Das salas de aula para a ÁfricaSucesso em sua primeira edição, o 2o. Concurso Aprender e Ensinar Tecnologias Sociais oferece diversas informações para o educador conhecer o conceito de tecnologias sociais. Ao se inscrever na página eletrônica www.revistaforum.com.br/ts ele já ganha o segundo livro Geração de Trabalho e Renda, e também uma assinatura da revista Fórum até dezembro.Por Victor Plese
[23 de julho de 2010 - 09h04]
Com inscrições prorrogadas até 16 de agosto, o 2o. Concurso Aprender e Ensinar Tecnologias Sociais oferece diversas informações para o educador conhecer o conceito de tecnologias sociais. Ao se inscrever na página eletrônica www.revistaforum.com.br/ts ele já ganha o segundo livro Geração de Trabalho e Renda, e também uma assinatura da revista Fórum até dezembro.
O próximo passo do inscrito é responder a duas perguntas que servirão como uma proposta básica para o desenvolvimento de uma atividade, na escola ou fora dela. Depois disso, o professor receberá um certificado pela sua participação e os 50 primeiros irão a Brasília onde participarão de um seminário sobre tecnologia social que possibilitará o aprimoramento da sua proposta. Os cinco melhores, um de cada região do país, ganhará viagem e hospedagem grátis para o próximo Fórum Social Mundial em Dacar, no Senegal. Os professores que ainda não fizeram a sua inscrição precisarão correr porque o prazo final é dia 16 de agosto. Afinal, não é todo dia que de uma sala de aula pode-se ir ao Senegal com tudo pago. Inscreva-se aqui. Confira abaixo alguns exemplos de tecnologias sociais: Aplicando a Tecnologia Social na agricultura orgânica. Em João Pessoa a prefeitura fez o projeto Cinturão Verde, primeiro programa de incentivo à agricultura familiar com foco na produção orgânica de forma sistêmica e sem uso de defensivos agrícolas e fertilizantes químicos. Nestas férias de julho, o Cinturão Verde realizou um pequeno curso para levar os alunos da Universidade Estadual da Paraíba às comunidades a fim de trocar conhecimentos e aperfeiçoar as técnicas surgidas da agricultura prática. Um grupo de 30 alunos da UEPB visitou três locais. Na primeira visita `de campo` os universitários conheceram o cultivo em estufas cobertas por lona antivírus, com a técnica de defensivos naturais e um aviário com piquetes para pastejo. A segunda parada foi a uma criação de porcos, onde é desenvolvida a técnica de biodigestor, que é o tratamento dos dejetos da suinocultura. E por fim, o grupo visitou um cultivo a céu aberto, que usa técnicas de compostagens, biofertilizantes e caldas biodefensivas, onde são plantados hortaliças e legumes sem a utilização de agrotóxicos. Nestas visitas à comunidade os alunos acabaram aplicando, na área rural, a teoria recebida em classe, aprendendo e ensinando os agricultores, desde o preparo do solo até a diferença entre o plantio definitivo e o de sementeira. Aprender e ensinar é uma das características da Tecnologia Social que os alunos e os agricultores acabam praticando no incremento da agricultura familiar. Apesar de serem técnicas simples, podem garantir alimentos mais saudáveis e assegurar o desenvolvimento sustentável das comunidades. Além disso, para estimular sustentabilidade, os agricultores que participaram desta atividade poderão se habilitar para solicitar o financiamento do Programa Nacional de Agricultura Familiar (Pronaf). Veja a íntegra em http://www.joaopessoa.pb.gov.br/noticias/?n=14629 Construção de cisternas com a Tecnologia Social, no semi árido, beneficiará mais 94 mil baianos O Programa Um Milhão de Cisternas Rurais (P1MC) veio para suprir a carência de água doce no interior baiano, que deverá ser captada da chuva para consumo humano. Aqui a tecnologia social veio pela criação de um Seminário Microrregional de Técnicas de Construção de Cisternas, em Irecê , realizado no mês de junho pelo CAA. Os 30 pedreiros que participaram da formação da proposta que uniu o jeito de fazer aprendido na prática com as técnicas recebidas no seminário, já notam que o resultado, em suas atividades de campo, melhorou a construção deixando as novas cisternas muito mais eficientes. Os trabalhos foram iniciados no final de junho de 2010 no município de Iraquara, onde serão implantadas 120 cisternas. Destas, dez já estão prontas beneficiando 288 famílias. Na sequência, começa a construção em Mulungu do Morro e na próxima, em Barro Alto. Um novo convênio foi assinado no dia 28 de junho de 2010 entre 13 entidades e o governo da Bahia que viabilizará a implantação de 18,7 mil cisternas de consumo e 1,2 mil para produção, em 110 municípios baianos, beneficiando cerca de 94 mil pessoas. Confira a íntegra: http://www.rts.org.br/noticias/destaque-3/construcao-de-cisternas-no-semiarido-segue-em-ritmo-acelerado Para transportar material reciclado nada mais adequado que um veículo elétrico Um veiculo elétrico transportará material descartado no campus Darcy Ribeiro, da UNB, para ser separado por cooperativas de catadores. O projeto foi desenvolvido por 23 alunos dos cursos de Engenharia Mecânica, Engenharia Elétrica, Engenharia Mecatrônica, Serviço Social e Desenho Industrial. O grupo foi formado a partir de proposta feita por professores da disciplina. A ideia é encaminhar o lixo coletado para um centro de triagem, e está em processo de discussão por grupo de trabalho do Núcleo de Agenda Ambiental da UnB, e reunirá catadores ligados ou não a cooperativas. A Tecnologia Social também tende a ampliar os interessados no desenvolvimento das ações e, recentemente, estudantes de fora das engenharias foram agregados com a chegada de dois alunos do Desenho Industrial e dois do Serviço Social. A energia limpa é outro ponto forte do projeto, porque o carro elétrico é menos poluente e ainda as baterias serão alimentados com energia solar. Os alunos ainda têm muitas etapas a vencer para ver o projeto sair do papel, uma delas é dimensionar o tamanho das baterias para aumentar a durabilidade, outra é conhecer o processo do centro de triagem junto aos catadores. A ideia ganhou o edital do Programa de Extensão Universitária (ProExt) do Ministério da Educação deste ano, mas já estava sendo desenvolvido pelos alunos antes do resultado, e receberá uma verba de R$ 50 mil, a partir de 2011, para desenvolver o carro. A previsão é que o carro comece a circular pela Universidade de Brasília em um ano e meio. A íntegra: http://www.unb.br/noticias/unbagencia/unbagencia.php?id=3582 |
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