8 de março: a sororidade na luta pela previdência no Brasil

O #8Março deste ano foi especial em muitos aspectos. A mobilização de milhares de mulheres ocorreu em todo o país. Em São Paulo ele levou cerca de 50 mil mulheres trabalhadoras e companheiros trabalhadores de todas as idades em marcha pelo centro da...

O #8Março deste ano foi especial em muitos aspectos. A mobilização de milhares de mulheres ocorreu em todo o país. Em São Paulo ele levou cerca de 50 mil mulheres trabalhadoras e companheiros trabalhadores de todas as idades em marcha pelo centro da cidade.  (veja algumas fotos e pequenos vídeos aqui)

Em Sampa, milhares vieram do Prédio da Previdência no Viaduto Santa Efigênia depois de uma assembleia das sindicalistas cutistas e trabalhadoras sem terra que condenaram a antirreforma golpista da previdência e seguiram em marcha para encontrar mulheres trabalhadoras dos movimentos populares, estudantil, da juventude e partidos progressistas como PT, PCdoB, PSol, PDT, PCO já concentrados na Praça da Sé. Do marco zero da cidade seguimos em marcha em direção a Brigadeiro para nos unir a marcha das mulheres da educação que estavam em Assembleia na Paulista. O mar de mulheres inundou o centro e seguiu em direção ao Viaduto do Chá. Foram mais de seis horas de ato e marchas.

Às bandeiras tradicionais da luta feminista brasileira no 8 de março juntamos à bandeira da luta pela seguridade social, contra a antirreforma de Temer que é um verdadeiro ataque aos trabalhadores, mas especialmente às mulheres trabalhadoras do campo e da cidade.

A sororidade feminina ampliou seu abraço a toda classe trabalhadora, ela ecoou pelo país em muitos atos onde mulheres de luta mais uma vez se organizaram e se mobilizaram pela vida, contra a violência, contra o machismo que mata e contra o golpismo que escraviza.

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Foi bonito ver os companheiros lado a lado apoiando a luta, compreendendo que as mulheres trabalhadoras têm liderança e capacidade organizativa e que quando lutamos, fazemos de modo amplo, envolvendo toda a sociedade: mulheres indígenas, verdadeiras artistas, confeccionando suas faixas, ao lado de seus bebês, mães, avós, sindicalistas, lideranças populares e muitas, muitas mulheres jovens.

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Para qualquer um que participou ou que encontrou a marcha em seu caminho era visível a alegria, a beleza, o colorido, as baterias, o cuidado com as crianças, com idosos, cadeirantes. O ato em si foi educativo, lutamos por direitos e o direito de todos garantido ao longo da bela marcha que inundou o Brasil com gente de luta.

Ao retornar cheia de energia e esperança para casa, fui encontrando muitas companheiras antigas na luta, companheiras da educação, companheiras da luta de combate ao racismo, companheiras da luta pela democratização da comunicação… “Companheira me ajuda, que eu não posso andar só. Eu sozinha ando bem, mas com você ando melhor…” Foi delicioso trocar o abraço da sororidade com minhas companheiras de luta, perceber que todas estão mobilizadas porque entendem a gravidade dos ataques golpistas aos nossos direitos. Mas foi igualmente prazeroso encontrar tantas novas companheiras pelo metrô, percebendo que a luta prossegue nas novas gerações: nem recatada nem do lar, nós estamos na rua para lutar.

 









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