Parabéns, suas lindas, hoje ficou provado que a luta democrática não é tarefa para homenzinhos…

As senadoras de oposição deram a linha. É lutar com todos os instrumentos pacíficos possíveis. Mas sem covardia. Sem deixar dúvidas de que lado se está na trincheira.

Se eu fosse mulher provavelmente nada me irritaria mais do que aquela estúpida frase muito usada nos campos de várzea. Futebol não é coisa para mulherzinha.

Se eu fosse homossexual, também ficaria com muita vontade de partir pra cima daqueles que falam que isso não é coisa pra maricas.

E se eu fosse um parlamentar brasileiro homem, teria maior orgulho de ter ao meu lado e a me liderar nas grandes batalhas mulheres maravilhosas como as senadoras Gleisi Hoffmann (PT-PR), Lídice da Mata (PSB-BA), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), Fátima Bezerra (PT-RN) e Regina Sousa (PT-PI).

Também morreria de orgulho de ter ao meu lado a deputada Luiza Erundina (PSOL-SP) e o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), só pra citar mais dois que não são homens heteros e que têm atuado de maneira combativa e democrática em defesa do povo brasileiro nestes tempos sombrios.

Chega de papo furado, de tomar bola nas costas, de ficar fazendo pose de republicano, de fazer acordo pra reformas políticas ridículas, de entrar naquela ladainha de que em nome dos bons costumes da Casa a gente vai sendo tratorado sem nenhum respeito.

É só ver o que o governo está fazendo na CCJ para impedir que o processo contra Temer vá a plenário. Já foram trocados 18 membros. O toma lá dá cá está completamente vergonhoso. Deputados estão conseguindo emplacar qualquer aliado em cargos importantes de estatais. E a oposição vai fazer de conta que é preciso respeitar as regras?

De que regras estamos falando? Que regras foram respeitadas no impeachment de Dilma?

As senadoras de oposição deram a linha. É lutar com todos os instrumentos pacíficos possíveis. Mas sem covardia. Sem deixar dúvidas de que lado se está na trincheira. Para que a população passe a perceber que há, sim, em quem acreditar.

Parabéns, suas lindas. Tenham certeza de que há muita gente com imenso orgulho de vocês. E, claro, também dos homens que lutam e que aceitaram apoiá-las. Sem invocar protagonismo.

Foto: Lula Marques/AGPT

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