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Justiça colombiana solicita prisão de 15 militares acusados de massacre

Por Brunna Rosa
[27 de março de 2008 - 16h41]
“As crianças estavam debaixo da cama. A menina era muito simpática, tinha de cinco a seis anos (...) Propusemos aos comandantes deixar as crianças em um abrigo, porém disseram que seria uma ameaça. Eles se tornariam guerrilheiros no futuro (...) “Cobra” pegou a menina pelos cabelos e passou o facão em sua garganta”, afirmou Jorge Luis Salgado, um ex paramilitar colombiano, as autoridades em 30 de janeiro de 2008. O massacre na comunidade de San José de Apartado, narrado pelo ex-paramilitar, aconteceu em 21 de fevereiro de 2005. Neste dia foram decapitados e jogados em uma fossa, no meio da selva, oito adultos e três crianças. Segundo informações do MOVICE (Movimento Nacional de Vitimas de Crimes do Estado), da Colômbia, todas as vítima eram membros de um grupo neutro no conflito armado colombiano e vinha, insistentemente, solicitando proteção especial. Segundo os testemunhos de Salgado, os responsáveis pelo massacre são membros da Brigada XVII do Exército colombiano.

Exército Baseado nos depoimentos, há doze dias, a Justiça colombiana, enviou um comunicado ao comandante do Exército, o general Mario Montoya, solicitando que capturem os quinze membros que participaram do massacre. No comunicado, a Justiça colombiana afirma que inicialmente os militares seriam interrogados. Segundo informações do jornal El Tiempo, um dos investigadores do caso afirmou que foi ordenada a detenção dos membros. ‘Existem indícios suficientes para responsabiliza-los pelo massacre de Apartadó, afirma o jornal. Na lista, que o general Montoya recebeu a três sub-tenentes, quatro sargentos e oito cabos.

Medo Segundo informações do jornal, os investigadores acreditam que o massacre de 2005 teve como objetivo instituir o medo na comunidade de Apartadó.
San José de Apartadó, é um dos casos que organizações não governamentais (ONG) encaminharam a instâncias internacionais, acusando o Estado colombiano de não trabalhar pelos direitos humanos. Desde 2002, a Corte Interamericana de Direitos Humanos, da Organização dos Estados Americanos (OEA), havia solicitado ao governo colombiano medidas para preservar a vida e integridade da comunidade. Três anos depois do massacre de Apartado, este e ,aos 170 assassinatos estão sendo analisados pela Corte Interamericana de Direitos Humanos. 
                                                                                                                                                                                                                                     
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