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A paz na Palestina é possível por Renato Rovai O título acima parece coisa de maluco, tamanha a crise vivida nesta região atualmente, mas foi o tema de uma das mais concorridas conferências do dia (2/2), que (viva a sapiência dos organizadores) teve a mediação da guatemalteca Rigoberta Menchú, prêmio Nobel da Paz. Ao final do debate, quando a platéia pôde realizar perguntas, a discussão ficou um pouco mais acalorada. Rigoberta, porém, demonstrando enorme competência para mediar conflitos, não abriu brechas para confusões, deu um show de pacificação e provou que quando há boa vontade e autoridade é possível aproximar os diferentes. Essa questão da mediação do conflito foi um dos pontos destacados por Michel Warshawski, co-presidente do Centro Alternativo de Informação, um dos debatedores da Conferência. "Numa relação desigual, como a do Estado Palestino e de Israel, é preciso haver um terceiro que faça a mediação de um acordo e depois garanta a sua aplicação. No caso da Palestina ele não pode ser os EUA. Israel se orgulha de ser considerado o estado número 52 dos EUA", afirmou. Ele disse que Israel tem descumprido todos os acordos realizados nos últimos anos e que os EUA fecham os olhos. (Leia a continuação desta matéria) Destaques:
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