Will & Will: um nome, um destino” do queridinho dos adolescentes, John Green, autor de livros como “Teorema Katherine”, “Cidade de Papel” e “A culpa é das estrelas“, escreveu esse livro em parceria com David Levithan, autor de “Todo dia”.

A história vendida como romance gay é muito mais que isso. A capa americana do livro, que mostra um menino se equilibrando em uma corda bamba, é uma boa imagem do que ele representa: a corda bamba chamada de relacionamentos.

Contada sob dois pontos de vista, temos de um lado, Will Grayson, um jovem que faz de tudo para ser invisível e não ter problemas, muito embora tenha por melhor amigo Tiny, um dos jogadores de futebol americano, gordo e espalhafatosamente gay; como outro narrador, temos Will Grayson, um menino antissocial, que vive só com a mãe e toma remédios controlados para sua depressão e tem uma relação “próxima” com Maura e um “namorado virtual” chamado Isaac.

Sim, dois Will Grayson, levando cada um a sua vidinha sem saber da existência do outro, até o fatídico dia em que o primeiro Will Grayson fica de fora de um show e resolve entrar em uma loja de filmes pornôs, onde por um grande acaso, encontra o segundo Will, que tinha ido lá para se encontrar pela primeira vez com o seu namorado virtual, Isaac, que não aparece.

Aí que as histórias se entrelaçam, embora se mantenham narradas, ainda, sob as perspectivas de cada Grayson.

Will Grayson primeiro, tem que começar a lidar não só com toda a loucura e atenção atraída pra ele, por conta de Tiny, como também com o relacionamento que o seu amigo inicia com o segundo Will. Além disso, também começa a rever a sua postura em relação aos relacionamentos…

Assim, o livro se mostra como uma história sobre as tentativas e erros de relacionamentos, sejam eles amorosos, de amizade, entre meninos e meninas, entre meninos e meninos, entre pais e filhos (em um certo grau), tudo com uma linguagem leve e humorada, sarcástica e emocionante.

O fato de cada autor escrever um lado da narrativa torna as coisas mais interessantes, justamente pelo estilo de cada um, que complementa o do outro dando uma unidade fantástica e, ainda assim, se mantém como algo de cada um, algo bastante difícil em uma escrita a quatro mãos.

Uma ótima pedida de leitura pra essas férias.

Comentários

Comentários