Globo e Record fecham acordo e usam o mesmo vocabulário para definir Greve Geral

  Durante o dia o blogue recebeu relatos de diversos jornalistas que atuam na mídia tradicional de que há uma ordem explícita nas redações para se criar um vocabulário comum na cobertura jornalística sobre a greve geral....

 

Durante o dia o blogue recebeu relatos de diversos jornalistas que atuam na mídia tradicional de que há uma ordem explícita nas redações para se criar um vocabulário comum na cobertura jornalística sobre a greve geral.

Na redação da TV Globo São Paulo, por exemplo, um editor teria se dirigido aos berros a um repórter que usou a palavra “greve geral” numa das entradas. Dizendo que o termo estaria proibido.

A greve de hoje deve ser tratada como “protesto de sindicalistas que provocaram “tumulto e baderna”, segundo um relato de um desses jornalistas.

Na Record a ordem foi a mesma. Nenhum repórter está autorizado a usar o termo greve geral, mas “ação de grupos isolados”. E o foca das coberturas também deve ser o de baderna. Falar da previdência ou dizer que houve protestos pedindo Fora Temer também foram temas proibidos na emissora.

Rádios como a Jovem Pan e a Bandeirantes ficaram durante todo o dia repetindo essa mesma narrativa.

Jornalistas mais experientes com quem o blogue conversou têm certeza que houve um acordo dos grupos de comunicação com o governo Temer. Que não se trata de algo isolado ou muito menos de uma iniciativa espontânea.

 









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Comentários

1 comment

  1. Nelimar Responder

    A Band manteveco mesmo discurso.