Mídia esconde 35 milhões de grevistas embaixo do tapete da manipulação

A manipulação da mídia é velha conhecida dos trabalhadores organizados, mas hoje extrapolaram em muito a tentativa de esconder a paralisação de 35 milhões de trabalhadores em todo o país....

A manipulação da mídia é velha conhecida dos trabalhadores organizados, mas hoje extrapolaram em muito a tentativa de esconder a paralisação de 35 milhões de trabalhadores em todo o país.

Se você visitar qualquer blog de jornalistas progressistas passando pela Fórum ao Eduardo Guimarães, do Portal da CUT ao Viomundo, qualquer rede de ativistas da comunicação dos Jornalistas Livres ao Mídia Ninja,  qualquer perfil de trabalhador organizado voc~e verá dezenas, centenas de fotos e vídeos mostrando a amplitude da greve geral no Brasil. Mas nem precisa disso, vá no Fotos Públicas e vc encontrará fotos como as desses quatro álbuns aqui linkados:
Greve geral: Lojas fechadas no centro da cidade-SP,  Greve geral: Terminal Parque Dom Pedro II vazio; Sindicatos e Associações de Funcionários Públicos e Privados caminharam pelas ruas da cidade de Santana do Livramento; Transportes paralizados na greve geral no inicio da manhã desta sexta feira.

Se você lê em inglês, francês, espanhol, alemão, abra qualquer site internacional e verá que a Greve Geral no Brasil foi destaque na imprensa internacional.

Mas na mídia brasileira não. Aqui somos “pequenos grupos”, “baderneiros” e loucos, porque ninguém que vê a cobertura (no sentido de encobrir a verdade) da mídia pró Temer (e alimentada com gordas verbas pelo golpista) entende porque paramos tudo, porque a expressão reforma da Previdência, um dos principais motivos da greve não aparece em nenhuma das matérias.

Quanto tempo a dobradinha mídia golpista e governo golpista acham que poderão enganar o povo brasileiro, escondendo ele mesmo dele próprio?

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“OPERAÇÃO MÍDIA” CONTRA A GREVE
Por Igor Felippe Santos

As “informações de bastidores” divulgadas na grande mídia sobre as avaliações do Palácio do Planalto em relação à Greve Geral dão o tom de como o governo vai tratar a maior paralisação das últimas décadas no país.

O que os chamados “jornalistas influentes”, que na verdade são porta-vozes oficiais, dizem é que o governo avaliava que a mobilização seria muito maior e que não existiu uma Greve Geral.

A cobertura da mídia tenta transformar a paralisação das atividades nas grandes cidades em atos isolados de uma minoria, de caráter político, de constrangimento e imposição do medo à maioria da população.

A cobertura abusa de imagens de helicópteros de pequenos grupos em piquetes e trancamentos de ruas, avenidas e rodovias.

Assim, as TVs tentam convencer seus públicos que a mobilização não passa de ações isoladas, escondendo que o sistema de transporte público (ônibus, metrô, trens), bancos, escolas, fábricas, centros comerciais, serviços públicos (como os Correios) não funcionaram e que os trabalhadores ficaram em casa.

 

Ao focar nas ações auxiliares da paralisação (os piquetes, trancamentos de vias e atos de rua), secundarizam a força, extensão e caráter de massa da Greve Geral, que transformou uma sexta-feira qualquer de trabalho em feriado em todo o Brasil.

A mídia, especialmente as TVs, atua como instrumento auxiliar do governo e cria uma válvula de escape para Temer, que fará pronunciamento para diminuir a amplitude da greve e dizer que a manifestação não envolveu a maioria da sociedade.

A ação sofisticada da mídia mais a contumaz cara de pau dos golpistas serão utilizadas para que não admitam que a Greve Geral teve um impacto de massa, que todos os brasileiros sentiram os seus efeitos e que a maioria apoia as manifestações contra as reformas da Previdência e Trabalhista do governo Temer.

O problema é que a experiência vivida por milhões de brasileiros neste 28 de abril vale mais que manchetes e minutos no Jornal Nacional, que não terão êxito nessa cruzada para esconder que a Greve Geral foi um sucesso e que as pessoas comuns se colocam em movimento contra a retirada de direitos.