Medicalização da infância: o TDAH e suas controvérsias

Medicalização da infância: o TDAH e suas controvérsias

Para especialistas, o fato de problemas cotidianos serem deslocados para o campo médico tem alimentado o sonho de resolução por meio de psicofármacos, pois estes produziriam bem-estar, felicidade e autorrealização

Por Jarid Arraes

Em novembro de 2010, cerca de mil profissionais das áreas da educação e saúde, entre eles estudantes e representantes de instituições, participaram do Seminário Internacional “A Educação Medicalizada: Dislexia, TDAH e outros supostos transtornos”, em São Paulo. A partir daí, os participantes concluíram que precisavam lançar também um manifesto, assinado por centenas de pessoas e entidades. Foi devido à necessidade de discutir e combater a medicalização da vida que foi criado o Fórum Sobre Medicalização da Educação e da Sociedade, uma iniciativa política em combate à tendência de transformar comportamentos em problemas de saúde.

Na página do Fórum no Facebook, são debatidas muitas questões relevantes, desde o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) até temas ainda mais controversos, como é o caso da Despatologização da Transexualidade. Entre ilustrações, sátiras e textos, o Fórum Sobre Medicalização da Educação e da Sociedade vem conquistando apoiadores e gerando bastante polêmica.

A psicóloga escolar Emília Suitberta Trigueiro é uma das especialistas que oferece suporte ao Fórum e explica: a medicalização é o processo em que problemas cotidianos são deslocados para o campo médico, mesmo quando originam de razões sociais e políticas. Assim, a tristeza seria tratada como depressão e a insônia como distúrbio do sono, por exemplo. Aliado a esse processo há um outro, denominado medicamentalização, que seria o uso excessivo de medicamentos para alívio de dores cotidianas. “Esses dois processos podem estar juntos ou não. Há casos em que ocorre somente o diagnóstico, que pode ser dado por um médico ou outro profissional da área de saúde, como também pode ser dado pelo professor, pelo vizinho, ou pelo próprio sujeito, mas sem uso de medicamentos. Em outros casos, há uso desenfreado de medicamentos sem que hajam diagnósticos, medicamentos para comer, para parar de comer, para dormir e para acordar”, exemplifica.

Segundo a profissional, a medicalização social aliada à indústria farmacêutica tem alimentado o sonho de resolução de todos os problemas por meio de psicofármacos, pois estes produziriam bem-estar, felicidade e autorrealização. “Esses ideais estão disseminados na sociedade graças ao marketing feito pelas indústrias farmacêuticas, que inicialmente propagam os ‘sintomas’ de uma doença e depois o medicamento que a curaria”, argumenta. “Devido a sua complexidade, esses processos são preocupantes e não são suficientemente abordados na sociedade, o que tem tornado a população ‘vítima’ desses novos ideais. Por isso, atualmente há um número excessivo de pessoas que se consideram doentes e têm diagnósticos de depressão, síndrome do pânico, hiperatividade, entre outros”.

charge ritalinaDebate quente: Existe ou não TDAH?

Um dos tópicos mais polêmicos envolvendo o movimento contra a medicalização da vida é o tocante à infância e educação sobre os diagnósticos de Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). Em dez anos, houve um aumento de cerca de 775% no consumo brasileiro de Ritalina – nome comercial pelo qual é mais conhecida a substância metilfenidato.

Com o enorme crescimento de casos diagnosticados de TDAH e crianças que passaram a usar o metilfenidato como medicação para corrigir seus comportamentos, cresce também o debate e a polarização em torno do tema. “Existem aqueles que defendem que existe uma doença neurobiológica causada por uma alteração nos neurotransmissores, que resultaria nos sintomas de desatenção, hiperatividade e impulsividade, e que para o tratamento desse transtorno seria necessário um medicamento que ‘organizaria’ essas funções cerebrais. Do outro lado existem aqueles que consideram o transtorno um problema essencialmente social. Eu me encaixo neste segundo grupo”, afirma Emília Suitberta Trigueiro.

A psicóloga escolar concorda com outros estudiosos da área na hora de afirmar que a sociedade é que torna as pessoas hiperativas. “A  todo momento somos cobrados a ser criativos e multifuncionais, é preciso entregar-se à carreira, mas também aos filhos, devemos acompanhar as aulas de ballet, judô, circo, inglês ou mandarim, e devemos acima de tudo estar felizes”.

Movendo a lógica para o mundo infantil, o quadro pode ser ainda mais evidente. “Nossas crianças também são cobradas o tempo todo: música, futebol, dança, culinária saudável, psicoterapia, consulta médica e fonoaudiológica, lição de casa, sem perder os momentos de convivência feliz entre os familiares. No outro extremo temos as crianças que não tem acesso a esses bens, mas que também são cobradas para que tenham bom desempenho e alcancem o sucesso, pois a ideia corrente é que este depende apenas de nós”, pontua Emília. “Todas essas crianças devem fazer isso de uma forma contida, comportada, para responder aos anseios dos familiares e educadores de que possam se tornar adultos inteligentes, comportados, inventivos e livres, e quando não conseguem responder a esses anseios são taxadas de doentes. Esse suposto transtorno acomete principalmente meninos em idade escolar e o tratamento dispensando é o medicamentoso, sendo o principal a Ritalina”, explica.

O Brasil atualmente é o segundo maior consumidor de Ritalina do mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos. Segundo dados apresentados pela profissional, o medicamento é vendido em maior proporção nos meses de aula, e tem pico de venda entre setembro e dezembro – meses em que os resultados escolares preocupam mais os pais. “O efeito esperado pelos pais e professores é que as crianças fiquem mais comportadas e prestem mais atenção às aulas, que são desinteressantes comparadas as outras atividades que eles fazem; no entanto, os efeitos colaterais deste medicamento não são levados em conta”, alerta Trigueiro. Entre os efeitos colaterais, estão a apatia, a diminuição do apetite, a insônia e até a supressão do crescimento e o risco de ataque cardíaco.

Com isso, os profissionais e entidades engajados no Fórum Sobre Medicalização da Educação e da Sociedade, assim como os pesquisadores do TDAH que negam sua existência, questionam se seria possível existir um transtorno que se manifesta na escola mas não na dança, em alguns meses e outros não, e em tantas pessoas? Trigueiro segue com perguntas: “Seria possível que a sociedade nos cobrasse tanto o sucesso pessoal e a felicidade a qualquer custo e chamasse-nos de doentes quando não fizéssemos o que é esperado para nós? Seria possível que tantas crianças tomassem um remédio com efeitos colaterais tão fortes e isso não fosse questionado? Somos nós que estamos doentes ou a nossa sociedade?”.

No entanto, a polarização também tem o outro lado. A psicóloga Cyntia Mesquita Beltrão, que também é presidente da Associação dos Amigos dos Autistas de Minas Gerais (AMA/MG), é uma entre os profissionais que defendem a existência do TDAH e criticam iniciativas como a do movimento contra a medicalização compulsória.

“Acredito que este movimento presta um desserviço à sociedade”, afirma Beltrão. “A partir do momento em que se sabe que o TDAH é um transtorno neurobiológico, é natural e esperado que medicamentos que minimizam as alterações no funcionamento cerebral possam beneficiar os indivíduos portadores do transtorno. Os movimentos a favor da saúde mental de crianças e adolescentes deveriam ser para melhorar a qualidade técnica dos profissionais que conduzem os diagnósticos e tratamentos, evitando medicar uma criança que possui dificuldades de aprendizagem devido a questões emocionais ou ambientais, casos em que uma psicoterapia seria mais indicada”.

Para Beltrão, a existência do TDAH não deve mais ser polêmica, já que a Organização Mundial de Saúde o reconhece e “já foi mais do que comprovado que existe uma alteração neuroquímica no cérebro dos indivíduos portadores do transtorno”. Para ela, o fato de diversos países com culturas distintas descreverem os mesmos sintomas é uma forte evidência da existência do TDAH. “Além disso, os portadores de TDAH possuem maiores taxas de abandono escolar, reprovação, desemprego, divórcio e acidentes automobilísticos. Possuem maior incidência de depressão, ansiedade e dependência de drogas. Com tantos prejuízos envolvidos fica clara a necessidade de tratamento psicológico e também farmacológico mediante orientação médica”.

Os números de diagnósticos e o crescimento do uso de Ritalina também não assustam a psicóloga; na sua perspectiva, o que existe no Brasil ainda é um subtratamento. E argumenta: “No Brasil, realmente houve um grande aumento do consumo de Ritalina nos últimos anos. Acredita-se que que a conscientização da população acerca do transtorno está associada a um aumento progressivo no número de pacientes diagnosticados e tratados. De acordo com informações obtidas no site da Associação Brasileira de Déficit de Atenção (ABDA), as taxas de prevalência de TDAH no nosso país são de 5,3% para jovens e 2,5% para adultos. Segundo estas estimativas, mais de 900 mil pessoas são afetadas pelo TDAH no Brasil e somente 16,2 a 19,9% dos indivíduos afetados pelo transtorno recebiam tratamento de primeira linha para o transtorno em 2009 e 2010”.

Não obstante, Beltrão chama atenção para a necessidade do uso de Ritalina, pois nem todas as pessoas diagnosticadas com TDAH precisam de estimulantes. “O único profissional capaz de fazer esta avaliação é o médico. Existem outras alternativas de tratamento, como psicoterapia ou o neurofeedback, por exemplo. Mas as pesquisas científicas sugerem que os benefícios obtidos com esses tratamentos são considerados inferiores àqueles obtidos com o tratamento medicamentoso”, argumenta.

TDHA também é pauta feminista

Em nossa cultura, a presença da mãe ainda é considerada mais importante e necessária para a educação das crianças. Apesar de diversas teorias mostrarem algo bem distinto disso, como é o caso da Psicologia Sócio-Histórica, que salienta o papel de toda a sociedade na educação e desenvolvimento humano, a ideia de que a culpa é sempre da mãe permanece forte atualmente.

Com o TDAH não seria diferente. “Temos padrões de comportamento social que devemos cumprir e somos cobrados a todo momento para nos encaixar nesses padrões. A mulher, particularmente, tem que cumprir, com excelência, os papeis de mãe, dona de casa, esposa dedicada, profissional exemplar, sem descuidar da saúde, da beleza, da sexualidade, da inteligência, entre tantas outras coisas”, pontua Emília Suitberta Trigueiro. “No seu papel de mãe, ela deve ser capaz de cuidar muito bem dos seus filhos para que estes se tornem pessoas de bem, mas principalmente pessoas bem sucedidas. Para isso ela deve contar com a ajuda de babás, professores, psicólogos, pediatras, nutricionistas, terapeutas ocupacionais e também do pai, pois o papel dele na sociedade brasileira, ainda é secundário, apenas para ajudar. No final das contas, quando alguma coisa dá errado é culpa da mãe, que não soube educar, que não tem tempo para as crianças, que trabalha muito, que mima demais, que castiga demais, que é muito negligente, que é muito severa, resumindo, foi a mãe que não fez a coisa certa”.

Para a psicóloga escolar, as crianças que recebem o diagnóstico de TDAH tornam essas questões de gênero ainda mais claras. “A primeira hipótese que surge sobre a origem do transtorno é que houve algum problema na gestação, depois seguem outras, como questões hereditárias, problemas na alimentação, traumas sofridos na infância, e por aí vai. Essas hipóteses estão centradas, em geral, na criança e em seu cérebro ou na família, com peso bem maior na mãe. Questões sociais como a escola, a mídia, o excesso de tecnologias e a sociedade de consumo nem são citadas. Por isso, como o problema é da criança, vamos medicar a criança e resolver o problema”, salienta.

Cyntia Mesquita Beltrão também concorda com a perspectiva de que as mães são muito mais culpabilizadas por crianças com TDAH ou outros transtornos. “Um exemplo disso é como o mito da “mãe-geladeira” como causadora do autismo ainda persiste tanto entre profissionais da área de saúde quanto entre a população leiga e a mídia. A mídia inclusive contribuiu muito para essa culpabilização. Recentemente vimos numa novela uma moça com autismo tendo o acesso ao tratamento dificultado por culpa da mãe. Esse tipo de representação repercute e a comunidade de familiares de pessoas com autismo sofreu muito com esse estereótipo”.

Segundo Beltrão, ainda existe a ideia de que a criança com algum transtorno é fruto da falta de educação ou de algum problema com a mãe. “É comum inclusive que o pai abandone a família ao perceber que a criança tem algum problema e culpabilize a mulher por isso. A sociedade não cobra dos homens a dedicação à família que a mãe deve ter. Se uma mulher tiver o mesmo comportamento que o homem será ostracizada pelo seu meio”. Para ela, essas mulheres precisam receber suporte, pois acabam também passando por sofrimento mental. O fato da função de cuidar ser considerada uma função feminina também gera prejuízos sociais, pois tudo o que é feminino é desvalorizado e negligenciado. “É preciso que o serviço público de saúde crie espaços para acolher estas mulheres. Terapias em grupo, com possibilidade de troca de experiências e apoio mútuo têm bons resultados e parecem representar uma alternativa economicamente viável de atendimento para essas mulheres”, afirma.

A psicóloga mineira ainda chama atenção para os mitos e estereótipos sobre as mães de crianças com transtornos mentais, entre eles o chamado mito da “mãe especial”: “Nós ainda achamos que as ditas ‘mães especiais’ são mulheres mais resistentes do que as outras. É um estereótipo de fundo religioso e cultural no qual até mesmo algumas destas mães acreditam. As consequências são nefastas, com mulheres se sobrecarregando com os cuidados com o filho, negligenciando a própria saúde e se isolando de amigos e parentes que poderiam dar algum auxílio. Para os companheiros (que muitas vezes se ausentam), a sociedade e até mesmo para o governo, esse mito da mãe especial acaba sendo muito cômodo, já que relega às mulheres aos cuidados que deveriam ser responsabilidade de todos. Mudar essa noção é o primeiro passo para cuidar destas mulheres”.

De quem mais é a responsabilidade?

Por todos os fatores apresentados, os debates sobre o TDAH, a medicalização e a medicamentalização ainda precisam de muito mais esforços para que possam caminhar maiores distâncias. A mídia tem um papel crucial nesse aspecto, já que é responsável por informar e, no processo, acaba formando opiniões a respeito desses temas.

Cyntia Mesquita Beltrão afirma que a mídia erra quando dá credibilidade a movimentos como o Fórum Sobre Medicalização da Educação e da Sociedade. “Se a mídia reforça um movimento que diz que não se deve medicar um transtorno, ela colabora para uma banalização do problema. “Para que seja diagnosticado o TDAH é necessário que exista um grau significativo de prejuízo na vida do indivíduo. Portanto, sempre há sofrimento envolvido. O papel da mídia deve ser de informar e não de oferecer opiniões generalistas, colocando todos os casos no mesmo grupo. Deve-se ter cautela e responsabilidade, por serem pessoas formadoras de opinião. Uma opinião baseada na falta de conhecimento, mesmo que bem intencionada, pode ter consequências muito graves na vida de uma pessoa”.

Já para Emília Suitberta Trigueiro, a mídia é parte do problema que gera a medicalização de comportamentos e a invenção de transtornos que são, na verdade, questões que envolvem o contexto social e as exigências culturais. Todas as esferas da sociedade deveriam ser responsabilizadas e questionadas em suas contribuições para o aumento de diagnósticos de TDAH e para o uso de Ritalina. Além disso, Trigueiro faz questão de levar a reflexão para o campo escolar, sua área de principal atuação. “Quando falamos de TDAH, não podemos jamais esquecer o papel da escola. Temos no Brasil um modelo de escola ultrapassado, com professores despejando conteúdos na cabeça das crianças e as crianças despejando esses conteúdos em avaliações sem sentido para elas”, pontifica.

“Ao final do processo de escolarização, as crianças que chegam ao final (pois muitas ficam no meio do caminho) demonstram um rendimento sofrível, como nos mostram todas as avaliações nacionais e internacionais. Temos um número muito grande de crianças que saem da escola analfabetas. No entanto, essas crianças que não aprendem são chamadas de doentes, por não ficarem sentadas e comportadas assistindo aulas que não fazem sentido para elas”, diz Trigueiro. “Essas crianças ditas doentes receberão um tratamento medicamentoso, o que torna a questão ainda mais complexa. Estamos lidando com algo que é muito grande e poderoso, que é a indústria farmacêutica. O poder dela vai além do que nós podemos ver e está em todos os lugares, está na novela, está no jornal, está na revista lida pelos professores, está no consultório do pediatra e está também no posto de saúde. Por isso quando alguém diz para uma mãe que o filho dela é hiperativo ela tende a acreditar, principalmente quando esta mãe não tem acesso a informação”.

Cyntia Mesquita Beltrão, no entanto, não concorda com a ideia de que o diagnóstico funcione como um rótulo e uma tentativa de enquadramento social. Para ela, o diagnóstico serve como um norteador para a conduta que as pessoas e os profissionais que lidam com a criança devem ter. Ou seja, a criança pode necessitar de uma atuação profissional especializada da professora na condução das aulas e das avaliações. Os pais também precisam conhecer mais sobre o transtorno para que possam compreender a forma de ser da criança e assim possam se atentar para alguns riscos, especialmente no caso de crianças com alto grau de impulsividade.

Os profissionais envolvidos com o movimento contra a medicalização compulsória, por fim, argumentam que aceitar a lógica do TDAH e os diagnósticos crescentes sem criticá-los também contribui com o sofrimento das crianças diagnosticadas. “Diante disso, é muito complicado falar sobre o TDAH, porque somos poucas vozes diante de um gigante, mas não significa que vamos nos calar”, conclui Emília Suitberta Trigueiro. “A primeira coisa que devemos questionar é a escola, esse método de ensino tradicional que não respeita a singularidade das crianças. Devemos também questionar o excesso de medicamentos que consumimos atualmente, seja a Ritalina ou qualquer outro. A psicologia tem a obrigação de pensar sobre essas questões, e mais ainda, tem a obrigação de agir diante disso, seja o psicólogo escolar, o clínico, ou o social”. Trigueiro finaliza seu raciocínio e afirma que se tornará mais fácil encontrar alternativas quando o assunto for discutido em diferentes contextos.

Ao final das contas, em uma coisa todos os lados parecem encontrar um ponto de concordância: a psicologia brasileira precisa se envolver mais no assunto. Para Beltrão, os Conselhos regionais e federal devem colaborar na capacitação dos profissionais, na exposição dos transtornos psiquiátricos e seus tratamentos mais eficazes e no apoio às pesquisas científicas.

Independente da lógica defendida por qualquer um dos polos, o objetivo maior aparenta ser o mesmo: o bem estar das crianças e a promoção de ambientes seguros onde se desenvolvam com liberdade, sendo respeitadas como indivíduos únicos e capazes. Se a práxis virá pelos diagnósticos e medicamentos ou pela mudança na forma de encarar a saúde mental e a educação, por enquanto, permanece a critério de quem busca suas ferramentas.

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