Rachel Sheherazade, apresentadora do SBT, vai sonhar com a Valesca Popozuda

Alguns jornalistas têm o péssimo hábito de falar sobre qualquer coisa, mesmo sendo bem informados sobre quase nada.  Rachel Sheherazade, pelo exemplo abaixo, parece fazer parte deste time. Mas ela não sabia com quem estava mexendo. Nesta resposta abaixo, a mestranda Mariana Gomes deixa claro...

Alguns jornalistas têm o péssimo hábito de falar sobre qualquer coisa, mesmo sendo bem informados sobre quase nada.  Rachel Sheherazade, pelo exemplo abaixo, parece fazer parte deste time. Mas ela não sabia com quem estava mexendo. Nesta resposta abaixo, a mestranda Mariana Gomes deixa claro que não é daquelas pessoas que enfia o rabo entre as pernas. E botou a moça do SBT no seu devido lugar. Rachel Sheherazade vai sonhar com a Valesca Popozuda dançando funk por uns bons dias.

 

Carta-resposta a Rachel Sheherazade

publicado originalmente aqui.

Caros Rachel Sheherazade e equipe do SBT,

Eu sou Mariana Gomes, mestranda em Cultura e Territorialidades e responsável pelo projeto My pussy é o poder. Gostaria de agradecer à visibilidade que estão dando ao projeto sobre funk e feminismo. Quero agradecer também por serem claros ao exibirem todo o conservadorismo de Rachel e o oportunismo de vocês. Digo isso porque pretendo pontuar algumas questões nesta carta-resposta, e elas, com certeza, não contemplarão a visão de mundo tão pequena apresentada tanto na reportagem quanto nos comentários da jornalista.

Em primeiro lugar, Rachel, logo na apresentação da matéria, um pequeno erro demonstra seu “vasto” conhecimento sobre a área acadêmica: no mestrado não se faz tese, e sim, dissertação. A tese só chega com o doutorado. Mas tudo bem, este é um erro bastante comum para quem está afastado do ambiente acadêmico e, mesmo assim, pretende julgá-lo ferozmente. Outra questão importante é: frisei em diversos momentos que o projeto não se refere apenas à Valesca, ainda assim preferiram insistir no caso. Perdoados, Valesca é diva, merece destaque mesmo.

Em segundo, mas não menos importante, gostaria de pontuar algo que pra mim é muito caro. Não existe dualidade entre usar o cérebro e outras partes do corpo para produzir qualquer coisa na vida. O repórter disse que eu usei o cérebro para fazer o projeto e que, Valesca, usa ~outras partes do corpo~. Ora, queridos, eu usei muito esse popozão aqui para fazer minhas pesquisas. Dancei muito até o chão, fiz muito treinamento do bumbum e continuo fazendo muito quadradinho de quatro (o de oito não consigo AINDA)! Valesca usa o cérebro tanto quanto eu, você – e mais que Rachel – para continuar seu trabalho. Não julguemos a inteligência de uma mulher de acordo com os padrões estabelecidos. Isso é machismo :)

O repórter me perguntou por mais de uma vez se eu tive medo de não ser aceita na academia com meu trabalho. E todas as vezes eu respondi que NÃO TIVE MEDO. Confio no meu potencial, na relevância do tema e, principalmente, na capacidade de renovação e transformação da academia. Quando se trata da UFF, mais ainda, porque conheço o corpo docente e sei a visão de mundo dos professores – nada conservadora, muito mais avançada do que muitos que se dizem avançados.

Não vou comentar sobre o fato de terem entrevistado apenas uma pessoa na rua – e que disse que eu merecia nota zero – porque competência é critério básico para o jornalismo 😉

Sobre a minha fala: colocaram o que eu disse em um contexto equivocado. Eu não tenho essa visão utilitarista da cultura. Não acho que para acabar com o preconceito precisamos “ver o que eles tem a oferecer”. O que eu estava dizendo ali é que, durante a pesquisa, é preciso abrir a mente e ver o que vamos conseguir extrair da observação participante e o que vamos aprender com o movimento. Afinal de contas, quem tem que oferecer algo sou eu: um bom projeto, que sirva para transformar – ao menos parte – (d)o mundo!

“O papel do funk na cultura, só o tempo dirá”, diz o repórter. ISSO NÃO É VERDADE. O papel do funk na cultura está comprovado. E não por mim, pelo meu projeto, por projetos anteriores, mas pelas práticas cotidianas, pelo seu papel em diversas áreas de conhecimento, em diversos setores da sociedade, pela referência que se tornou para boa parte da juventude brasileira. A reportagem é rasa e não tem qualquer compromisso com a realidade concreta, que já provou há muito tempo o que o funk representa.

Agora vamos ao chorume destilado por você, Rachel Sheherazade: insinuar que a popularização da universidade é ruim fica muito, muito feio pra você. Desculpe-se, por favor. E se o funk fere seus ouvidos de morte, acho uma pena, porque EU ADORO, EU ME AMARRO. E meu recado pra você é: é som de preto, de favelado, mas quando toca ninguém fica parado 😉

Dizer que produção de cultura vai do luxo ao lixo é de uma desonestidade intelectual sem tamanho. Como eu disse ao G1 e digo diariamente, hierarquizar a cultura só prejudica. Essa hierarquia construída ao longo de séculos e baseada em um gosto de classe muito bem definido, no qual apenas o que elites definem o que é cultura e o que não é – ou, nas suas palavras, o que é ‘luxo’ e o que é ‘lixo’ – precisa ser COMBATIDA. Creio que a academia é SIM uma das trincheiras na luta pela desconstrução desse pensamento elitista, preconceituoso e, para não ser maldosa, desonesto.

Você, Rachel, diz que as funkeiras estão aquém do feminismo. Mas e você? O que sabe sobre o tema? Tendo a acreditar que Valesca sabe muito mais sobre isso do que você, mas estou disposta a ouvir seus argumentos sobre o assunto. Feminismo, assim como o meu projeto, não é piada, é coisa séria, muito séria.

Para concluir, gostaria de te perguntar quais critérios te levaram a questionar a profundidade do meu projeto. Não gostaria de personalizar o problema, mas nesse caso, não tenho outra alternativa. Você sabia que meu projeto obteve nota 8,5 entre vários projetos avaliados? Pois é. Você leu o meu projeto? Pois é. Você sabia que, para ingressar no mestrado, uma prova é aplicada e, nela, precisamos estudar no mínimo 4 livros? Disponibilizo aqui a bibliografia cobrada para tal prova e aproveito para perguntar – não que isso faça diferença, mas quem começou com argumentos sobre profundidade foi você – quais deles você já leu ao longo da vida. No meu projeto também consta parte da bibliografia utilizada por mim. Também questiono: dali, quais livros você já leu, conhece ou ouviu falar?

Peço perdão pelo argumento de autoridade em dizer que é preciso ler para saber das coisas mas, nesse caso, se você me cobra profundidade, eu te cobro conhecimento.

Abra a mente, Rachel! Vem aprender a fazer o quadradinho 😉

Cordial – mas não passiva – mente,

Mariana (popozuda) Gomes


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56 comments

  1. Felix Responder

    Terá Rachel, durante a infância e adolescência, lido ao menos uma das estórias narradas por sua “xará” ao rei, artifício que manteve Xerazade viva por mil e uma noites? Nahhhh… Deve ter-se contentado com as versões Disney de Simbad, Aladim, Omar e Yasmin…

    Parabéns Mariana [popozuda] Gomes, pela dissertação e pela carta-resposta. Infelizmente, não há como ser menos arrogante com essa ‘gentalha’ que se julga detentora da Verdade Única e Absoluta. Coisas do PIG. Quanto ao funk, bem, por mais que se deteste, é impossível não reconhecer seu valor cultural e a provocação intelectual que causou (e causa) nos jovens “pretos e favelados” (sic) – afinal, o estilo serviu de incentivo para que muitos buscassem conhecimento formal – estudos – e transformassem esta “paixão” em meio de vida.

    Ah, Sheherazade! Se fosses a própria, não terias sobrevivido à primeira manhã…

  2. Ewerton Martins Ribeiro Responder

    Orgulho da academia.

  3. ymara Responder

    ” porque competência é critério básico para o jornalismo ” será?
    De qualquer maneira.. excelente texto.. compactuo com gosto da tal jornalista Rachel.. detesto funk.. mas ela nao tinha o direito de falar em rede nacional tanta bobagem. nao gostar é direito de todos.. gostar tb alias..

  4. Thalisson Responder

    Parei em “Valesca é diva’…

    1. Felipe Responder

      kkkkkkkkkkkkkkk

    2. Yan Falchetto Responder

      Eu queria ter parado tambem, pena que sou curioso…
      Deu sorte de não ler que “Valesca usa o cérebro tanto quanto eu, você…”

    3. Rafael Responder

      Se esforça um pouco e continua lendo, vc não deve ser tão burro assim.

  5. Thiago Paiva Responder

    Ao que parece, o jornalismo do site é tão pobre quanto o da Rachel.
    A Mariana, dona do projeto, escreve, na carta, por vezes o nome Valesca Popozuda e, mesmo assim, erram a chamada da matéria e colocaram Valéria.
    Que decadente.

  6. Giovanni Bassi Responder

    Botou no devido lugar como? Sequer respondeu a questão do feminismo. Passou o post todo se defendendo…

  7. Felipe Responder

    Perfeito ! Eu assisti a matéria e achei um absurdo o que ela estava falando , pensei que não haveria defesa , e achei uma ofensa aos funkeiros … Sim , ainda existem pessoas capazes de mudar o pensamento primitivo elitista da sociedade , meus parabéns !

  8. Elenira Nardy Responder

    ADOREI!!! Mariana! Eu e poucas pessoas entendemos o seu projeto mesmo sem tê-lo lido. O mundo mudou e as mulheres ainda buscam seu espaço, sejam na porrada, na peitada ou na popozada. Pena que sofremos com pensamentos machistas e elitistas vindos de mulheres. Eu não ouço muito Funk e nem preciso gostar pra entender o que você deseja com seu projeto. Como não preciso gostar de açaí pra entender a importância dele na economia do Norte do Brasil e por aí vai. Não precisa gostar, apenas abrir a mente e entender que educação é para todos e não deve ser elitizada mas cada vez mais popular.
    Parabéns!
    Da nem tanto popozuda Elenira!

  9. Elisangela Responder

    A primeira coisa que eu fiz ao saber desse mestrado, foi ficar muito feliz, precisamos de pessoas com esse nível para quebrar de vez esse preconceito contra o funk. Todo mundo grita contra a homofobia, contra o preconceito racial e ninguém dá a devida importância ao preconceito contra o funk. Os burgueses humilham e repudiam essa classe o qual eles tanto precisam e ninguém fala nada. Está apoiadissima Mariana, sou de comunidade, se precisar, conte comigo!

  10. Messias Franca de Macedo Responder

    A LIBERDADE DE EXPRESSÃO E DE INFORMAÇÃO DA REDE GLOBO! ENTENDA O MODELO

    #########################

    Ana Maria Braga é atropelada ao vivo durante exibição do Mais Você
    Segunda, 22 de Abril de 2013 – 09:30
    No programa Mais Você, que foi ao ar na manhã desta segunda-feira (22), a apresentadora Ana Maria Braga passou por momentos difíceis. Durante exibição de uma externa, Ana Maria foi atropelada por um carro ao vivo.
    FONTE: http://www.bahianoticias.com.br/

    “O MODELO RÁPIDO NO GATILHO GLOBAL!”:
    O(a) leitor(a) clica em ‘Confira o vídeo na Coluna Holofote!’… E a imagem: “’atropelamento ao vivo’, este vídeo não está mais disponível devido às reivindicações de Direitos Autorais Organizações Globo.”

    RESCALDO: e se o “incidente” tivesse acometido a presidente da República?! Ou o Lula?! Ou a dona Marisa?! Ou um cidadão ou uma cidadã reles mortal que se enquadra no grupo dos 04 (quatro) ‘Ps’?!… No mínimo, muita chacota e achincalhe partiria dos estúdios da tal organização(!)…

    República de ‘Nois’ Tomates – perdão, ato falho -, de ‘Nois’ Bananas
    Bahia, Feira de Santana
    Messias Franca de Macedo

  11. Gabriel Responder

    FATALITY na Scheherazade. Fosse eu essa jornalista, pediria pra sair depois dessa resposta…

  12. Amilcar Pessoa Responder

    Mariana, você demonstra realmente uma grande limitação no meio acadêmico. Só deve conhecer algo no Brasil. Em qualquer parte do mundo, tanto no Mestrado como no Doutorado, são elaboradas as TESES! Dissertação foi um termo criado no Brasil. Estude um pouco mais, ok?
    Amilcar, Mestre em Educação

    1. Hugo Izumizawa Responder

      Sr. Amilcar,
      Considerando que a mestranda desenvolve o trabalho em território nacional, ela não estaria correta em utilizar o termo comum para o país em questão?

      1. Sandoval Silva Responder

        Por qual motivo? A ciência agora é insular?

  13. lory Responder

    Exceto pelas pequenas impropriedades, na essência da questão concordo com a jornalista Rachel. Uma das facetas perversas do machismo é a coisificação da mulher, querer afirmar o contrário (mesmo numa única dissertação de mestrado) é querer cultivar a desordem social. Certo é que o ser humano, na sua divina criatividade, pode sim usar o cérebro e tb a bunda, porém, com frequência, isso não ocorre ao mesmo tempo. Funk é cultura, mas algumas manifestações desse ritmo musical prestam um “des-serviço” à homens, mulheres e crianças.

    1. lory Responder

      onde se lê “à homens…”, leia-se “a homens…”

  14. Atef Responder

    “O papel do funk na cultura, só o tempo dirá”, diz o repórter. ISSO NÃO É VERDADE. O papel do funk na cultura está comprovado. E não por mim, pelo meu projeto, por projetos anteriores, mas pelas práticas cotidianas, pelo seu papel em diversas áreas de conhecimento, em diversos setores da sociedade, pela referência que se tornou para boa parte da juventude brasileira. A reportagem é rasa e não tem qualquer compromisso com a realidade concreta, que já provou há muito tempo o que o funk representa.”

    Referência? Sério? Podia ser referência nas suas origens, quando era menos vulgar. “É som de preto, de favelado, mas quando toca ninguém fica parado..”, isso podia ser chamado de “bom”. Mas hoje não. Hoje se resume a um monte de besteira e sexo, sexo, sexo, salvo exceções, claro, ótima referência para a juventude brasileira, por isso ela está onde está. A quem dirá que todo mundo faz sexo, que é a realidade da favela e todos os lugares. Verdade. Mas o funk é o único que exalta isso nas letras e por quê? Por que é a unica realidade? Não, não mesmo, é porquê é isso que faz sucesso. Há outros aspectos desta cultura para ressaltar e onde estes estão?

    1. Bruce Torres Responder

      Quando ela fala em “referência”, está argumentando que o funk carioca é algo atrelado à “boa parte da juventude brasileira” – o que é, de fato, assim como o sertanejo universitário, o forró universitário, a preferência pela leitura de Nicholas Sparks, etc.

  15. Paulo Pereira Responder

    Esse argumento é justamento o mesmo de séculos que as elites usam pra impedir o acessos dos populares nos espaços sociais instituídos. A fala de Sheherazade é moralista e reducionista porque configura em classificar de mau gosto o que foge aos padrões de vestimenta, vocabulário e até movimento corporal! A prezada jornalista, dá prova, mais uma vez, da sua superficialidade e desconexão com tempos atuais. Ela não percebe o contexto que ela própria, como mulher, está inserida. O machismo com suas perversas facetas está explicito nela própria! Mesmo numa bancada de jornal, ela esta bem maquiada, cabelo ordenado (loiro, liso e comprido porque é preferência dos homens), roupas justas e transparentes e o pior, um discurso machista que me lembra as carolas defensoras da “moral e dos bons costumes” que saiam as ruas para protestar contra as mulheres desquitadas e as mães solteiras. Desserviço mesmo é esse preconceito de classe vomitado na nossa casa. Seherazade seria uma excelente missionária religiosa e melhor, que fizesse essas suas pregações no âmbito de sua igreja!

  16. veronica Responder

    E quais dos livros que a Raquel leu, que vc também leu? Os livros que vc lê não de obrigatoriedade para ninguém e eles não são verdade absoluta para nada. Funk é uma porcaria, um ataque à moral, aos bons costumes e é descendo até o chão que depois de 9 meses muitas adolescentes mostram o resultado dessa pouca vergonha.

    1. Bruce Torres Responder

      A senhora pode achar tudo isso, mas a moça fez uma tese sobre o assunto e se ela gosta do gênero, problema dela. O que não pode é vir alguém dizendo o que é ou o que não é Cultura. Tudo que é produzido com um determinado fim faz parte da Cultura, seja ruim ou bom do nosso ponto de vista. Mas não é por isso que vamos deixar de estudar como tais eventos/fenômentos/feitos afetam e são representativos de um povo.

  17. Mariana Responder

    muito bom!!

  18. Herlan Responder

    Quem fala o que quer, ouve o que não quer! Para entrar na academia é até um pouco complicado, termina ela é mais fácil ainda. Mas n hora de escrever TCC, DISSERTAÇÃO, TESE. Ai está o problema, pois um trabalho tanto bibliográfico como de pesquisa demanda tempo, é trabalho árduo.

  19. Rodrigo Responder

    Todos possuem o direito de manisfestar suas opiniões. Desde quando o que a Valesca Popozuda (?) canta é uma luta feminista? Fiquei curioso e fui ouvir as canções desta funkeira. Meus ouvidos foram assassinados à queima roupa! Palavrões, apologia ao sexo, a mulher como símbolo de puro sexo: isso é luta? Acho que não. Não identifiquei o lugar na Rachel nesta resposta. Parabéns, Rachel! Continue com seus posicionamentos inteligentes. Parodiando um comentário seu: ”Eu até acho funk já foi bom. Mas isso foi nos tempos de outrora.”

  20. Felipe Responder

    Vivemos em uma sociedade Democrática onde a constituição nos garante a liberdade de expressão, mas a tenho uma dúvida, o que é liberdade de expressão? Vejam a que ponto nossa sociedade chegou!!!
    Julgar as pessoas por sua expressão se tornou algo comum e neste “tiroteio” de valores quem sai perdendo? A Própria sociedade, que em vez de seguir em frente respeitando a posição de cada um, fica discutindo valores, Não estou a favor da Rachel e muito menos da Mariana, se as dançarinas de funk tem o direito de se expressar a Repórter Rachel também tem o mesmo direito. Chega de discutir o “Égo” de cada um, vamos discutir respeito, educação, cultura, compartilhamento, ajuda mutua, Paciência, ou seja, vamos discutir e compartilhar coisas que agregam valor para a sociedade.

    1. Bruce Torres Responder

      “Não estou a favor da Rachel e muito menos da Mariana, se as dançarinas de funk tem o direito de se expressar a Repórter Rachel também tem o mesmo direito.”

      Mas ao dar uma opinião, você precisa estar preparado para receber uma resposta.

  21. Alex Responder

    Nunca vi uma resposta tão pífia, a começar pela maneira de se expressar. Não vou citar retórica, pois não há. Parece defesa de uma garotinha de 5 anos acuada. Rachel Sheherazade em poucas palavras, resumiu bem o panorama em pauta.

    1. MariaC Responder

      Acho que Mariana simplesmente dispensou o linguajar do tecnicismo acadêmico, tão usual, tão enjoativo e tão inútil, e falou para o povo e a interlocutora que também é povo.

  22. Higor Responder

    Enquanto isso, MC Lon tem uma BMW.
    Sim, o funk é cultura de periferia.
    Mas ele se prostrou às regalias que o dinheiro pode oferecer – pelo menos o paulista.
    O dinheiro de quem?
    Das classes média e alta que não é!

    1. MariaC Responder

      Bobo de quem pagou.

      1. MariaC Responder

        No futebol também é assim: o pobre vai lá e paga, não porque não saiba que isso é uma perda, mas porque não tem nenhum ganho fora disso.

        1. MariaC Responder

          Esse é o crime do Estado, leiam artigo de Frei Beto, e também do MP do RS. Muito interessantes.

  23. Sandra Marinho Responder

    Como mulher e brasileira, tenho vergonha quando defende-se promiscuidade, baixaria e prostituição como bandeiras do feminismo. Luto para que as mulheres tenham mais DIREITOS e igualarem por baixo com os homens.
    Parabéns a Rachel Sheherazade com meu total apoio.

  24. Cibele Responder

    Visito este blog todos os dias. Gosto deste espaço. Valeu.

  25. Cibele Responder

    Como disse o Thalisson:
    Parei em “Valesca é diva”.

  26. Carlos Perácio de Ramos Responder

    Tudo bem, a tal Rachel é mesmo uma mala sem alça, e vive soltando frases infelizes e comentários sem noção. Agora, defender o abominável funk carioca…..Afirmar que a Valesca Popozuda é diva…..O que tem de minimamente aproveitável em versos berrados sobre uma base eletrônica desarmônica, hostil e repetitiva? Qual o valor de letras abaixo de qualquer nível de grosseria como…”Se o marido é seu/ a pica dele é minha” ou ainda “Quero te dar, quero te dar..” entre tantas outras, ainda piores.
    É óbvio que a popularização do funk e suas consequências merecem uma dissertação; Há clara relevância no assunto.
    Mas não há como defender o indefensável. Funk carioca é LIXO.
    Nunca antes na história deste país, produziram algo tão insuportável e horroroso.

  27. Edinilson de Sousa Matias Responder

    Ninguém sabe tudo das coisas e não somo obrigados a saber, além do mais, quando se fala de um lixo chamado funk, não tô generalizando, pois tem alguns cantores que ainda passam pelo teste. Como um país democrático, temos ideias, pensamentos e crenças diferentes, que podem ser expostos para conhecimento do público para oferecer o livre arbítrio de aceitar ou não uma bobagem dessas. Ora se vocês funkeiros estão interessados só em cochudas, popozudas, caneludas e bucetudas. Nós até que queremos isso, só que trabalhando com a inteligência, pois no ambiente acadêmico deve-se trabalhar para amenizar os problemas da sociedade ou não a futilidade que vocês pensam.
    Como algo proveniente das áreas de periferia deve-se valorizar sim, mas essas produções fazem sucesso com a intensão de vender por causa da apelação comercial, ´´E algo que pretende enxertar na cabecinha miúda da grande parcela dos brasileiros para decorar palavras repetidas como OHHHH LEQUI LEQUI LEQUI …………… e aí vai.
    Eu tenho ou nós temos e mais gente têm a opção por não gostar desse tipo de música que são MELODIAS para nossos ouvidos.
    Vou fazer uma tese de mestrado, ahhh sim não é tese e sim dissertação e se eu tiver errado por favor me corrija, ALBERT EINSTEIN do funk. O assunto será: “meu pau é o poder” e falar da fama que ele causa.

    1. MariaC Responder

      Você é acadêmico?!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  28. kelly Responder

    Bom, esta carta não passou apenas de um escudo defensor, pois ela só e defende! Estou com a Rachel, pois o ”rítmo” do qual ela cita e até dança, profere palavras sobre as próprias mulheres que eu não vou me dar o desprazer de escrevê-las aqui e mesmo assim elas dançam e ”requebram” ao som do ”pancadão” sem mesmo saber o que ele diz.

  29. Mateus Responder

    o funk brasileiro já foi bom de se ouvir… porque hoje é o estilo musical mais decadente e apelativo da história do Brasil. Cara, qual a mensagem que aquelas letras pornográficas podem passar à juventude, e a sociedade em geral, fora a apologia ao sexo e a putaria? LIBERAL É O CARALHO! quero ver onde esse liberalismo que está na moda vai chegar daqui alguns anos! ver os valores morais e familiares sendo destruídos.
    Que cultura é essa?

    1. Luiz Responder

      Além de letras pornográficas, traz apologia ao tráfico e isso vem me dizer que é cultura. E mais a Valesca Popuzuda e uma diva. Ela é uma cara de égua. É só comparar.

  30. Graciane Responder

    Esta Carta-resposta teve altos e baixos,e não digo isso porque também não gosto de funk,mas nem sempre boa música vem da elite.E não use o fato de funk ser de periferia para justificar sua opinião porque se fosse produzido pela “elite” seria ruim do mesmo jeito.
    A Rachel realmente fala bobagem,mas dizer que Valesca é diva já é demais.

  31. bruno Responder

    francamente o problema é que vcs não aceitam que critiquem,discordem ou diga que não gosta de funk. rachel sheherazade é uma grande jornalista, que tem a corajem de dizer o que muitos querem mas não podem, e que muitos podem mas não tem corajem… quanto a moça que fez a dissertação como ela própria diz,ninguém é obrigado a gostar disso(funk);ainda bem.

  32. Yoda Responder

    Vemos a cultura de um povo na sua edução, Brasil colocando funk como parte da cultura do país, penúltimo lugar em educação no ranking da Unesco. Finlândia, com sua raiz musical e cultural (SIM ELES TEM CULTURA, ENSINAM MÚSICAS NAS ESCOLAS, ASSIM COMO QUALQUER OUTRA MATÉRIA), música clássica, rock, etc, menos funk é claro, é o 1º em educação no ranking. Agora vai me dizer que o Brasil é um país inteligente, só por que uma “mesranda” acha que funk é cultura?? Acho que minhas palavras se encerram por aqui. Brasil, um país de burros!!!

  33. ricarte geraldo magelar Responder

    OIA EU TOMBEM QUERO DAR MINHA OPINIAO – oceis fica – ai -falando mar- da belezura-da -RACHEL SHEHARAZADE-e memo puique -oceis-tem-inveja-ela-tem-todo-o-direito-de-fala-pois esse-tar-de-funk-e-uma-porcaria-e-poristo-que-tem-tanta-merda-na-cabeça-dos-jovens-essa-ai-que-ta-dizendo-qui-feis-o-tar-de-mestrado-deveria-se-envergonhar-mestrado-de-merda-tem tanta coisa boa pra se-fazer mestrado- tem -milhares de-pesouas-passando fome-no-mundo-políticos corrupitos-adivogados -acorda-11-horas-da-madrugada-E QUANDO-APARECE UMA JORNALISTA QUE FALA A VERDADE -oceis acha ruim-mais qui-merda-e-essa-oceis gosta-e-de-um-como-o-da-globo-ne-que-num-passa-de-um-capacho-num-e-memo-E ISSO AI RACHEL FALA E FALA MESMO -OS IMCOMODADOS QUE VAO PRA GLOBO-oceis tao iguar-os-adevogados-que-acharão-ruim-O-GRANDE-DOUTOR JOAQUIM BARBOSA -fala-que-eles-os-adervogados-são-ums-dorminhocos-num-e-memo-ora-ele-falo-a-mais-pura-verdade-AGORA-OCEIS-tenha-do-a-jornalista-tem-sim-que-opina-tem-qui-fala-uma-gente-seria-num-pode-apoia-uma-poica-veigonha-como-essas-qui-mostra-tudo-o-qui-tem-no-tar-de-funk-pois-o-trem-e-indecente-e-imoral-ajunta-o-tar-de-funk-mistura-com-o-tar-de-congresso-nacionale mais-a-tar-de-camara-dos-deputados-mais-os-adevorgados-dorminhocos-o-qui-vai-ser-de-nois-puique-ajunta-tudo sabe-o-qui-vai-vira-vai-vira-o-maio-samba-irredo-da-istoria-oceis-pensa-qui-e-brincadeira-num-e-nao-e-tanto-adervogado-picareta-qui-da-ate-medo-se-oceis-for la-no-tar-congresso nacionar-e-persiso-ter-muito-cuidado-pa-num-contrair-um-mal-que-os-istudado-butarao-o-nome-currurpesao-agora se-oceis-for-la-no-tar-de-camara-dos encapetados ops-me-adiscurpe-e-deputados-cuidado cuidado-la-tem-tanta-picareta-e-muito-prigoso se oce -imtra-la-oce-vai-sai-de-la-e-vai-quere-i-trabaia-de-selvente-de-obra-na-construtora-paulo-otavio-oce-vai-fica-batendo-a-pinhoenta-pensando-que-e-uma-picareta-intendeu-agora-se-oceis-for-num-desses-trem-qui-os-mestrados-chama-de-baile-funk-ai-meu-fio-eu-tenho-do-de-oce-sabe-puique-se-oce-for-casado-oce-vai-ve-coisa-qui-num-deve-ve-um-home-casado-se-oce-tiver-filhos-ai-então-não-e-aconselhável-porque-e-indecente-imoral-onde-esta-os-valores-da-familia-quem e família jamais-IRA CURTE-TAMANHA ARMADILHA ta bao-oceis-deixa-a-RACHEL SHEHARAZADE EM PAZ-SEUS-INVEJOSOS -ELA-ENTELIGENTE ELEGANTE E PRINCIPALMENTE MUITO MUITO BONITA RACHEL FALA E FALA MESMO PORQUE O BRASIL PRECISA DE PESSOUAS COMO VOCE

  34. ricarte geraldo magelar Responder

    há sou eu de novo -eu esquece-de-dizer eu não costumo por pontuação não mais oceis que tem mestrado vai lendo e vai ponhando os acentos os pontos as virgas pra nois oceis num repara os erros não viu-puique eu sou mei burro puique eu -so estudei 18 anos e fiz so treis curso de faculidade eu sou tao burro que tive que ir fazer pos graduação no CANTEIRO DE OBRAS OCEIS ME ADISCURPI VIU

  35. Priscila Responder

    Ja ouvi algumas musicas de Valesca Popozuda e não lembro de nenhuma que nao falasse em sexo. Musica lixo merece realmente ser criticada. Que país é esse que acha que cantoras desse tipo são divas e usa muito mais o cérebro do que um jornalista? Para cantar esses lixos precisam de cérebro? Ao meu ver não. Não tenho nada contra o funk, critico músicas de baixo nível. Acredito que o funk já faz parte da cultura brasileira, no entanto, letras “imundas” não deveriam ser elogiadas, tampouco valorizadas, até porque existem sim músicas de funk sem baixaria. A Raquel é uma das poucas que tem coragem de falar o que a maioria da população pensa. Você Mariana (popozuda) Gomes, se orgulha tanto em seu desenvolvimento acadêmico, mas deveria lembrar que a banalização que voce tanto defende é um dos motivos que afundam o Brasil. Achei até engraçado um dos poucos momentos que você se defendeu, pena que foi usando argumentos totalmente fracos.. Ah legal os livros que você leu.. Arram.. Tá. kkkk
    Parabéns Raquel Sheherazade!!!

  36. Fernando Responder

    O problema não é Valesca ou os tantos MC’s, é a PORCARIA de “música” que eles fazem. Nessa desculpa esfarrapada de entreter o povo tão sofrido, a qualidade da música cai a cada “modinha”, e honestamente, não vejo como pode piorar depois do funk. Nossos pais ouviam Chico Buarque, Caetano, Gal, tanta gente que revolucionou a cultura brasileira naquele tempo, nunca abrindo mão da qualidade sonora, do lirismo, da melodia, de tudo o que significa “música”. Crescemos ouvindo Legião, Kid Abelha, Marina, tanta gente boa… É um passado recente, poxa vida… Cadê a música? Virou lixo!

  37. Lorena Responder

    O funk é cultura ou é so desculpa para falar de sexo e mostra a bunda?

  38. Gilberto Braga Responder

    RACHEL SHEHARAZADE, parabéns por sua coragem e por não ficar em cima do muro , para agradar ninguém!
    Você me representa!

  39. Estêvão Luiz de Araújo Responder

    Rovai, você está é com ROiVA da moça, pelo fato de ela ser competente, racional e independente e não se deixar levar pela irracionalidade dos libertinos!

  40. Paola Responder

    Após ler “Valesca é diva” estou pensando seriamente em largar o doutorado e não contar para ninguém que fiz mestrado…vai que alguém pensa que ensinam isso na pós-graduação…S-O-C-O-R-R-O
    Mas, enfim, já que Mariana tem o direito de escrever um projeto sobre o que quiser, por que a Rachel não deveria ter o direito de ter a opinião que quiser?

  41. zelito viana Responder

    Quem conhece o meio acadêmico sabe que fazer um mestrado ou doutorado infelizmente não é garantia de preparo, conhecimento ou mesmo cultura e sim resultado de se conhecer as pessoas certas e se ter disponibilidade de tempo.
    As provas de proficiência aplicadas não avaliam nada, muitas vezes são realizadas a distancia ou sem supervisão e em 90% dos casos os mestrandos ou doutorandos são pessoas próximas aos seus orientadores e membros das bancas, o que explica o fato de que quase nunca a nota final fica abaixo de 90.00.
    Outro fato não citado é que a grande maioria desses mestrandos e doutorandos são alunos profissionais, gente que consegue passar 15 ou 20 anos vivendo exclusivamente de bolsas de iniciação científica, de mestrado, doutorado, pós doutorado e quando já não existe mais nada no universo acadêmico….eles se encaixam em algum projeto bancado pelo governo e continuam suas vidas como pesquisadores convidados.
    Não sei o mérito dessa mestranda… mas o simples fato de ser uma acadêmica, infelizmente não significa nada.