENTE VOCÊS FAZEM O QUE OS OUTROS NÃO TEM CORAGEM DE FAZER ” ASSASSINAR” PRA MIM JÁ PERDEU A GRAÇA ESSE BLACK BLOC, VOCÊS TEM QUE ATORMENTAR O POVO DA DILMA ROUSSEF LÁ EM BRASÍLIA E NÃO FICAR MATANDO CIVIS NAS RUA, BANDOS DE IMBECIS E BURROS, E VCS NÃO TEM NADA VER COM OS BLACK BLOC DA EUROPA, LÁ SIM ELES FAZEM A DIFERENÇA, ELES ATACAM O GOVERNO E NÃO O POVO COMO VCS ESTÃO FAZENDO.

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  21. carlos eduardo fevereiro 24, 17:48

    vcs são todos terroristas que devem ser presos.

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  22. carlos eduardo fevereiro 24, 17:54

    participei de muitas manifestações na época da ditadura se vcs tem esta liberdade de ir as ruas para se manifestar, esta liberdade foi conquistada nas diretas já ali sim foi uma manifestação civilista onde uma nação inteira se organizou e sem lutas,quebra,quebra, sem vandalismo que esta liberdade foi conquistada, vcs não passam de baderneiros, bando de marionetes nas mãos de políticos corruptos insatisfeitos , pois não estão participando da divisão do bolo.

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  23. carlos eduardo fevereiro 24, 18:17

    Black, Bloc, não passa de um movimento anarquista desagregador de idéias, bando de moleques que não ti verão educação correta se juntar dez, os dez não sabem cantar o Hino Nacional, o Hino da Bandeira, e se auto denominam patriotas que lutam por um ideal. KKKKKKK, boa conta outraKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK, mas não tem graça.

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  24. carlos eduardo fevereiro 24, 18:40

    Bravo muito bem gostei, mas eu acho que estes lugares não aceitariam estes caras lá tem pena de morte.

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  25. carlos eduardo fevereiro 24, 18:47

    é vc que esta convocando os manifestantes, legal

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  26. Gui abril 22, 11:21

    Aqui no Brasil não é anticapitalista, nem anticomunista, nem nazista e muito menos fascista. Blackblock brasileiro é movimento criado e manipulado para combater os trabalhistas, nacionalistas, patriotas e similares no Brasil e é instrumento da elite e antipetista e antitrabalhista. Apoiados do exterior e pelos rentistas, banqueiros e empresários gringos e brasileiros. Aqui o Black Block luta pelo 1%. Infelizmente. Mas possuem também uns inocentes úteis, além dos assalariados escravos(R$ 150,00 kkkk) É uma pena, mas acredito que o Brasil vai inaugurar a classe de países submergentes. Pena, os os brasileiros não merecem bancar gringos rentistas não trabalhadores e reis do camarote, enviando renda e lucros extraordinários para o exterior. Mas alguns até gostam, feito mulher de ladrão que gosta de apanhar, fazer o quê…

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  27. sersilva junho 12, 20:39

    A violencia gerada por grupos como os bb tendo sido muito util para. O brasil como todos da america latina é especialista em repreção os policiais q vimos por mai truculentos q pareecam (nao é a minha opuniao) nao chegam nem perto de um grupo repressor de verdade. A violencia gera violencia. Ao dar tapinha e recebe se um soco e por ai vai… e que venca o mais forte. A violencia tem side aos governos tirou os eleitores insatisfeito das ruas, deu direitos aos governantes de usar forca essecica tipo 1000 policias para 500 manifestante. Em junho da ano passado era legal ir a uma manifestacao. Politicos nao ligam para 50 garotos quebrando tudo, mais 50.000 eleitores na rua tira o sono deles.

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  28. #Lolla setembro 10, 00:41

    esse é o problema do brasileiro pensa peqeuno, cidadão matando cidadão, quando o inimigo é outro, somos todos vitimas de um gaverno sujo q não governa para o seu povo, é cobra engolindo cobra.somos todos vitimas!

    sempre achei isso um modismo, e agorah acho ainda mais.. isso não faz o menor sentido!
    destruir patrimonio publico, destruir impresa privada? q brisa… tem q ir atras e cobrar de quem nos deve, e não de subordinados..

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