SÃO PAULO

Mulher é presa em Osasco acusada de espancar o filho de 5 anos até a morte

Ela já havia sido acusada de tentar matar o ex-companheiro e pai da criança, que tentava sem sucesso a guarda do filho

O menino Isaque e seu pai Davi.Créditos: Arquivo pessoal
Escrito en BRASIL el

No último dia 7 de abril, Jéssica Alves de Andrade (35) levou seu filho Isaque Alves Vital de Souza, de apenas 5 anos, já sem vida, para a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) da Vila Menck, em Osasco, na Grande São Paulo. Os médicos desconfiaram quando a mãe afirmou que o menino havia caído de uma escada e então chamaram a polícia.

Após exame, constataram hematomas e sinais de violência ao longo do corpo da criança. Também teriam constatado que o menino estava morto fazia um dia. Jéssica foi presa pelos policiais e está na cadeia feminina de Osasco enquanto aguarda o término das investigações da Polícia Civil. Ela é acusada de ter espancado o filho até a morte. No dia seguinte, em 8 de abril, Isaac era enterrado no Cemitério Municipal Santo Antônio, em Osasco.

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Também acionado pelos médicos, o Conselho Tutelar encaminhou os outros filhos da mulher – uma menina adolescente e duas crianças – a um hospital para fazerem exames. Já existia, no ato da prisão, a suspeita de que as agressões pudessem se estender aos demais filhos.

O pai do menino, Davi Vital de Souza, deu uma entrevista do R7 à época dos acontecimentos em que afirmou saber que o filho sofria agressões da mãe. Também relatou que por conta disso tentava desde 2022, sem sucesso, obter a guarda integral do menino na Justiça. Até o fim de sua vida, Isaque passava 15 dias com o pai e 15 dias com a mãe, em guarda compartilhada.

Davi chegou a fazer boletins de ocorrência contra Jéssica e publicar nas redes sociais vídeos do menino chorando por ter de voltar à casa da mãe. Outra revelação do pai da vítima é de que a ex-companheira já havia sido presa acusada de tentar matá-lo.

De acordo com o Conselho Tutelar de Osasco, Jéssica já tinha histórico de agressões contra os filhos. Mas mesmo assim o pedido de guarda cautelar do menino foi negado pela Justiça.