Tecnologia: isso também é para elas

Tecnologia: isso também é para elas

A desigualdade de gênero na área de tecnologia e ciências da computação começa a incomodar no Brasil e no mundo. Conheça os projetos que tentam reverter esse quadro e saiba o que têm a dizer as protagonistas dessa virada

Por Anna Beatriz Anjos. Colaborou Isadora Otoni

“No verão do ano em que fiz a oitava série, fui a um acampamento tech, passar uma semana aprendendo a programar em C++. Eu não pensava muito em papéis de gênero até ir para o acampamento (quem pensa nisso num acampamento de férias?). Assim que cheguei ao lugar, observei uma coisa: não havia meninas. Nenhuma. Num primeiro momento, me assustei. ‘O que vou fazer com garotos em todo lugar?’. Mesmo nessa época, eu já sentia a intimidação avassaladora do outro gênero.”
(Cindy Hoang, 17 anos)

Nós nunca fizemos nada relacionado à tecnologia antes, nunca nem imaginávamos fazer algo assim, era uma ideia absurda e fora de nossa realidade. Nós apenas usávamos a tecnologia como qualquer outra adolescente normal, acessávamos redes sociais, fazíamos trabalhos e só, nunca nos passou pela cabeça fazer um aplicativo para uma competição e que tenha um impacto tão grande na sociedade.”
(Camila Ziron, Estela Machado, Letícia Macias e Larissa Arruda, de 16 anos, e Hadassa Mussi, de 18)

“Cheguei na aula de Introdução à Programação. Entrei, sentei. Estava escuro, todo mundo programando. Falei ‘nossa’- só tinha homem! Depois descobri que tinha mais duas meninas, mas uma desistiu e a outra saiu para fazer intercâmbio, então fiquei sendo a única. Aquele momento foi muito marcante pra mim. Fui pra casa chorando e comecei a escrever o blog.”
(Camila Achutti, 22 anos)

 

O blog a que se refere Camila Achutti é o Mulheres na Computação, criado por ela mesma em 2010, quando começou a cursar Engenharia da Computação na Universidade de São Paulo (USP). Na internet, ela encontrou um espaço para debater o que descobriu logo no primeiro dia de faculdade: o número de mulheres que escolhe estudar e trabalhar na área de tecnologia é muito inferior ao de homens.

Embora seja íntima dos computadores desde pequena – seu pai era programador -, entrou em contato com a desigualdade de gêneros apenas quando se tornou universitária. “Aí que eu descobri o que rolava. Até então, não tinha noção nenhuma”, relembra. Ao se deparar com um cenário totalmente masculino, ela pensou que precisava se mobilizar. “Foi uma coisa que mexeu muito comigo e mexe até hoje. Brinco que virei advogada da causa”, conta.

Como indicam os depoimentos acima, Camila está longe de ser a única que enfrenta essa situação. A fala das adolescentes Camila Ziron, Estela Machado, Letícia Macias e Larissa Arruda, de 16 anos, e Hadassa Mussi, de 18, reforça a ideia de que as ciências da computação quase não são vistas como área de interesse ou opção de carreira pelo público feminino.

As seis adolescentes,  que vivem em Santos, no litoral sul de São Paulo, decidiram, neste ano, participar do Technovation Challenge, uma competição global que busca empoderar meninas por meio da tecnologia. Elas estão desenvolvendo um aplicativo para smartphones cujo objetivo é ajudar as vítimas de violência virtual. Antes de se envolverem com a criação do For You, entretanto, nenhuma delas havia sequer pensado na possibilidade de atuar na área.

Equipe Nucleo (1)

Camila Ziron, Estela Machado, Letícia Macias e Larissa Arruda, de 16 anos, e Hadassa Mussi, de 18, integrantes do grupo Núcleo Technovation, que concorre no Technovation Challenge deste ano. As meninas, que vivem em Santos, criaram o aplicativo For You, cujo objetivo é ajudar as vítimas de violência virtual (Foto: Arquivo pessoal)

A norte-ameriacana Cindy Hoang, de 17 anos, recentemente escreveu um artigo para o jornal The Huffington Post relatando sua experiência como uma das únicas meninas, em seu círculo social, que se interessam por programação. As coisas só melhoraram para Cindy depois que participou do Girls Who Code, um programa voltado a garotas do ensino médio que busca diminuir a distância entre elas o mercado de tecnologia. A iniciativa, idealizada pela advogada Reshma Saujani, tem o apoio de gigantes do setor, como Google, Twitter e E-Bay.

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O Technovation Challenge e o Girls Who Code são apenas dois dos inúmeros projetos criados nos últimos anos para incentivar meninas e mulheres a enxergarem a tecnologia e as ciências da computação como um caminho possível. A maioria deles surge nos Estados Unidos. Girl Develope It, Black Girls Code, The Ada Initiative, Girls in Tech são alguns exemplos (vide box no final no texto).

“Lá, a discussão já começou há algum tempo. De uns três anos para cá está bem em alta. Eles têm reformulado cursos tradicionais, como Berkley e Stanford, para terem um appeal maior com as meninas. Aqui ainda estamos começando a ir no caminho certo”, afirma Camila Achutti, que acaba de voltar de uma temporada de estágio no Google, em São Francisco. Apesar de mais recente, o debate em torno do tema tem motivado ações também por aqui. É o caso do Mulheres na Tecnologia, Meninas Digitais, RodAda Hacker e do próprio Technovation Challenge, que em 2014 teve, pela primeira vez, uma estrutura no Brasil.

Estereótipos por todas as partes

De acordo com dados da organização norte-americana The Ada Initiative – o nome é uma homenagem à inglesa Ada Lovelace, considerada a primeira programadora do mundo -, as mulheres representam somente 2% da comunidade que desenvolve software livre no mundo. Dos editores da Wikipedia, elas são 10%.

O Brasil reflete a conjuntura global. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) de 2009, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apenas 20% dos profissionais da área de TI são mulheres. De um total, por exemplo, de 22.377 programadores, à época somente 3.725 eram do sexo feminino.

O Censo de Educação Superior de 2011, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), vinculado ao Ministério da Educação (MEC), reforça a ideia. A pesquisa aponta que, no curso de graduação de ciência da computação, 85,4% das matrículas são feitas por homens.

Não há ainda estudos que analisem a escassa presença de mulheres no campo da tecnologia. Faltam, inclusive, dados mais específicos que retratem o cenário. É o que explica Juliana Borin, professora do Instituto de Computação (IC) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). “No Brasil, temos carência desses números. Queremos começar a gerar dados nesse sentido”, diz.

Por isso, as razões que mantêm o público feminino distante das ciências da computação são apontadas apenas por quem atua na área. Para Camila Achutti, há, principalmente, um problema em relação à educação, que ainda é muito sexista e favorece a criação de estereótipos. “A gente acaba dando pros meninos o carrinho, eles jogam muito mais videogame, consertam o carro com o pai, discutem como uma ponte é construída. Enquanto isso, a menina é muito mais estimulada a escrever, cantar, dançar, cuidar da boneca – isso em pleno século 21. A gente não é formada pra isso, tanto dentro de casa, como no colégio”, explica.

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Camila Achutti, de 22 anos, é engenheira da computação formada pela USP e uma das responsáveis pelo edição brasileira do Technovation Challenge. Ela criou o blog Mulheres na Computação para debater (e combater) a desigualdade de gênero que existe em seu campo profissional (Foto: Arquivo pessoal)

Para Hellem Pedroso, uma das responsáveis pela organização do Technovation Challenge no Brasil, essa visão implantada no imaginário das meninas desde a infância as faz sentir, muitas vezes, menos capacitadas a trabalhar nas carreiras consideradas masculinas pela sociedade. “Temos que dizer às meninas: ‘olha, tecnologia, engenharia, e qualquer outra coisa que todo mundo diz que são só pra meninos, vocês também podem’”, coloca.

Tais estereótipos atingem a figura do próprio profissional da área, que é visto como alguém pouco sociável, que lida apenas com máquinas e interage pouco com o público. “Acredita-se que é uma carreira em que a pessoa trabalha o dia inteiro em frente ao computador, e esse tipo de estereótipo não atrai muito as mulheres. Elas gostam normalmente de atuar em áreas que têm um impacto social, em que podem interagir com as pessoas. Essa é uma visão incorreta da área. Podemos, sim, ter impacto social, interagir com qualquer que seja o campo do conhecimento”, analisa.

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“Está na hora de fazermos o que queremos, o que acreditamos”

Um relatório publicado no último mês de abril pela Gartner, consultoria que desenvolve pesquisas sobre o setor de tecnologia, revela que os gastos que as empresas do mundo todo terão com serviços de TI aumentarão cerca de 3,2%  em relação a 2013. O índice deste ano deve ser melhor que o do anterior, que ficou em 0,3%.

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A inglesa Ada Lovelace é considerada a primeira programadora da história (Ilustração: The Ada Initiative)

No Brasil,  a situação não é diferente. O estudo “Radar: Perspectivas Profissionais – Níveis Técnico e Superior”, lançado em julho de 2013 pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), indica que, dos mais de 300 mil postos abertos no mercado de trabalho brasileiro entre 2009 e 2012, 49,5 mil estão na área de TI, o que corresponde a 16% do total. A área, portanto, é a que mais gerou emprego no país durante o período em questão.

Os dados mostram que o campo da tecnologia já tem um papel importante para a sociedade moderna, sendo que se intensificará cada vez mais. Como defende a entidade The Ada Initiative,  “para que essa mesma sociedade seja justa e reflita os interesses de todas as pessoas”, as mulheres precisam atuar nas atividades que a determinam e impactam.

Juliana Borin destaca o papel dessa pluralidade de atores. “Qualquer que seja o meio, é importante que haja diversidade. Há pesquisas que apontam isso. Se você tem uma equipe com diversidade não só de gêneros, mas de cultura, ela é mais produtiva. A empresa obtém um resultado melhor, um lucro maior”, coloca.

Uma dessas pesquisas mencionadas pela professora é a Woman Matter: A Latin America perspective (em português, algo como “A importância das mulheres: Uma perspectiva da América Latina”), divulgada em 2013 pela consultoria McKinsey & Company. Segundo o levantamento, empresas com uma ou mais mulheres como parte do comitê executivo superam economicamente aquelas compostas por homens. O lucro operacional daquelas que possuem representantes femininas no alto escalão é, em média, 47% maior do que o lucro das que não têm. Além disso, a maioria (61%) dos executivos entrevistados pela consultoria na América Latina reconheceu a importância da contribuição que as administradoras podem conferir ao desempenho das corporações.

Para Camila Achutti, as meninas e mulheres precisam se empoderar da tecnologia para que possam influenciar a idealização e produção de ferramentas que elas mesmas utilizam. “Quando você olha para a audiência do Facebook, acho que somos 68%. Somos maioria também como usuárias do Twitter, dos smartphones. Estamos engolindo uma tecnologia que está sendo feita pelas outras pessoas, mas para nós. Está na hora de fazermos o que queremos, o que acreditamos”, considera.

Camila ressalta ainda que, sem a participação feminina, algumas ideias nunca teriam sido desenvolvidas. Cita o caso do aplicativo For You, criado pelas jovens de Santos, que pensaram o projeto com base em uma necessidade sentida por adolescentes do seu gênero, incluindo elas próprias.

“A ideia surgiu de um bate-papo com a nossa mentora Juliana, sobre coisas que nos incomodavam no dia a dia. Vários temas foram citados, mas o que escolhemos foi o assédio virtual e o compartilhamento de fotos íntimas. Escolhemos o assédio virtual, pois é um problema que vem incomodando muitas mulheres, inclusive a todas nós, que, de alguma forma, já sofremos isso. O fato de nos especializar em compartilhamentos de fotos íntimas foi porque tínhamos pessoas muito próximas que passaram por esse problema, sendo assim, nos baseamos nelas para construir um aplicativo que as deixasse mais confortáveis”, contam.

Menos uma barreira, mais uma possibilidade

Desde março deste ano, a professora Juliana Borin tem frequentado a Escola Estadual Professor Hilton Federici, do distrito de Barão Geraldo, em Campinas. Ela coordena o projeto Android Smart Girls, que ensina 12 alunas do ensino médio a desenvolver aplicativos para a plataforma Android.

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A iniciativa foi umas das contempladas pelo edital “Meninas Jovens Fazendo Ciências Exatas, Engenharias e Computação”, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Petrobras, Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM-PR) e Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).  O programa foi pensado pelo grupo Mulheres na Engenharia (Women in Engineering – WIE) da Unicamp, filiado ao Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE), a maior associação mundial de profissionais de engenharia. Além da professora, nele trabalham voluntariamente por alunos do IC e da Faculdade de Engenharia Elétrica e da Computação (FEEC) da universidade.

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As alunas do ensino médio da Escola Professor Hilton Federici, em Campinas, participam do Android Smart Girls, coordenado pela professora Juliana Borin, da Unicamp (Foto: Antonio Scarpinetti)

O Android Smart Girls se divide em duas partes: até junho, acontece o curso. No segundo semestre, as meninas se reunirão em equipes e, orientadas por mentores, desenvolverão seus próprios aplicativos. O melhor deles será escolhido por meio de um concurso entre os estudantes da escola, ao final do ano.

Embora ainda esteja em andamento e não tenha produzido resultados efetivos, o projeto já permitiu que Juliana e sua equipe tirassem algumas conclusões. “As meninas estão bem empolgadas. A gente percebe que algumas barreiras que elas mesmas se colocam começam a ser quebradas. ‘Puxa, sou capaz de fazer um aplicativo para o meu celular.’ Para elas, isso é bom para a autoestima e para acabar com a ideia de que isso é impossível, de que elas não vão conseguir fazer”, relata.

A coordenadora explica que, caso os aplicativos criados apresentem bom nível técnico e potencial prático, devem ser inscritos em programas como o Technovation Challenge, cuja edição nacional é organizada por Hellem Pedroso e Camila Achutti.

tirinha248Até 2012, a competição se dava apenas nos Estados Unidos. No ano passado, participantes de outros países puderam concorrer. O SolidaireAPP, criado por garotas de Santos para que pessoas compartilhem experiências de voluntariado, alcançou o terceiro lugar geral entre 128 equipes.

Neste ano, o primeiro em que houve um planejamento específico para o Brasil, com organização por regiões, 74 grupos se inscreveram em seis cidades diferentes – no mundo, o total foi de 842. Todos eles contam com uma mentora que os orienta durante o processo de criação do app. Destes 74, aproximadamente 30 completaram o processo e submeteram o resultado à avaliação da comissão internacional, formada por jurados norte-americanos. Agora, o próximo passo é saber quais times passarão para a etapa final, a ser disputada em São Francisco, na Califórnia.

O parecer de Camila sobre o Technovation Challenge é muito parecido ao de Juliana sobre o Android Smart Girls. “As meninas despertam para um mundo novo, essa é a minha sensação. Elas saem com outra ideia do que é tecnologia, mudam o estereótipo. Podem até não seguir na área, mas veem a tecnologia como uma aliada, uma possibilidade, não como uma barreira”, conta.

Os resultados do Technovation Challenge, em âmbito global, comprovam a mudança de ideia das participantes do programa: 94% delas acreditam que as carreiras de ciências da computação são boas para mulheres, enquanto 75% conseguem se ver trabalhando no setor.

Conheça outros projetos, além do Android Smart Girls e do Technovation Challenge, que estimulam a inclusão do sexo feminino no mundo da tecnologia e ciências da computação:

No Brasil:Mulheres na Tecnologia:“A iniciativa Mulheres na Tecnologia é uma organização sem fins lucrativos que visa aumentar a participação feminina na área de Tecnologia da informação. Somos mulheres e homens de todo o Brasil discutindo e agindo em prol deste objetivo.” A MNT já promoveu dois Encontros Nacionais de Mulheres na Tecnologia para discutir a questão.

Site: http://mulheresnatecnologia.org/

Meninas Digitais

O projeto, apoiado pela Sociedade Brasileira de Computação (SBC), “é direcionado principalmente às alunas do ensino médio e tecnológico, para que conheçam melhor a área de informática e das Tecnologias de Informação e Comunicação, com o objetivo de motivá-las a seguir carreiras nessas áreas.”

RodAda Hacker

“Uma oficina para meninas e mulheres que querem aprender a programar projetos web, além de trocar, compartilhar e construir projetos incríveis na rede.” As oficinas ocorrem no período de um dia e são acompanhadas por mentores.

Site: http://rodadahacker.com/

No mundo:

Girls Who Code

Criada em 2012, é uma organização norte-americana sem fins lucrativos que trabalha para acabar com a desigualdade de gêneros nos setores da tecnologia e engenharia. É financiada por instituições públicas e privadas e é voltada a meninas do ensino médio.

Site: http://girlswhocode.com/

Girl Develope It

Organização que tem como objetivo empoderar mulheres do mundo todo, de diversas áreas, ensinando-as

Site: http://www.girldevelopit.com/

Black Girls Code

É uma organização sem fins lucrativos dedicada a ensinar garotas negras, de idades entre 7 e 17 anos, a programar e lidar com tecnologia digital.

Site: http://www.blackgirlscode.com/

The Ada Initiative

The Ada Initiative é uma organização que tem como principal objetivo ajudar as mulheres a se envolver com a produção e compartilhamento de software livre, código aberto e outras áreas da tecnologia livre. Desde sua fundação, em 2011, vem auxiliando na criação de códigos de conduta e políticas antiabuso sexual neste meio.

Site: http://adainitiative.org/

Girls in Tech (GIT)

Criada em 2007, é uma organização global focada em educar, engajar e empoderar mulheres que já têm influência no setor da tecnologia. Nasceu da necessidade de criar um espaço para que essas mulheres pudessem cultivar suas ideias e discutir suas carreiras e conceitos de negócio.

Site: http://girlsintech.org/

 

(Crédito da foto de capa: Black Girls Code)

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