Eu sou uma das escravas do Fora do Eixo

Driade Aguiar, negra e que trabalhou com Beatriz Seigner na divulgação do seu filme responde a cineasta que tratou os membros do coletivo Fora do Eixo de escravos

 

Por: Dríade Aguiar, do Facebook

Você que vai ler este texto provavelmente não me conhece. Eu sou a Dríade Aguiar e tenho 23 anos. Sou negra e nasci na periferia de Cuiabá. Hoje moro na Casa de Brasília, vivendo o Fora do Eixo, grupo ao qual pertenço desde os 16. Por dois anos morei na Casa de São Paulo, onde conheci e convivi por quase um ano com a Beatriz Seigner. A quem eu já tive como uma amiga.

Faz vários dias que estou escrevendo este texto. E pensando se devo ou não publicá-lo. Depois de tudo que tenho visto nos últimos dias, decidi que não vou ficar mais com essa angústia guardada só pra mim.

Eu sou uma das escravas do Fora do Eixo. A Beatriz não, ela é alta, branca, bonita e vem de uma família de elite. Por isso ela pode escolher. Ela sabe o que quer. E por isso pode dizer que eu sou apenas uma escrava que segue ordens de um líder de uma seita. Por isso talvez em breve ela apareça na capa da Veja, como a moça corajosa que denunciou os bárbaros do Fora do Eixo. E salvou os escravos que agora poderão ser seus assalariados, no máximo assistentes de sua direção.

Tô impressionada como algumas pessoas passaram a nos atacar a partir de um relato repleto de invenções fraudulentas de alguém que eu ja achei que foi parceira. De alguém com quem trabalhei lado a lado por quase um ano de graça, sem receber nada dela, fazendo planos de comunicação pra divulgar seu filme e ajudando a agendar exibições. E ao mesmo tempo, quando ela ficava tempo o suficiente perto, dividindo pensamentos, ouvindo música, fazendo rango e planejando junto.

A Beatriz entrava na nossa casa na hora que bem entendia. E ficava o quanto desejava. Quem conhece nossas moradias coletivas sabem que elas são abertas, que tem sempre um monte de gente nelas. Que todos podem entrar e sair a qualquer momento.

Aliás, a Beatriz não fala no texto dela, mas ela teve uma relação com um dos moradores. Não era um namoro, era um outro status, mas teve. E agora ela e a Laís vêm dizer que quem mora na casa do Fora do Eixo só pode ficar com quem é de lá. Como assim? Ela não era da casa e ficava com um morador de lá. Mas isso não interessava dizer. O que importavam era nos transformar em monstros.

Como alguém pode ter guardado tanta mágoa e não se incomodar nem um pouco em mentir loucamente pra acabar com um projeto? Um projeto de vida. Sim, eu vivo no Fora do Eixo porque eu quero, porque gosto, porque tenho feito coisas que nunca faria se não estivesse nele.

Já li muitas vezes o seu texto Beatriz. Umas quinze, vinte vezes. E sempre paro no ponto onde você nos chama de escravos pós-modernos. Se alguém escravizou alguém nessa história foi você. Eu investi minha força de trabalho, trabalhei pra você sem cobrar nada pensando que éramos parceiras, que estava construindo algo pro cinema e pros cineclubes brasileiros.

Você tem coragem de dizer na minha cara que eu não dei um duro danado para divulgar o seu trabalho? Tem coragem de dizer na minha cara que não éramos parceiras? Tem coragem de dizer na minha cara que eu não fiz um plano de comunicação que levou o seu filme a ser exibido em lugares que ele nunca iria passar nem perto?

Eu adoraria poder te dizer um monte de coisas frente a frente. Se você é tão corajosa assim pra nos difamar, pra nos chamar de escravos, porque você não aceita um debate franco sobre o nosso projeto de cultura? Porque não expõe de forma clara sua lógica financista de cultura? Porque não diz claramente que se acha artista e que por isso tem que ganhar muito mais que eu pra manter seu status quo?

Beatriz, você poderia ser mais honesta. Poderia dizer que tudo que você decidiu “denunciar” não tem a ver só com o que fazemos ou com o que você diverge das nossas propostas. Tem a ver com outras questões subjetivas. E você misturou tudo pra tentar acabar com um projeto.

Você está sendo mimada e egoísta, Beatriz. Pense nisso. E como você tá dizendo que não debate com o Pablo, que tal debater comigo? Que sou apenas uma escrava. Uma escrava pós-moderna.

PS: Está garantido o direito de resposta a Beatriz Seigner. Aliás, desde domingo à noite a cineasta decidiu organizar sua frotilha de ataque a reputações contra mim e ao Antonio Martins por termos feito uma entrevista que ela não gostou. E para a qual foi convidada. É uma pena que um debate sobre cultura tenha chegado a este ponto.

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71 comments

  1. M. Rodrigues Neto Responder

    Dríade, o que representa esse nome Fora do Eixo? quem tipo de atividade que vocês exercem ? Vivem de doações?

    1. Gustavo Cordeiro Responder

      No programa Roda Viva da semana passada, dois dos integrantes explicam bastante sobre o fora do eixo e seus braços. segue anexo: https://www.youtube.com/watch?v=e5XY6EZMx-s

  2. M. Rodrigues Neto Responder

    O que é ser escrava do Fora do Eixo?

  3. Marco Responder

    Essa Beatriz está mais para Jabor do que para “cineasta” …

    1. Cláudia Responder

      Pior é que o Jabor começou fazendo cinema também 🙂

  4. Raí Responder

    Fora do Eixo, MPL, tudo farinha do mesmo saco, e está sendo mostrado vagarosa mas vigorosamente, por quem esteve lá dentro destes “puteiros” que aquelas pessoas “brancas, bonitas ricas e cultas” como disse a Dríade, que por fora são flores, porem por dentro, estão podres.

    1. Gustavo Cordeiro Responder

      e tu tem seu cérebro comprometido pelos meios de comunicação em massa

    2. Liesbeth Salander Responder

      Cala a boca paquiderme-coxinha!

  5. Angelo Cardoso Responder

    Não dá pra estranhar. Esses coisas fazem parte do dna humano. A traição e a ingratidão.

  6. Sala Especial Responder

    Vocês são comunistas. Morram.

    1. Gustavo Cordeiro Responder

      Porque o sr/a deseja a morte de alguém por julgar de ideologia diferente da sua? Gostaria de morrer nas mãos de um carrasco por ter sido julgado um capitalista de merda? Não teríamos todos o livre arbítrio, para pensar e acreditar naquilo que queremos?

  7. Luiz Luca Responder

    Pelo que me consta, ela não trabalhou para a cineasta e sim para o fora do eixo enquanto a cineasta fez parte, está havendo uma distorção da realidade aí.
    Segundo, não sei qual a necessidade de se destacar como negra e assinalar que a outra é branca, isso é querer se vitimizar e promover racismo contra o outro lado.
    Qual a importância da questão racial nesse caso?
    Sou negro e sei muito bem diferenciar o que é racismo do que é coitadismo.

    Se assinalar negro num debate que não tem nada de racial é querer posar de vítima.
    Nem li o resto, não merece crédito algum.
    PARE de usar a história sofrida do povo negro para seus propósitos particulares, nossa história é muito maior que isso.

    1. K. T. Responder

      “Sou negro e sei muito bem diferenciar o que é racismo do que é coitadismo (…) Se assinalar negro num debate que não tem nada de racial é querer posar de vítima.”

      Somos dois, Luiz, e assino embaixo. Lembrei do Barbosão que, para fugir das cobranças de ilicitude, se saiu com essa.

      1. Liesbeth Salander Responder

        a questao dela acentuar sua negritude e’ politica! se nao sabe sobre o que comentar se calem coxinhas!

    2. Rick Freitas Responder

      perfeito Luiz Luca. enfim, algum comentário coerente.

    3. Flavio Veloso Responder

      Iria tocar exatamente nesse ponto Luiz.

      E se ela trabalhava para o FdE (desde os 16 anos), e o FdE tinha um acordo com a Beatriz, quem deveria pagar algo era o FdE não? Ou ela está corroborando a tese de “escravidão”?

      Pelo que eu entendi Dríade, você trabalhava para o FdE e não para os cineastas que tinham acordo com o FdE. Ou não?

      Vc fez inúmeros trabalhos para a beatriz, via FdE, não recebeu nada e a culpa é da Beatriz? Se realmente existe um diálogo aberto como todos do FdE bradam, eu gostaria de ver uma resposta.

      Agora, Liesbeth, para enriquecer o debate democrático, não esqueça de me chamar de coxinha nos comentários logo abaixo.

      1. K. T. Responder

        É a velha tática do ad nominem, Flavio, agora intitulado “choque-pesadelo”. Os supostos argumentos desmoronam, o desespero bate, e aí resta chamar o outro de coxinha.

  8. Marina Barbosa Responder

    Parabéns, Driade! Relato resumido, franco e direto!

  9. Marcus Pessoa Responder

    Não entendo por que o blog só publica textos favoráveis ao Fora do Eixo. Tomou partido?

    1. K. T. Responder

      Eu tb tenho essa mesma impressão, Marcus. E aquela pergunta do Rovai sobre o que o Capilé achava do filme dela? Só faz suscitar a troco de quê estão tentando abafar, custe o que custar, os depoimentos de quem descreve uma casa do “terror”.

      Algo de estranho está no ar, ainda mais em um cenário em que a esquerda apoia o Midia Ninja e rechaça o FdE.

    2. Marcia Santos Responder

      Gostaria de saber qual é o nível de escolaridade desta garota , que entrou no FdE com 16 anos e consegue escrever corretamente ,

    3. Lucila Brito Responder

      Não pode? Só a Veja pode? A Beatriz pode? Se não fossem esses blogs no partido do Fora do Eixo, eu tava era por fora do assunto, mesmo.

    4. Gustavo Cordeiro Responder

      porque alguém precisa fazê-lo, já que na grande imprensa isso jamais será divulgado. E se for, provavelmente será deturpada.

      1. Marcus Pessoa Responder

        Eu preferia que o blog mostrasse os vários lados da questão em vez de tomar partido.

    5. L.G Responder

      Há muito tempo. Rovai é admirador dos fora do eixo e já mostrou sua posição aqui no blog. Só vai se posicionar a favor do fora do eixo. Aliás, o blog está servindo como plataforma de divulgação para quem o acessa com frequência e fica só com uma visão dos fatos.

    6. Kelly Responder

      Também estou notando isso.
      Vamos aguardar cenas do próximo capítulo…

  10. Eduardo Responder

    Sinceramente, nesse texto a Dríade Aguiar só corrobora as acusações sobre o FDE.

    1. K. T. Responder

      Pior que eu pensei nisso também. Comportamento típico de quem tá imerso na seita: tudo aqui dentro são flores, o inferno são “os outros lá fora”.

      Sei…

      1. Leo V Responder

        Sim, é o que parece. parece aquele funcionário destacado pra dizer como somos felizes e bem tratados. O remendo ficou pior que o furo.

    2. Lilian Vaz Responder

      Achei a mesma coisa.

  11. Otávio Responder

    Que nada a ver… houve VÁRIAS críticas de mesmo teor! Vcs vão ter q melhorar o teatrinho e disfarçar mais os comentários aqui, pq dá prá perceber q são comentários do povo da casa q, se não comentarem, vão sofrer assédio moral. E que, aliás, devem ter trabalhado em dobro nesse domingo prá colocar o portal da transparência no ar… coitados.

  12. alexandre a. moreira Responder

    Chegou a esse ponto porque não é sobre Cultura Renato. Há muito tempo que não é sobre cultura.

  13. Lili Responder

    Já encheu tanto futrico. Aliás, essa troca de acusações está chata desde q a cineasta começou. Parece um monte de adultos vivendo uma síndrome de pré-adolescentes, trocar farpinha está mais para essa faixa etária. Por favor, tragam provas antes de ficar no disse me disse, no final das contas todos que passaram ou ainda fazem parte desse coletivo agem assim e nada é realmente esclarecido.

    Pior q encontram espaço p/ isso nos sites de notícias, será uma inveja das Caras da vida? Cruzes! De qq forma, se for dor de cotovelo das revistas estilo Carasquem, sugiro que ilustrem c/ fotos, afinal é a parte mais divertida. Imagina a turma posando dentro de uma banheira c/ as pernas p/ o ar ou lendo um clássico fazendo ar de inteligente…

  14. Robson Ebaid Responder

    Bom, estou lendo o que sai sobre esse grande pequeno problema que é a legitimidade do Fora do Eixo.
    Tentar fazer arte e cultura no Brasil não sendo do main stream é osso. Uma boa opção seriam os cenários paralelos. Mas e se não estamos dentro do Fora do Eixo?
    Já tentei me candidatar a dois festivais do coletivo. Não tive sucesso nem respostas.
    O Fora do Eixo é, sim, um outro Eixo. Com um toque de perversidade.
    Quem é banda de garagem como eu, acredita que é possível sair da sombra por meio de festivais similares e quando tenta não consegue. O resultado é o desânimo, a que na confiança e na auto-estima.
    Muito conveniente atacar quem ataca o FDE, chamando-a de elite, etc.
    Por que, em vez disso, não mostrar o que se faz realmente, mostrar números, depoimentos isentos?
    A iniciativa pode ser boa, mas o resultado é apenas a cultura dominante com outros matizes.
    Fora, main stream. Fora, do Eixo.

  15. Valber Matos Responder

    Isso mesmo, Dríade Aguiar, concordo em gênero, numero e grau.
    Sou Secretário de Cultura de Sousa na Paraíba e um dos ativistas culturais que participei da formação de um coletivo aqui em nosso município, o Coletivo Estação, no qual adota-se conhecimentos e práticas do Fora do Eixo (FdE), apesar de ter sua identidade própria e suas particularidades.
    O FdE é mais que uma filosofia de práticas da Economia Solidária, que abala todas as estruturas capitalista tradicionais nas áreas artísticas e culturais, é também um jeito de viver social que faz do seu coletivo/rede uma gama de potenciais de conhecimentos e ações a serviço do bem comum de todos e todas.
    Sobre ser “escravo do FdE”, a Dríade usou esse termo apenas no sentido pejorativo da palavra, em resposta a agressão da Beatriz a filosofia que ela adota hoje pra sua vida.
    E quem quer conhecer melhor sobre a filosofia, vão conhecer pessoalmente o FdE, as portas estão abertas a todos e a todas que se dispões a vivenciar essa nova filosofia.
    No mais, George B. Courtelyou nos afirma: “O maior patrimônio de uma nação é o espírito de luta de seu povo e a maior ameaça para uma nação é a desagregação desse espírito”. Tenhamos cuidado para não matarmos o ultimo dos moicanos!
    Valber Matos

  16. Josi Responder

    Segundo Malu Aires artista e promotora em BH, o FDe explorou a produção artística para arrecadação de verba pública, criou a ideia de que artista bom é artista solidário e disse para as bandas que a música que elas criam não vale nem o download, nem a execução.

    Já Beatriz Seigner retrucou a frase de Pablo Capilé “todo mundo é artista” dizendo que ficou chocada. Não apenas pela total falta de respeito por aqueles que dedicam a maior quantidades de horas de sua vida para o desenvolvimento da produção artística. “Todo mundo é esportista também – mas quantos têm a vocação e prazer de ficar mais de 8 horas diárias treinando e se aprofundando em determinada forma de expressão?” Diz Beatriz

    Está linha de raciocínio parece haver embasamento quando Dríade Aguiar diz, “porque não diz claramente que se ACHA artista e que por isso tem que ganhar muito mais que eu pra manter seu status quo?”. Pergunta direcionada a cineasta Beatriz.

    O FDe esta tendo um papel importante na questão de divulgação cultural e artístico pelo Brasil. Mas, também surge um monopólio ideológico d repudio ao artista q procura tirar sustendo de sua criação. Para quem vive de criar arte e não do resultado dele, sabe o quando esse processo não é nda fácil. Senão realmente todos seriam “artistas”.

    Dríade apesar d ser pobre e negra teve sua escolha. Trabalhar d forma voluntaria para gerar oportunidades e repertorio pessoal, que s fosse remunerada talvez não teria oportunidade. Assim como Beatriz que é alta, branca, bonita e rica, também faz sua escolha, a d valorizar seu trabalho, sua arte e revindicar seus direitos como criadora.

  17. Aline Nabisi Responder

    Olá, Driade. Eu, como boa parte das pessoas que não fazem parte do coletivo e está recebendo uma enxurrada de informações, gostaria de te perguntar algumas coisas, me sentindo neste direito uma vez que você publica este texto em resposta a acusações.
    Primeiro, gostaria de dizer que achei o texto da cineasta um pouco exagerado, sim, mesmo não tendo participado dos fatos. Contudo, existiu ali um caráter de denúncia que vai ao encontro de outras publicações menos personalizadas, mais sensatas e de fontes que eu considero confiáveis. Então, quanto as acusações de não repasse de verbas do SES, por exemplo, para a cineasta e para outros profissionais [incluindo aí os próprios integrantes das casas FdE], isto é falácia ou faz parte da forma como opera o coletivo? Você tem informação sobre isso, uma vez que trabalhou diretamente neste projeto com Beatriz Seigner?

    Sobre as demais falas, comparando vocês a escravos [o que é, no mínimo, delicado, uma vez que vivemos em um país onde a escravidão ainda não foi totalmente abolida DE VERDADE] e falando sobre o caráter de seita, meio amish, considero irrelevante, por acreditar que os integrantes do coletivo podem escolher. Contudo, como você mesma diz, a Beatriz “pode escolher”. Você considera que não houve escolhas para você e por isso está na casa Fora do Eixo?

    Agradeço se puder responder a estas perguntas. Elas não são de modo algum um ataque à moda da velha mídia. São perguntas de uma cidadã e de uma artista querendo entender melhor as coisas para justamente não sair por aí repetindo equívocos. Gratidão

  18. rovai neto Responder

    resumindo: dríade não é escrava, só encabeça a formação de quadrilha.

  19. chris Responder

    Não entendi a parte do eu sou negra e você é branca. Vitimização é complicado nessa história.

  20. Sérgio Duran Responder

    Que depoimento contundente! Para fazer o que ela nunca sonhou, ao sair de uma periferia, essa moça fez projetos de comunicação de graça, trabalhou em troca de moradia e alimentação? Sim, porque ela não fez nada para a tal cineasta, fez para o FdE, que naquela época trabalhava para a cineasta… Dríade, você merecia salário! Merecia participação no lucro que gerava! Porque se você não ganhou, alguém ganhou dinheiro com o seu trabalho, e não importa se foi o diretor ou a cineasta branca! É disso que se está falando…

  21. CLAUDIO OLIVEIRA Responder

    …NÃO SOU DO FORA DO EIXO…DESENVOLVO PROJETOS SÓCIOS CULTURAIS E CONHEÇO O TRABALHO E AS PESSOAS DO FORA DO EIXO…ESSES CARAS TRABALHAM PRA CARAMBA EM UM NÍVEL DE QUALIDADE E COMPROMETIMENTO QUE CAUSA INCOMODO à GENTE DE MÁ VONTADE…AS RELAÇÕES NÃO SÃO BASEADAS EM DINHEIRO MAS EM VALORES… TEMPOS DE TEMPESTADES SÃO OTIMOS PRA VOCE CONHECER UM POUCO MAIS DE QUEM ESTA AO SEU REDOR…QUANTO MENOS SABEM…MAIS FALAM…E O MUNDO TA UMA MERDA MAS A CULPA É SEMPRE DOS OUTROS…NUNCA DESTES QUE FAZEM POUCO OU NADA PELOS OUTROS…FOCO NO TRABALHO RAPAZIADA …O QUE FECHA A BOCA DAS PESSOAS É TRABALHO COM RESULTADOS …FOCA NO FOCO…BORA LA…!!!

  22. Beatriz Responder

    A menina não esclareceu absolutamente nada sobre o tal Fora do Eixo e só fica xingando a outra (se for só pra isso, manda um email, pô!), corroborou com a afirmativa de que trabalha de graça pro Fora do Eixo (e não exatamente pra Beatriz, que por sinal TAMBÉM tava trabalhando de graça na época, ao que parece) e joga a carta do NEGRO X BRANCO? Sei que racismo é uma realidadeda nesse país, mas… nesse caso? Qual a relevância? Se for pra defender o projeto, era mais fácil ela falar: estou lá há 16 anos e tenho isso, isso e aquilo de produção profissional com meu nome. Meu portfólio é X. Sou conhecida por isso e por aquilo no mercado cultural”. Ia calar a boca de quem fala sobre escravidão sobre a Casa. O problema é se ela não tem isso pra mostrar, né… aí o jeito é só ficar na farpa mesmo.

  23. Robson Assis Responder

    “Ninguém é mais escravo do que aquele que se julga livre sem o ser”, Goethe

  24. luiz Felipe Responder

    Meus deus, quanto rancor e preconceitos nestes comentários. Não é preciso concordar uma linha com o Fora do Eixo para ver que este processo de destruição é selvagem e indefensável. Não tem nada a ver com a cineasta e seus ressentimentos, tem a ver com a ousadia de quem teve a coragem de peitar a mídia em um canal nacional. Dez anos de existência e agora descobrem uma miríade de irregularidades no coletivo. Não entro nesta. Não vou segurar tochas neste linchamento. Entre a Veja e o FdE tenho lado. E não é o da intolerância.

  25. Camilla Responder

    A informação de que não se pode namorar com alguém de fora procede. Uma grande amiga teve que sair do programa fora do eixo pq estava namorando alguém que não morava na casa e isso gerou uma série de problemas pra ela.

  26. ruy leite Responder

    Voce nao e’ escrava pos moderna….Voce nao se deu conta que e’ racista pos moderna…sim…pelo fato de ser negra nao tem nocao de que e’ racista pos moderna…assista o video e veja se cai a ficha em sua cabecinha vazia !!!

    http://www.youtube.com/watch?v=l7t1Q6PE4ds

  27. ruy leite Responder

    A Beatriz não, ela é alta, branca, bonita e vem de uma família de elite. Por isso ela pode escolher.

    1. Suzana Responder

      ato falho…

  28. Jocélio Roncy Responder

    Incrível como os relatos dos integrantes do Fora-do-Eixo só reforçam a teoria de que são mesmo ingênuos que se deixam escravizar por um picareta de marca maior como o Pablo Capilé. Quantos cards vocês estão ganhando pra defender essa palhaçada nos comentários? Ou o Patrão agora tá repassando em centavos? Já almoçaram hoje? Domingo é redobrado, hein?

  29. Vera Responder

    Como eu vejo o FDE: um esquema de pirâmide, quem está no topo leva algum, quem está na base se ferra (trabalha de graça) sem perspectiva. O importante é manter todos, como a Dríade, achando que está próximo do cume, que logo logo o sucesso aparece para todos, sob a égide do FDE.

  30. Leo V Responder

    Claro que quem está nessa empresa veste a camisa e defende o empreedimento.

    Os funcionários o Google provavelmente defenderiam da mesma forma a empresa.

  31. Simone Mestre Responder

    Desculpa Dríade não entendi algumas colocações no seu texto, por isso faço algumas perguntas.
    em seu texto você afirmar
    “sou negra (…) Eu sou uma das escravas do Fora do Eixo. A Beatriz não, ela é alta, branca, bonita e vem de uma família de elite. Por isso ela pode escolher. Ela sabe o que quer.
    Nessa parte do texto, você diz que é escrava pq é negra e a Beatriz não é pq é branca?
    Ela não é escrava pq é rica e bonita é pode escolher, você não pode escolher?
    A Beatriz afirmou em algum texto, que ela era uma escrava do fora do eixo?

  32. Cristiana Castro Responder

    Pois eu não entendi foi é nada. A mim pareceu que a autora só confirma as denúncias da cineasta. Eu trabalhei de graça p/ vc… Eu hein!

  33. Augusto Pinheiro Responder

    Sinceramente, tenho imensa dificuldade em entender essa proposta, que classifica uma obra cultural / artística obrigatoriamente em um produto “coletivo” e define a justa remuneração do seu autor como lucro.

    https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=1oQQbhRTacI

  34. Reynaldo Franco Responder

    Enquanto “cumadres” lavam roupa suja , os movimentos populares organizados tentam desviar o foco….
    Cadeia para os mensaleiros e mudanças políticas já.
    Vamos acabar com um governo assistencialista . Isso sim cria escravos, reflitam esta confissão . Vive de patrocínio estatal e não de seu próprio trabalho. Basta…..

  35. Ian Responder

    Achei bem ruim. Está mais uma troca de farpas e intriguinha de adolescentes do que um debate. Coisas do tipo que ela fala como ”fala na minha cara” e ”você vem me falar isso depois de tudo que eu fiz por você” parece o tipo de cosa que se ouve numa briga de garotas de 14 anos. Essa menção do relacionamento da Beatriz com o cara do grupo foi uma coisa bem baixa mesmo! Do nível de fofoca.
    Além do mais ela não refuta nenhuma das acusações e nem prova que são falsas. Só fica chamando a outra de mentirosa. Provocando o efeito contrário até, fortalecendo as acusações. Percebe-se que a devoção dela por esse Fora do Eixo é quase religiosa.
    Então ela está com eles desde os 16 e sem ganhar nada (já que ela não prova o contrário, supõe-se isso)? E ainda os defende dizendo que ela não teria nenhuma outra oportunidade se não fossem eles? Ou é fanatismo ou ingenuidade.
    É questionável também a honestidade dessa Dríade. Qual a necessidade dela se afirmar negra? Achei uma isso uma tentativa muito canalha de se aproveitar da questão racial para posar de vítima da história. Ou isso ou ela tem uma grande resignação e um sentimento de inveja, o que é visivel, perante à Beatriz: ”ela é branca, alta, bonita, rica…”
    Acho que essa moça tem sérias questões de alto-estima e de caráter. Agora confio menos ainda nesse Fora do Eixo.

  36. Lilian Vaz Responder

    Ontem eu assisti a entrevista do Capilé e gostei muito, mas essa carta da garota se declarando escrava não dá…. esse tipo de coisa só depõe contra. Na boa.

  37. Charles Reis Responder

    Porra q m. é essa??
    Essa galera tá vivendo a custa do “Estado”, quero dizer de mim o palhaço??

  38. Estebes Responder

    Digo: mais uma vitima do reverendo Capilé e sua seita

  39. Ricardo Responder

    Prezado Rovai. Gostaria que entrevistassem outras pessoas do FdE e do Midia Ninja. Os depoimentos que li (Torturra e Dríade) têm forte caráter emocional e acabam por deixar a impressão de que apenas o Capilé pode – racional e completamente – falar pelo FdE.

  40. Edmilson Pereira Responder

    Acho que, nesse caso, a questão racial foi colocada desnecessariamente, pois não o debate não é esse, mas os novos arranjos para a produção, circulação e acesso a bens simbólicos que estão sendo configurados.
    O texto também personaliza a questão, e despolitiza a discussão.

  41. François Responder

    Completamente Alienada… Dos 16 aos 23 anos trabalhando sem nenhuma garantia trabalhista. Nem o Bispo Macedo consegue uma proeza dessa.

  42. Mariza Guimarães dias Responder

    Depois de ler o texto da Beatriz e a resposta da Dríade, tentando entender as propostas e como funciona o Fora do eixo, vi que perdi meu precioso tempo. Uma pena, achava que poderia ser algo serio, afinal nossa sociedade está necessitada, mas vejo que , infelizmente ainda falta muito para caminharmos.

  43. Felipe Vaz Responder

    A questão racial não é o ponto, mas não vejo “coitadismo” nisso. Aliás, é covarde usar isso pra desqualificar o texto dela.

    O FdE, no caso de alguém da periferia de Cuiabá e tantos outros no Brasil, era a única perspectiva de inserção num circuito cultural. Pra tal Beatriz, rica e sulista, o FdE é uma contingência desnecessária: um divertimento ou uma caridade.

    Deu pra entender?

  44. Jefferson Boy O'Thomas Responder

    Se você entrar num templo da igreja universal e perguntar a um dos otários dizimistas se ele se sente ludibriado pelo Edir Macedo e seus asseclas, ele também vai dizer que não, que está lá porque quer, que paga o dízimo porque quer etc. Nem por isso, os pastores-picaretas serão menos picaretas. O depoimento dessa menina é o típico depoimento de um ingênuo que sofreu lavagem cerebral. Pra piorar, ainda se sente uma coitadinha por ser negra. Ah, vai procurar um tanque de roupa pra lavar, menina…

  45. André M. Responder

    Caro Rovai, a Beatriz Seigner não está sozinha. Muito pelo contrário, os depoimentos de artistas e ex-integrantes do Fora do eixo estão todos aí, e você já deve ter percebido que não se trata de casos isolados. Veja o que diz, por exemplo, o músico Eduardo Araujo:
    “Isso até eu perceber a postura de alguns dos membros, como a Dríade Aguiar – do setor de comunicação – que não condiziam com o que eles pregavam, de igualdade e tudo mais. Ela chegou a me destratar e gritar comigo, o que acabou em uma discussão bem chata.
    Um dia antes de acontecer a primeira edição do tão esperado “Domingo” eu participei de uma reunião geral, na qual o Pablo Capilé falava sozinho e todos pareciam só querer ouvir, como se ele fosse um mestre a ser seguido. (…)
    A represália veio depois. A própria Dríade veio falar comigo para me explicar que o Pablo não pode ser interrompido e que eu fiz mal. Fiquei horas digerindo aquilo e até hoje me revolto”.

    https://www.facebook.com/araujoeduardo/posts/10201423361161585

  46. Carlos Responder

    gente que reclama da parcialidade da Veja e não vê a parcialidade de gente como o Rovái. parabéns a ambas as seitas.

  47. Carlos Responder

    se merecem.

  48. Dara Responder

    Eu sou alta, magra, negra e me considero bonita, e detesto que usem essas características quando vão falar de mim, é simples, use meu nome.
    A pergunta é…Se caso Driele se vc não fosse, baixa, gordinha e negra…quais seriam seus argumentos nesse debate?
    Acredito que poucas, ou quase nada.
    Se há verdade em tudo que diz, prove destacando suas qualidades e não os defeitos de seus “inimigos”, porque nesse caso, o feitiço virou contra o feiticeiro.
    Uma dica: Trabalhar a auto-estima, faz toda diferença gata 🙂

  49. gjyyyhqw Responder

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