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A máquina de moer gente
Capa "Em 1 hora gasta-se em armas o equivalente ao salário de 86.400 trabalhadores. Aproximadamente 25% dos cientistas do planeta dedicam-se à investigação militar. Preparar um soldado para a guerra custa anualmente 64 vezes mais do que educar uma criança. Com o que se gasta num tanque seria possível construir 520 salas de aula. Baseadas em dados da Unesco, tais comparações podem parecer simplistas, mas mostram a lógica que leva o mundo a gastar cada vez mais com armas e menos com gente.

Mais: segundo cálculos das Nações Unidas, 26 mil pessoas são mortas ou mutiladas a cada ano por minas terrestres, cuja produção mundial fica entre 5 e 10 milhões, a depender da fonte. Por 3 dólares é possível comprar uma mina. Mas a mesma empresa que vende por 3 dólares cobra entre 300 e mil dólares por unidade para retirá-la. No meio do caminho, claro, sobra destruição, pessoas mutiladas, terror.

O que explica a lógica dessa verdadeira máquina de moer são os ditos interesses econômicos. A indústria armamentista movimentou 811 bilhões de dólares em 1996, praticamente dois PIBs brasileiros. Como comparação, as vendas mundiais de semicondutores no ano anterior (os famosos chips presentes nos computadores) não ultrapassaram 150 bilhões. E as de medicamentos, contentaram-se com 200 bilhões."


Este é o abre da matéria de capa da Revista Fórum número 2, que já está nas bancas. Confira a
matéria completa no sítio da revista.

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